Translate

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Viagem e visita ao concelho de Grândola

Brasão de Grândola, Portugal


Localização

         Grândola é uma vila portuguesa no Distrito de Setúbal, região (NUTS II) do Alentejo e sub-região (NUTS III) do Alentejo Litoral, é sede de um município com 805,00 km² de área e subdividido em 5 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Alcácer do Sal, a leste por Ferreira do Alentejo, a sul por Santiago do Cacém, a oeste tem um longo litoral no oceano Atlântico e a noroeste o Estuário do Sado separa-o do município de Setúbal.




História :

       De acordo com as escavações e estudos até agora realizados, a presença humana no território grandolense remonta, pelo menos, ao Mesolítico, período a partir do qual existem estações arqueológicas de quase todas as épocas posteriores. De realçar que, na Antiguidade, o período Romano foi, muito possivelmente, aquele em que o espaço grandolense atingiu os maiores índices de povoamento e desenvolvimento económico e social.
Após a formação do espaço nacional, o território ficou a pertencer ao termo de Alcácer do Sal e, na sua maior parte, à Ordem Militar de Santiago da Espada. A primeira medida, que abriu a porta à posterior instituição do concelho e ao desenvolvimento deste espaço, foi a criação da comenda de Grândola, por volta de 1380 (no reinado de D. João I). Na sequência deste acontecimento, e da política de povoamento levada a efeito pelos reis e pela Ordem de Santiago, o território grandolense começou a progredir. Foram distribuídas terras, edificadas as primeiras ermidas e moinhos, e o lugar da Gramdolla adquiriu o estatuto de aldeia. Nos finais da época medieval, a aldeia de Grândola tinha cerca de 150 habitantes, e a Comenda, no seu conjunto, cerca de 900, distribuídos por cerca de 220 fogos. Em franco progresso, a população da Comenda solicitou, a D. João III, que atribuísse a Grândola a Carta de Vila e a libertasse da tutela de Alcácer do Sal, o que veio a suceder a 22 de Outubro de 1544. Na sequência desta atribuição, foi criado o Concelho (no espaço da Comenda) que foi dividido em três freguesias: Grândola, Bayrros e Santa Margarida da Serra. (De referir que, entre 1544 e 1855, o Concelho era menos extenso e interior).
Com a autonomia municipal, o Concelho entrou numa fase decisiva da sua História, e passou a dispor de dois juízes ordinários, três vereadores, um procurador, dois almotacés, um escrivão, três tabeliães, um juiz dos órfãos, um alcaide-pequeno, várias Quadrilhas (com funções de polícia) e três companhias de Ordenanças. Até finais do século XVI, a Vila viu surgir algumas construções emblemáticas, como os paços do concelho, a cadeia, o pelourinho, o 1.º hospital, o celeiro da comenda, a Santa Casa da Misericórdia e algumas ermidas e igrejas. Há, ainda, notícia de, em 1579, ter sido instituído um celeiro comum, que funcionou até cerca de 1880, e teve como função o empréstimo de cereais para sementeira a lavradores pobres, e a juros reduzidos.
Por volta de 1600, a população do concelho rondava as 1550 pessoas, e Grândola, principal núcleo urbano, tinha cerca de 480 (distribuídas por 120 fogos). Progressivamente, nos dois séculos seguintes a população aumentou e, em 1798, foram recenseados cerca de 4000 habitantes, distribuídos por cerca de 977 fogos. Em termos económicos, continuaram a prevalecer as actividades tradicionais, nomeadamente a cerealicultura, a vitivinicultura (na várzea de Grândola), a pecuária e a caça. No que se refere a indústrias, há que realçar a moagem, a tecelagem, a construção civil, a produção de vestuário e calçado e, em menor escala, a tanoaria, a olaria e a cerâmica. Na 2.ª metade do século XIX apareceram duas actividades que alteraram o perfil económico e social do Concelho: a indústria mineira (com início em 1863 no Canal Caveira e mais tarde no Lousal) e a indústria corticeira. O comércio, ligado essencialmente às actividades económicas tradicionais e à transacção de bens de primeira necessidade, foi outra das actividades que teve um desenvolvimento progressivo, ainda que lento. Em 1513 já havia uma estalagem no Concelho (na Anisa) e as primeiras feiras anuais, a de Santo António e a de S. Lourenço, começaram a realizar-se a partir de 1642. De realçar, que em 1855, decorridos mais de quatro séculos sobre a sua criação, o Concelho viu aumentado o seu território, com a anexação das freguesias de Melides e de São Mamede do Sádão, e as suas fronteiras atingirem o litoral. Na sequência desta anexação e das alterações económicas e sociais entretanto verificadas, a população continuou a aumentar. Em 1864, foram-lhe atribuídos 5553 residentes, distribuídos pelas suas quatro freguesias (Azinheira dos Barros e São Mamede do Sádão, Grândola, Melides e Santa Margarida da Serra), em 1890 o seu número aumentou para 6887 e, em 1900, para 7539. 
Na história deste concelho, o século XX foi, sem dúvida, aquele em que se verificaram as mais significativas mudanças económicas, demográficas e sociais.
Ao nível da Agricultura assistiu-se ao incremento da cultura de cereais, nomeadamente do trigo, fomentada pela política proteccionista e ruralista do Estado Novo, que teve o seu auge durante a chamada Campanha do Trigo. Nas várzeas de Melides e do Carvalhal, adquiriu crescente expressão a cultura do arroz.
Beneficiando da construção da linha férrea do Vale do Sado, a indústria corticeira ganhou um novo impulso, e surgiram dezenas de fábricas de diversa dimensão (a maior, de Inocêncio Granadeiro, chegou a ter mais de 300 trabalhadores). Se bem que as minas da Caveira tivessem entrado em declínio e encerrado, as do Lousal, sob a égide do grupo Mines et Industries, criado em 1936, aumentaram os níveis de exploração, e fizeram do local um pólo de desenvolvimento que, em 1960, atingiu cerca de 2 000 habitantes.
Devido a este surto de crescimento económico, instalaram-se no Concelho milhares de pessoas, que fizeram disparar os índices demográficos. Assim, a população, que atingia as 7801 pessoas em 1900, subiu sucessivamente para 10246 em 1911, 11159 em 1920, 13677 em 1930, 17566 em 1940, e 21216 em 1950, ano em que foi atingido o máximo demográfico. Com o aumento do número de trabalhadores rurais, operários e mineiros, a elevação da consciência política, o agravar das condições de vida e a repressão salazarista, vieram as greves e outras manifestações populares. Foi elevado o número de pessoas detidas por razões políticas, o que trouxe a Grândola a fama de terra revolucionária. O aumento populacional contribuiu, ainda, para o aparecimento de Associações culturais, desportivas e recreativas, nomeadamente na sede do Concelho e, entre elas, a Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, que inspiraria a José Afonso a célebre canção Grândola Vila Morena.
Após décadas de crescimento e desenvolvimento, o Concelho viu abater-se sobre si o espectro de uma grave crise, que desmantelou as suas principais estruturas económicas e de suporte social. O fim do proteccionismo e dos incentivos contribuiu para a diminuição da produção de cereais e do número de agricultores, o que levou ao despovoamento progressivo das zonas rurais do Concelho. A indústria corticeira, sob a pressão da concorrência dos grandes grupos económicos do sector, viu encerrar as suas fábricas e tornou-se residual. A extracção mineira, que atingiu no Lousal o seu auge entre as décadas de 40 e 60, deixou de ser rentável, o que levou ao encerramento das minas em 1988. Devido a esse facto, a povoação mineira sofreu uma drástica redução populacional, e ronda hoje os 300 habitantes. Devido a este conjunto de acontecimentos e, ainda, à repressão política e às guerras coloniais, uma parte significativa da população migrou (península de Setúbal, Lisboa, França, Alemanha e Luxemburgo foram os principais locais de destino). De 21060 habitantes recenseados em 1960, o Concelho passou para 15525 em 1970, 16042 em 1981, e 14417 em 1991. Em concomitância com esta redução, verificou-se a diminuição do número de jovens (e o encerramento de muitas escolas), de trabalhadores activos, e o aumento dos índices de envelhecimento. Com o advento do 25 de Abril de 1974 e as alterações político-sociais daí decorrentes, o Concelho entrou numa nova fase da sua História. Com a Democracia, o poder autárquico adquiriu nova expressão, e introduziu alterações a nível dos equipamentos sociais, que vieram melhorar significativamente a vida da generalidade da população. Esgotados os anteriores, surgiram paradigmas económicos mais consentâneos com as novas realidades. De concelho agrícola, operário e mineiro, Grândola tem vindo, paulatinamente, a transformar-se num espaço de desenvolvimento turístico e de oferta de serviços, apostado na preservação ambiental e na oferta cultural. Sustido o declínio, tem-se verificado, nos últimos anos, um aumento populacional e prevê-se que os grandes investimentos em curso e a crescente procura turística conduzam ao acentuar deste aumento nos anos que se avizinham. Assim, devido à sua localização geográfica, à diversidade e preservação da sua paisagem, à qualidade das suas vias de comunicação, aos investimentos em curso e ao empenho dos seus habitantes, Grândola é, seguramente, um dos concelhos alentejanos com maiores potencialidades de desenvolvimento.

Bandeira de Grândola, Portugal

Heráldica

Brasão: de prata, com um javali passante de negro dentado do metal do campo e acompanhado por dois carvalhos de verde landados de ouro, com troncos e arrancados de negro. Em chefe, uma cruz de ordem de Santiago carregada no cruzamento por um pelicano de ouro ferido de vermelho, alimentando três filhos no ninho, tudo de ouro realçado de negro, acompanhada por duas torres de negro, abertas e iluminadas do campo. Em contrachefe uma faixa ondada de azul. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres «Vila de Grândola», de negro.

Bandeira: esquartelada de amarelo e de negro. Cordões e borlas de ouro e de negro. Haste e lança douradas.

Selo: circular, tendo ao centro as peças das armas, sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres «Câmara Municipal de Grândola».


Cultura e Turismo

            O turismo assume-se como uma actividade económica emergente e de importância crescente no concelho de Grândola. Além da sua multiplicidade de recursos turísticos, a sua autenticidade cultural e qualidade ambiental do território conferem-lhe uma posição de grande atractividade para as novas formas e expressões da procura turística nacional e internacional. A costa do Alentejo apresenta-se hoje no continente europeu como um dos melhores exemplos de um litoral pouco intervencionado, mantendo praticamente em toda a sua extensão características biofísicas naturais.
Entre o oceano Atlântico e a planície alentejana, numa extensão de 45 km, desde o extremo da Península de Tróia até à praia da Lagoa de Melides, a costa do concelho de Grândola, é a maior extensão de praia do país, uma mancha contínua de areal. A paisagem litoral é caracterizada por uma costa baixa de extensas praias arenosas, constituídas por vezes pelos sedimentos avermelhados das escarpas arenosas recentes.
Em termos turísticos é, pois, natural que o produto “Sol e Mar” seja o que regista maior procura e o que tenha maior relevância no concelho, estimulado pela aposta na requalificação das praias, na melhoria das acessibilidades e pela perspectiva da implantação de novos empreendimentos. No entanto, Grândola apresenta também vocação para formas menos convencionais e massificadas de turismo, nomeadamente Turismo de Natureza, Turismo Cultural, Gastronomia e Vinhos, Turismo Cinegético e Turismo Activo/Desportivo, o Recreio e as Actividades Náuticas, actividades que, associadas à diversidade e identidade das paisagens características do Alentejo, desde as mais abertas até às mais arborizadas, designadamente as revestidas com povoamentos densos de sobro e azinho explorados em sistema de montado, passando por aquelas em que dominam as culturas permanentes (olival e vinha), fazem com que o Alentejo se diferencie das restantes regiões. Em 2006, no Plano Estratégico Nacional de Turismo (PENT) o Estado catalogou, pela primeira vez, o “Turismo Residencial” como um produto turístico estratégico e prioritário (nalgumas regiões) para o nosso País. Olhando para os projectos de investimento previstos para a faixa litoral do concelho de Grândola constatamos que o peso do produto Sol & Mar enquanto âncora ao turismo residencial irá ser crucial. Tal como o Golfe, uma aposta comum à esmagadora maioria dos resorts previstos para o nosso território.
No entanto, ao contrário do que acontecia há apenas alguns anos atrás, hoje em dia estes já não são os únicos produtos âncora previstos para os projectos turísticos. Vivemos uma altura em que a diferenciação é mais do que uma opção, é uma necessidade e uma tendência patente nos conceitos de lazer. Perante um público-alvo cada vez mais exigente e aberto a viver experiências de lazer únicas aposta-se em conceitos ligados à Gastronomia e aos Vinhos, muitas vezes em ligação com infraestruturas que apelam ao usufruto de uma vivência mais rural, ou às componentes ligadas à Náutica e outras actividades marítimas, ao Wellness através da oferta de SPA ou de cuidados de saúde como oferta complementar às mais diferentes modalidades de turismo. No futuro, a tendência deverá continuar a ser a diversificação e a inovação dos conceitos de lazer. A natureza dotou este concelho de extraordinárias condições naturais, o nosso trabalho é harmonizar a relação entre “os que visitam” e os “visitados”, ou seja a relação entre o turista, as comunidades locais e os agentes de desenvolvimento turístico, honrando “A estratégia de desenvolvimento turístico ideal” (Unesco 1997) que defende “a satisfação das populações locais, o sucesso da experiência turística e as condições óptimas de salvaguarda do património cultural e ambiental”.
Devido às suas condições naturais, o território do concelho de Grândola é dos mais diversificados do distrito de Setúbal, e até mesmo do país. De facto, podem considerar-se nele pelo menos três sub-unidades regionais: a Serra, a Planície e o Litoral, cada uma delas com as suas características específicas. A diversidade faunística é inegável: saca- rabos, gineta, raposa, javali, gato bravo (único local), lebres, coelhos, chapins, perdizes, melros, piscos, cartaxos, rolas, pombos torcazes, pica-pau, águia cobreira, águia - de – asa - redonda, rapinas nocturnas como: mocho galego, coruja das torres, coruja do mato. No que ao coberto vegetal diz respeito, dominam os montados de sobro, azinho ou mistos, os povoamentos mais característicos do sudoeste da Península Ibérica; abundam ainda estevas, medronheiros, rosmaninho, urzes e giestas. Associa-se-lhes uma exploração agro-silvo-pastoril. Com 326 metros no seu ponto mais elevado, a serra de Grândola (que se prolonga pelo concelho de Santiago do Cacém) é uma das componentes naturais mais importantes do espaço grandolense. Diferente da maior parte das serras portuguesas, oblíquas à costa, a de Grândola é paralela a esta, o que dificulta a penetração do ar marítimo, embora contribua para a condensação das nuvens. Integrada na Meseta Ibérica, datada do Carbónico Inferior, é constituída essencialmente por xistos, que em alguns locais se apresentam foliados e noutros de consistência mais dura e compacta. O seu bordo setentrional mergulha sob as formações terciárias da bacia do Sado. Na vertente oriental e na peneplanície que se segue, a sua composição geológia apresenta alterações, nomeadamente a partir da serra da Caveira, onde começa a chamada faixa piritosa do Alentejo (que se prolonga até às proximidades de Sevilha). Foi nesta faixa que se desenvolveu a exploração mineira no Concelho, com especial destaque para as minas da Caveira e do Lousal.
Em termos de perfil, a Serra oferece-nos um relevo de montículos, com altitudes aproximadas. O flanco ocidental, onde encontramos as maiores altitudes – Atalaia (326 m), Clementes (314.m), Outeiro dos Píncaros (309 m), Monte da Pele do Bode (286 m), Vale de Moinhos (281 m) e Silveiras (274 m) – é abrupto. O relevo apresenta-se, também, vigoroso a poente da antiga estrada de Santiago do Cacém, onde os vales estão melhor encaixados. Por sua vez, o flanco oriental desce suavemente até aos Algares (ou Montes Azuis) onde se acentua (chega a atingir altitudes de 187 m na Caveira e 205 m na Casa Nova) para em seguida declinar na direcção da peneplanície alentejana. O seu principal curso de água – a ribeira de Grândola ou rio Davino – de margens arborizadas, percorre um vale de vertentes dissimétricas, tendo a da margem direita um pendor mais acentuado. Do lado nascente da estrada de Santiago, o relevo tem sensivelmente a mesma altitude, e o principal curso de água é a ribeira de Castelhanos (afluente do Davino). De referir, que ambas as ribeiras permanecem em grande parte secas durante o Verão, mantendo apenas água em alguns pegos.
Outra importante zona do Concelho em termos de património natural é o Litoral, onde podemos destacar a plataforma continental, a restinga de Tróia, o estuário do Sado, a costa da Galé, o Carvalhal, a lagoa de Melides, e a planície adjacente que, bordejando a Serra se prolonga depois pela extensa charneca de Grândola.
A plataforma continental é constituída por um suave talude, prolongamento das terras emersas, inclinado ligeiramente para oeste e sudoeste. Os fundos marinhos, arenosos e vasosos, traduzem a acumulação de materiais sedimentares, na sua grande maioria oriundos do desgaste dos relevos continentais.
A península de Tróia, restinga arenosa de forma muito particular, desenvolveu-se devido à protecção a noroeste por parte do Cabo Espichel, que lhe fornece abrigo da ondulação predominante de noroeste. Aqui, ao contrário do que é usual no litoral português, houve um avanço da linha da costa de sul para norte, em resultado da permanente deposição de areias. De formação geológica recente (do período Holocénico), não obstante a sua aparente estabilidade, é um dos mais sensíveis ecossistemas do Concelho.





Gastronomia

          Na cozinha tradicional do concelho de Grândola coexistem dois aspectos fundamentais. Por um lado, o resultante das influências do Alentejo interior, onde predominam os caldos, as açordas, os jantarinhos, os pratos à base de carne de porco e borrego e os pratos de caça; por outro lado, o que deriva das actividades piscatórias artesanais desenvolvidas ao longo da faixa costeira e da proximidade de importantes portos de pesca, resultando em vários pratos de peixe, como por exemplo: as sopas e massa de peixe, as enguias (ensopado, caldeirada ou fritas).
Quanto a vinhos, destaca-se o de Pinheiro da Cruz. Na doçaria, é possível desfrutar das alcomonias e os rebuçados de pinhão de Melides.
                                                                                                           Massa de Peixe 
Massa de PeixeJantarinhos
Jantarinhos 
                                                                                                         Bolos de Rosas 
Bolos de RosasCaldeirada de Enguias
Caldeirada de Enguias 



quarta-feira, 19 de junho de 2013

Viagem e visita ao concelho de Alcácer do Sal

Brasão de Alcácer do Sal

Localização

           Alcácer do Sal é uma cidade portuguesa, sede do concelho com mesmo nome, pertencente ao Distrito de Setúbal, região (NUTS II) Alentejo e sub-região (NUTS III) do Alentejo Litoral, é um município de grandes dimensões, com 1479,94 km² de área e subdividido em 6 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Palmela, Vendas Novas e Montemor-o-Novo, a nordeste por Viana do Alentejo, a leste pelo Alvito, a sul por Ferreira do Alentejo e por Grândola, a oeste também por Grândola, através de um braço do Estuário do Sado e a noroeste, através do Estuário do Sado, por Setúbal.



História

          A investigação arqueológica atesta a presença humana em Alcácer do Sal há mais de 40 mil anos. No entanto, remontam ao Período Mesolítico (fase em que se ensaia uma tímida fixação sazonal) os primeiros povoados conhecidos na actual área geográfica de Alcácer. Este período caracteriza-se por uma economia baseada na recolha e exploração dos ecossistemas do Paleo-Estuário do rio Sado quando este se estendia até São Romão. As actividades praticadas passavam pela pesca, recolha de marisco, caça e recolecção na zona de floresta; os utensílios usados, em sílex, davam continuidade às técnicas do Paleolítico Superior, mas encontravam-se já adaptados aos novos desafios do quotidiano.
Na fase Final do Mesolítico assiste-se à instalação das primeiras populações de cultura Neolítica na região da Comporta. Na fase Média e Final, quando emerge o fenómeno Megalítico, assinala-se ainda a presença destas populações na área urbana de Alcácer do Sal e noutros locais do interior do concelho, como é o caso do Torrão.
O clima de conflitos territoriais de “baixa intensidade” típico das fases culturais anteriores desaparecem e, com o advento da agricultura, pecuária e mineração, dão lugar a uma necessidade de dominar um determinado território, construindo-se os primeiros sistemas defensivos com carácter de permanência na região, de que é exemplo o povoado fortificado do Monte da Tumba, junto ao Torrão.
A passagem da Idade do Cobre para a Idade do Bronze corresponde ao “Horizonte Campaniforme” e pauta-se por uma fase obscura na qual alguns povoados fortificados da região são abandonados. Assiste-se então a uma reorganização do povoamento e a uma notória hierarquia de assentamentos, cuja expressão territorial se consolidará séculos depois, dando lugar na fase seguinte à emergência de estruturas “Proto-Estatais”, como o caso de Alcácer do Sal no decurso da Idade do Ferro.
O incremento e inclusão da região de Alcácer na economia do Mediterrâneo, controlada por comerciantes e colonos Fenícios que se instalam em Abul e em Alcácer, vão introduzir na região pela primeira vez (ou pelo menos de forma mais visível) os valores e a cultura do Próximo Oriente. Esta matriz cultural, miscigenada com a cultura local, mantém-se no decurso da II Idade do Ferro, sendo importante o contributo Púnico e de Cadiz na região. A existência de um alfabeto próprio e a cunhagem de moeda parece ser o reflexo da existência de uma estrutura Proto-Estatal consolidada com sede em Alcácer (denominada Bevipo) e da necessidade sentida por esta “Cidade-Estado” em manter os circuitos comerciais anteriores com o “Mundo Púnico”. Como consequência directa da derrota de Cartago na III Guerra Púnica, Alcácer vai ser anexada ao Império Romano em meados dos séculos II e I antes de Cristo.
O nome pré-romano Bevipo é deixado de lado e Alcácer recebe a denominação de Salacia (Urb Imperatoria) em honra da ninfa da espuma salgada, esposa do deus Neptuno, que traduz de uma forma clara a ligação da urbe romana ao comércio oceânico e a importância deste na economia da região. Nos séculos seguintes, Salacia vai sofrer as evoluções próprias de uma urbe romana nesta região da Lusitânia aberta à Rota do Atlântico, como “Placa Giratória” entre o Norte da Europa Romanizada e o Mediterrâneo, incrementada após a conquista da actual Inglaterra e País de Gales por iniciativa do imperador Cláudio.
A denominada Crise do Século III (passagem do Alto Império para o Baixo Império) terá tido repercussões nesta região, notando-se a crescente desvalorização da actividade portuária de Salacia a favor de Olisipo (Lisboa). Quando se dá a criação do império da Gália por cisão do Império Romano, a Hispânia adere; pouco tempo depois regressa à esfera imperial governada a partir de Roma. Quando por fim o imperador Diocleciano põe termo à “Anarquia Militar”, procede à reorganização total da estrutura administrativa imperial de forma a obter mais recursos para o aparelho de Estado. É provável que Salacia tenha sido objecto de transformações, cuja expressão permanece uma incógnita.
Nos séculos seguintes admite-se o gradual empobrecimento e desvalorização de Alcácer como lugar central do Baixo Sado a favor de estruturas urbanas de segunda categoria, como Setúbal e Tróia. O Torrão será sempre um caso à parte, revelando uma dinâmica evolutiva fiel à sua matriz. Acredita-se que no decurso da Antiguidade Tardia e até à anexação desta região ao Califado Omieda de Damasco (após 711), a estrutura urbana de Salacia sofreu uma transformação urbana: assistiu-se ao abandono gradual da zona do castelo, privilegiando-se a ocupação na zona baixa junto às instalações portuárias que teimavam em resistir. Alcácer foi conquistada pela primeira vez pelos Portugueses em 1160. Em 1191 é de novo recuperada por Ya´qub al-Mansur, que a transforma em sede militar desta região do Garb al-Andalus, através da reconstrução das muralhas. Esta última presença islâmica irá durar até 1217, altura em que é de novo retomada pelos Portugueses, auxiliados por tropas da V Cruzada. Recebe Foral em 1218 e o rei D. Afonso II confia novamente a sua posse à Ordem de Santiago, que a transforma em sua sede. Estabelecida em Alcácer, a Ordem de Santiago dominou durante séculos um vasto território que começava em Sesimbra e terminava no Algarve, controlando totalmente o Baixo Sado, o Alentejo Litoral e a Costa Vicentina, prefigurando uma estrutura “estatal” dentro do próprio reino de Portugal, que deu lugar a vários conflitos com o poder régio e o poder eclesiástico instalado em Évora.
Em finais do século XIII a sede da Ordem de Santiago passa para Mértola para apoiar a conclusão da conquista do Algarve, mas pouco depois regressa a Alcácer onde se mantêm até 1482, ano em que transita definitivamente para Palmela. Segundo estudos recentes, o Torrão terá sido conquistado por volta de 1233. Recebeu um primeiro Foral, que entretanto desapareceu, mantendo-se como concelho autónomo até ao século XIX. A população islâmica residente em Alcácer junta-se numa comunidade, sob a protecção do rei. A Ordem de Santiago também tinha os seus mouros. Os judeus também se instalam, enquanto a restante população distribuiu-se desde o interior do castelo até à área portuária. Apesar dos privilégios régios emitidos, gradualmente a população abandonou a cerca amuralhada e começou a concentrar-se junto ao rio.
Entretanto, em 1495, D. Manuel I é aclamado rei em Alcácer, com a saída da Ordem de Santiago, é fundado no espaço que ocupava antes o Convento Aracoelli, que permanecerá na área do castelo até 1834. 
Em 1502 o célebre matemático Pedro Nunes nasce no concelho, provavelmente em Vale de Guizo. Saliente-se ainda a importância de Alcácer do Sal na sustentação dos Descobrimentos Portugueses. A qualidade do pinheiro manso que abundava na região era tal que esta madeira era utilizada para algumas peças da construção naval e na própria construção das embarcações. Em termos económicos, a agricultura continuava a ser a actividade predominante tirando partido da fertilidade da terra, mas simultaneamente assistia-se ao incremento da actividade comercial.
Em 1758 Alcácer do Sal possuiria, segundo o Pároco de Santiago, 436 fogos e 1543 pessoas, a que se deve adicionar os 330 fogos e 1342 pessoas que o padre Bernardo Osório, prior colado de Santa Maria, registava existirem na sua freguesia nesse mesmo ano. Não se poderá negar o contributo fundamental que o rio Sado garantiu ao incremento das trocas comerciais. Pela sua navegabilidade, que chegava a Porto Rei, permitia a deslocação de embarcações até cerca de 50 milhas da costa, escoando-se por esta via grande parte da produção agrícola do Alentejo. Casas de frontões triangulares e volutas lembram o período áureo da exploração do sal.
Os sécs. XVIII e XIX terão constituído momentos altos no recurso ao rio enquanto grande via de penetração no Alentejo. As suas especiais características acabaram por proporcionar o surgimento de um conjunto de embarcações específicas, de onde se destacam os laitéus, as canoas, os galeões (primeiro de pesca de cerco e depois de transporte de sal) e os iates, todas usadas no transporte permanente de mercadorias. Já nos nossos dias, muita dessa importância se perdeu. Com a crescente utilização do caminho-de-ferro, o recurso ao rio foi sendo progressivamente abandonado ainda que se tenha conservado até à primeira metade do séc. XX, actualmente vivemos um novo ciclo na História de Alcácer.
De costas voltadas para o rio desde meados do século XX, assiste-se hoje ao enaltecimento do Sado como uma “mais valia cultural” que urge enobrecer, contribuindo deste modo para evitar que Alcácer se dilua no Alentejo Litoral e que antes se afirme como um espaço diferente a descobrir por quem visita o concelho.

Bandeira de Alcácer do Sal

Heráldica

Brasão de armas: de ouro, com um monte negro realçado de verde, sustendo um castelo de vermelho, aberto e iluminado do campo, tendo a torre central carregada pelo escudo antigo das quinas de Portugal, acompanhando o castelo por duas cruzes de Santiago de vermelho. Em contra-chefe, seis faixas ondadas de prata e de azul, nas quais voga uma caravela de ouro realçada de negro, aparelhada de ouro e vestida e enfundada de prata. Coroa mural de prata de quatro cores. Listel branco com os dizeres “Cidade de Alcácer do Sal” de negro.  


Cultura e Turismo

         Rico e diversificado, o artesanato de Alcácer parte da utilização de materiais presentes na vida quotidiana e retoma, por vezes, a tradição e as funções da faina agrícola. Trabalhos em couro, como a correaria em geral, as selas e respectivas guarnições, bem como carteiras e malas, somam-se a minuciosos conjuntos de peças talhadas em madeira. A sela, especialmente pensada para o toureio e para passeio, é constituída por um cochim, arções (estrutura do assento) e abas. No exterior, os arções são forrados de cabedal preto ou de cor natural e enfeitados com pregos prateados de cabeça cónica fazendo floreados.
A cestaria em verga, os bancos em buinho e os bordados e rendas são outros trabalhos que se podem adquirir com grande qualidade em Alcácer.
Na Carrasqueira, povoação piscatória no estuário do Sado, a intrincagem de fibras vegetais é ainda a técnica utilizada na construção de cabanas que servem de habitação aos pescadores e suas famílias – os materiais utilizados são o caniço, o bracejo, e o estorno, recolhidos nos sapais do estuário. 
Tradição recuperada em 2006 após quase duas décadas de interregno, tem contado com elevada adesão da população que participa no evento a título individual ou juntamente com as colectividades do concelho. Na edição de 2008, a iniciativa contou com 700 foliões e vários carros alegóricos, que desfilaram pela marginal na terça-feira de Carnaval, animando a cidade à sua passagem.
Já em 2009, os foliões eram 1300 e os carros alegóricos 13, atraindo milhares de pessoas a Alcácer do Sal. Pela primeira vez em muitos anos realizou-se também corso carnavalesco na vila do Torrão, com cerca de 600 participantes e sete carros alegóricos, numa iniciativa que mobilizou a população local.
O número de participantes aumentou no ano de 2010 para os 1500 foliões, incluindo a participação de 35 associações e outros grupos em nome individual. A vila do Torrão fez a festa a 16 de Fevereiro, mas em Alcácer o corso só saiu à rua no dia 20, face à chuva que teimou em cair e obrigou ao seu reagendamento. No entanto, a grandiosidade do desfile de Carnaval em nada ficou aquém das expectativas e a animação e a criatividade voltaram a dar mostras de que residem em Alcácer.
O Parque de Campismo situa-se a dois minutos do centro histórico da cidade de Alcácer do Sal, a 20 minutos das praias do Alentejo e a 45 minutos de Lisboa. A sua localização privilegiada possibilita a descoberta do rico património natural e cultural que o concelho tem para oferecer. Este parque de três estrelas e com 32 alvéolos, oferece grande segurança e comodidade aos campistas, encontrando-se próximo de piscinas (coberta e descoberta), court de ténis, polidesportivo, área comercial e restaurantes.



Gastronomia

         A gastronomia de Alcácer do Sal prima pela sua riqueza. Baseada na triologia mediterrânica que combina pão, azeite e vinho, os habitantes locais adicionaram-lhe ervas aromáticas e outros produtos da terra, com destaque para a carne de borrego, porco e caça. Destaque ainda para o papel do arroz, do pinhão e de outras especialidades que sazonalmente nascem de forma espontânea pelos campos do concelho, caso dos espargos servagens, das túbaras ou das carrasquinhas.
São reconhecidos como pratos típicos da região: ensopado de enguias, migas de pão ou de batata, borrego assado no forno, coelho frito à  S. Cristóvão, batatas de rebolão com entrecosto, ensopado de borrego, sopa de beldroegas, sopa de peixe, achigã grelhado, massa de peixe, feijão adubado, açorda (prato bastante diversificado, que se pode comer com: azeitonas, bacalhau, uvas, figos, peixe frito, pescada, sardinhas assadas ou amêijoa). Destacam-se ainda os produtos de confecção tradicional, como os enchidos e queijos de ovelha, que são bastante apreciados.
A gastronomia de Alcácer prima ainda pela doçaria conventual. São famosas as suas receitas (algumas delas secretas) em que a qualidade dos géneros se combinou com a mestria dos confeccionadores para produzir requintados paladares. É preciso, sobretudo, não deixar de saborear as pinhoadas, a tarte de pinhão, os rebuçados de ovos, o bolo de mel, as queijadas de requeijão, os salatinos, o bolo real e os pastéis de feijão e amêndoa.
                                                                                                        Coelho frito à S. Cristóvão 
Coelho Frito à S. CristóvãoEnsopado de Enguias
Ensopado de Enguias 

                                                                                                        Queijadas de Requeijão 
Queijadas de RequeijãoPinhoadas
Pinhoadas

terça-feira, 18 de junho de 2013

Viagem e visita ao concelho de Viana do Alentejo

Brasão de Viana do Alentejo

Localização

           Viana do Alentejo é uma vila portuguesa, no Distrito de Évora, região Alentejo e sub-região do Alentejo Central, é sede de um município com 393,92 km² de área e subdividido em 3 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Montemor-o-Novo, a nordeste por Évora, a leste por Portel, a sueste por Cuba, a sul pelo Alvito e a sudoeste e oeste por Alcácer do Sal.
Possui um clima de influência marcadamente mediterrânica, caracterizado por uma estação seca bem acentuada no verão. A precipitação ronda os 500 mm entre os meses de outubro e março e os 170 mm no semestre mais seco, sendo bastante irregular. A sua morfologia é relativamente suave e plana, destacando-se somente Olheiro, com 207 m, e São Vicente, com 374 m. Como recursos hídricos, tem o rio Xarrama e a ribeira das Alcáçovas.


História

        Inicialmente chamava-se Viana -a-par-de-Alvito. O povoamento de Viana do Alentejo é muito remoto, remontando à época romana. A vila sofreu um devaste por causa das algariadas mouriscas, tendo sido repovoada, no século XIII por D. Gil Martins e sua mulher, Dª Maria Anes. Em 1269, encontramos um documento sobre a vila, em que D. Martinho, Bispo de Évora, reconhecia ter direito apenas a um quarto dos dízimos da «igreja de Fochem». Por morte de D. Gil Martins e sua mulher, passou Viana do Alentejo para a posse do seu filho, D. Martim Gil de Sousa, conde de Barcelos.
O foral foi atribuído a Viana do Alentejo por D. Dinis. Este rei também iniciou, em 1313, a construção do castelo. A extensão do termo de Viana durante o reinado de D. Dinis era muita significativa, já que ia até Vila Alva, na época Malcabron, que se encontra actualmente no concelho de Cuba.

Bandeira de Viana do Alentejo

Heráldica

      O Brasão é composto por um escudo com um leão acompanhado lateralmente por dois escudetes carregados cada um, pela Cruz de S. Jorge ou pela Cruz da Ordem de Cristo. O escudo central é ainda acompanhado em cima e em baixo por uma estrela formada por dois triângulos com seis raios. 


Cultura e Turismo

          No que se refere ao património histórico e monumental, destaca-se o Castelo de Viana do Alentejo, de planta octogonal, com cinco torres cilíndricas. Foi reformado no século XV, recebeu nova cortina ameada e o levantamento de coruchéus nos cubelos. A Igreja Matriz é uma construção mudéjar-manuelina e está integrada na área do castelo.
Destaca-se, ainda, a Igreja Matriz de Viana do Alentejo, do século XVI, em estilo manuelino, e o Santuário de Nossa Senhora de Aires, onde se venera a imagem da antiga padroeira, Nossa Senhora da Piedade. A imagem, Nossa Senhora sentada com Jesus morto nos braços, está ligada a uma lenda que, segundo a tradição, nunca deixou de socorrer os crentes, como o atestam os inúmeros ex-votos expostos. Este santuário, projeto do Pe. João Batista, é em estilo barroco, com altar de talha rococó e imagem da padroeira em pedra de Ançã. Das manifestações populares e culturais no concelho, são de destacar a Feira dos Chocalhos, realizada no quarto fim de semana de julho, a romaria e festa de Nossa Senhora de Aires, realizada no quarto fim de semana de setembro, na qual há uma romaria com procissão em volta do santuário, e a romaria de Nossa Senhora da Esperança, que tem lugar em maio.
No artesanato, destacam-se os brinquedos em madeira, os trabalhos de cerâmica tradicional e artística, os trabalhos de cestaria, os chocalhos, os trabalhos de olaria e em cortiça. A indústria artesanal que predomina em Viana do Alentejo é a Olaria. Possuindo razoáveis filões de matéria-prima - o barro - e dada a grande utilidade dos artigos cerâmicos, a classe de oleiros desenvolveu-se, sendo já no século XVII uma das mais numerosas da vila.
O feriado municipal é no dia 13 de janeiro.


Gastronomia

        Todos sabemos que na gastronomia nacional é grande a variedade de produtos de que dispomos para confeccionar diversas iguarias.
A gastronomia característica do Alentejo não é excepção e apresenta pratos onde predominam o borrego e o porco e onde o azeite é rei e senhor. Sem esquecer os queijos, os enchidos, as sopas de pão com destaque para a açorda e, ainda, as ervas aromáticas que dão aquele sabor tão especial apreciado por todos quantos nos visitam.
                                                                                                        Cozido à portuguesa 
Cozido à PortuguesaAçorda de Tomate
Açorda de Tomate 


Enxovalhadas
Enxovalhadas