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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Mosteiros de Portugal - Mosteiro de Santa Maria de Arouca -





Localização

            O Mosteiro de Arouca localiza-se na freguesia de Arouca, vila e concelho de mesmo nome, distrito de Aveiro, em Portugal.


História

             O Mosteiro de Santa Maria de Arouca era feminino e pertencia à Ordem de Cister, fundado por Loderigo e Vandilo, antes de 951, o Mosteiro de Arouca foi governado nos tempos mais remotos pelo abade Hermenegildo. Sob o patrocínio de São Pedro e São Paulo teve, provavelmente, o seu primeiro edifício junto à igreja de São Pedro (actual aldeia de São Pedro) de onde passou para a vila de Arouca, por iniciativa dos restauradores Ansur e Eieuva. Foram seus patronos secundários São Cosme e São Damião.
Inicialmente, a comunidade terá seguido uma das regras peninsulares ou uma das regras mistas, vindo a adoptar a regra de São Bento entre 1085 e 1095. Sob o governo do abade Godinho (c. 1081-1101), o Mosteiro passou por uma fase de florescimento material, espiritual e cultural. Dispunha, então, de um "scriptorium" que o abade Godinho se empenhou em dinamizar, sob o abadessado de Toda Viegas (1114-1154) manteve o seu progresso. A abadia passou a albergar uma comunidade dúplice. Mais tarde, tornou-se exclusivamente feminina.
D. Sancho I doou o padroado do Mosteiro a D. Mafalda, sua filha que, em 1224, introduziu os costumes de Cister, recebendo a aprovação do papa Honório III, em 1226. Ao longo do século XIII, e especialmente durante o abaciado de D. Maior Martins (1233-1281), a formação do domínio fundiário do Mosteiro atingiu o seu auge, vindo a constituir um dos cenóbios mais ricos do país. Segundo o "Catálogo de todas as igrejas, comendas e mosteiros que havia nos reinos de Portugal e Algarves, pelos anos de 1320 e 1321", o Mosteiro foi taxado em 9000 libras, valor que correspondia a cerca de um quarto das rendas de todo o bispado de Lamego e que, logo a seguir ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, representava a taxa mais elevada a cobrar entre os mosteiros do reino.
Em 1340, a 19 de Junho, por contrato celebrado entre o Mosteiro de Santos-o-Novo e o de Santa Maria de Arouca, se estabeleceu que metade dos direitos, foros e quartos do Condado de Alverca, pertenciam ao rei e a outra metade aos referidos Mosteiros, em 1433, em Novembro, D. Duarte deu carta de privilégios ao Mosteiro de Arouca e, um ano depois, concedeu-lhe uma carta de guarda e encomenda, em 1439, a 20 de Julho, D. Afonso V confirmou-lhe todos os privilégios, liberdades, usos, costumes e foros, outorgados e confirmados pelos reis antecessores. Em 1452, a 21 de Setembro, concedeu carta de privilégio de vassalo ao Mosteiro, e a seus caseiros, mordomos e apaniguados, sendo abadessa D. Isabel de Ataíde. Em 1455, a 20 de Janeiro, a pedido da abadessa, nomeou Gonçalo Eanes, morador no julgado de Arouca, para o cargo de tabelião do cível e crime, em substituição de Pêro Brandão. Em 1473, a 9 de Agosto, revogou uma carta sobre a serventia dos moradores de todo o couto, tendo em conta as obras do Mosteiro. Os moradores ficaram obrigados a dar metade da serventia para a construção da cerca de Viseu, e foram isentos da outra metade. Em 1475, a 4 de Novembro, o rei nomeou vitaliciamente Diogo Dias, escudeiro régio, para o cargo de coudel nas terras e jurisdição do Mosteiro de Arouca.
Em 1483, a 27 de Abril, D. João II deu carta de tabelião do couto do Mosteiro de Arouca a Rui Gonçalves, em 1497, a 3 de Junho, D. Manuel I confirmou as liberdades e privilégios doados pela fundadora, a infanta D. Mafalda, à abadessa e freiras do Mosteiro de Arouca, de que fazia parte a obrigatoriedade de venda dos produtos alimentares, sobretudo os do couto, no burgo de Vila Meia de Gramife, não sendo regateados, principalmente as carnes, pão e vinho. Inserida nesta carta de confirmação encontra-se uma outra de D. João I datada de 26 de Julho de 1402. Em 1501, a 2 de Março, D. Manuel I, concedeu o privilégio de apresentar os tabeliães das terras e jurisdições do Mosteiro, à abadessa de Arouca. Em 1515, por carta de 8 de Julho, ao Mosteiro foi reconhecido o privilégio dos corregedores das comarcas da Beira e Estremadura não entrarem nas suas terras para fazerem correições, salvo por especial mandado régio. Em 1521, a 16 de Julho, o rei concedeu o ofício de escrivão das propriedades do Mosteiro de Arouca a Fernão Rodrigues, no ano de 1532, por ocasião da visita do abade de Claraval, a abadia de Arouca foi considerada a mais importante casa de religiosas cistercienses em Portugal e, em 1536, os visitadores aragoneses que passaram pelo Mosteiro elogiaram o seu estado espiritual e temporal, a 1643, a 23 de Dezembro, por alvará concedido às freiras de Arouca, passou a realizar-se uma feira anual no sítio de Nossa Senhora da Lagoa.
Em 1649, a 25 de Dezembro, a abadessa e mais religiosas do Convento de Arouca receberam por alvará, 12.000 réis a mais de ordenado pago pelo recebedor das sisas da vila de Arouca, no ano de 1732, a 12 de Agosto, receberam carta de mercê de terras na zona de Estarreja, em 1734, a 20 de Dezembro, foi-lhe confirmado o privilégio proibindo os corregedores de fazerem correições nas terras do Mosteiro. Em 1779, a 17 de Setembro, por mandado e provisão, foram-lhe restituídos os privilégios que lhe tinham sido retirados pelo Alvará de 26 de Agosto de 1776.
A paróquia de Ester, em Castro Daire, pertenceu ao Mosteiro de Arouca passando mais tarde a pertencer ao Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição da Ermida. O Mosteiro de Arouca apresentava também as igrejas de São Salvador, de Santa Eulália, de São Miguel de Urros e de São Salvador de Várzea, no ano de  1834, no âmbito da "Reforma geral eclesiástica" empreendida pelo Ministro e Secretário de Estado, Joaquim António de Aguiar, executada pela Comissão da Reforma Geral do Clero (1833-1837), pelo Decreto de 30 de Maio, foram extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de religiosos de todas as ordens religiosas, ficando as de religiosas, sujeitas aos respectivos bispos, até à morte da última freira, data do encerramento definitivo, os bens foram incorporados nos Próprios da Fazenda Nacional e no ano de 1886, a 3 de Junho, o Mosteiro encerrou por morte da última freira.

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Interior do Mosteiro : 


          Desenvolve-se o cenóbio em corpos que se articulam perpendicularmente, formando fachadas bem de acordo com a tradição cisterciense, de grande sobriedade, mesmo em plena época barroca. Ao centro do edifício mais antigo abre-se o portal de largo arco abatido, assente em pilastras adossadas e delimitado por salientes cunhais, rematando a fachada empena triangular terminada por cruz latina. Para Nordeste estende-se o edifício rasgado por janelas de linhas simples, marcado por um torreão angular, seguido do coro e igreja. Do lado sul situa-se o arco de entrada do Pátio dos Comuns. Esta frontaria é valorizada pela escadaria de corrimão formado por balaústres torsos.
O projeto da igreja e do coro, traçado em 1703, deve-se ao arquiteto maltês Carlos Gimac. A planta é composta por corpo retangular e cabeceira quadrangular. No corpo da nave abrem-se oito capelas de arco pleno, sobrepujadas por janelas alternando nichos com estátuas setecentistas em pedra de Ançã, da autoria da Jacinto Vieira - representando santas, figuras beneditinas e cistercienses. Uma destas capelas da igreja alberga a urna de Sta. Mafalda, em ébano e decorada com prata e cobre dourado. Ao nível do coro alto, resplandecem as talhas douradas do varandim do órgão, dos atlantes que suportam a tubagem e das sanefas, constituindo uma espetacular composição barroca já com sugestões rocaille. Ainda no coro, é necessário chamar a atenção para o cadeiral do barroco nacional, em talha dourada e de 104 assentos dispostos em quatro filas, executado pelos mestres António Gomes e Filipe dos Santos. Os espaldares são preenchidos por pinturas narrando cenas da vida de S. Bernardo e Sta. Mafalda.
No topo da capela-mor, o retábulo em talha dourada, datado de 1723 e concebido por Luís Vieira da Cruz, alberga três imagens do barroco joanino - Anunciação, S. Bernardo e S. Bento. Joaninas são também as esculturas dos altares colaterais, afirmando-se neste núcleo escultórico uma das maiores riquezas artísticas de S. Pedro de Arouca. Mais tardio, datado de 1781, é o claustro de dois andares, com as galerias superiores constituídas por arcos abatidos assentes em pilares jónicos. As galerias inferiores são formadas por arcos de volta perfeita sobre robustos pilares.
Na sala do capítulo, coberta por abóbada de arco abatido, conserva-se ainda o policromo revestimento de azulejos do século XVIII, com temas paisagísticos.Possui este mosteiro um Museu de Arte Sacra, onde se destacam a escultura gótica do século XV de S. Pedro, talvez obra do escultor João Afonso, uma seiscentista Sta. Mafalda feita para o jacente da arca tumular e o Díptico-Relicário da Anunciação, bonita e singela obra de ourivesaria do século XIII.







          






domingo, 26 de janeiro de 2014

Mosteiros de Portugal - Mosteiro de Santa Maria de Landim - Vila Nova de Famalicão








Localização

        O Mosteiro de Santa Maria de Landim localiza-se na freguesia de Landim, concelho de Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga, em Portugal.


Arquitectura :

          À data da sua fundação, nos inícios do séc. XII, o Mosteiro era românico e dele ainda permanecem alguns vestígios, como são exemplo os CAPITÉIS e as ARCADAS CEGAS na capela da igreja e alguns CAPITÉIS GEMINADOS com motivos da época, talvez já de transição para a centúria de duzentos, como assinalam as bases de bolbo, todos eles fragmentos possivelmente oriundos dum claustro românico destruído na reconstrução do séc. XVI. A igreja era de uma só nave, mais baixa do que a actual, e a capela de paredes rectas, sensivelmente quadrangular. Tinha tectos de madeira e um portal de três arquivoltas , cujos restos se encontram no antigo cemitério. A reforma do séc. XIII instalou a actual abóbada da capela sustentada em contrafortes exteriores e fez levantar a altura da nave, sendo dessa época alguns dos ornamentos românicos que resistiram às alterações posteriores, como os arcos-sob-cornija e o friso enxaquetado que rodeia a capela. A grande transformação viria, no entanto, a ocorrer no séc. XVI sob a égide do Cardeal-Bispo de Viseu, D. Miguel da Silva, vulto de grande destaque na corrente renascentista europeia, que foi Comendatário do Mosteiro na primeira metade de quinhentos. A reconstrução maneirista, fortemente marcada pelo estilo arquitectónico da Companhia de Jesus, caracteriza-se pela obra da FACHADA DA IGREJA, reconstruída em três corpos lisos, divididos horizontalmente por cornijas rectilíneas, com galilé de três arcos e coro alto, e a edificação da torre e nave colateral. No Mosteiro, totalmente remodelado, salientam-se as construções do novo CLAUSTRO com colunas dóricas “à romana” e do SOBRECLAUSTRO aberto entre colunelos, que seria fechado, possivelmente já como domínio privado, em finais de setecentos. Os interiores conheceram sucessivas remodelações de decoração ao longo dos séc. XVII e XVIII com abundante utilização de azulejaria, onde sobressaiem padronagens de tapete e registos de natureza figurativa ao gosto popular de seiscentos, como os que se observam na CASA DO PAÇO , junto ao antigo campo do Jogo da Péla, e alguns notáveis trabalhos de talha barroca que se podem ver no RETÁBULO DA CAPELA e no arco de transição da nave ou no admirável tecto da SALA DO CAPÍTULO, perto do portal de entrada do Mosteiro novo. É ainda do séc. XVIII o órgão que embeleza a igreja, cuja construção invulgar justificaria restauro urgente.




História :

         As origens do Mosteiro de Landim remontam aos alvores da Baixa Idade Média. Embora sejam escassas e contraditórias as informações sobre a sua fundação, esta é atribuída, entre 1110 e 1128, a D. Gonçalo Rodrigues da Palmeira, filho do conde Rodrigo Forjaz de Trastâmara, da linhagem da Casa de Trava, que foi companheiro de armas do conde D. Henrique da Borgonha, pai de D. Afonso Henriques. Gonçalo Rodrigues ocupou lugares de relevo na corte da condessa D. Teresa de Leão e esteve na origem da linhagem dos Pereira através de um seu filho.
Mais tarde Gonçalo Rodrigues tê-lo-á dotado com o domínio de Palmeira que lhe coutou D. Afonso Henriques. A doação foi confirmada pelos seus filhos em documento de 1177, numa altura em que o Mosteiro, cuja comunidade original adoptou com toda a certeza os cânones da tradição hispânica, já estava reformado pela regra da Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, sediados no Mosteiro de Santa Cruz , em Coimbra, conforme se lê no texto onde é designado por "Monasterio de Nandim & Ordini Sancti Agustini". Nas Inquirições de 1258 figura pela primeira vez com o nome de "Monasterio de Sancte Marie de Nandim", e manter-se-ia sempre no seio dos crúzios até à sua extinção em 1770.

Constituição do Mosteiro :

         A comunidade monástica de Santa Maria de Landim era constituída, no ano da extinção do mosteiro, por 17 cónegos e 5 conversos. Tudo indica, apesar das novas dependências com que o mosteiro foi ampliado por altura da sua reconstrução no século XVI, que o número de membros da comunidade nunca terá sido muito diferente desta ordem de grandeza.
O primeiro prior do Mosteiro de Landim, segundo noticia Frei Nicolau de Santa Maria na Chronica da ordem dos Conegos Regrantes do patriarca de S. Agostinho, foi D. Pedro Rodrigues, de quem o cronista diz ser filho de Rodrigo Forjaz de Tastâmara e, portanto, irmão de Gonçalo Rodrigues da Palmeira, fundador do mosteiro. Apesar de não constar de nenhuma compilação genealógica conhecida o nome de Pedro Rodrigues como um dos filhos de Rodrigo Forjaz de Trâstamara e sabendo-se que alguns dos factos narrados pelo cronista não têm fundamento histórico, não é de excluir a hipótese do fundador, a seguir à doação do Couto da Palmeira, ter pretendido consolidar a sua influência no mosteiro através de um irmão de sangue. O priorado de D. Pedro Rodrigues ficou assinalado pela assinatura da confirmação de doação do referido couto ao Monasterio de Nandim, & Ordini Sancti Augustini, pelos filhos de Gonçalo Rodrigues, em Junho de 1177. Sucedeu-lhe D. Pedro Garcia, sobrinho do arcebispo de Braga D. Godinho, o prior que, após a sua morte, foi venerado como santo pelas populações de Landim e terras circunvizinhas.
No século XIII apenas se conhecem dois priores: D. Miguel, a quem D. Sancho I, em 1210, delegou a mediação do conflito que o opôs a D. Martinho Rodrigues, bispo do Porto e neto de Gonçalo Rodrigues da Palmeira, e D. Fernando Pires, visitador geral da Ordem, em 1228, por nomeação do cardeal de Santa Sabina, João de Abavila. O nome de D. Martinho Domingues, prior do mosteiro entre o 1.º e o 2.º quartel do século XIV, aparece referido por D. Rodrigo da Cunha na sua Historia ecclesiastica dos arcebispos de Braga, e dos santos, e varões illustres que floresceram neste arcebispado , como tendo sido aquele em quem recaiu a escolha do arcebispo D. Gonçalo Pereira, trineto de Gonçalo Rodrigues da Palmeira, para proferir o sermão no Concílio Diocesano de Braga, em 1328. Na centúria de trezentos há ainda a assinalar o priorado de D. Francisco Miguel , de quem apenas se sabe que transitou de Landim para o Mosteiro de Santa Maria de Oliveira, onde também veio a ser investido prior no ano de 1356. A D. Martinho Gonçalves Taveira, cujo início do priorado deverá ser anterior a 1423, sucedeu-lhe seu filho D. Fernão Martins Taveira, camareiro do duque de Bragança D. Afonso, o filho bastardo de D. João I. Desconhecem-se as razões que conduziram à resignação destes dois priores, embora no caso de D. Fernão Martins Taveira este possa ter sido compelido pelo arcebispo de Braga, D. Fernando da Guerra, por não professar a regra dos Cónegos Regrantes. Pelo menos a partir de 1446 já D. Álvaro Afonso presidia aos destinos do mosteiro, um priorado que se estenderia por mais de três décadas.
No século XV, Landim passou a integrar a lista das instituições monásticas que se tornaram alvo de atribuição de comendas. D. Jorge da Costa, mais conhecido por Cardeal de Alpedrinha, terá sido, muito provavelmente, o primeiro comendatário do mosteiro. Em 1526, D. João III nomeou D. Miguel da Silva prior-perpétuo e comendatário do Mosteiro de Landim e abade comendatário do Mosteiro Beneditino de S. Tirso. O provimento destas comendas não terá passado de um gesto conciliatório com o Papa Clemente VII, pois o rei já tinha ordenado a cessação das funções de embaixador de Portugal junto da Santa Sé a D. Miguel da Silva e o seu imediato regresso ao reino, como forma de impedir que o Papa elevasse o prelado à dignidade de cardeal, em detrimento de um familiar seu. Impulsionador da introdução dos modelos arquitectónicos italianizantes no norte de Portugal, foi durante a permanência de D. Miguel da Silva como bispo de Viseu, que se iniciou no Mosteiro de Landim a sua mais profunda remodelação, como aliás atesta o Livro de Óbitos desta instituição ao designá-lo como seu comendatário e reedificador. Contudo, a pouca estima do rei pelo prelado continuou a manifestar-se. Para escapar às ameaças e perseguições movidas por D. João III, D. Miguel da Silva decidiu fugir, em 1540, para Itália, na esperança de encontrar junto do Papa Paulo III o acolhimento e a protecção que não tinha em Portugal, o que de facto se verificou, um ano depois, ao ser investido como Cardeal na Cúria Romana. No curto período que mediou entre a sua fuga e a emissão da carta régia em que D. João III o destituiu de todas as mercês, foi o seu sobrinho, D. António da Silva, abade do Mosteiro de Santo Tirso, que esteve na posse das comendas. Todavia, resultante das negociações entretanto mantidas entre D. João III e a Santa Sé, veio a ficar estabelecido que o novo comendatário de Landim seria o Cardeal Alexandre Farnésio, sobrinho do Papa Paulo III.
A era dos priores trienais iniciou-se em 1562, ano em que o Mosteiro de Landim se uniu à Congregação dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, sediada em Santa Cruz de Coimbra. À data da extinção do Mosteiro, ocorrida em 1770, era seu prior D. Agostinho de Nossa Senhora.



Exterior do Mosteiro :

         Podemos encontrar a sul do conjunto monástico temos o Parque e a Cerca que se estende por consideráveis terras agricultadas, no prolongamento de uma magnífica mata de carvalhos, matizada por faias, acácias e medronheiros. Junto ao Parque, embelezado por arruamentos e artísticos fontanários, existiu um gracioso horto com tanque e chafariz, onde ainda se podem ver os muros de suporte rematados de cantaria.








sábado, 25 de janeiro de 2014

Mosteiros de Portugal - Mosteiro do Paço de Sousa - Penafiel




Localização

        O Mosteiro de Paço de Sousa, também referido como Mosteiro do Salvador de Paço de Sousa localiza-se em Paço de Sousa, no concelho de Penafiel, distrito do Porto, em Portugal. É um dos 21 monumentos que integram a chamada Rota do Românico do Vale do Sousa.


Arquitectura :

             Arquitectura religiosa, românica, gótica, seiscentista, setecentista e do séc. 20. Mosteiro beneditino composto por igreja e zona regral que se desenvolve no lado esquerdo, prolongando-se num corpo ao longo do terreiro, parcialmente desaparecido, Planta retangular composta por igreja e zona conventual, sendo a igreja de três naves, a central mais elevada, casa uma com três tramos, transepto inscrito, capela-mor comprida, retangular, de quatro tramos, ladeada por dois absidíolos, de volumes articulados e escalonados com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas e de quatro no cruzeiro do transepto. Fachadas em cantaria de granito aparente, percorridas por alto embasamento, percorridas por frisos, com um motivo entrelaçado até à torre do transepto, a partir da qual se desenvolve em enxaquetado, sendo rematadas em bandas lombardas, sendo em cachorrada no transepto e torre do cruzeiro do transepto; as fachadas laterais possuem contrafortes pouco salientes. A fachada principal virada a O., revela a espacialidade interior, tripartida, com empena central, possuindo dois contrafortes que enquadram portal escavado, composto por cinco arquivoltas em arco apontado, rodeado por friso com motivos geométricos, com capitéis de temas fitomórficos biselados, com tímpano assente em bovídeo e cabeça humana, decorado com um círculo central contendo uma inscrição, ilegível, ladeado inferiormente por dois círculos onde estão esculpidos dois bustos humanos sustentando o sol e a lua. Sobre o portal, corre cornija ornada por cachorros figurando motivos zoomórficos. Sobre o portal, surge ampla rosácea de círculos encadeados, envolvida por três frisos de temas fitomórficos e esferas. Os eixos laterais são em meia-empena, o do lado esquerdo pontuado por mísulas e o oposto com óculo circular no topo. Fachada lateral esquerda rasgada por três frestas de volta perfeita no corpo da nave, o qual possui dois arcosólios de perfis apontados, e porta retilínea, encimada por arco de volta perfeita, cego. O corpo do transepto remata em empena, tendo contraforte no lado esquerdo e vestígios de vão em meia-luneta, encimado por rosácea com molduras de esferas. Fachada lateral direita parcialmente adossada ao corpo do mosteiro, sendo o corpo da nave semelhante à do lado oposto, possuindo portal escavado, de três arquivoltas de perfis apontados, assentes em colunas cilíndricas e com capitéis decorados por motivos fitomórficos. O corpo do transepto remata em empena, tendo contraforte no lado esquerdo e vestígios de frontão triangular, encimado por rosácea com molduras de esferas. Os absidíolos, de perfil curvo, rematam exteriormente por arcadas cegas em banda lombarda, apresentando frestas emolduradas com uma decoração de flores quadrilobadas e esferas. INTERIOR com naves separadas por grossos pilares de secção cruciforme, com sapatas circulares, dos quais arrancam, longitudinalmente, arcos formeiros, em arco apontado, encimados por clerestório, assim como os arcos torais, que nas naves colaterais estão sustentados por meias-colunas adossadas aos muros. Os pilares, compostos por colunas cilíndricas embebidas, com arestas boleadas como colunelos, estão assentes em bases bolbiformes apresentando capitéis decorados com temas fitomórficos. As paredes da nave são em cantaria de granito aparente, percorridas por frisos fitomórficos, tendo tetos de madeira e pavimentos em lajeado de granito. O cruzeiro do transepto tem os arcos laterais encimados por vãos em arcos de volta perfeita com duplas molduras biseladas. Portal axial protegido por guarda-vento de madeira e vidro, encimado por órgão de tubos positivo, com caixa em madeira e nichos frontal e nas ilhargas, com tubos metálicos. No lado do Evangelho, sobre um degrau, pia batismal em cantaria de granito, composta por coluna cilíndrica e taça facetada. No lado oposto, o túmulo de Egas Moniz. Nos braços do transepto, surgem, confrontantes, capelas retabulares laterais dedicadas a Nossa Senhora das Graças (Evangelho) e ao Sagrado Coração de Jesus (Epístola).
Arco triunfal de perfil abatido, com duas arquivoltas assentes em colunas embebidas nos muros, estando encimado por óculo decorado por motivos fitomórficos; está ladeado e acede aos absidíolos rematados em semicírculo com abóbada de centro quebrado evoluindo para quarto de esfera no semicírculo final, assentes em arcos torais de dupla arquivolta ornada por esferas, a interior assente em mísulas e a exterior em colunas embebidas nos muros, com capitéis decorados com motivos fitomórficos, todos com vestígios de policromia. Ambos têm altares paralelepipédicos, o do Evangelho com o sacrário, indiciando ser a Capela do Santíssimo, sendo a oposta dedicada a Nossa Senhora de Fátima. Capela-mor bastante profunda, de quatro tramos, com coberturas em abóbada de lunetas e de perfil apontado, com arcos torais que se apoiam em colunas embebidas nas paredes. Cada tramo é vazado por nicho de perfil lobulado e moldura em toro. Sobre supedâneo de cinco degraus, a mesa de altar de madeira, surgindo, na parede testeira, retábulo-mor de talha pintada de branco e dourado, de planta côncava e três eixos definidos por quatro colunas com fustes percorridos por falsa espira fitomórfica, assentes em plintos únicos, de perfis côncavos e ornados por folhagem. Ao centro, tribuna de perfil lobulado e moldura saliente, contendo tela pintada com a imagem do orago. Os eixos laterais possuem nichos de perfis abatidos e decorados por folhagem com os fundos pintados de azul. A estrutura remata em espaldar recortado e decorado por fragmentos de frontão, cornijas, acantos, anjos de vulto e cartela central, ornada por rosetão. Altar paralelepipédico, encimado por sacrário decorado por frisos recortados, volutas, acantos, folhagem e porta com motivos eucarísticos. No lado da Epístola, porta de acesso à sacristia, com as paredes rebocadas e pintadas de branco, com teto de madeira e pavimento em lajeado, contendo dois arcazes de madeira, um oratório *3, formando nicho em cantaria, em arco de volta perfeita, assente e ladeado por pilastras toscanas, de fustes almofadados, as exteriores encimadas por pináculos piramidais embutidos na estrutura; está ladeado por nichos de alfaias, em volta perfeita, e armários embutidos no muro, com portas de madeira; no lado oposto, porta com meias-pilastras toscanas, rematando em friso almofadado e frontão triangular interrompido e com tímpano ornado por florão. No lado esquerdo, a casa do lavabo, de pequenas dimensões, tem acesso por arco de volta perfeita assente em pilastras toscanas, tendo o intradorso pintado; está iluminado por duas janelas laterais e tem lavabo em cantaria de granito com vestígios de policromia azul e amarelo, estando integrado em vão de volta perfeita, tendo espaldar decorado por cartela encimada pelas insígnias abaciais, sobreposta por uma vieira, rodeado por moldura volutada; na base, duas bicas em forma de carranca, rodeadas por folhagem, que vertem para taça retilínea, em forma de consola, ornada por acantos e volutas. A ZONA CONVENTUAL, atual casa paroquial, desenvolve-se em torno de claustro quadrangular, com dois e três pisos, adaptando-se ao declive do terreno, com fachadas rasgadas por vãos retilíneos, dispostos uniformemente, tendo a fachada N., balcão de acesso à porta de acesso, com escadas de cantaria e guarda plena com colunas de arranque volutada; o portal está protegido por alpendre de madeira. O Claustro tem as alas divididas em sete tramos, marcados por arcos de volta perfeita, assentes em pilastras toscanas, com pilares angulares; duas alas ostentam dois pisos, com janelas de sacada com guardas metálicas pintadas de verde. No centro da quadra, com canteiros angulares em cantaria, chafariz sobre plataforma de três degraus e tanque quadrilobado, com duas taças sobrepostas, sustentando a bica, figurando quatro pelicanos interligados pelas asas. As alas têm, no primeiro piso, tetos de madeira e pavimentos em lajeado, a ala S. com sepulturas, algumas epigrafadas e datadas do séc. 18; para cada uma delas, abrem vãos retilíneos ou de volta perfeita. Na ala N., arco de volta perfeita, protegido por grades metálicas, acede à escada regral de três lanços de cantaria e guardas plenas do mesmo material, os superiores divergentes, ligando a duas portas de verga reta e ao corredor do coro. Por cima da sacristia, com acesso pelo andar superior do claustro, através de uma porta de vão retangular, fica a antiga Sala do Capítulo, soalhada e com teto de masseira. No lado NO., a TORRE sineira, quadrangular, rematada em parapeito de ameias decorativas, assentes em cachorrada; tem acesso por porta de volta perfeita escava na face S., com tímpano vazado por cruz e assente em mísulas decoradas; na face O., balcão de guarda plena, sustentado por mísulas lobuladas, para onde abre porta de verga reta. Possui quatro sineiras de volta perfeita.



Arquitecto e Construtor :

         Arquitectos: Baltazar de Castro (1933); Rogério de Azevedo (1963). Eletricistas: Francisco Luís Pais & Fernando, Lda. (1976); João Jacinto Tomé (1961-1963); José Maria dos Santos & Santos (1938). Empreiteiro: Afonso Ferreira de Oliveira (1976); Alcino da Cunha Nogueira (1930); Ferreira dos Santos & Rodrigues, Lda. (197, 1980); Francisco Pinto Loureiro (1932, 1934, 1936, 1938-1939, 1960, 1967, 1969, 1971); Joaquim D.S. Costa & C.ª Lda (1987). Entalhador: Manuel Alves de Araújo (1784). Fornecedores: Fábrica de Cerâmica da Pampilhosa (1938). Ourives: Manuel do Couto e Sousa (1706).




História :

            Foi fundado no século X por D. Godo Trutesindo Galindes, ascendente de Egas Moniz, o aio, que fez erguer neste local o seu paço. Serviu de refúgio ao abade Radulfo, aquando das invasões de Almançor (994). Constituía-se em uma comunidade beneditina. O mosteiro foi desocupado muitos anos depois e veio a cair em estado de degradação. Foi alvo de algumas obras de manutenção no século XI, vindo a ser completamente recuperado em meados do século XIII. Nesta mesma época foi feita a ampliação da Igreja anexa. Novas campanhas de conservação e restauro foram empreendidas no século XVIII e, mais tarde, no século XX, após um violento incêndio ter devorado os tetos de madeira da igreja em 1927.
Após a extinção das ordens religiosas, em 1834, o convento foi vendido em hasta pública, mas a igreja manteve-se aberta ao público. Encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto de 16 de junho de 1910, publicado no DG nº 136, de 23 de junho de 1910; 67/97, DR 301, de 31 de dezembro de 1997. No interior deste mosteiro encontra-se sepultado Egas Moniz, preceptor de Afonso I de Portugal. No interior do túmulo existe uma pequena caixa de cobre com as suas cinzas fúnebres. O túmulo em si é uma magnífica peça com altos-relevos que retratam a ida do aio de D. Afonso Henriques à Corte do reino de Leão. No inicio foi utilizado como mosteiro masculino da Ordem de São Bento (Beneditinos) e nos dias de hoje é igreja paroquial (integra a rota do Românico do vale do Sousa ).



Pormenor do interior :

            O Túmulo de Egas Moniz integra as lajes de dois momentos distintos: nos laterais estão iconografadas cenas de Egas Moniz jazendo no leito, a sua deposição no túmulo, um prelado de báculo e livro nas mãos e a lendária deslocação a Toledo. Uma das tampas que o recobre, do primeiro cenotáfio, apresenta uma epígrafe, disposta em duas regras, gravadas em sentidos opostos: "HIC : REQVIESCIT : FL'S : DEI : EGAS : MONIZ : VIR : INCLITVS / ERA : MILLESIMA : (CE)ENTESIMA : LXXXII(II)". A outra tampa, anepígrafa, apresenta nos planos oblíquos uma decoração vegetalista geometrizante. Por detrás do túmulo, na parede O., encontra-se uma tampa sepulcral, de formato trapezoidal e de secção rectangular, com moldura a toda a volta delimitando um campo onde está esculpida a figura de um Abade. Esta tem vestes litúrgicas, báculo na mão esquerda, com o remate em forma de cabeça de serpente e a mão direita levantada em sinal de bênção. No lado do Evangelho, encontra-se um silhar com a figuração de São Pedro. A imagem encontra-se com as vestes litúrgicas, estando esculpida sob um baldaquino, encimado pelas insígnias papais. Junto à porta S., na parede externa, encontra-se uma inscrição funerária, referente ao Abade Monius, falecido em 1202: "ERA : M : CC : X : OBIIT / MONIVS : ABBAS : X : AGTI / MONI : PAT : ET : ABBAS / IN : PACE : REQVIESCAS". Na mesma parede encontra-se uma outra inscrição, mas de feitura moderna. Os retábulos laterais são semelhantes, de talha pintada de branco, azul e dourado, de planta reta e um eixo definido por duas colunas coríntias assentes em duas ordens de plintos paralelepipédicos, os superiores ornados por folhagem. Ao centro, nicho de volta perfeita com molduras simples e seguintes ornados por folhagem, o do Evangelho protegido por vidraça e com fundo fitomórfico, tendo, na base, nicho circular; o do lado oposto tem o fundo pintado com motivos fitomórficos, em tons de vermelho, tendo, na base, amplo nicho retilíneo, protegido por drapeados. A estrutura remata em friso de acantos enrolados e frontão triangular contendo resplendor. Altar em forma de urna com cartela central e decoração de acantos.
                                                                                                                                      Egas Moniz

Túmulo de Egas Moniz 

Igreja

          Igreja de construção românica, de que subsistem alguns contrafortes, atualmente sem função, os portais axial e S., arcosólios, os absidíolos e, provavelmente, a torre do cruzeiro do transepto. Foi remodelado posteriormente, já com tendências góticas, como se depreende da sistemática utilização dos arcos apontados, bem como do recurso às naves escalonados, permitindo uma iluminação interna uniforme, de características mendicantes. Sofreu um restauro purista no início do séc. 20, com a remoção do património integrado, subsistindo uma pia batismal, de provável feitura seiscentista, o túmulo de Egas Moniz, embora mutilado, e dois retábulos laterais, de talha pintada e de execução neoclássica. As janelas, pequenas frestas nas naves, rosácea e rosetões no transepto são de execução novecentista. O edifício sofre amplas reformas no séc. 17, com a feitura do claustro, com arcadas inferiores toscanas, a construção da sacristia, com oratório em cantaria e lavabo em casa separada, com vestígios de policromia, bem como a reforma do transepto, sendo visíveis lunetas entaipadas que fariam parte de um sistema distinto de iluminação interna. A capela-mor é profunda, dividida em tramos com os panos laterais vazados por arcos lobulados, de construção setecentista, tal como a abóbada, de lunetas, e o retábulo. As fachadas exteriores são percorridas por friso de entrelaçado fitomórfico até à torre do cruzeiro, a partir da qual se desenvolve em enxaquetado. O terreiro possui cruzeiro semelhante aos dos demais Mosteiros da Ordem, de feitura seiscentista. A estrutura em cantaria de granito; coberturas em madeira, revestidas exteriormente a telha; cobertura dos absidíolos em cantaria de granito; pavimento em lajes graníticas; portas de madeira e janelas com caixilharias também de madeira; cenotáfio de granito; madeira no tecto da sacristia e da Sala do Capítulo; gradeamentos em ferro; placas de cimento; retábulos em talha pintada; pinturas murais.


Exterior

          Urbano, isolado, implantado num terreno com ligeiro declive, a que se adapta, estando rodeado por terrenos de cultivo, que integravam a primitiva cerca, tendo, no lado esquerdo, o Cemitério e, a E., a Casa do Gaiato. Possui um adro, fechado por murete em cantaria de granito, com acesso frontal formado por pilares e pináculos de bola, com pavimento em lajeado junto à igreja, sendo a envolvente em terra batida, estando pontuado por arcas funerárias e árvores de pequeno porte. Um dos sarcófagos é antropomórfico com os laterais bastante danificados, sem tampa, surgindo um outro, apresentando num dos laterais um motivo decorativo representando três pés de milho miúdo, semelhante ao motivo do brasão de armas da família dos Milhaços. A tampa que o cobre não lhe corresponde e é em tudo idêntica a uma das que se sobrepõe ao túmulo de Egas Moniz, apresentando nos planos oblíquos uma decoração vegetalista geometrizante *2. Fronteiro e num plano mais baixo, ergue-se sobre o ribeiro de Gamuz uma zona arborizada, com algumas árvores centenárias, sendo o ribeiro atravessado por duas pontes, uma de feitura recente e outra em cantaria de granito aparente, do tipo arco e com tabuleiro em cavalete, tendo guardas plenas. Surge, ainda, uma nora, um regueiro, uma zona de piqueniques com mobiliário em madeira e metal, surgindo, ainda, um centro de acolhimento paroquial, também ele de madeira. O terreiro tem, fronteiro, Cruzeiro de soco quadrangular, base também quadrangular decorada com pedra de armas, paquife e elementos vegetalistas, coluna circular interrompida a um terço por anel e tendo, inferior e superiormente, palmetas estilizadas, capitel coríntio encimado por bola e cruz; tem a data "1690".