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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Viagem e visita ao concelho da Ribeira Brava - Madeira

Brasão de Ribeira Brava

Localização

           A Ribeira Brava é um município português na ilha da Madeira, Região Autónoma da Madeira, com sede na freguesia homónima. Tem 65,40 km² de área e é subdividido em 4 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de São Vicente, a leste por Câmara de Lobos, a oeste pela Ponta do Sol e a sul tem litoral no oceano Atlântico.



História

        (…) e pozeram muitos dias no caminho até chegarem dahi a três léguas a uma furiosa ribeira, na praya da qual estava aguardando o capitam, que em terra desembarcara, e tinha ahi traçado huma povoação, a que deu nome Ribeira Brava, pela que corria neste logar (…)  Gaspar Frutuoso, Saudades da Terra (respeitando-se a grafia original do autor)
A origem do nome deve-se à sua ribeira (a Ribeira Brava), que em épocas de chuvas apresentava um caudal muito forte, chegando a causar, no passado, estragos ao longo dos oito quilómetros do percurso.
Localizada na costa sudoeste da ilha da Madeira, a Ribeira Brava é uma das localidades mais antigas da Madeira. Esta localidade, devido à sua orografia, teve um papel muito importante nas comunicações entre todos os pontos da ilha. Começada a povoar nos inícios do século XV, entre o primeiro e o segundo quartel, foi das primeiras freguesias da ilha, logo criada na sequência das do fuchal e Machico, pouco depois da morte do infante D.Henrique em 1460. Nasceu a importância da Ribeira Brava da sua ribeira, comunicação essencial com o interior da ilha e do seu porto mar. Era então um porto onde os barcos não encostavam ou ancoravam, mas encalhavam. Só entre 1904 e 1908 foi construído um pequeno caís de acostagem e desembarque, furando-se a rocha a leste da futura vila, para acesso ao pequeno desembarcadouro (hoje de maiores dimensões, permitindo a acostagem de barcos de pequeno e médio porte). Este concelho é o de criação mais recente na ilha da Madeira, criado precisamente em 1914, no dia 6 de Maio, e recebeu categoria de vila em 1928, sendo sede de município. O concelho da Ribeira Brava, com uma área de 65 km2, é formado por quatro freguesias; Campanário, Ribeira Brava, Serra de Água e Tabua; foi criado a 6 de Maio de 1914, para o qual contribuíram em grande parte os esforços do Visconde da Ribeira Brava, Francisco Correia Herédia. Devido à sua paixão pela vila, mais tarde adicionou o nome Ribeira Brava ao seu nome, passando a ser, Francisco Correia de Herédia Ribeira Brava. O Visconde dotou a vila de grandes melhoramentos, tais como, o alargamento e abertura de ruas, a construção de um pequeno teatro e a reedificação do forte de S. Bento.
A economia municipal assenta na agro-pecuária, comércio retalhista e turismo (restauração e hotelaria), destacando-se ainda o papel da administração local. Na agricultura, predomina o cultivo da batata, de culturas hortícolas extensivas, a horta familiar, os frutos subtropicais e a vinha. A pecuária tem também um peso importante na economia concelhia, nomeadamente na criação de aves, suínos e caprinos. Somente cerca de 13% (138 ha) do seu território é coberto de floresta e cerca de 510 ha correspondem a terrenos para a prática agrícola. Este concelho é rico em actividades e produtos artesanais, como os bordados, a cestaria em vime, os tapetes de retalhos, o empalhamento de garrafas, os trabalhos em fósforos, as obras de cana e os bordados da Madeira em tela.

Bandeira de Ribeira Brava

Heráldica

Armas - Em campo de verde, uma torre de prata; em chefe, quatro estrelas de cinco pontas do mesmo metal; em contraa-chefe, uma banda ondada, de ponta, aguada de azul.

Bandeira - Branca, com brazão ao centro e cordões e borla de verde. Listel branco, com a legenda "Ribeira Brava", de verde.

Selo - Circular, tendo ao centro as peças das armas, sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres "Câmara Municipal da Ribeira Brava".


Cultura e Turismo :

             Situado a apenas quinze quilómetros do Funchal, o município da Ribeira Brava possui um património cultural do qual fazem parte a Igreja Matriz, uma pequena fortificação, o Forte de São Bento da Ribeira Brava, o Museu Etnográfico da Madeira, instalado numa antiga casa que funcionou, a partir do século XIX, como engenho de moagem de cana de açúcar e produção de aguardente e um pequeno núcleo museológico, dedicado a arte sacra, onde se encontra o tesouro da Matriz.
Podemos ainda encontrar a antiga moradia do fundador do Concelho, Francisco Correia de Herédia, visconde da Ribeira Brava. No antigo solar, datado dos séculos XVIII/XIX, encontra-se a funcionar o edifício da Câmara Municipal, possuindo no seu interior um magnífico jardim, com inúmeras espécies naturais. 
FORTE de SÃO BENTO - A defesa da Ilha foi sempre uma das preocupações constantes, tanto por parte dos reis, como dos donatários da ilha. Assim, era necessária a defesa da costa perante os inimigos. A sua construção foi determinada pelo governador Duarte Sodré Pereira para defesa daquele ancoradouro.
Por vezes alguns piratas atacavam a costa, vivendo as populações ribeirinhas em constante sobressalto.
Pequena Torre de planta circular, coberta por um terraço ameado com guarita. Embasamento em pedra aparente encimado por cordão saliente e, superiormente, em alvenaria de cimento apresentando tratamento respingado, com incisões a emitar cantaria.Na fachada principal virada a norte, abre-se um portal em arco de volta perfeita, encimado por inscrição e armas nacionais. Do lado do mar pode-se observar um pequeno nicho contendo uma imagem de S.Bento. Este forte foi mandado levantar em 1708 pelo Governador da Madeira, Duarte Sodré Pereira, com o intuito de defender as opopulações dos ataques de piratas e corsários. Em 1920 esta pequena fortificação foi alugada à Câmara Municipal para servir de prisão. 
Em 1815 há referências sobre a um pequeno forte triangular junto à embocadura da ribeira, e um outro denominado de Forte de S. Sebastião, que foram ambos arruinados por um aluvião em 1803, dos quais não restaram vestígios. Um outro é o Forte de S. Bento, que naquela época estava arruinado. Em 1916 adiantavam-se obras para a sua recuperação e embelezamento do que hoje pode ser visto na Marginal da Ribeira Brava.
Antigo Convento Franciscano -No início do século XVII, o Convento de Santa Clara do Funchal, possuía o domínio directo de diversas propriedades no lugar da Ribeira Brava, uma casa térrea na antiga Rua da Bagaceira , denominação seiscentista da artéria onde hoje se situa o Museu Etnográfico da Madeira, foreira àquele convento, foi adquirida por Luís Gonçalves da Silva, capitão das ordenanças da Ribeira Brava, que casou, em 1682, com D. Antónia de Meneses. O capitão Gonçalves da Silva, ampliou então a sua moradia, tendo-lhe acrescentado um piso e, na ilharga sul do prédio, mandou edificar, em 1710, uma capela dedicada ao patriarca São José, onde viria a ser sepultado. Ainda podemos observar, embora modificado, implantado no edifício onde se acha instalado o Museu Etnográfico, o portal da referida ermida. Luís Gonçalves da Silva e sua mulher, por disposição testamentária, efectuada em 1716, instituíram um vínculo perpétuo imposto na casa onde residiram, em diversas fazendas e na própria capela de São José, o qual seria somente abolido em 1860. Em 1853, José Maria Barreto, último administrador do vínculo de São José, converteu o arruinado solar numa unidade industrial, tendo para o efeito constituído uma sociedade com Jorge de Oliveira., foi então ali montado um engenho de moer cana-de-açúcar, de tracção animal e um alambique de destilação de aguardente , em 1862, a sociedade fabril, com um novo sócio, o Pe. João António de Macedo Correia e Freitas, passou a utilizar energia hidráulica, instalando-se, nesse ano, uma roda motriz de madeira, servida por una levada, e um engenho de moer cana com três cilindros de ferro horizontais. Em, 1868, funcionavam também naquela fábrica dois moinhos de cereais. 
Ocorreram depois, ao longo dos anos, sucessivas transacções das quotas da empresa e, finalmente, em 1974, os herdeiros de João Romão Teixeira, proprietários do edifício, venderam-no à junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal. O Governo Regional da Madeira decidiu instalar no antigo engenho de aguardente da Ribeira Brava o Museu Etnográfico da Madeira, projectado pelo arquitecto João Francisco Caíres foi inaugurado em 15 de Junho de 1996. 
IGREJA DE SÃO BENTO - Rª BRAVA - Não se sabe ao certo a data da fundação da antiga capela de São Bento, que foi a sede da paróquia e da colegiada, devendo a sua existência remontar ao segundo quartel do século XV. Esta capela sofreu varias alterações e reparos até que se construiu a actual igreja paroquial. É um dos mais antigos templos rurais desta diocese, tendo passado por diversos acrescentos e modificações, mas a sua primeira edificação não deve ser posterior à segunda metade do século XVI, no entanto, numa análise sobre a igreja hoje existente, chega-se à conclusão de ter sido um pequeno templo com um interessante portal pré-manuelino, em princípio, hoje colocado como portal da capela do Santíssimo. Trata-se de um portal de três arquivoltas góticas, dotados de capitéis historiados, praticamente sem paralelo na ilha. Por outro lado, podemos atribuir a essa pequena escola manuelina os trabalhos da pia baptismal e do púlpito da matriz, havendo, na inscrição da pia, a indicação de ser oferta do rei D. Manuel I.
Tendo com orago a S. Bento, a Igreja é dotada de um portal de três arquivoltas góticas, dotados de capitéis historiados, praticamente sem paralelo na ilha. A sua construção data do Séc. XVI, sendo modificada através dos séculos até chegar ao edifício actual. No seu interior, a igreja possui três altares principais: o altar-mor e outros dois laterais. A capela-mor é denominada por um magnífico retábulo de talha dourada e policromada dos finais do séc. XVII, atribuído à oficina da Manuel Pereira de Almeida, igualmente responsável pelos outros dois altares. Poderá encontrar também no conjunto interessante de imagens, uma imagem monumental da Nossa Senhora do Rosário, de produção flamenga, talvez das oficinas da Antuérpia, datada de cerca de 1520. A matriz ainda possui uma magnífica tábua atribuída ao pintor flamengo, Francisco Henriques, representando Nossa Senhora. S. Bento e S. Bernardo. No seu interior podemos encontrar trabalhos manuelinos como os capitéis, o púlpito da Matriz e a pia baptismal (oferta de D. Manuel I), bem com de um pequeno núcleo possuindo um espólio de 66 peças, no qual existem castiçais em prata, coroas, varas, galhetas, cálices, caldeirinhas e outros materiais em prata datados do séc. XVI, XVII.





Gastronomia

             Na gastronomia do concelho da Ribeira Brava destaca-se o bacalhau à Ribeira Brava, a carne vinho e alhos, a típica açorda madeirense, a espetada de carne de vaca, as semilhas com conduto de carne de porco, o bolo do caco, o pão caseiro amassado com batata-doce e o bolo de noiva. No que concerne a sopas, temos a sopa de abóbora amarela, a caldeirada de peixe, a sopa de trigo e a sopa de agrião. Na doçaria existe o bolo preto, o bolo de mel, as broas de mel entre inúmeros pudins confeccionados com os frutos da época. A nível de bebidas temos a tradicional poncha e os vinhos que provêm das vinhas do concelho.
                                                                                                                    Rebuçados de funcho e avenca
Açorda 

Bolo de mel

terça-feira, 30 de julho de 2013

Viagem e visita ao concelho de Porto Santo - Madeira

Brasão de Porto Santo

Localização

           O Porto Santo é um município português que ocupa toda a ilha do Porto Santo, Região Autónoma da Madeira, com sede num povoado com um nome diferente do município: a cidade de Vila Baleira. Tem 42,48 km² de área e é um dos seis municípios de Portugal que têm uma única freguesia, a qual tem o mesmo nome. O município que lhe é mais próximo é o de Machico, na ilha da Madeira, situado a sudoeste.


História

        A Ilha do Porto Santo foi o primeiro descobrimento português realizado no século XV. Aqui se deu início à grande epopeia dos Descobrimentos iniciada pelo Infante D. Henrique. Anos mais tarde, Cristóvão Colombo, passou algum tempo na ilha a preparar a viagem da Descoberta da América.
A ilha do Porto Santo foi descoberta, em 1418, pelos portugueses, João Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo, mais tarde, designado primeiro Capitão Donatário desta ilha.
Alguns anos mais tarde, Cristóvão Colombo, passou algum tempo na ilha, tendo casado com uma das filhas de Bartolomeu Perestrelo, doado em 1446 por D. Henrique a Bartolomeu Perestrelo, o Porto Santo foi elevado a concelho em 1835. Em Agosto de 1996 a sua capital, Vila Baleira, foi elevada à categoria de cidade. Existem duas teorias na atribuição do topónimo " Porto Santo" à ilha, semelhantes no acontecimento que originou o nome, mas com dados diferentes relativamente à data e origem dos navegantes.
Conta uma lenda popular que remonta a 1418, que João Gonçalves Zarco e restantes navegadores, ter-lhe-iam dado tal nome pelo facto de a ilha lhes ter servido de refúgio no decurso de uma terrível tempestade. 
Já a segunda versão, historicamente sustentada, aponta que, ainda na Baixa Idade Média, uma embarcação teria encontrado porto seguro nesta ilha, depois de uma violenta tempestade. Assim sendo, confirma-se que antes dos portugueses terem iniciado o seu povoamento em 1418, já a ilha tinha sido batizada com o nome de Porto Santo. Certa é a data que marcou a chegada ao Porto Santo dos portugueses, Zarco e Tristão Vaz Teixeira - 1418. Com essa viagem e nesta ilha marcaram o início dos descobrimentos ultramarinos.
Outro importante dado histórico da ilha, constitui o facto de Cristóvão Colombo nela ter habitado, após o seu casamento com Filipa Moniz, filha de Bartolomeu Perestrelo. Numa casa situada no centro de Vila Baleira, hoje Casa Museu Cristóvão Colombo, o navegador genovês preparou a viagem da Descoberta da América. O concelho foi criado em 1835.


Brasão de Porto Santo

Cultura e Turismo

            Podemos encontrar na ilha do Porto Santo alguns locais de interesse sob o ponto de vista geomorfológico, natural e paisagístico. Estes locais merecem uma visita, uma vez que constituem óptimos cenários para uma sessão fotográfica.

Portela
Este miradouro, que fica a 1,6 km da Cidade Vila Baleira, faz-se anunciar por uma avenida de palmeiras e por um moinho de vento. Deste local, avista-se em baixo, a Oeste, a praia do Porto Santo e a Leste a forma cónica do Pico de Baixo e o Ilhéu de Cima. No caminho para este miradouro não deixe de reparar na Capela da Nossa Senhora da Graça, erguida em 1851.

Pico Castelo
No alto deste cume foi construída uma pequena fortaleza, no século XVI, para fazer frente às frequentes invasões de piratas franceses e argelinos. Hoje, este miradouro, proporciona uma excepcional vista geral sobre o Porto Santo.

Fonte da Areia
Numa ilha que possui uma quantidade controlada de água, a importância de fontes naturais mantém-se. Noutros tempos esta fonte tinha a água mais saborosa de toda a ilha, tendo sido utilizada inclusive, para fins medicinais, sendo por isso considerada uma fonte sagrada pelos seus habitantes.Hoje, a Fonte da Areia já não jorra a água de antigamente, mas o vento faz questão em deixar o seu rasto nas rochas arenosas e proporciona aos seus visitantes um incrível espetáculo de erosão.Chega-se a esta fonte saíndo da aldeia da Camacha, por uma estrada que segue para Oeste em direção ao mar.

Casa Museu Cristóvão Colombo
A Casa Museu Cristóvão Colombo, o maior ícone cultural do Porto Santo, assinala a presença do descobridor da América na ilha. Aqui procura-se recriar o ambiente primitivo onde o explorador viveu.
A Casa de Colombo apresenta-se num conjunto de dois edifícios, o mais antigo deles remonta à época em que o navegador esteve na ilha. Em exposição, além de retratos de Colombo, do século XVI ao século XX, encontram-se mapas com as diferentes rotas por ele percorridas. Esta casa localiza-se atrás da Igreja Matriz, na Rua Cristóvão Colombo,12, Cidade Vila Baleira. O horário de funcionamento é de 2ª a 6ª feira das 10h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h30.

Moinhos de Vento
A paisagem porto-santense é caracterizada pelo aparecimento, aqui e ali, dos tradicionais moinhos de vento. Por apresentar um relevo relativamente baixo, a ilha está muito exposta a vento de todos os quadrantes. 
Os moinhos de vento surgiram no Porto Santo para a moagem de cereais necessária ao fabrico do pão. 
O primeiro moinho de vento, foi construído em 1794, e foi a obra mais grandiosa que se efectuou no Porto Santo, durante o século XVIII. Anos mais tarde o Porto Santo apresentava já um aspecto muito pitoresco com inúmeros moinhos de vento, em madeira e de tipo rotativo, alguns dos quais mantêm-se ainda em actividade.

Na praia de Porto Santo, o prazer dos banhos de mar une-se  à qualidade da areia e a tranquilidade que nela se pressente faz da ilha um destino excecional para férias. Nesta praia, andam de braço dado saúde e bem-estar, visto que, além da transparência das águas, esta possui indiscutíveis propriedades terapêuticas.  A praia da ilha do Porto Santo foi eleita a melhor “praia de dunas” no âmbito do concurso “7 Maravilhas – Praias de Portugal”, prémio que honra a qualidade e a beleza desta praia, que se estende ao longo de 9 quilómetros na parte sul da Ilha Dourada. Esta praia também é detentora da Bandeira Azul desde 1992 e todos os anos vê revalidada o galardão de "Qualidade de Ouro" atribuido pela associação ambientalista Quercus. Descubra os benefícios desta praia serena e convidativa, e entregue-se à descontração, recuperando a energia e a motivação de que necessita. 



Gastronomia

           O Porto Santo partilha a assinatura de alguns pratos com a sua vizinha Madeira. Pode encontrar a espetada – suculentos cubos de carne, grelhados no espeto – e a espada, um estranho, mas delicioso habitante das profundezas do oceano, servido com banana. Juntamente será servido o bolo do caco, um pão feito com farinha e batata-doce, tradicionalmente cozido numa pedra achatada e servido com muita manteiga de alho. Existe abundância de peixe fresco e mariscos e pratos que são apreciados por grupos, como a fragateira (guisado de vários peixes, numa base de tomate, batatas e cebolas). Pratos feitos com bacalhau são os favoritos, assim como o gaiado seco. Depois de tudo isto, pode apreciar os deliciosos bolos e pudins, como a mousse de maracujá ou o pudim de ovos.
As vinhas no Porto Santo são plantadas rasteiras junto à areia, em vez de plantadas em latadas, e diz-se que devido a este facto, estas uvas dão um sabor distinto ao vinho. Grande parte da colheita, vai para a vizinha Madeira, para a produção do famoso vinho generoso. No entanto existem os vinhos de produção caseira, muitos deles com uma cor muito similar ao rosé. Mas claro que os vinhos portugueses são também vendidos na ilha. A aguardente, feita a partir da cana-de-açúcar, é um excelente digestivo.

coelho à caçador (Porto Santo)
Coelho à caçador 


segunda-feira, 29 de julho de 2013

Viagem e visita ao concelho de Porto Moniz - Madeira

Brasão de Porto Moniz

Localização

             O Porto Moniz é um município português na ilha da Madeira, Região Autónoma da Madeira, com sede na freguesia homónima. Tem 82,93 km² de área e é subdividido em 4 freguesias. O município é limitado a leste pelo município de São Vicente, a sul pela Ponta do Sol, a sudoeste pela Calheta e a norte tem litoral no oceano Atlântico.



História

          O Porto Moniz é uma das freguesias mais antigas do norte da ilha, constituindo a carta régia de 12 de Março de 1574, um dos mais arcaicos diplomas em que a mesma é citada, tal como as restantes freguesias do norte da ilha, o Porto Moniz fez inicialmente parte do município de Machico. Mais tarde, com a elevação da freguesia de S. Vicente a concelho, ocorrida por volta do ano de 1744, passou a integrar aquela recém criada jurisdição administrativa. No ano de 1835, em pleno reinado de D. Maria II – a educadora – a freguesia do Porto Moniz foi elevada à categoria de concelho, tendo a sua instauração se efectuado a 31 de Outubro desse mesmo ano, constituído inicialmente por cinco freguesias, ficou mais tarde, a partir 1871, reduzido às quatro supracitadas freguesias, na sequência da anexação da Ponta do Pargo ao Concelho da Calheta. Teve como primeiro administrador o capitão Tomás João Perestrelo da Câmara e como primeiro presidente da comissão administrativa da Câmara Municipal, o capitão da marinha Teodoro Moniz de Bettencourt. No entanto, o Porto Moniz sofreu algumas vicissitudes relativamente à sua existência como concelho, tendo sido, de acordo os registos históricos, suprimido e reinstaurado por três vezes: foi extinguido em 1849 e reinstaurado em 1855. Novamente extinto em 1867, em simultâneo com os concelhos de Câmara de Lobos e Santana, voltou a ser restabelecido de novo em 1871.Extinto pela última vez em 1895 foi reinstaurado definitivamente a 13 de Fevereiro de 1898.
Tal como as vicissitudes antes referidas quanto à existência do Concelho, o seu próprio nome sofreu também alterações ao longo dos tempos: assim, nos primórdios da descoberta foi denominado por lugar da Ponta do Tristão, sendo a parte ribeirinha do povoamento designada por «Janela da Clara» e a zona alta, compreendida entre os sítios dos Lamaceiros e as Achadas da cruz, por Ponta do Tristão. O seu nome actual, está associado a um dos mais ancestrais povoadores, Francisco Moniz, nobre algarvio, casado com D. Filipa da Câmara, neta de João Gonçalves Zarco, grande impulsionador do povoamento que se instalou em torno da capela de Nossa Senhora da Conceição, pelo mesmo erigida. Segundo os registos históricos conhecidos, Francisco Moniz terá sido um dos primitivos moradores daquela povoação a usufruir de terras em regime de sesmaria, herdadas do seu pai João Lourenço, o povoamento ali surgido dedicou-se numa primeira fase, à criação de gado, plantação de cereais e extracção de madeiras. Numa segunda fase, por volta do século XVIII, a actividade principal passou a estar mais relacionada com a vitivinicultura, seguindo-se a cultura da batata, que no século XIX constituía a base produtiva e de alimentação.
Nos dias de hoje, o concelho do Porto Moniz tem uma economia muito mais diversificada, onde se destaca, para além das actividades do sector primário, um forte incremento no sector turístico, particularmente na área da restauração e da hotelaria, nos últimos tempos tem sido notório o desenvolvimento sentido aos vários níveis a que não é alheio o esforço realizado no domínio das acessibilidades, e de outras infraestruturas em áreas tão importantes como a educação, a cultura, a saúde, a defesa e preservação do ambiente, o saneamento básico... que proporcionaram aos seus habitantes uma melhor qualidade de vida e aos visitantes uma sensação de bem estar, em suma, o Porto Moniz é hoje ,um paraíso abençoado pela mãe natureza, onde o mar a terra se fundem numa paisagem impar e verdadeiramente deslumbrante.

Bandeira de Porto Moniz

Heráldica

Armas - De negro, com uma torre torreada de prata aberta e iluminada de vermelho sainte de um mar de quatro faixas ondadas, duas de prata e duas de verde. A torre acompanhada por duas canas de açucar de ouro arrancadas do mesmo. Em chefe, um gancho de uvas de ouro sustido e folhado do mesmo, carregado por uma quina das armas de Portugal das suas cores, acompanhado por duas estrelas de ouro de oito raios. Coroamural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres «Vila de Porto Moniz» de negro.

Bandeiras - De amarelo. Cordões e bordas de ouro e de negro. Lança e haste douradas.

Selo - Circular, tendo ao centro as peças das armas, sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres «Câmara Municipal de Porto Moniz». 


Cultura e Turismo

             Para um visitante da Madeira um dos poucos lugares incontornáveis é o Porto Moniz. As rotas dos turistas incluem por isso, quase de forma obrigatória, um passeio ao norte da ilha, onde este concelho se localiza, mas se são as suas piscinas naturais, brindadas pela beleza do mar, o detalhe mais fotografado, é importante ter em conta que o Porto Moniz é um concelho diversificado, que se estende do mar à serra e ondas as actividades são muitas, desde os passeios a pé nas levadas, pelo campo, em plena floresta Laurissilva, Património Mundial Natural da Humanidade e ainda os banhos, a pesca e as actividades náuticas, se o tempo estiver de mau humor pode sempre recorrer a uma piscina coberta, aquecida, localizada na vila.
A distância é apenas um aspecto do Porto Moniz. De facto é uma das localidades mais afastadas do Funchal, mas as boas vias de comunicação garantem uma viagem rápida, de apenas 35 minutos até ao centro da principal cidade da Região. O Porto Moniz está por isso a uma distância adequada para o repouso necessário, e suficientemente perto para poder sair e conhecer o resto da ilha. As infra-estruturas são uma garantia de qualidade e segurança. Os hotéis são modernos e bem equipados. Os espaços de restauração são diversos e com propostas variadas. Os equipamentos públicos são de elevada qualidade e os cuidados de saúde são assegurados por um serviço de urgência que funciona 24 horas por dia. 
Quando visitar o Porto Moniz, não deixe de visitar o Aquário da Madeira. O áquario está instalado num edifício que constitui uma réplica do forte de São João Baptista, que havia sido erguido no mesmo local como defesa dos habitantes locais contra ataques de piratas. No aquário, terá oportunidade de observar a diversidade de espécies da fauna marinha regional, o centro de Ciência Viva, com as suas exposições interactivas, merece a sua visita, certamente um ponto de visita obrigatório, o Teleférico das Achadas da Cruz é igualmente um atractivo local. Responsável pela ligação entre as Achadas da Cruz e o mar, proporciona panorâmicas inesquecíveis, o Chão da Ribeira, situado num grande vale sobranceiro à freguesia do Seixal, encontra-se envolto por uma riquíssima variedade de plantas e arbustros pertencentes à floresta Laurisilva, o leito da ribeira encontra-se ocupado por terrenos agrícolas e respectivas casas de alfaias, apresentando um cenário verdadeiramente rural. Em termos de Patrimonio Natural possuímos sem dúvida a maior parte de um grande tesouro, dádiva de uma Natureza generosa quem tem atraído ao longo dos tempos, naturalistas, cientistas e curiosos. A Floresta Laurissílva, a floresta relíquia, o "eden" madeirense. 
Entre os elementos que formam parte do nosso património, temos as nossas levadas. São sem dúvida dos mais valiosos devido a qualificação com "Património Mundial". Tendo os nossos antepassados madeirenses deparado com o problema de que a maior parte da água da chuva caída nas montanhas a norte e não na vertente sul, onde as primeiras canas e vinhas foram plantadas, decidiram então criar um sistema único (isto no séc.XVI) de canais de irrigação, feito pela mão do Homem, aos quais chamaram Levadas. Rasgaram as montanhas, escavaram túneis...e, talvez por instinto, calcularam uma pequena inclinação para que a água podesse chegar aonde era necessária. Parte da rede, que no total tem varios quilómetros (1500 kms), diz-se ter sido feita muito antes de existir qualquer tipo estradas para automóveis. Uma das mais antigas profissões da ilha é a de Levadeiro, o homem responsável por abrir e fechar as comportas e pela manutenção geral das Levadas. Actualmente os agricultures e produtores pagam a sua água não por volume, mas por hora. 




Gastronomia

             A gastronomia é bastante diversificada e sofisticada, apresentando maior variedade nos pratos de peixe e marisco, claro está que não esquecemos aos amantes das carnes. O peixe é desde sempre um dos principais intervenientes nas escolhas diárias dos madeirenses, facto que se prende com a existência de uma forte tradição piscatória. Depois de ter passado uns dias por cá, descobrirá facilmente que as nossas emendas convidam-nos a sermos gulosos! As estrelas da doçaria madeirense são o magnífico pudim de maracujá e todo o tipo de frutas, frequentemente misturadas em deliciosas saladas de fruta servidas um pouco por toda a parte. 
                                                                                                         Bolo de mel 
Bolo de MelBatata Tostada com Sal, Feijão e Maçaroca
Batata tostada com sal, feijão e maçaroca



domingo, 28 de julho de 2013

Viagem e visita ao concelho da Ponta do Sol - Madeira

Brasão de Ponta do Sol

Localização

          A Ponta do Sol é um município português na ilha da Madeira, Região Autónoma da Madeira, com sede na freguesia homónima. Tem 46,19 km² de área e é subdividido em três freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios do Porto Moniz e de São Vicente, a leste pela Ribeira Brava, a oeste pela Calheta e a sul tem litoral no oceano Atlântico.


História

          O Seu Topónimo surge porque Gaspar Frutuoso refere que em 1420, João Gonçalves Zarco, em viagem de reconhecimento da costa da Madeira, atingiu uma ponta que entrava no mar e sobre a qual se avistava uma rocha que, de tão polida pela rebentação do mar, parecia iluminada pelo reflexo dos raios solares. Desta constatação lhe advém o nome de Ponta do Sol. A extensão deste concelho viu-se reduzida ao longo dos anos. Em 1511, com a criação da vila da Calheta e em 1914, depois da criação do novo concelho da Ribeira Brava, hoje, a sua área distribui-se por 3 freguesias: Canhas, Madalena do Mar e Ponta do Sol. Não há duvidas que este povoado apareceu ainda no século XV e que devido ao seu porto e terras férteis, progrediu tão rapidamente que se pode afirmar com segurança que, antes de 1486, já a população tinha a sua igreja, atribuindo-se a construção a Rodrigo Enes, um dos primeiros colonos da Ponta do Sol, foi nesta igreja de invocação a Nossa Senhora da Luz sede da paróquia, na segunda metade do século XV. Depois de Machico, e por alvará de D. Manuel datado de 2 de Dezembro de 1501, esta povoação é elevada à categoria de vila e concelho municipal, ao que não foi alheio o progresso verificado neste núcleo populacional. Na base desta prosperidade económica estiveram plantações de cana sacarina, embora a cultura de cereais, nomeadamente, do trigo, representasse um rendimento significativo.
 O açúcar foi a principal moeda de troca com o reino que, desde o início, era solicitado pelos mercadores nacionais e que por ele trocavam uma grande variedade de produtos necessários ao consumo e ao uso quotidianos (ferramentas, panos, tecidos, telha, louça, ferro, sal, azeite). Sabe-se que ao findar a era de quatrocentos, já o “ouro branco” era bastante para o consumo das ilhas e do reino, e ainda suficiente para exportar para o estrangeiro. Para o progresso da população da Ponta do Sol, e à semelhança do que aconteceu em toda a parte sul da ilha, mais densa e mais visitada, contribuíram, para além de portugueses, elementos estrangeiros. O orago desta freguesia é Nossa Senhora da Luz. Presume-se que esta santa teve como primeiro templo a “Capela do Coxo”, que inicialmente foi construída na igreja matriz, em honra de Nossa Senhora do Patrocínio. Esta capela sofreu uma grande alteração no século XVII, sendo nela que ainda hoje se venera a Nossa Senhora da Luz, padroeira da freguesia.  Ao fim da Era de quatrocentos, já a produção do «ouro branco» era bastante para o consumo regional e nacional e, ainda, suficiente para exportar.
Para o progresso desta povoação, e à semelhança do que aconteceu em toda a parte sul da Ilha, contribuíram, para além dos portugueses, elementos estrangeiros, nomeadamente, ingleses, escandinavos, lombardos, genoveses, mouriscos, judeus e africanos. Em 1835, foram acrescentadas ao concelho as freguesias da Tabua, Ribeira Brava e Serra de Água, facto que em 1914, depois da Implantação da República, viu-se alterado pela criação do concelho da Ribeira Brava, voltando a diminuir-se a extensão do concelho da Ponta do Sol. Tornando-se, assim, o concelho mais pequeno da Região Autónoma da Madeira, facto que se mantém até aos dias de hoje.
Entre finais do século XIX e princípios do século XX, a Ponta do Sol deteve uma posição de forte influência política e cultural na zona Oeste da Madeira, facto registado pela publicação de cinco títulos de jornais no concelho, um dos quais, o Brado d'Oeste, que se prolongou por uma década (1909 a 1918), e registou oitocentos e cinquenta e oito números. Chegou a existir, também, três salas de cinema, uma em 1932, outra em 1934 e outra, ainda, em 1967, sendo que actualmente nenhuma delas se encontra operacional, actualmente, este concelho regista um grande desenvolvimento cultural, económico e social, sendo uma localidade muito procurada pelo clima, pelo rico património e pelas belezas naturais.

Bandeira de Ponta do Sol

Heráldica

Brasão - Escudo azul, sol de outro. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco, com a legenda a negro, em maiúsculas: "PONTA DO SOL".

Bandeira - Esquartelada de branco e azul. Cordão e borlas de prata e azul. Haste e lança de ouro.

Selo Branco - Circular, com peças do escudo sem indicação de cores e metais, tudo envolvido por dois círculos concentricos, onde corre a legenda: "Câmara Municipal de Ponta do Sol".


Cultura e Turismo

            Numa terra virada para o mar, as heranças empurram-nos de encontro a um enredo de patrimónios partilháveis, onde a frescura do mar e a brandura da terra quente, faz descortinar um universo imensurável de habitabilidade. Vale a pena visitar e percorrer os seus caminhos! Vale a pena agir em cidadania na defesa e salvaguarda do seu Património Cultural. São várias as Capelas e Igrejas existentes no Concelho. Logo no centro da Vila da Ponta do Sol, temos a Capela de São Sebastião, a Igreja Matriz e a Capela de Santo António. Mas, ao percorrer todo o concelho da Ponta do Sol muitas mais poderá encontrar...
 Visitar o concelho da Ponta do Sol e as suas freguesias é se deixar envolver pela singularidade e sobridade das suas antigas construções. Encontramos, assim, além de igrejas e capelas, alguns solares de cantarias vistosas e casas robustas de gente simples. Veredas acidentadas com calçada desgastada pelo passar dos anos, indispensável é uma passagem pelo Cais da Ponta do Sol, e um pouco mais para oeste a Ponte do Caminho Real, para os amantes da natureza, a Ponta do Sol oferece-lhe um conjunto de levadas, que vale a pena conhecer, o concelho da Ponta de Sol tem bastantes motivos de interesse para merecer a sua visita. 
A zona balnear da Ponta do Sol, galardoada com Bandeira Azul, situa-se na Vila e Concelho do mesmo nome, na zona oeste da ilha da Madeira, é uma pequena praia de calhaus rolados, com cerca de 160 metros de comprimento, abrigada na pequena enseada da Vila, entre as escarpas do vale.
As estruturas de apoio aos banhistas incluem balneários e instalações sanitárias, inclusive para pessoas com mobilidade condicionada, posto de primeiros socorros, snack-bar, biblioteca de Verão e zona de jogos, o acesso é livre e gratuito, a praia da Ponta do Sol é servida por dois estacionamentos, sendo um gratuito com 70 lugares (no túnel junto à entrada para o Cais) e um pago (das 08:00 às 19:00 de segunda a sexta-feira), com 25 lugares na Marginal da Vila. A qualidade da água é Boa, quinzenalmente são feitas análises à qualidade da água de banho, durante a época balnear. 




Gastronomia

              Na gastronomia do concelho encontram-se os pratos típicos da região, como a espetada em espeto de louro, caldeirada de peixe, bifes de atum, filetes de espada preto, lapas grelhadas, entre outros.