Translate

domingo, 6 de outubro de 2013

Viagem e visita ao Parque Natural da Serra de S. Mamede



Localização

        O Parque Natural da Serra de São Mamede (PNSSM) é uma área protegida portuguesa, situada na Serra de São Mamede, na região fronteiriça do nordeste Alentejano. Ocupa uma área aproximada de 55.524 ha, distribuídos por cinco concelhos do distrito de Portalegre. A zona sul do parque apresenta um relevo suave e ondulado, com uma altitude que varia entre 300 e 400 m. O Patamar de Portalegre, que se situa a uma altitude de 400 a 500 m, forma uma espécie de degrau que sobressai da zona sul do parque. Constitui uma zona de transição entre a paisagem tradicional alentejana e a serra, a serra propriamente dita, que se situa na sua maioria a norte e centro da área do parque, com altitudes superiores a 800 m, é uma zona marcada paisagisticamente pelo atravessamento de cristas quartzíticas e por relevos proeminentes.
A criação do Parque Natural marca, em consonância com o seu património natural e paisagístico, o início de um processo de restauro dos sistemas agrícolas tradicionais da serra, em degradação desde finais do século XIX pelas campanhas cerealíferas.





História :

      O Parque Natural da Serra de S. Mamede foi criado a 14 de abril de 1989, segundo o Decreto-Lei n.º 121/89, ocupando uma área de 31 750 hectares, com cerca de 30 mil habitantes. O conjunto montanhoso conhecido por serra de S. Mamede constitui o principal acidente montanhoso do Sul de Portugal e é constituído por quatro elevações: Fria, Marvão, Castelo de Vide e São Mamede (o mais elevado, com 1025 metros) e estende-se através dos concelhos de Arronches, Castelo de Vide, Marvão e Portalegre, trata-se da Área Protegida mais habitada do país, com cerca de 30 mil habitantes. É o prolongamento da "Sierra de S. Pedro" em Espanha e constitui o limite da unidade paleogeográfica Ossa-Morena. A orientação noroeste-sudeste deste conjunto montanhoso que forma o maciço de S. Mamede confere-lhe, sob o ponto de vista da diversidade florística, características muito particulares. O facto deve-se à existência de um clima tipicamente mediterrânico, mais quente e seco, nas encostas voltadas a sudoeste e outro, mais fresco e húmido, nas encostas viradas a nordeste. Esta diferença microclimática favorece o aparecimento de uma flora variada.




Características :

              A serra de S. Mamede é de grande beleza paisagística e apresenta um grande número de exemplos de cooperação harmoniosa entre o Homem e a Natureza. A diversidade climática e morfológica do solo permitiram, neste reduzido espaço, a conjugação da floresta atlântica com a mata mediterrânica. Os percursos do Parque Natural da Serra de S. Mamede pretendem dar a conhecer aspetos gerais da sua geologia, do seu clima, do seu relevo, dos seus solos e da ocupação humana ao longo dos tempos, fatores que determinam a grande diversidade de habitats, de florística, de faunística e de paisagística existentes.
Quanto ao clima, podemos encontrar dois microclimas distintos: um mais fresco e húmido, principalmente no norte do Parque Natural e nas zonas de altitude, e outro mais quente e seco, no sul.
Geologicamente, a serra de S. Mamede é uma zona complexa onde se evidenciam dobramentos provocados por forças orogénicas e constitui o limite da unidade paleogeográfica Ossa-Morena. Cercada a norte e a leste por granitos, a geologia da serra traduz-se na presença de xistos, grauvaques, calcários e quartzitos, litologia que se reflete na variedade dos solos. Certas áreas estão cobertas por depósitos de vertente (recentes) e por depósitos aluvionares. A serra de S. Mamede surge a partir da planície alentejana, elevando-se até à altitude de 1025 metros, e apresenta cerca de 40 km de comprimento e 10 km de largura.
Tem uma orientação noroeste-sudeste e constitui o maciço montanhoso mais notável a sul do Tejo. Existem duas unidades geomorfológicas que se diferenciam da grande unidade regional que é a peneplanície alentejana: a serra e a plataforma de Portalegre. Esta última constitui uma zona de transição entre a serra e a peneplanície, comportando-se como um "degrau" ainda com características de serra mas com influências de peneplanície. Relativamente às formações vegetais, a serra e a plataforma de Portalegre apresentam características de índole centro-europeia e mediterrânica e características de índole atlântica. Podem-se encontrar aqui as plantas comuns da região de clima com características atlânticas. São pois notáveis as presenças, nas encostas e cimos da serra, de espécies como o selo-de-salomão, a erva-dos-três-passarinhos, a madressilva-das-boticas ou a rosa-albardeira e também o narciso-trombeta e a erva-pinheira-orvalhada. O carvalho-negral é a espécie que revestia a maior parte da serra, com clima atlântico constituindo a vegetação clímax. A área destes carvalhos caducifólios foi reduzida e progressivamente substituída pelo castanheiro.
No que diz respeito à fauna, é possível encontrar a presença de espécies protegidas, como a águia-de-bonelli e o grifo, que repartem o território com o gaivão-da-europa, a águia-cobreira, o peneireiro-cinzento, milhafres e a águia-caçadeira. É de salientar a existência de uma gruta, a mais importante do país e uma das mais importantes da Europa, abrigando uma colónia de criação de cerca de 20 000 indivíduos de morcego-de-peluche, espécie classificada como "vulnerável". O lobo é uma espécie que na região tem estado em declínio e encontra-se praticamente extinto. Quanto à arquitetura, notam-se influências da planície alentejana, de rusticidade beirã, e da arquitetura espanhola, aliadas aos fatores do clima, dos usos e costumes que determinam uma arquitetura própria. S. Mamede apresenta vestígios de presença humana desde o Paleolítico. Foram encontrados vestígios nos vales drenados pelas principais linhas de água, o caso do rio Sever e da Ribeira de Nisa e, fruto de uma atitude defensiva, de locais mais elevados como o Castelo da Crença ou o Cabeço do Mouro. Em período mais recente, a dominação romana deixou marcas bem visíveis nas várzeas do Caia e do Sever, realçando as ruínas do que foi a cidade de Amaia, meio escondidas pelos arvoredos e campos de cultura de Aramenha.






O que visitar

Pinturas Rupestres Lapa dos Gaivões
No limite sul do Parque, na freguesia de Esperança, concelho de Arronches, localiza-se o mais importante conjunto de pinturas rupestres de ar livre de Portugal. No exterior ou sob os abrigos, maioritariamente naturais, que se abrem nas cristas quartzíticas, vários painéis de pinturas parecem revelar a consagração deste espaço por comunidades do Neolítico, Calcolítico e Idade do Bronze.Abrigos virados à incidência solar serviram de suporte a diferentes expressões artísticas onde a conjugação de cores como o vermelho, o laranja e o preto, associados à rugosidade natural e às tonalidades da oxidação da pedra plasmaram, através de técnicas diferentes, representações humanas, animais, astrais e geométricas. Merece especial referência um painel de teto onde figuras humanas acompanhadas de um provável canídeo parecem perseguir vários cervídeos. Na extremidade poente, o movimento de um animal, provavelmente um cervídeo, foi obtido através da pintura de múltiplos membros. Na extremidade nascente do abrigo, um pequeno painel mostra uma representação humana heroificada, com capacetes de cornos, ladeada por duas figuras antropomorfas acéfalas ( figuras humanas sem cabeça).             

Chafurdões
Estas enigmáticas edificações marcam indelevelmente a paisagem da zona norte do Parque.Os mais comuns, de planta circular, apresentam diâmetros que variam entre os 3,5 m e os 7 m. Uma estrutura exterior cilíndrica, que pode ultrapassar os 3 m de altura é sobrepujada por uma cobertura em forma de calote de esfera. Estas formas resultam de uma técnica de construção que recorrendo a lages de granito ou xisto dispostas horizontalmente e de forma imbricada se constituem numa falsa cúpula. Uma porta, e por vezes uma pequena fresta que sobre ela se abre, são as únicas comunicações com o exterior.
No exterior a cobertura é completada por terra batida, desempenhando multíplas funções. Para além de conferir a toda a construção uma maior estabilidade ao preencher pequenos vãos ainda existentes, isola em termos de humidade e temperatura o seu interior. Nalguns chafurdões encontra-se, no interior, pequenos nichos, abertos na parede. Raras são as construções deste tipo que não apresentam a porta virada a nascente. Apesar de serem construções bastantes robustas, começam já a mostrar vestígios de degradação. Esta situação acelerou-se, principalmente, com o gradual abandono dos campos a que temos assistido nos últimos anos. O(A) agricultor(a) e o(a) pastor(a) ao servirem-se dos chafurdões para os mais diversos fins contribuíram para a sua manutenção. recolocando alguma pedra que caía, repondo terra na cobertura, cortando alguns arbustos que teimavam em crescer por entre a estrutura, os chafurdões conseguiram, assim, chegar aos nossos dias.

Ermida de N. Sra da Penha -
Erguida a 704 m de altitude sobre um dos afloramentos da crista quartzítica da serra da Penha, foi construída no séc. XVI. Dela se observa um panorama vasto, donde, para além da vista "aérea" de singular beleza sobre a vila de Castelo de Vide, se avistam trechos da serra de S. Mamede a sul, território da vizinha Estremadura espanhola a este e, nos dias de luminosidade favorável, a serra da Estrela a norte.









terça-feira, 1 de outubro de 2013

Viagem e visita ao Parque Natural da Serra da Estrela



Localização

             O Parque Natural da Serra da Estrela fica no centro interior de Portugal essencialmente no distrito da Guarda (85%) e também no distrito de Castelo Branco(15%). Marcado por maciços rochosos de granito, xisto e xistograuvaquicos e vestígios de antigos glaciares, a elevada altitude e localização do parque natural tornam-no um dos locais do país com ,mais queda de chuva, neve, granizo e orvalho.





História :

            O Parque Natural da Serra da Estrela foi criado a 16 de julho de 1976, segundo o Decreto-Lei n.º 557/76, ocupando uma área de 100 000 hectares, que integra parte dos concelhos da Covilhã, Celorico da Beira, Gouveia, Guarda, Manteigas e Seia. Ponto culminante do território português, faz parte da grande cordilheira central peninsular e eleva-se aos 1991 metros. Essencialmente granítico, ocupa um planalto com vestígios de ação glaciar, onde o pastoreio e o fabrico de queijo são dominantes.
O Parque Natural da Serra da Estrela foi o primeiro parque natural português e é hoje uma garantia de sucesso na defesa dos patrimónios natural e cultural do coração da Beira.
Sujeita a elevadas precipitações anuais, que são, com frequência, de neve durante os meses de inverno, dela nascem cursos de água importantes como o rio Mondego, maior rio inteiramente português, o rio Zêzere, afluente do Tejo, e o rio Alva, afluente do Mondego, além de outros de menor importância mas de corrente permanente que são afluentes quer do Mondego quer do Tejo.
A série de montanhas que forma a serra da Estrela eleva-se aos 1991 metros na Torre e tem várias elevações notáveis como a Santinha (1593 m), Terroeiro (1783 m) e Taloeiro (1511 m).




Caracterização :

           Na Estrela encontram-se predominantemente os granitos que formam afloramentos por vezes vigorosos como nos Cântaros, onde nasce o rio Zêzere; mas também possui uma ampla vastidão de rochas xistosas.
Sujeita a vários movimentos tectónicos de elevação, dos quais os últimos se sucederam no final do Terciário e já no Quaternário, a Estrela esteve ainda coberta por glaciares, que deixaram as suas marcas em algumas paisagens, como os vales glaciares de Manteigas e de Loriga. É possível encontrar blocos erráticos (blocos transportados pelos glaciares e que ficam a descoberto após a sua fusão) que se distribuem anarquicamente por várias encostas. Moreias e depósitos glaciares encontram-se em Loriga e Sabugueiro.
Quanto à flora do parque, da floresta que cobria estas montanhas já pouco resta, pois a ocupação intensa por grupos humanos levou à transformação das florestas em zonas de pastagens. Daí que a cobertura vegetal natural da Estrela tenha sido destruída desde tempos remotos, restando apenas alguns núcleos de matagal em zonas de mais difícil acesso. Pode-se, no entanto, encontrar espécies que têm aqui representação com interesse científico como a Campanula herminii, verdadeiro símbolo da Estrela, a Saxifraga spathularis, a Genista florida, e várias outras giestas. Entre os 600 e os 800 metros e até aos 1600 metros, aparece ainda o carvalho-negral ou das Beiras e, acima daquela altitude, o zimbro. Nas altitudes inferiores abunda o castanheiro e existem grandes povoamentos de carvalho-roble juntamente com o carvalho-negral. Em planaltos e vales do interior da serra surgem vastas formações de pastagens de cervum, nomeadamente em algumas zonas de turfeiras como na Nave de Santo António e nos Covões. São também abundantes nas zonas baixas os matos de giestas, bem como formações de rosmaninho e de urze branca.
No que diz respeito à fauna, o animal mais notável é o lobo que chegou a atingir apreciáveis efetivos, mas que entrou em regressão com a diminuição do pastoreio. Existem também bastantes javalis, raposas e alguns pequenos mamíferos. Quanto às aves, as rapinas, em tempos frequentes, são hoje raras.
Os lugares mais visitados devido à sua beleza são os Cântaros ou o vale de Manteigas, bem como as panorâmicas que se tomam da Torre, dos Piornos e das Penhas da Saúde. No Parque Natural da Serra da Estrela é ainda possível visitar diversas lagoas, nomeadamente, a lagoa Comprida, a lagoa de vale do Rossim e outras pequenas lagoas dispersas pelo parque.
A pastorícia surge na serra da Estrela como uma atividade antiquíssima, certamente ligada aos primeiros povos após o Neolítico. O pastoreio, com os produtos ligados à atividade, como a lã e o queijo, foram o suporte da economia serrana durante séculos; com eles se construíram a economia e a cultura de uma sociedade ligada ao uso dos recursos da Estrela. Com a evolução deste século, as coisas modificaram-se, sobretudo nas últimas décadas, em que a sociedade de consumo penetrou fortemente em todo o interior.
O Parque Natural tem tentado ser um fator de revitalização da terra e das gentes, procurando conservar o seu património, sem receio de confronto com a maneira de ser e de viver das cidades, pois elas próprias têm a sua identidade, a sua cultura, a sua diferença. Uma das primeiras iniciativas do Parque foi o relançamento da atividade pastoril, promovendo as feiras de gado ovino e as de produtores de queijo artesanal, bem como obtendo linhas de crédito bonificado para apoio da atividade, desde que os projetos tivessem a garantia do Parque. A apicultura, de muita tradição na Serra, tem tido grandes incentivos do Parque, que promove cursos de apicultores e tem em marcha projetos de infraestruturas laboratoriais e de investigação, além de apoiar a criação da Associação de Apicultores da área do Parque. São inúmeros os âmbitos de intervenção do Parque, colaborando com outras entidades oficiais e com as autarquias na beneficiação de cursos de água, na instalação de aproveitamentos de energias renováveis, na elaboração de estudos de ordenamento e desenvolvimento como o vale de Loriga, com destaque para o Plano Integrado de Casal do Rei. Vale a pena referir também as ações de apoio à salvaguarda e melhoramento do cão Serra da Estrela, raça que chegou a estar em perigo, e que o Parque auxilia através da Associação Portuguesa do Cão da Serra da Estrela.




O que visitar

Trilho das Grandes Lagoas (12 Km) - 6 h

Iniciamos este trilho num local extremamente aprazível, a Barragem do Lagoacho - espelho de água de 480.000 m2. Estamos a 1425 m de altitude. Tomamos o caminho que vai até à Barragem do Vale do Rossim e pelo meio passamos pela pequena Barragem do Covão da Malhada.Dada a sua situação privilegiada, o Vale do Rossim funciona como espaço de recreio e lazer nos meses de Verão. Esta Barragem serve as centrais da EDP e inunda uma área de 371.000 m2. Junto à casa do guarda da EDP, o trilho segue a jusante da Barragem. Atravesse a ponte na Ribeira da Fervença, continue à esquerda por uma carreteira, ao longo da Ribeira da Malhada da Laginha, que sobe entre mato de sargaço, urzes, torgas e piorno, em direcção aos três fragões das Penhas Douradas, que devem o seu nome à cor do Sol poente. 
Atravesse a linha de água e suba a encosta, em terrenos de areias soltas num morro a 1631 m, em frente, para além dos blocos arredondados das moreias glaciárias, avista-se uma outra paisagem. Desaparecem os castelos de rochas e surgem os rochedos polidos e os cervunais nas depressões, evocando ambientes da glaciação. Desça a encosta e entre no Vale do Conde a 1590 m. Este pequeno vale glaciário é coberto por um imenso cervunal que, no Verão, alimenta o gado transumante do Sabugueiro. Em solos de turfa, esta associação vegetal, em que o cervum domina, é formada por espécies próprias de zonas frias. Encontra-se em todo o planalto acima dos 1600 m, entre rochedos, em profundos covões ou em extensos vales. São sítios muito sensíveis e raros, com uma expressão única no país. Merecem todo o cuidado, quando percorridos.
Siga para montante ao longo da margem esquerda da Ribeira das Nateiras e atravessando para o outro lado pelas pedras, continue pelo cervunal até encontrar um caminho que, pela esquerda, o conduzirá a um enorme bloco de pedra denominado Lapão do Ronca, junto desta pedra parte um caminho que segue ao longo da encosta através do Covão das Lapas e Vale da Barca situados à esquerda, com cervunais juncados de lapas (blocos erráticos), descendo para o Covão dos Conchos (1690 m), esta pequena barragem desvia as águas para a Barragem da Lagoa Comprida através de um túnel com 1519 m de comprimento. Suba pelo caminho até uma área denominada Charcos a 1605 m, pequeno planalto semeado de charcos (lagoas glaciárias), que na Primavera se cobrem de ramúsculos de flor branca, e no Verão servem de bebedouro aos gados transumantes. As águas paradas e as temperaturas baixas destes locais, permitem uma decomposição lenta e imperfeita de espécies de flora e fauna, que se vão depositando no fundo, em camadas de sedimentos que se sucedem no tempo.  As lagoas vão desaparecendo e os cervunais ocuparão o seu espaço. Siga pelo caminho onde encontrará, à esquerda, duas pequenas lagoas e poderá visitar a Lagoa Comprida - 1580 m, esta era um antigo glaciar com 1 Km de extensão. Aproveitando o covão, iniciou-se em 1912 a construção da barragem. Em 1914 tinha uma altura de 6 m e em 1934 atingia os 15 m. Actualmente, desde 1965, tem uma altura de 28 m. É um barragem do tipo gravidade, formada por três arcos de alvenaria de granito com 1200 m de desenvolvimento. A albufeira tem a capacidade de cerca de 12 milhões de m3 de água, e inunda um área de 800.000 m2. Aí desaguam dois túneis: o do Covão do Meio com 2354 m, que desvia a água das encostas da Torre, e o do Covão dos Conchos com 1519 m que desvia as águas da Ribeira das Naves.
A partir da Lagoa Comprida, acompanhe a linha de água que vai ao Covão do Forno, daqui, continue em direcção à Lagoa Sêca. Andando mais um pouco alcançará a Lagoa Redonda. Siga agora a linha de água e encontrará de novo a Barragem do Lagoacho. Depois de contornar esta lagoa voltará ao ponto de partida junto ao paredão.

Trilho das Grandes Lagoas


Trilho de Viriato (7 Km) - 3 h

As Penhas da Saúde são uma estância de turismo a 1500 m de altitude óptima para repouso pois proporciona ar puro e clima saudável. Siga pela estrada até encontrar o Lago Viriato cujas águas abastecem a Covilhã.Continue a subir pela EN 339, passando o cruzamento para Manteigas, até encontrar em baixo à direita, a Nave de Santo António (1550 m). A Nave é uma planície arenosa de que em tempos teria sido lagoa glaciária. Extenso cervunal semeado de blocos arredondados e de rochas aborregadas constitui, no Verão, um manto de verdura onde se apascentam numerosas cabeças de gado. Continuando pela estrada vamos encontrar na curva imediatamente a seguir, à esquerda, a Barragem do Covão do Ferro, também conhecida por Barragem do Padre Alfredo.Este construiu-a em 1940 para que a Penteadora - uma grande unidade de lanifícios - fizesse o aproveitamento hidroeléctrico das águas da Bacia da Alforfa, junto à Barragem parte o caminho que sobe a encosta até à nascente do Terroeiro, no lado de Unhais, entre piornais, urzes e amontoados de pedras que rolaram da vertente e por entre as quais se ouve o correr das águas. Continue em lacetes até encontrar uma passagem estreita entre as fragas que se destacam. E... Respire fundo!...
A encosta íngreme que acabou de subir dará lugar a uma vertente suave com um caminho de traçado apropriado à passagem das vacas, ovelhas e cabras que, durante o Verão, ainda vêm de Unhais pastar para o planalto. Para a direita, a vista sobre o Covão do Ferro, a Nave de Santo António e as Penhas da Saúde deleita-nos. Quinhentos metros mais à frente, do lado esquerdo, é a vista sobre Unhais da Serra e as montanhas xistosas da Lousã que maravilham o nosso olhar. Continuando entre zimbrais e cervunais, sem caminho marcado, siga para Norte até chegar à Torre a 2000 m de altitude.

Trilho de Viriato

Vale Glaciar do Covão do Urso

Situado na vertente noroeste, o glaciar do Covão do Urso tinha origem no planalto da Torre, no local dos Conchos e dirigia-se até ao local da actual aldeia do Sabugueiro. Tinha cerca de 6,5 km de comprimento mas dissolvia-se a uma altitude igual ou superior à anterior (1.000 m). Bruscas rupturas de declive, observadas a jusante do Lagoacho e abruptos sucessivos, observados na Nave descida parecem formar o cenário ideal para a maior moreia lateral da Serra da Estrela, correspondente à fase de maior extensão dos glaciares, prolongando-se por cerca de 3 km no meio da vegetação que, por vezes, atinge um porte arbóreo. 

PERCURSO PEDESTRE

Moreia do Covão do Urso, Duração: 5: 45 h, Distância: 20 km
Neste Vale Glaciário o cenário montanhês permite-nos percorrê-lo exclusivamente pelo trilho assinalado no mapa, uma vez que não passam estradas contínuas por todo o vale. Sendo somente possível uma longínqua observação do vale a partir da EN 339 que conduz ao Sabugueiro.

Saia da Torre pelo trilho (assinalado no mapa) a Norte, atravesse a estrada e entre no Covão Grande, passando pelo Cântaro Gordo e avistando o imenso Vale da Candieira, à direita, suspenso sobre o Vale Glaciário do Zêzere, percorra as Salgadeiras e siga por entre os cervunais e zimbrais até chegar ao marco geodésico do Cume. Desça pelo trilho que segue à esquerda e avistando a Lagoa Comprida prossiga para os Charcos. Vire à direita, agora por uma pequena estrada de macadame. Passe pelo Covão dos Conchos e siga por entre os cervunais e blocos erráticos ali instalados pelo glaciar.
Continue o trajecto através do Covão das Lapas até chegar ao Lapão da Ronca, de onde se pode observar melhor o Vale Glaciário do Covão do Urso e o imenso cervunal que o cobre. Daqui, o vale Glaciário segue o seu trajecto sem um trilho assinalado, sendo mais seguro o seu contorno pelo Vale do Rossim. Atravessando a ribeira para a outra margem por entre as pedras, passe pela Fraga das Penhas e repare no contraste entre as paisagens glaciárias, as que foram deixadas para trás sofreram uma maior influência do gelo, e as que se seguem sofreram um tipo diferente de erosão, o da crioclastia. Continue pelo trilho assinalado no mapa até à barragem do Vale do Rossim, entre castelos de rochas por entre matos de sargaço, urzes e piornais. Siga o trilho à esquerda, atravesse a linha de água junto ao pequeno açude e prepare-se para entrar novamente na paisagem glaciária do Covão do Urso, descendo a encosta, observe os arcos morénicos a jusante da barragem do Lagoacho, por entre as vertentes abruptas sucessivas cobertas pela vegetação que chega, por vezes, a atingir um porte arbóreo, daqui avista-se um cenário magnífico que faz com que a satisfação supere o cansaço e proporcione uma alenta descida, passando pela ponte e chegando ao Sabugueiro, onde o percurso termina.

Vale Glaciar do Covão do Urso


Onde Ficar

Casa Lagar Alagoa   

 Situada no coração da Serra da Estrela, no seio do Parque Natural com vista para o rio Zêzere. A casa Lagar da Alagoa é um espaço de eleição resultante do aproveitamento e requalificação de um antigo Lagar de Azeite.  

Com uma fantástica intervenção da arquitectura contemporânea não perdeu por isso, bem pelo contrário, a beleza e a essência da sua traça original, mantendo o xisto e o granito como materiais predominantes, a Casa Lagar da Alagoa, proporciona a quem a visita, para além da bonita envolvente paisagística, amplos espaços cheios de luz, quer nas suas áreas de lazer, como é bom exemplo a sala de estar e o bar, com o requinte da sua decoração que tributa o seu passado ligado à produção de azeite, quer no piso superior, onde se encontram os quartos e as suites equipados com casa de banho privativa e uma decoração sóbria e elegante, mas essencialmente cheios de luz e com espaços panorâmicos de onde nos podemos deleitar com a paisagem circundante.Imperdível este espaço recém criado e que é desde já uma das melhores unidades turísticas da Serra da Estrela. A Casa do Lagar da Alagoa aguarda a sua visita.
Serviços:Mini bar, aquecimento, TV, telefone, desportos radicais, passeios a pé e estacionamento privativo.  Nº Quartos: 9 Capacidade: 18 

Informações e morada : 
E.N. 232, Km 73, Vale de Amoreira, 
6260-403 Manteigas
Tel: 275 487 024 / Fax: 275 487 026
www.casa-lagar-alagoa.com / geral@casa-lagar-alagoa.com

Casa Lagar Alagoa

Casa da Quinta do Conde

A Casa do Olival da Quinta do Conde situa-se na Quinta do Conde, a 3 km da capital do Concelho, Gouveia. Desfrute de uma estadia confortável, um momento de privacidade e agradavelmente enquadrado no meio natural envolvente. Conte com 28 hectares que alojam um projecto de agricultura biológica e de turismo rural. Próxima de Gouveia, a Quinta é uma preciosidade porque tem um espaço natural diversificado e uma atmosfera harmoniosa e sossegada. Da quinta vislumbra-se a Serra da Estrela que encerra paisagens naturais de inigualável beleza, é um local privilegiado para quem gosta da Natureza.  A Casa da Quinta do Conde combina a traça tradicional com a decoração moderna, proporcionando elevados níveis de conforto em pleno campo. É constituída por sala de estar/jantar, jardim, aquecimento central, bicicletas, aceita animais, internet Wi-Fi. Possui 2 quartos para 4 pessoas. 

Informações e morada : 
 Quinta da Caramuja, Lda
Apartado 33, 
6291-909 Gouveia
Tel: 351 238 496 473 / Fax: 351 238 494 959
www.caramuja.pt / geral@caramuja.pt

Casa da Quinta do Conde


Casa da Moreia

Situa-se na aldeia do Sabugueiro, no concelho de Seia, é a aldeia mais alta de Portugal Continental (1.100m altitude) e encontra-se em pleno Parque Natural da Serra da Estrela.
A Casa da Moreia é uma unidade que se insere dentro do conceito Natureza de Turismo em Espaço Rural - Casa de Campo. Edificada na primeira metade do séc. XX, reconstruida a partir das técnicas e dos materiais tradicionais, acolhendo o conforto e serviços dos tempos modernos, a casa oferece uma tranquilidade característica de uma casa tipicamente beirã.
Possuí aquecimento central, quartos com WC privativo e LCD, salão com lareira, bar, cozinha equipada, garagem, churrasco e pátio exterior, tem 5 quartos para 10 pessoas.

Informações e morada : 
Travessa do Outeiro, n.º 3 
6270-151 Sabugueiro
Tel: 961 951 167 / Fax: 961 951 167
info@casadamoreia.com / www.casadamoreia.com

Casa da Moreia