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domingo, 10 de novembro de 2013

Viagem e visita ao Parque Natural do Tejo Internacional


Localização

        Situado na transição entre a Beira Baixa e o Alentejo, este Parque Natural abrange o troço fronteiriço do Rio Tejo e seus afluentes, nomeadamente o Erges, a leste, e o Pônsul, a oeste, totalizando uma área superior a 26 484 hectares. Considerado um dos mais relevantes da Europa, o Parque Natural do Tejo Internacional tem um património natural riquíssimo devido à sua biodiversidade e que permanece ainda em estado puro.
O Parque Natural do Tejo Internacional é um parque natural português que abrange uma área em que o rio Tejo constitui a fronteira entre Portugal e Espanha, englobando partes dos concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova e Vila Velha de Ródão.



História :

         Parque natural criado a 1 de junho de 2000, delimitado pela zona que abrange o vale do troço fronteiriço do rio Tejo, bem como vales confinantes e zonas aplanadas adjacentes. Foi considerada uma área de reconhecida importância em termos de conservação da Natureza, nomeadamente pelos valores faunísticos que alberga. Foi classificado como área a 18 de Agosto de 2000, em grande parte em virtude da riqueza natural que aí existe, merecendo especial destaque o conjunto das arribas do Tejo Internacional, com os seus biótopos caraterísticos das paisagens meridionais, como é o caso das zonas de montado azinho e de sobro, bem como das estepes cerealíferas e da grande diversidade de espécie, tanto ao nível da fauna como da flora. Outros fatores que contribuiram para essa classificação são as comunidades de vegetais ripícolas que estão associadas às suas linhas de água, bem como a grande variedade de aves de espécies protegidas e em vias de extinção.





Biodiversidade :

              No seu ecossistema foram já inventariadas 154 espécies de aves, o que o torna um local de interesse significativo para os amantes de avifauna; 44 espécies de mamíferos; 15 espécies de anfíbios, das 17 existentes em Portugal; 20 espécies de répteis, das 27 presentes no território nacional; 12 espécies de peixes e 153 espécies de insectos. Muitas destas são espécies raras, algumas encontram-se mesmo em vias de extinção e, por isso, esta é uma área protegida. Também abriga populações de cegonhas-pretas, uma espécie rara em Portugal. Os mamíferos do parque incluem a lontra-europeia, o gato-bravo, o veado-vermelho e a gineta. Também se destacam os salgueirais de Salix spp. Muitas destas são espécies raras, algumas encontram-se mesmo em vias de extinção e, por isso, esta é uma área protegida. A vegetação do parque inclui bosques de sobreiros e azinheiras e galerias de salgueiros (Salix sp.) ao longo dos rios. É uma importante área de nidificação de aves, podendo-se observar a águia-de-bonelli, águia-real, abutre-fouveiro e abutre-do-egito. No Parque Natural do Tejo Internacional coexistem harmoniosamente centenas de espécies animais e vegetais com núcleos humanos tradicionais. Aqui e além, há lugarejos rústicos e quase despovoadas, mas há também aldeias renovadas, com casario cuidado. Tudo à espera de ser desvendado por si.




Lazer e passeios :

Capela da Senhora das Neves
Encontra-se envolvida por uma paisagem profundamente humanizada e precedida por um cruzeiro em pedra. Anualmente, realiza-se aqui uma festa e romaria a 5 de agosto. Segundo uma lenda local, Malpica do Tejo localizava-se, originalmente, próximo da ermida de Nossa Senhora das Neves.  

Rio Ponsul 
Afluente da margem direita do rio Tejo, o rio Ponsul nasce na serra do Ramiro, a uma altitude de 650 m, no concelho de Idanha-a-Nova. É apontado como um dos principais locais de alimentação da cegonha-preta Ciconia nigra na região. A base da alimentação desta ave é constituída por crustáceos, anfíbios e pequenos peixes.  

Aldeia do Rosmaninhal
Destaca-se a igreja matriz, a capela de São Roque com o cruzeiro de granito com a imagem de Cristo crucificado, a capela do Espírito Santo datada de 1620, o pelourinho decorado do lado norte com a esfera armilar, do lado sul com as armas reais, do lado este com a cruz de Cristo e do lado oeste com as armas locais.

Canhão fluvial do Rio Erges
É constituído por três gargantas consecutivas resultantes dos efeitos da erosão das águas do rio Erges. Este canhão fluvial – o maior afloramento rochoso de origem granítica na região do Tejo Internacional – corresponde a um importante local de nidificação e de repouso para várias espécies de aves necrófagas (que se alimentam de animais mortos) e rupícolas (que habitam e/ou nidificam em zonas rochosas), caso do abutre do Egito Neophron percnopterus.


Onde ficar :

Casas do Regato

As Casas do Regato, resultam da recuperação de casas de pedra existentes na Herdade do Regato, nas quais funcionava, antigamente, o acondicionamento dos animais, o armazenamento de utensílios agrícolas e, ainda, a casa de residência dos proprietários da Herdade. As Casas oferecem agora condições excepcionais para quem deseja aliar o descanso com o contacto com a natureza no seu estado puro, proporcionando uma viagem ao passado pela rusticidade arquitectónica implícita, usufruindo do conforto de uma estadia de luxo. São compostas por Kitchenette, Sala de estar, Sala de refeições , Suite presidencial, Suite Mimosa e dispõe de 4 quartos ( 6 camas ).

Para mais informações contactar :

Herdade do Regato
Rua Baptista, nº 9
Póvoa de Rio de Moinhos
6000-610 Castelo Branco

Telefone: +351 272 431 207 / +351 927 947 191
Fax: +351 272 348 808
E-mail: geral@herdadedoregato.com
Web: http://www.herdadedoregato.com/


HERDADE DA POUPA

Liberte os seus instintos... A Herdade da Poupa é o local ideal para viver de acordo com a sua natureza. Aqui encontra o cenário perfeito para libertar os seus instintos, depois de profundas obras de remodelação, o Hotel Rural Herdade da Poupa, já está em funcionamento. Com vastas áreas completamente novas, tem à sua disposição a tradicionalmente reconhecida amabilidade das gentes da Beira Baixa. Venha sentir o Charme do novo Hotel Rural Herdade da Poupa.
A Herdade da Poupa, localiza-se no Rosmaninhal, Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco, na zona do Parque Natural do Tejo Internacional, a cerca de 55 km das Termas de Monfortinho. A Herdade da Poupa é limitada, a sul, pelo rio Tejo. O Hotel oferece 16 confortáveis quartos dos quais 2 são quartos superiores e 12 são quartos duplos e 2 suites. Para além de ar condicionado, telefone com ligação directa, TV por satélite e casa de banho privativa, alguns quartos possuem uma vista fabulosa sobre os campos circundantes. O Hotel possui restaurante (refeição sob reserva prévia), bar e estacionamento privativo.
Birdwatching - os “Passeios na Herdade da Poupa” são oportunidades óptimas para todos aqueles que gostam da Natureza, verem e fotografarem, em plena liberdade, veados, javalis, perdizes, raposas, abutres-do-Egipto, grifos (…)
Cinegética - caçar é compreender a natureza intervindo no processo ecológico, participando no equilíbrio e nos segredos da sanidade e harmonia Universal.

Para mais informações contacte :

Herdade da Poupa
Idanha-a-Nova
GPS: 39° 41' 40" N    7° 6' 28" W
Decimal: Lat 39.69471, Lng -7.10799

Telefone: 277470000 / 963313296
Email: herdade.poupa@gmail.com

Hotel Rural da Poupa





domingo, 27 de outubro de 2013

Viagem e visita ao Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina


Localização

         O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina localiza-se no litoral sudoeste de Portugal, entre a ribeira da Junqueira em São Torpes e a praia de Burgau, com uma extensão de 110 km, numa área total de 74 414,89 hectares, correspondendo a área terrestre a 56 952,79 ha e a área marinha adjacente a 17 461,21 ha. O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina abrange o litoral sudoeste de Portugal Continental, no sul do litoral alentejano e no barlavento algarvio em redor do Cabo de São Vicente. Inclui territórios de freguesias dos seguintes concelhos:
Sines (freguesias de Porto Covo e Sines);
 - Odemira (freguesias de Longueira / Almograve, Santa Maria, São Luís, São Salvador, São Teotónio, Vila Nova de Milfontes e Zambujeira do Mar);
 - Aljezur (freguesias de Aljezur, Bordeira, Odeceixe e Rogil);
 - Vila do Bispo (freguesias de Budens, Raposeira, Sagres e Vila do Bispo).
Para além da faixa costeira e da zona submarina de 2 km a partir da costa, o parque inclui o vale do rio Mira desde a foz até à vila de Odemira. Na área do parque encontram-se diversos tipos de paisagens e habitats naturais e semi-naturais, tais como arribas e falésias abruptas e recortadas, praias, várias ilhotas e recifes (incluindo a ilha do Pessegueiro e um invulgar recife de coral na Carrapateira), o estuário do Mira, o cabo Sardão, o promontório de Sagres e Cabo de São Vicente, sistemas dunares, charnecas, sapais, estepes salgadas, lagoas temporárias, barrancos (vales encaixados com densa cobertura vegetal), etc. As altitudes máximas são: 324 m, no interior (em São Domingos, Odemira); e 156 m, no litoral (em Torre de Aspa, Vila do Bispo). A profundidade máxima é 32 m, 2 km ao largo do Pontal da Carrapateira (Aljezur).







História :  

       O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina foi criado a 7 de julho de 1988, ocupando uma área de 60 688 hectares, e integra parte dos concelhos de Sines, Odemira, Aljezur e Vila do Bispo. A sua mais importante zona húmida é sem dúvida o estuário do Mira, que inclui praias, bancos de areia, falésias, sapal, arrozal, zonas de mato, áreas florestadas, culturas de sequeiro e de regadio e incultos. Quase no limite norte do Parque Natural, encontra-se a ilha do Pessegueiro, próximo de Porto Covo e diante do Forte de Terra. A coroá-la, uma fortaleza, rodeada de águas ricas em peixe, ponto de nidificação e abrigo de algumas aves.




Biodiversidade :

         No que diz respeito à vegetação de todo o litoral, esta reflete, para além da pobreza do solo, a exposição direta à salinidade e aos ventos do mar, daí, em parte, o aspeto de desolação com que se apresenta. A generalidade da área é coberta por plantas herbáceas e por arbustos de pequeno porte, a maioria das vezes caindo sobre o solo para garantirem a sua sobrevivência. Nas dunas e medos, a vegetação é dominada por espécies como o estorno e nas zonas de maior mobilidade ocorre um número apreciável de espécies raras ou endémicas. Nas falésias e no alto das arribas, depara-se com um conjunto de plantas adaptadas à secura, ao vento e à salsugem, que se congregam por vezes em pequenos tufos ou moitas, sendo a sabina-das-praias uma das que mais ocorre. Nas zonas húmidas encontra-se, para além de sapal, agrupamentos halofíticos típicos destas zonas que contrastam de forma evidente com as urzes e estevas que dominam as zonas não agricultadas das charnecas litorais. Há ainda a referir montados de sobro, como o existente no barranco do candeeiro, próximo de Vila do Bispo, pinheiro-manso, na Bordeira, figueiras e amendoeiras, no litoral sul de Vila do Bispo, bosquetes de sobro e de medronheiro, nas encostas expostas a norte de um ou outro barranco mais escondido. O promontório de Sagres e o cabo de S. Vicente constituem duas zonas de particular interesse onde se podem encontrar perpétuas douradas, arménias, tomilho-do-algarve e rosmaninhos. A costa alcantilada, com numerosos rochedos e ilhotas no seu flanco, aliada ao facto de até há relativamente pouco tempo não existir uma presença humana demasiado elevada, faz do litoral português um local ideal para a nidificação de numerosas espécies de avifauna. Para além das típicas gaivotas, aves de presa como a águia-pesqueira, uma das espécies mais ameaçadas de extinção no nosso país, a águia-de-bonelli e o peneireiro-das-torres nidificam nesta costa. O mesmo se passa com as garças (garça-branca e garça-boeira) e com a cegonha-branca, que, facto inédito na Europa, nidifica em ilhotas costeiras. Os curiosos ninhos de cegonha, nomeadamente nas imediações do Cabo Sardão e na Zambujeira do Mar, atraem pela beleza e pelo insólito. Na zona do Cabo de S. Vicente reproduzem-se a gralha-de-bico-vermelho e a gralha-de-nuca-cinzenta, espécies em declínio no continente europeu. Os pombos-das-rochas do Sudoeste são os únicos representantes puros da espécie que restam, enquanto o corvo-marinho-de-crista e o falcão-peregrino concentram neste litoral parte importante dos seus efetivos nacionais. Finalmente, esta costa representa também um importante corredor migratório para os falconiformes e passeriformes em geral e o principal corredor da migração outonal das rolas.
Para além das aves, o litoral do Sudoeste dá abrigo a numerosos mamíferos: raposas, ginetas, saca-rabos e fuinhas. Ao longo do litoral existe uma população de lontras cujos hábitos marinhos representam um facto pouco vulgar no continente europeu, enquanto em numerosas grutas e furnas existem importantes colónias de morcegos cavernícolas. O litoral do Sudoeste Alentejano e a costa vicentina caracterizam-se por ser habitat de ricas comunidades haliêuticas - peixes, crustáceos e moluscos - constituindo uma das áreas com maior diversidade e abundância de organismos marinhos de toda a costa portuguesa.
A presença humana é atestada quer através de vestígios pré-históricos quer por construções, sobretudo de carácter militar, erguidas em épocas mais recentes. De facto, a construção de pedra sempre primou pela ausência e os materiais mais utilizados em toda a zona foram desde há muito aqueles que estavam mais à mão, sobretudo o barro que, cru ou cozido, fez durante séculos a casa do Sudoeste. Restam os fortes e fortins, as únicas edificações que ainda pautam o cordão litoral: os fortes da ilha e de terra, em Porto Covo, o castelo de S. Clemente, em Milfontes, os fortes da Arrifana e da Carrapateira, a torre de Aspa, o forte de Beliche, as fortalezas de Sagres e de S. Vicente, os fortes de Baleeira, do Zavial, de Figueira, de Almádena e a bateria do Burgau.




Lazer e Passeios :

         As Praias, muito procuradas pelos surfistas, são das melhores do país. A variedade é enorme, encontrando-se extensos areais ou pequenas praias aninhadas entre arribas e rochas. De entre tantas, podemos referir Porto Covo, Malhão, Vila Nova de Milfontes,  Almograve, Monte Clérigo, Arrifana e a Praia do Amado. Se tiver energia e vontade de caminhar, pois os acessos nem sempre são fáceis, poderá descobrir muitas outras que se mantêm em estado quase selvagem. No extremo sudoeste do Parque, não deixe de visitar o Farol, no Cabo de São Vicente que dá nome a esta parte da costa, e muito perto, a Ponta de Sagres, onde existiu a famosa Escola Náutica fundada pelo Infante D. Henrique no séc. XV.

Cabo de S. Vicente :

     O Cabo de São Vicente próximo de Sagres e a Ponta de Sagres em Portugal juntos formam o ponto mais a ocidente do continente Europeu. O cabo tem uma falésia de aproximadamente 69 m praticamente sem vegetação. Já era considerado um lugar sagrado nos tempos Neolíticos, conforme atestam os menhires na zona. O nome da zona em que se localiza recorda o Promontorium Sacrum romano. Os antigos gregos chamavam-no de Ophiussa (Terra das Serpentes), habitado pelos Oestriminis. Os cristãos seguiram a tradição e dedicaram a última zona da terra conhecida a São Vicente, dando também o nome à costa adjacente (Costa Vicentina). De acordo com a lenda, as relíquias do mártir São Vicente foram transportadas da Terra Santa para o cabo por corvos. O impressionante farol que guia os navios que passam pelo cabo pode ser visitado. Apesar de ser um dos pontos de passagem mais frequentados pelos navios, como têm de respeitar grandes distâncias por razões de segurança, são apenas pequenos pontos no horizonte. Nas falésias circundantes que sofrem com a força do vasto Atlântico, os pescadores locais arriscam as suas vidas empoleirando-se em sítios dramáticos acima do mar violento. Todos os anos alguns deles, bem como turistas imprudentes, encontram aqui a sua morte.




Fortaleza : 

  O Rei D. João III ordenou a construção desta fortaleza no século XVI para proteger o convento franciscano contíguo dos ataques dos piratas. A porta principal ostenta o brasão do rei. A torre foi destruída por Sir Francis Drake e reconstruída no século XVII.


Ponta de Sagres :

       Sagres exibe algumas das mais impressionantes paisagens do Algarve. A força da natureza é tão forte na ponta mais a sudoeste de toda a Europa continental que os visitantes logo percebem porque os antigos colonos a apelidaram de “sagrada”, porque foi o ponto de partida dos exploradores portugueses no século XV rumo ao desconhecido e como conseguiu manter a sua fascinante beleza natural.
A história de Sagres foi definida pela sua localização geográfica e pelos magníficos promontórios de Sagres e do Cabo de S. Vicente. A ideia de que a terra termina aqui nestes promontórios com 50 metros de altura que se precipitam dramaticamente no mar foi uma fonte constante de mistério e atracção para os sucessivos colonizadores da região, conforme atestado pelos diversos vestígios da sua presença. A figura mais influente da história de Sagres foi o Infante D. Henrique, que aí se inspirou para embarcar nas suas viagens de descoberta, trazendo fama à região e levando à fundação da Vila do Infante. Sob o seu comando, a zona transformou-se num centro de actividade marítima, onde se reuniam cartógrafos, astrónomos e marinheiros, onde se construíam caravelas e onde se deu início à exploração da costa africana.
A paisagem selvagem e acidentada de Sagres e a força e atracção do mar continuam a encantar os visitantes. As bonitas falésias e as longas extensões de areia da costa a norte do Cabo de S. Vicente tornaram-na um local de eleição entre os surfistas, os praticantes de parapente e os amantes dos ambientes naturais selvagens e inóspitos. A costa sul oferece mais alternativas. As praias expostas, como a do Tonel, ajudaram a transformar Sagres na capital do surf no Algarve, enquanto as praias mais abrigadas, como a Mareta ou o Martinhal, são favoritas entre as famílias, pois continuam a manter o seu ambiente natural e imaculado. Estas são especialmente populares entre os mergulhadores, que desfrutam ao máximo das grutas submersas das falésias calcárias da Mareta ou das ilhotas ao largo do Martinhal. Viajando para leste ao longo da costa sul, encontrará longos areais alternados por pequenas grutas aninhadas entre falésias, sendo as de mais difícil  acesso as que por vezes oferecem praias abençoadas e praticamente desertas. Sagres é uma animada vila piscatória com um pitoresco porto na Ponta de Baleeira, que se torna muito animado ao final do dia, quando os pescadores regressam da faina. Vários barcos que oferecem actividades de pesca, passeios para observação de golfinhos ou passeios panorâmicos pela impressionante costa também partem deste local. A Praça da República, o centro da vila, é um ponto interessante no qual se pode observar a rotina do dia-a-dia enquanto se degustam as especialidades locais. O peixe é o ingrediente principal de muitos pratos e a variedade é fabulosa, desde percebes a chocos e moreia frita, servido de várias formas deliciosas. Os meses de Verão trazem muita animação aos bares de Sagres, à medida que os surfistas rumam às praias e participam no festival anual de surf que aí se realiza. A Praia da Mareta, a mais próxima de Sagres, encontra-se a curta distância a pé a sul da vila. Enquanto os amantes da praia desfrutam do sol, os praticantes de golfe podem desfrutar das lindíssimas vistas sobre o mar ao mesmo tempo que testam as suas aptidões nas colinas ondulantes do campo do Parque da Floresta, situado na aldeia vizinha de Budens.

Fortaleza de Sagres

        Classificada como Monumento Nacional, a fortaleza original do Infante D. Henrique, datada do século XV, foi destruída durante as incursões de Sir Francis Drake às costas sul de Espanha e Portugal durante o século XVI, tendo sido reconstruída durante os séculos XVI a XVIII.


Rosa dos Ventos

          Atribuído ao Infante D. Henrique, este círculo com 43 metros de diâmetro e 32 raios feitos com pedras, foi descoberto em 1921. É conhecido como rosa-dos-ventos, embora alguns estudiosos acreditem que tenha sido um relógio solar.



Igreja de Nossa Senhora da Graça 

      Construída sobre as fundações da igreja original de Santa Maria, mandada construir pelo Infante D. Henrique, esta igreja do século XVI ostenta uma imagem de S. Vicente vinda do convento do Cabo de S. Vicente. Nela pode ver-se o sepulcro de um capitão espanhol do século XVI que ajudou a defender a fortaleza dos ataques de Sir Francis Drake em 1587 e o túmulo de dois comandantes da fortaleza durante o século XVII.



Onde ficar :

Herdade da Matinha
Cercal do Alentejo, tel.: 962 944 285 (www.herdadedamatinha.com). 
Um monte alentejano com quatro quartos com cama de casal e cama extra. Em época alta, este turismo rural funciona em regime de meia-pensão, com pequeno-almoço com pão cozido em forno de lenha e jantares gourmet, usando só produtos da região e da horta biológica da herdade. Duplos a partir de € 70, em época baixa, e € 90, em época alta. Fica entre Odemira e Vila Nova de Milfontes.

turismo rural MatinhaCasa da Bica da Matinha no Alentejo


Monte do Papa-Léguas
Zambujeira do Mar, tel.: 283 961 470; www.montedopapaleguas.com; montedopapa@sapo.pt. 
Um monte tradicional alentejano, acolhedor, numa propriedade com cinco mil hectares, dentro do Parque Natural. Organiza vários tipos de percursos, passeios a cavalo, de BTT, a pé ou de canoa. Possui 5 quartos duplos. Preços a partir de € 52,38. Os preços de equitação rondam os € 22,45 por hora, a canoagem inclui 6 horas de viagem com almoço à beira-rio e visita às cascatas, este passeio custa cerca de € 30 por pessoa (mínimo 6 participantes).


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Viagem e visita ao Parque Natural Sintra - Cascais


Localização

           O Parque Natural de Sintra-Cascais é um parque natural localizado em Portugal. Estende-se desde a zona de Sintra até às zonas da praia do Guincho e do Cabo da Roca. Divide-se em duas zonas distintas: a zona agrícola com vista a produzir fruta e vinho, e a zona costeira, com praias, falésias e dunas.






História

         O Parque Natural de Sintra-Cascais foi criado a 15 de outubro de 1981, segundo o Decreto-Lei n.º 292/81, ocupando uma área de 23 280 hectares.  Situado próximo de Lisboa, o Parque Natural de Sintra-Cascais engloba parte dos concelhos de Sintra e de Cascais, incluindo as vilas de Sintra e Colares, os cabos Raso e da Roca, a Boca do Inferno, a serra de Sintra e todo um conjunto de praias turísticas, desde a Foz do Falcão até ao Forte da Cidadela. Zona de grande valor natural e cultural, está sujeita a grandes pressões urbanísticas. Para norte do cabo da Roca e até à Foz do Falcão, toda a linha de costa é elevada e escarpada. De uma forma geral, as praias são muralhadas pelo interior por arribas altas, o que dificulta o acesso, enquanto a maré alta se encarrega de as cobrir quase completamente. Aroeira, Ursa, Adraga, Cavalo, Lagoa e Rodízio são uma sucessão de pequenos areais meio escondidos que se estendem até à vigia de Colares, limite sul da Praia das Maçãs. Ainda mais a norte e até ao limite da área da paisagem protegida, na foz do Falcão, a costa não perde a sua característica altura e escarpamento, sendo a Aguda, o Magoito e a Samarra praias de reduzidas dimensões e de difícil acesso. A partir do Focinho da Rocha, caminhando para sul, ver-se-á desenhar um amplo arco que conduz até ao cabo Raso. Com exceção do Abano e do Guincho, a orla costeira quase não é interrompida por praias, constituindo um planalto calcário que desce suavemente até ao mar. As falésias altas deixam de se ver, para apenas tornarem a surgir, mas com uma altitude bem menos elevada, na vizinhança de Cascais. O mar deposita a areia no litoral e o vento encarrega-se de a distribuir, daí que parte dos calcários da plataforma se encontrem cobertos em largas extensões por areias que se apresentam sob a forma de uma sucessão dunar orientada no sentido nor-noroeste-su-sudeste, como se pode observar a partir do Guincho. Às dunas móveis segue-se, para sul, uma formação de dunas consolidadas, com especial interesse, para a Duna Consolidada da Crismina, em Oitavos, considerada a maior da Europa. Já próximo de Cascais, o modelo cársico conjugado com os efeitos da erosão marinha é particularmente evidente na Boca do Inferno. Em toda esta paisagem litoral a atenção também é atraída pela compartimentação dos terrenos feita por sebes vivas à base da cana ou caniço que, graças à sua permeabilidade e elasticidade, protegem as culturas dos ventos fortes de norte e noroeste que assolam a região durante boa parte do ano. E é assim que, a poente da Malveira da Serra e até quase junto ao mar, o panorama das terras equivale a um enorme puzzle.



Biodiversidade

            No que diz respeito à flora, o coberto vegetal de toda a faixa litoral reflete as condições que aí se fazem sentir. Assim, na Boca do Inferno deparamos com uma vegetação liquénica, cuja sobrevivência, em ambiente fracamente hostil para uma planta, se prende com as suas exigências mínimas, facto que lhe permite subsistir num horizonte tão pobre. Quando nos deslocamos à área do Guincho, surge então um coberto arbóreo constituído fundamentalmente por pinheiro-de-alepo e eucalipto, nos terrenos calcários mais próximos de Cascais, e pinheiro-bravo, pinheiro-manso e zimbro, na zona do cabo Raso e na Quinta da Marinha. Nas dunas móveis surge uma associação vegetal dominada pelo estorno e que inclui muitas das espécies mais comuns da vegetação das areias litorais, enquanto nas dunas fixas, mais para o interior o zimbro assume um papel de maior relevo. De uma forma geral, os matos espontâneos predominam ao longo da costa, cedendo o lugar a matas de resinosas e folhosas à medida que se caminha pelas encostas da serra de Sintra e pelo interior da zona do Cabo Raso.
A serra de Sintra sobe até aos 529 metros da Cruz Alta alongando-se de leste para oeste e terminando de forma abrupta, sob a forma de uma falésia alta, no Cabo da Roca. A vegetação da serra é constituída fundamentalmente por árvores de grande porte pois na realidade não há falta de humidade. Envolvendo o arvoredo surgem os liames (trepadeiras de grande comprimento que se enroscam às árvores) conferindo por vezes às matas, sobretudo quando o porte e densidade da vegetação é mais elevado, aspeto de floresta tropical. A mata de Sintra acaba por ser um misto de associação natural e de algo construído, pois grande parte das espécies que nela se encontram são na realidade exóticas. É de salientar o parque de Monserrate que possui a maior concentração de espécies vegetais introduzidas, nomeadamente os abetos do género Thuja. Hoje em dia, a omnipresença do homem fez desaparecer animais de certa corpulência como o caso do veado ou do javali. De entre os mamíferos apenas se podem observar alguns que, por comuns em várias zonas do território português, não adquirem em Sintra qualquer expressão de raridade. É o caso da raposa, da gineta, da toupeira, da doninha, do musaranho ou do vulgar coelho-bravo, que partilham uma área com todo o conjunto das aves, desde as aves de presa, como a águia-de-asa-redonda, até passeriformes, como o gaio. A área do Parque Natural de Sintra-Cascais assenta num território de antiquíssima humanização e um pouco por toda a parte surgem vestígios arqueológicos pertencentes ao Paleolítico. Os Árabes deixaram bem assinalada a sua presença, construindo por volta dos séculos VIII ou IX o castelo que D. Afonso Henriques iria conquistar em 1147. O consorte de D. Maria II dinamizou a florestação ordenada e mandou erguer um edifício que é o Palácio da Pena. O parque que o circunda, outra construção da época, são quase 200 hectares de manchas contrastadas de verdura.





Lazer e Passeios :

Parque e Palácio de Monserrate :

 A quatro quilómetros do centro de Sintra fica o Parque de Monserrate, com o seu exuberante jardim e requintado palácio, o sonho realizado do milionário britânico Francis Cook no século XIX. O relvado fronteiro ao Palácio convida a fazer uma merecida pausa na exploração de um dos mais ricos jardins botânicos portugueses, obra do paisagista William Stockdale, do botânico William Nevill, do mestre jardineiro James Burt e, sobretudo, do fortemente romântico Francis Cook, que se viria a tornar no primeiro Conde de Monserrate. Situado no Património da UNESCO da Paisagem de Sintra, o Parque de Monserrate caracteriza-se por  caminhos sinuosos por entre as ruínas com múltiplos recantos onde se escondem lagos e cascatas. Um cenário encantado de um conto de fadas, quase a  sugerir o domínio da natureza sobre o Homem num espaço que mistura em harmonia as espécies botânicas portuguesas com outras plantas originárias de todo o mundo. Assim, uma visita ao Parque de Monserrate permite num só dia viajar por cenários mexicanos, com fetos arbóreos e araucárias, agaves e palmeiras ancestrais e também mergulhar em paisagens japonesas cheias de camélias, azáleas, rododendros e bambus.
O palácio, reaberto ao público em 2007, após cerca de meio século de encerramento, foi objeto de um projeto de recuperação, podendo uma parte do seu interior ser visitado pelo público. Com motivos exóticos e vegetalistas, constitui uma das referências obrigatórias da arquitetura do período romântico em Portugal, beneficiando ainda do generoso Parque de Monserrate em toda a sua envolvência. Parque e Palácio foram premiados, em Setembro de 2013, com o European Garden Award.     

  

Peninha :

Situado num dos mais altos cumes da Serra de Sintra, a 13 quilómetros da vila, fica o Santuário da Peninha, um conjunto composto pela antiga Ermida de São Saturnino, atualmente Capela de Nossa Senhora da Penha, e um palacete revivalista de estilo romântico erguido em 1918, que por fora tem um aspeto similar a uma fortaleza. Apesar da localização recatada pela qual os turistas mais incautos podem passar sem se aperceberem da sua importância, a Peninha é um local de intensa peregrinação envolto numa aura de magia e misticismo. Erguida no local onde tinha anteriormente sido erigida no século XIII a Ermida de São Saturnino, a atual Capela de Nossa Senhora da Penha é uma pequena capela de reduzidas dimensões em estilo barroco. Apesar do aspeto simples que o seu exterior apresenta, guarda no seu interior um importante e rico património, com mármores embutidos e paredes forradas a belos azulejos de cores brancas e azuis que espantam todos os que alcançam este ponto de peregrinação no topo da Serra. Começada a construir no século XVII, a data que se conhece como final para a construção do Santuário da Peninha é de 1711, como datam os azulejos localizados sobre a porta de entrada da Capela. Os painéis de azulejos no interior representam diversas cenas da vida da Virgem Maria, a quem é associada uma aparição milagrosa neste local, e são da autoria de diversos autores. Entre os que contribuíram para este património destaca-se o nome de Manuel dos Santos, artista que integrou no século XVIII o circulo que ficou conhecido como “Grandes Mestres”. Além do seu carácter religioso, a Peninha é também um excelente local para se deixar envolver pela Serra de Sintra, alcançado generosas paisagens pela sua localização sobranceira sobre este património natural.




Parque e Palácio da Pena :

Referência incontornável do Romantismo português, o Parque e Palácio da Pena constituem uma experiência inesquecível para qualquer visitante. Erigido no topo da serra, sobre as ruínas de um convento quinhentista que D. Fernando II adquiriu, aquela que seria inicialmente a residência de verão da família real resultou num palácio marcado por uma exuberante mistura de elementos mouriscos, góticos, manuelinos e até influências dos palácios da Baviera, dado a autoria da obra ser do Barão de Eschwege, arquiteto germânico, também iniciativa de D. Fernando II, o parque da Pena traduz a expressão estética romântica que alia a busca do exotismo ao fascínio pelo ímpeto da natureza. O parque integra um elenco botânico insólito, composto por espécies florestais não só da Europa, mas também da América do Norte, da Ásia e da Nova Zelândia. Percorrendo-lhe os caminhos, encontramos sequoias, tuias, faias, magnólias e cameleiras que se destacam pela sua imponência e beleza e pela forma como complementam o harmonioso conjunto formado pelo Parque e Palácio da Pena. Nos vários percursos, alguns aproveitando trilhos recuperados do parque, descobrem-se pontos de referência de inigualável beleza natural e de grande relevância histórico-patrimonial, como a Cruz Alta, a Gruta do Monge, a Fonte dos Passarinhos, o Vale dos Lagos e o deslumbrante Chalet da Condessa D’Edla e respetivos jardins. Local obrigatório de visita para quem quer conhecer Sintra, o Parque e Palácio da Pena são um verdadeiro ex-lybris que espanta todos os que visitam o Património da Humanidade da UNESCO da Paisagem Cultural de Sintra.




Onde ficar :

Hotel Nova Sintra
Largo Afonso De Albuquerque N.º 25
Sintra, Portugal

Descrição :

Situado em Sintra, Hotel Nova Sintra é o lugar perfeito para explorar Sintra e seus arredores. A partir daqui, hóspedes podem desfrutar do fácil acesso a tudo o que a animada cidade oferece. Um refúgio para descanso e relaxamento, o hotel oferecerá total renovação apenas alguns passos das numerosas atracções como Parque Natural de Sintra-Cascais, Museu de Arte Moderna, Parques de Sintra - Monte da Lua.
No Hotel Nova Sintra, todo esforço é feito para o hóspede se sentir confortável. Para isso, o hotel fornece o melhor em serviços e amenidades. Para o conforto e conveniência dos hóspedes, o hotel oferece aluguer de bicicletas, restaurante, serviço de quartos, bar, viagens turísticas.
O hotel dispõe de 10 quartos muito bem decorados, cada um incluindo quartos para não fumadores. O hotel oferece uma excelente variedade de facilidades redireccionais, incluindo jardim, campo de golfe (a menos de 3 km). Seja qual for o propósito da visita, Hotel Nova Sintra é um excelente escolha para sua estadia em Sintra.






Villa Das Rosas Hotel
Rua Antonio Cunha, n.º 2 e 4, 
Sintra,  2710-531 Portugal 

Descrição : 

Bem posicionado em Sintra, Villa Das Rosas Hotel é o ponto ideal de partida para suas excursões em Sintra. A partir daqui, hóspedes podem desfrutar do fácil acesso a tudo o que a animada cidade oferece. Para opções de passeios e atrações locais, não é preciso procurar muito, pois o hotel oferece proximidade com Museu de Arte Moderna, Parque Natural de Sintra-Cascais, Parques de Sintra - Monte da Lua. As facilidades e serviços fornecidos pelo Villa Das Rosas Hotel assegura uma estadia agradável para os hóspedes. O hotel fornece Wi-Fi nos espaços públicos, serviço de estacionamento, lavandaria, parque de estacionamento, serviço de shuttle para assegurar aos nossos hóspedes um maior conforto.
O hotel dispõe de 7 quartos muito bem decorados, cada um incluindo jornal diário, quartos para não fumadores. O hotel oferece muitas oportunidades únicas, tais como massagem, piscina exterior, jardim, campo de golfe (a menos de 3 km). Quando você está procurando por uma acomodação confortável e conveniente em Sintra, faça do Villa Das Rosas Hotel sua casa longe de casa.








Sao Miguel Guest House
Rua Soto Maior15,
Sintra,  2710-628 Portugal

Descrição :

Para os visitantes que desejam desfrutar das vistas e da sonoridade de Sintra, Sao Miguel Guest House é a escolha perfeita. A partir daqui, hóspedes podem desfrutar do fácil acesso a tudo o que a animada cidade oferece. Este hotel moderno está nas proximidades das atracções populares da cidades, tais como Palácio Nacional de Sintra, Museu do Brinquedo, Quinta da Regaleira. No Sao Miguel Guest House, todo esforço é feito para o hóspede se sentir confortável. Para isso, o hotel fornece o melhor em serviços e amenidades. Os hóspedes do hotel podem desfrutar dos recursos locais como babysitting, comodidades para reuniões/banquetes, Wi-Fi nos espaços públicos, serviço de shuttle, transporte de e para o aeroporto.
Experiência de facilidades quartos de alta qualidade, incluindo quartos para não fumadores, para ajudar você recarregar as baterias depois de um longo dia. As facilidades do hotel, que incluem jardim são projectadas para a fuga e relaxamento. Sao Miguel Guest House é seu destino de parada para acomodação no hotel de qualidade em Sintra.






terça-feira, 15 de outubro de 2013

Viagem e visita ao Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros


Localização

        O Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros é uma área protegida criada em 4 de Maio de 1979 pelo Decreto-Lei Nº 118/791 e tem por objectivo a protecção dos aspectos naturais assim como a defesa do património arquitectónico existente nas serras de Aire e Candeeiros; possui uma área de 38 900 hectares. Marcando a fronteira entre o Ribatejo e o Oeste abrange os municípios de Alcobaça e Porto de Mós no Distrito de Leiria e Alcanena, Rio Maior, Santarém, Torres Novas e Ourém no Distrito de Santarém.




História :

          Criado pelo Decreto-Lei n.º 188/79, de 4 de maio de 1979, o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros insere-se no Maciço Calcário Estremenho, elevando-se no litoral português acima dos 400 metros. É constituído fundamentalmente por afloramentos do Jurássico Médio. Ocupa uma área de 34 000 hectares, e integra parte dos concelhos de Alcanena, Alcobaça, Ourém, Porto de Mós, Rio Maior, Santarém e Torres Novas.
De paisagem vigorosa e agreste, possui algumas das mais interessantes formações geológicas do país. No interior do parque podem ver-se as maiores belezas e os mais relevantes aspetos científicos. Na verdade, o maciço calcário, resultante de movimentos orogénicos de grande amplitude, revela-nos um conjunto variado de acidentes, com numerosas falhas que deram origem a escarpas por vezes com centenas de metros de altura e grutas de muito interesse. A permeabilidade das formações calcárias a que se associa a fácil dissolução da rocha, permitindo fissuras por onde se infiltra a água das chuvas, justifica que não existam cursos de água permanentes à superfície mas, em contrapartida, a região é riquíssima em correntes subterrâneas, que são levadas até locais cavados pelas águas no fundo de grutas enormes, e que ressurgem à superfície, em fontes. A erosão cársica originou uma série de formações características, tornando a área do Parque Natural na mais rica concentração destes acidentes geomorfológicos de todo o país. São especialmente notáveis os poljes, depressões fechadas originadas por erosão cársica, que acumulam água, formando pequenas lagoas, entre as quais, pelas suas dimensões, se destacam as de Mendiga, Alvados e Minde. No Arrimal há ainda pequenas lagoas que são notáveis exemplos de dolinas, depressões de origem cársica, em forma de funil, em que o bico atinge os lençóis freáticos. A exuberância das grutas revela-se no facto de já estarem localizadas e identificadas mais de 130 só na área do Parque; algumas delas são espectaculares, estando as grutas de Santo António, Alvados e Mira de Aire a ser exploradas comercialmente. As grutas continuam a ser motivo de atracção irresistível para muitas pessoas. Uvalas, stochs, algares, lapas, campos de lapiaz são outros tantos fenómenos geomorfológicos que se encontram no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. É de referir também o vale tifónico, a nascente de Rio Maior e os afloramentos de margas salinas da Fonte da Bica, onde se explora o sal-gema desde o tempo da presença dos Romanos na região.




Biodiversidade :

              No que diz respeito à flora, o património natural é ainda completado com o valor da vegetação espontânea, de que restam vestígios, integrando alguns endemismos. Certas encostas estão cobertas de denso matagal de carrasco a que se associam o sanguinho, a aroeira, o zambujeiro e o trovisco. Subsistem alguns núcleos de carvalho-português e há vastas formações de rosmaninho e de alecrim. Nas linhas de água, a mata ribeirinha está muito degradada, mas ainda se encontram ulmeiros e densa vegetação arbustiva de associação ripícola.
A fauna foi drasticamente atingida com a ocupação humana deste território que devastou os habitats e destruiu recursos. Além de algumas rapinas e muitos passeriformes, vale a pena destacar, por ser rara, a gralha-de-bico-vermelho que aqui nidifica. São também de salientar várias espécies de morcegos que habitam as grutas, estando estes ameaçados de extinção. O povoamento destas zonas montanhosas é muito antigo, havendo indícios de ocupação humana desde o Paleolítico. Sabe-se que a região foi muito ocupada durante o domínio dos Romanos. A agricultura pratica-se nos melhores solos de vales encaixados e em todo o planalto de Santo António; o pastoreio é um dos apoios da economia rural, e as atividades florestais têm hoje reduzida expressão. Uma das atividades mais importantes da área do Parque é a extração de inertes, sobretudo de pedras de calcário quer para britagem quer para pavimentação e cantarias. O Parque Natural tem sede em Rio Maior e procura alargar a sua implantação através de novas instalações, nomeadamente com vista a aspetos culturais e divulgação, ou de apoio direto às populações. Iniciou-se o trabalho para instalar um centro de tecelagem em Chãos e uma casa-abrigo para espeleologia em Valverde. Iniciaram-se também os processos de criação de um posto de informações em Minde e de um novo centro de interpretação em Porto de Mós. Está em fase de recuperação a Igreja de Mira de Aire. O apoio às atividades da região revela-se ainda no projeto de revitalização do núcleo das lagoas de Arrimal, em colaboração com o cantão de Vaud (Suíça), e na constituição do apiário do parque que dará colaboração aos apicultores, quer promovendo cursos de formação quer fazendo o inventário e a divulgação de novos processos e técnicas em apicultura. O Parque Natural desenvolve intensa atividade cultural sendo de salientar a realização da "Semana da Pedra", conjunto de realizações como um concurso nacional de Escultura, de Fotografia e Desenho; folclore e espetáculos, incluindo um concerto subterrâneo numa gruta. Com enormes potencialidades no domínio do recreio de ar livre e do turismo rural, o Parque Natural poderá ser uma área fundamental na estrutura de recreio e de lazer ainda sob a influência da cidade de Lisboa.















O que visitar :

           Neste Parque Natural pode visitar as grutas de Mira de Aire, Alvados, Santo António e Moeda, que são referências turísticas nacionais. Junto às grutas de St.º António, existe a Reserva de Burros, a partir de onde se podem fazer passeios de burro à descoberta da serra. Mais perto de Fátima, na localidade de Bairro, encontra-se o Monumento Natural das Pegadas dos Dinossáurios. São cerca de vinte pistas de pegadas, que datam do médio-jurássico (175 milhões de anos) e constituem o mais longo trilho de pegadas de dinossáurios saurópodes conhecido em todo o mundo. Os muros de pedra solta que dividem as propriedades agrícolas são baixos e tortuosos e conferem à paisagem uma forte identidade, juntamente com os moinhos de vento dispersos pelos cabeços, as casinas (abrigos de pastores) e as cisternas que recolhem as águas pluviais. Nas aldeias assiste-se aos processos agrícolas e artesanais do passado no fabrico de queijos, apicultura e tecelagem. São também visíveis os vestígios pré-históricos, como o Castro de Santa Marta, e os sinais da presença romana, como as Minas de salgema. Nas imediações do Parque situam-se os Moinhos da Pena, provavelmente o maior aglomerado de moinhos de vento em Portugal, alguns dos quais recuperados para alojamento turístico.

Monumento Natural das pegadas de Dinossauros da Serra de Aire 
Local: Bairro - Ourém 

O Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios no extremo oriental da Serra de Aire na povoação de Bairro, em pleno Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros contém um importante registo fóssil do período Jurássico, as pegadas de alguns dos maiores seres que alguma vez povoaram o planeta Terra: os dinossáurios saurópodes. Na laje calcária onde as pegadas de dinossáurios se conservaram ao longo de 175 milhões de anos, podem ser observados cerca de 20 trilhos ou pistas, uma delas com 147m e outra com 142m de comprimento. Os saurópodes eram animais possantes, herbívoros, quadrúpedes, de cabeça pequena, e cauda e pescoço compridos. A cauda serviria possivelmente para se defender dos predadores; o pescoço, tal como a cauda, ajudariam estes animais a manter o equilíbrio, permitindo-lhes chegar à vegetação mais alta e torná-los mais competitivos em relação a animais de menor porte.



Olhos D'Água do Alviela
Local : Nascente do Rio Alviela 

A nascente do rio Alviela situa-se na transição entre o Maciço Calcário Estremenho, zona onde predomina a rocha calcária, e a Bacia Terciária do Baixo Tejo, paisagem constituída principalmente por arenitos. A sua bacia de alimentação estende-se ao longo de cerca de 180 km2, onde a água percorre verdadeiros labirintos subterrâneos até chegar à nascente. O rio Alviela é alimentado durante todo o ano por uma nascente permanente, mas em períodos de maior precipitação a água é também expelida através de nascentes temporárias, nomeadamente por uma saída temporária de extravasamento situada junto à nascente principal (Olhos de Água) e por uma outra situada junto ao Poço Escuro.
A nascente dos Olhos de Água do Alviela é uma das mais importantes do nosso país, chegando a debitar 17 mil litros por segundo, ou seja, 1,5 milhões de metros cúbicos de água por dia (pico de cheia). Desde 1880 até bem próximo da actualidade, a nascente do Alviela foi uma das principais fontes de abastecimento de água à cidade de Lisboa (através da EPAL), e ainda hoje “abre portas” a um dos maiores reservatórios de água doce do país. Em pleno Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, o Complexo das Nascentes do Alviela oferece aos seus visitantes as mais variadas experiências de contacto com a Natureza, num ambiente bucólico de rara beleza paisagística. Repousar na Praia Fluvial, descobrir os caminhos que a água percorre até chegar à Nascente ou praticar desporto ao ar livre são apenas algumas das ofertas disponíveis no local.


Marinhas de Sal
Local : Fonte da Bica - Rio Maior 

"As Salinas da Fonte da Bica, também conhecidas por Marinhas de Sal de Rio Maior, são um património e uma actividade emblemáticos do concelho, a ponto de haver uma referência às suas pirâmides no próprio brasão autárquico. A exploração testemunha-se desde os tempos romanos e terá continuado pela Idade Média, havendo documentos que referenciam a actividade desde, pelo menos, 1177 (diploma em que parte das salinas passaram para a posse dos Templários). No séc. XV, o conjunto era importante o suficiente para o próprio monarca (D. Afonso V) ser proprietário de cinco talhos.
As salinas implantam-se no sopé da Serra dos Candeeiros e têm a particularidade de se localizar a ceca de 30 km do oceano Atlântico, facto que constitui um verdadeiro fenómeno natural. Este é formado a partir de uma jazida de sal-gema que é atravessada por m dos muitos cursos de água subterrâneos que percorrem o território calcário. A jazida contem um poço-mãe de aproximadamente oito metros de profundidade e quatro de largura, que é, desde há séculos, o verdadeiro centro alimentador desta indústria."    



Onde Ficar

 “CASAS DO ALTO DA SERRA”
Casa Grande e Casa Pequena

Morada: Alto da Serra , 2040 - Rio Maior

As Casas do Alto da Serra consistem num núcleo composto por dois edifícios: Casa Grande e Casa Pequena, respectivamente com a capacidade de 4 quartos duplos e 2 quartos duplos.
Encontram-se localizadas a cerca de 5 Km de Rio Maior e a 3 Km das Salinas, um dos ex-libris deste Parque Natural. Próximo da povoação do Alto da Serra, com ligação à EN 1, inserem-se junto à estrada que percorre a cumeada da Serra dos Candeeiros. Junto a ambas as casas existem duas zonas para merendas, equipadas com bancos, mesas e grelhadores. Na povoação do Alto da Serra, bem como nas Marinhas de Sal, existem vários restaurantes com gastronomia regional. 
Para Reservas Contactar:
Tlm 966 599 867
pnsacvisitas@gmail.com