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terça-feira, 21 de maio de 2013

Viagem e visita ao concelho do Montijo

Brasão de Montijo

Localização

          Montijo é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Setúbal, região de Lisboa e sub-região da Península de Setúbal, até 1930 chamava-se Aldeia Galega do Ribatejo.
É sede de um município com 348,09 km² de área , subdividido em 8 freguesias. É um dos poucos municípios de Portugal territorialmente descontínuos, sendo aquele que o é de forma mais evidente. A porção principal, onde se situa a cidade, é a mais pequena e é limitada a norte e a leste pelo município de Alcochete, a sudeste por Palmela, a sudoeste pela Moita e a noroeste liga-se aos municípios de Lisboa e de Loures através do estuário do Tejo, é limitada a nordeste por Coruche, a leste por Montemor-o-Novo, a sudeste por Vendas Novas, a sudoeste por Palmela e a noroeste por Benavente.
A nova ponte sobre o Tejo, a Ponte Vasco da Gama, foi inaugurada em Março de 1998 ligando Montijo a Sacavém. Montijo é conhecido por terra de touradas, boa comida e fados.


História

       Os coutos e herdades que existiam na actual área do concelho do Montijo nos alvores da Nacionalidade foram doados por D. Sancho I, em 1186, aos Cavaleiros da Ordem de Santiago, de que era então prior D. Paio Peres. O núcleo populacional, habitado principalmente por pescadores e salineiros, começou a desenvolver-se desde que na maioridade de D. Afonso V, o regente D. Pedro e o mestre da Ordem o infante D. João, ambos tios do monarca, mandaram desassorear o esteiro de Alhos Vedros, construindo para o efeito uma estacada.
D. Manuel I outorgou-lhe foral a 15 de Setembro de 1514. O correio-mor Luís Afonso fez de Aldeia Galega, em 1533, a sede da posta nas comunicações com o Sul de Portugal, tornando a povoação ponto de passagem para nacionais e estrangeiros que se dirigiam à capital ou dela provinham, e desta forma a vila conheceu grande desenvolvimento e abastança.
Foi na então Aldeia Galega do Ribatejo que o duque de Bragança já aclamado rei em Lisboa como D. João IV, em virtude do êxito da revolução de 1 de Dezembro de 1640, ao dirigir-se de Vila Viçosa para Lisboa, reuniu o primeiro conselho régio de que saíram nomeados os seus ministros e a constituição de um conselho de guerra permanente. Até 6 de Junho de 1930, a sede do concelho era chamada de Aldeia Galega do Ribatejo (ou simplesmente Aldeia Galega), passando, a partir de então, a intitular-se Montijo, denominação assumida também pelo próprio concelho. Foi elevado à categoria de cidade em 14 de Agosto de 1985. 
O concelho de Montijo é um dos três municípios de Portugal territorialmente descontínuos, estando geograficamente dividido em duas partes:
Parte ocidental – constituída pelas seguintes freguesias: Montijo, Afonsoeiro, Atalaia, Sarilhos Grandes e Alto Estanqueiro - Jardia, com uma área aproximada de 56,3 km²;
Parte oriental – constituída pelas seguintes freguesias: Santo Isidro de Pegões, Canha e Pegões, com uma área aproximada de 291,7 km².
A parte ocidental é formada basicamente pelo território do antigo Concelho de Aldeia Galega do Ribatejo, ao qual foi concedido foral em 1515 por D. Manuel I. A Parte Este formou-se a partir do território do antigo Concelho de Canha, extinto pela primeira vez a 6 de Novembro de 1836, altura em que foi integrado no Concelho de Montemor-o-Novo. A 2 de Janeiro de 1838 o Concelho de Canha volta a ser de novo restabelecido para, no entanto, ser definitivamente extinto no dia 17 de Abril do mesmo ano e integrar o Concelho de Aldeia Galega do Ribatejo. A nordeste da freguesia de Montijo encontra-se o concelho de Alcochete e a sudoeste o concelho da Moita, os quais historicamente já fizeram parte do concelho da então Aldeia Galega do Ribatejo. Este facto deveu-se à vitória das forças liberais sobre as forças miguelistas que, em 1834, acabaram com centenas de antigos municípios existentes no país.

Bandeira de Montijo

Heráldica

Brasão: de prata, um pequeno monte de verde, realçado de negro, movente dos flancos e assente num contrachefe de 5 faixetas ondadas de prata e azul; em chefe, cruz de Santiago de vermelho, acompanhada de 2 lemes de negro com ferragens de ouro, adossados, o da dextra posto em banda e o da sinistra em barra, e de 2 molhos de espigas de trigo de ouro, folhadas de verde e atados de vermelho. Coroa mural de 5 torres de prata. Listel branco, com letras a negro: «Cidade de Montijo».

Bandeira: gironada de amarelo e verde, cordão e borlas de ouro e verde. Haste e lança de ouro.

Selo: circular, tendo ao centro as peças do escudo, sem indicação de esmaltes, tudo envolvido por 2 círculos concêntricos, com os dizeres «Câmara Municipal de Montijo».


Cultura e Turismo

        MONTIJO, sede do concelho, ao longo da sua história tem sabido receber e acolher pessoas oriundas das mais diversas zonas do País. E não foi por acaso, pois está estrategicamente localizado junto ao Rio Tejo. Situação privilegiada, uma vez que o Rio foi e continuará a ser o maior meio de comunicabilidade entre os povos. A proximidade da grande metrópole, capital do País, não fez perder a sua identidade, cultura e tradições.
Dos Templos – testemunho vivo da fé do nosso povo, às Casas Senhoriais – que indicam o poder económico, requinte e bom gosto dos seus proprietários/fundadores, e o regresso às origens com os Moinhos - que fazem parte do passado, presente, e futuro. Enfim ... a nossa História!

Enoturismo, conceito relativamente recente, é um segmento da actividade turística que se fundamenta na viagem motivada pela apreciação do sabor e aroma dos vinhos e das tradições e tipicidade das localidades que produzem esta bebida. O Enoturismo constitui um dos principais produtos turísticos da região de Setúbal e as Rotas constituem instrumentos privilegiados na divulgação deste produto turístico.
O Turismo vitivinícola é o principal objectivo de um dos grandes instrumentos ao serviço do Enoturismo – as Rotas de Vinho. A Rota dos Vinhos da Península de Setúbal pretende desenvolver o conceito de Enoturismo, atribuindo novas dimensões a este inigualável produto - o vinho aliando-o às potencialidades turísticas de cada região.


Nossa Senhora das Dores
A Quinta do Saldanha engloba uma Ermida dedicada ao Senhor Jesus dos Aflitos. No entanto, a sua primitiva devoção era de Nossa Senhora das Dores, que ainda se encontra representada, num medalhão circular de azulejo azul e branco na fachada (dar 9 voltas ao altar era primordial para ter um bom parto).


Gastronomia :

           As características da gastronomia montijense traduzem-se na influência que esta recebeu da sua localização beira-rio e das extensas áreas rurais de férteis solos, onde se cultivam os primores da época – batatas, cebolas, favas, ervilhas. Produtos estes que contribuem para a genuinidade e riqueza dos sabores que caracterizam a gastronomia montijense.
O concelho de Montijo, por razões que se prendem com a sua situação geográfica, tem sido sempre um lugar de atracção, trazendo gentes das várias regiões do País, com especial incidência para o Alentejo e Beiras. O rio e a terra trouxeram as gentes, os seus gostos, hábitos e tradições.
A gastronomia montijense é, pois, um mosaico de paladares, ao qual é difícil resistir! A proximidade do Tejo, fez nascer típicos pratos de peixe como a aromática e apaladada Caldeirada à Pescador, tão genuína que há mesmo quem a confeccione a bordo (marcações com o Gabinete de Turismo-Posto de Turismo/Museu Municipal. As famosas Lamejinhas abertas ao natural, regadas com sumo de limão, um fiozinho de azeite, alhos e bastante coentro, são um manjar. A Massinha de Safio reconforta-nos o estômago e a alma.
Por estas paragens a enguia é rainha e representa, sem sombra de dúvida, a gastronomia montijense, no que diz respeito ao peixe. Desde o famoso Ensopado de Enguias, passando pelas Enguias Fritas com Arroz de Pimentos ou com Açorda, e ainda num casamento perfeito entre a terra e o rio, sugerimos a originalidade do prato - Carne de Porco com Enguias. Ainda nos peixes, o Bacalhau de Segredo, que só depois de provar se descobre…o seu verdadeiro “segredo”.
Nos pratos de carne, salientam-se os pratos confeccionados à base de carne de porco e dos seus derivados, desde há muito emblemáticos da gastronomia montijense.
Na “Capital do Porco”, não podemos deixar de referir as verdadeiras especialidades, que se podem encontrar nos diversos restaurantes da cidade.
Carne de Porco com Enguias, Lombinhos de Porco com Açorda, Lombo de Porco Assado à Montijo, Entrecosto com Migas e a saborosíssima Língua de Porco Fumada com ervilhinhas novas.
Para os petiscos ou entradas: Entrecosto, Entremeada, Couratos na brasa, e os gulosos Torresmos soltos ou prensados, quentinhos… com uma pitada de sal...!
No âmbito da doçaria, destacam-se algumas especialidades: Queijadinhas de Leite, Pudim de Vinagre ou Bolo de Milho, mais recentemente, surgiram os Aldeanos. Graças à imaginação da D. Zulmira, adoptaram o nome dos habitantes da outrora Aldeia Galega do Ribatejo, desde 1930 Montijo. Tendo existido em toda a região (há registos da sua existência em Aldeia Galega), a Fogaça é utilizada nos rituais da Atalaia, sobretudo pelo Círio dos Marítimos de Alcochete, há mais de 500 anos.
Descobrir a gastronomia montijense é, seguramente, um prazer! Fica aqui o nosso convite!

                                                                                                        Ensopado de Peixe
Ensopado de PeixeCaldeirada à Pescador
Caldeirada à Pescador
                                                                                                         Aldeanos
AldeanosQueijadas
Queijadas















segunda-feira, 20 de maio de 2013

Viagem e visita ao concelho de Alcochete

Brasão de Alcochete

Localização

         Alcochete é uma vila portuguesa sede do município com o mesmo nome,  integrado no distrito de Setúbal, na região de Lisboa e na subregião da Península de Setúbal. O município de Alcochete tem 128 km² de área, e é constituído por três freguesias, Alcochete, Samouco e São Francisco.
O município é limitado a norte pelo município de Benavente, a leste e sul por Palmela, a sudoeste pelo Montijo e a noroeste tem uma pequena faixa ribeirinha ao estuário do Tejo. Alcochete é sede da Reserva Natural do Estuário do Tejo, possuindo várias salinas onde nidificam diversas espécies de aves aquáticas.



História

        A ocupação humana do concelho remonta ao Paleolítico inferior, evidenciado por várias estações arqueológicas existentes no território. O sítio da Conceição, ocupado, há 28 000 anos (Paleolítico Médio) é uma das principais jazidas pré-históricas, situada sob a estação de serviço da Ponte Vasco da Gama. Durante as acções de exploração deste local associadas à escavação arqueológica, foram recolhidos cerca de 8500 artefactos líticos, que comprovam a existência de abundante matéria e uma intensa utilização desta área enquanto “área de fabrico”, nomeadamente de grandes quantidades de “núcleos”, além de subprodutos de talhe de seixos.
Perto da povoação do Samouco foram identificados vestígios de ocupação humana no Neolítico, datada do período entre 5000 e 4500 anos, designadamente instrumentos em pedra, fragmentos de cerâmica, que confirmam a presença de comunidades recolectoras e dos primeiros agricultores que também exploraram estas terras, deixando marcas da sua presença na Quinta da Praia (Samouco), há 7 000 anos. A ocupação romana estendeu-se ao longo da margem direita da Ribeira das Enguias, em várias unidades de produção oleira. Destas unidades destaca-se a de Porto dos Cacos, situada na herdade de Rio Frio, com produção contínua entre os sécs. I e V d.C., com especial destaque para a produção anfórica. As ânforas eram recipientes em cerâmica, usados para embalar e transportar preparados piscícolas, nomeadamente, conservas e molhos, que chegavam desta forma a todo o Império Romano.
As escavações efectuadas nos anos 80 puseram a descoberto fornos, um enigmático alinhamento de ânforas e uma área de necrópole, que indicia um povoamento constante na área. Este sítio atesta ainda ocupação visigótica. A ocupação árabe não foi ainda comprovada arqueologicamente no concelho, embora o topónimo “Alcochete” que parece derivar de uma expressão árabe que significa “o forno”, tenha já alimentado muito esta ideia, em diversa bibliografia. Após a Reconquista, Alcochete passou a integrar a área denominada pela Ordem de Santiago, de Riba Tejo. Nesta vasta região limitada a nascente pelo Rio das Enguias e a poente pelo Rio Coina foi identificada a existência, já no século XIII de vários povoados ribeirinhos que tinham como actividades principais a salicultura e a produção de vinho.
Santa Maria de Sabonha, sede paroquial dos lugares da parte oriental do antigo concelho de Ribatejo, foi uma das sedes deste concelho, local onde estava edificada a igreja com o mesmo nome, e onde no século XVI os frades recolectos de S. Francisco fundam um convento, do qual só existe a fachada, na actual freguesia de São Francisco. No séc. XV, graças aos bons ares e abundância de caça, Alcochete transforma-se na estância de repouso preferida pela corte. D. João I que vinha com frequência descansar a Alcochete. O Infante D. Fernando escolheu-a para residir e foi aqui, que em 31 de Maio de 1469, nasceu o seu filho D. Manuel, aquele que viria a ser o Venturoso rei de Portugal. Ainda sob a protecção do Infante D. Fernando, 10.º Mestre da Ordem de Santiago (1418-1442), Alcochete terá adquirido autonomia e privilégios que a terão conduzido à categoria de Vila. No Livro das Vereações de Alcochete e Aldeia Galega de 1421-22, Alcochete é referenciada como vila.
Em 17 de Janeiro de 1515, D. Manuel concedeu à sua terra natal o foral, importante documento, marco emancipador na vida do então jovem concelho de Alcochete. Os Descobrimentos marcaram, também, a economia e a sociedade – de Alcochete partiam grandes quantidades de madeira para Lisboa, aqui chegavam novos produtos e gentes. A época quinhentista está bem patente no Concelho em monumentos como a Igreja Matriz, a Capela de Nossa Senhora da Vida, o Convento dos Recolectos da Ordem de São Francisco, já referido, e também no retábulo da Igreja da Misericórdia e na bandeira da Misericórdia.
Nos séculos XVI e XVII o Concelho conhece um significativo desenvolvimento económico motivado por uma crescente produção de sal e motivador de um acréscimo populacional. A documentação da época refere a existência de 180 moradores na Vila no século XVI, registando no início de século XVII 360 fogos e 1902 habitantes. No século XVIII Alcochete continuou a abastecer Lisboa. Inúmeras barcas navegavam no Tejo em direcção à capital, carregadas de sal, lenha e carvão. No século XIX a história do Concelho ficou marcada pela perda e Restauração da autonomia do concelho, geradoras de grandes movimentações populares. O período de dependência municipal relativamente a Aldeia Galega a partir de Outubro de 1895 gerou um sentimento de angústia por parte das populações e despertou simultaneamente uma consciência de identidade municipal que foi progressivamente ganhando raízes.
A 15 de Janeiro de 1898 é publicado no Diário do Governo o decreto que restaura 51 concelhos, entre os quais o concelho de Alcochete, destaque ainda para o contributo filantrópico do 3.º Barão de Samora Correia que doou à Misericórdia local avultados bens entre os quais um palácio que viria a ser mais tarde um asilo para idosos, instituição que permanece em funcionamento.
No que concerne à actividade agrícola, o Concelho foi alvo de experiências pioneiras de fomento agrário, promovidas por Jacome Ratton, no séc.XVIII, e por José Maria dos Santos, no séc. XIX. Outras actividades até então proeminentes como a pesca, navegação fluvial e salicultura, entraram em decadência, e o concelho de Alcochete viu-se excluído das principais vias de comunicação, com o advento dos transportes ferro-rodoviário, que viriam a substituir o transporte fluvial no escoamento dos produtos e abastecimento do mercado lisboeta.
O Concelho permaneceu assim, predominantemente rural até meados do séc. XX, quando se iniciou a actividade da seca do bacalhau, um sector que conheceu grande expansão,  proporcionando localmente a existência do maior centro de secagem em Portugal, favorecido pelo clima e pela facilidade de descargas dos navios bacalhoeiros, o processo de industrialização teve início com a instalação da fábrica de pneus Firestone em 1958, à qual se seguiu a instalação de outras unidades de processamento de cortiça e de alumínio. Com a construção da Ponte Vasco da Gama o concelho de Alcochete voltou a ser alvo de investimentos, retomando o desenvolvimento económico, que tinha abrandado com o encerramento das referidas unidades industriais, ganhando uma nova centralidade na Área Metropolitana de Lisboa.
Alcochete é actualmente um concelho com identidade que assenta maioritariamente na afirmação das suas origens históricas, nas suas tradições de cariz tauromáquico, onde o forcado, o campino e o salineiro são figuras de destaque, quer nas inigualáveis Festas do Barrete Verde e das Salinas, quer nas festividades religiosas relacionadas com o culto a São João Baptista, a Nossa Senhora da Vida, a Nossa Senhora do Carmo e a Nossa Senhora da Atalaia.
Actualmente, Alcochete é um concelho moderno onde se pode vislumbrar e contactar directamente com a história, em cada monumento, em cada casa senhorial ou edifício ou nas ruas onde a história se respira em cada esquina e é vivida com intensidade.

Bandeira de Alcochete

Heráldica

Brasão: de prata, com uma cruz antiga de Santiago de vermelho, carregada nas bases do florenciado por quatro vieiras de ouro e de uma esfera armilar do mesmo metal no cruzamento. A cruz acantonada por quatro cachos de uvas de púrpura, folhados e sustidos de verde. Em contrachefe duas faixas ondadas de azul. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres: «Vila de Alcochete» de negro.

Bandeira: esquartelada de amarelo e de vermelho. Cordões e borlas de ouro e de vermelho. Haste e lança douradas.

Selo: circular, tendo ao centro as peças das armas, sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres «Câmara Municipal de Alcochete».


Cultura e Turismo

             O Concelho de Alcochete apresenta uma das zonas húmidas mais extensas do país classificada como Reserva Natural, um estatuto que lhe foi atribuído devido à diversidade de aves migratórias que por ali passam. Em alturas de migração, a Reserva Natural do Estuário do Tejo é local de abrigo para mais de 120.000 aves, com destaque para a comunidade de flamingos que, durante todo o ano, embelezam e dão cor a este local. Para além da comunidade de avifauna, a Reserva Natural é ainda caracterizada pela existência de vestígios que remetem para actividades tradicionais do Concelho. Um bom exemplo são as Salinas do Samouco que revelam a todos os visitantes vestígios da actividade salineira, outrora considerada uma das maiores actividades económicas do Concelho. 
Numa extensão até Vila Franca de Xira, a Reserva Natural do Estuário do Tejo é ainda constituída por uma zona de lezírias, onde são criados toiros e cavalos para a lide taurina. Rica em diversidade, a Reserva Natural é uma área que está à espera de ser explorada, seja de bicicleta, de carro, num passeio pedestre do Alcochet’Aventura e, porque não, na embarcação tradicional “Alcatejo” que permite ao visitante adquirir uma visão completamente diferente desta área. 
       
Herdade da Barroca d'Alva : 

         O Concelho de Alcochete apresenta uma das zonas húmidas mais extensas do país classificada como Reserva Natural, um estatuto que lhe foi atribuído devido à diversidade de aves migratórias que por ali passam. Em alturas de migração, a Reserva Natural do Estuário do Tejo é local de abrigo para mais de 120.000 aves, com destaque para a comunidade de flamingos que, durante todo o ano, embelezam e dão cor a este local. 
Para além da comunidade de avifauna, a Reserva Natural é ainda caracterizada pela existência de vestígios que remetem para actividades tradicionais do Concelho. Um bom exemplo são as Salinas do Samouco que revelam a todos os visitantes vestígios da actividade salineira, outrora considerada uma das maiores actividades económicas do Concelho. 
Numa extensão até Vila Franca de Xira, a Reserva Natural do Estuário do Tejo é ainda constituída por uma zona de lezírias, onde são criados toiros e cavalos para a lide taurina.
Rica em diversidade, a Reserva Natural é uma área que está à espera de ser explorada, seja de bicicleta, de carro, num passeio pedestre do Alcochet’Aventura e, porque não, na embarcação tradicional “Alcatejo” que permite ao visitante adquirir uma visão completamente diferente desta área. 

Tauromaquia reflecte Identidade Alcochetana

          O culto do touro e os rituais que lhe estão associados sobreviveram ao longo dos tempos no Concelho como uma tradição fortemente enraizada nas gentes de Alcochete e que contribuiu largamente para a formação de uma forte identidade colectiva. A “afficcion” destas gentes traduz-se na forma como exaltam a verdadeira essência que dá forma e cor à Festa Brava, bem como as figuras que personificam a identidade tauromáquica.
Cavaleiros, campinos e forcados não caem no esquecimento da memória colectiva deste povo que se revê na bravura do Grupo de Forcados Amadores do Aposento do Barrete Verde e do Grupo de Forcados Amadores de Alcochete que, em diversas praças do país, e do estrangeiro, exteriorizam toda a sua coragem e respeito por esta arte. A paixão e cultura tauromáquica são ainda transmitidas a todas as pessoas que visitam Alcochete em momentos festivos, nomeadamente nas Festas do Barrete Verde e das Salinas, nas Festas Populares do Samouco e nas Festas de Confraternização Camponesa de São Francisco.


Grupos de forcados

        A festa dos touros evoluiu bastante desde a Idade Média até aos nossos dias. Do combate com o touro passou-se ao toureio a pé e à lide a cavalo, que traduz a arte da montaria, desporto predilecto de nobres e reis. A tourada à portuguesa ganhou uma dimensão própria na qual os forcados ganham um papel importante no culminar da lide.
Em Alcochete a festa taurina tem origens seculares e como não poderia deixar de ser é terra de valentes forcados. Ainda antes da formação dos grupos de forcados profissionais, no início do século XX, entre os quais o Grupo de Forcados Profissionais de Alcochete, já os forcados alcochetanos mostravam a sua bravura em terras de Portugal e Espanha, destaque para o Coradinho, José Carregante, António Carraça, Joaquim Valente, entre outros.
Após o desaparecimento dos grupos profissionais, começaram a surgir em todo o país grupos de forcados amadores e Alcochete não foi excepção. Actualmente, existem dois grupos de forcados amadores, o Grupo de Forcados Amadores do Aposento do Barrete Verde e o Grupo de Forcados Amadores de Alcochete. Ambos com créditos firmados quer nas Praças de Toiros portuguesas, quer espanholas, francesas ou mesmo mexicanas.





Gastronomia :

          Sempre em estreita ligação com o mar, Alcochete apresenta aos milhares de visitantes uma gastronomia bastante rica e diversificada, a Caldeirada à fragateiro, amêijoas alcochetanas, ensopado de enguias, massa de choco e linguadinhos fritos são alguns dos pratos que condimentam as ementas dos restaurantes mais típicos de Alcochete. Também integradas na ementa típica encontramos as Batatas Ensalsadas que, durante muito tempo, foram uma refeição típica dos salineiros.
A gastronomia de Alcochete é complementada com alguma doçaria regional, da qual se destacam as famosas fogaças e o arroz doce branco que, em Alcochete, adquire um sabor genuíno e singular. Integrado nas festividades de Alcochete, o arroz doce era outrora oferecido em vésperas de casamento. Quanto maior fosse a travessa, maior era o grau de importância do convidado.
As fogaças perduram na doçaria tradicional de Alcochete há mais de 500 anos. Segundo a lenda, a fogaça “nasceu” em honra da Nossa Senhora da Atalaia, pelas mãos dos barqueiros de Alcochete que, em plena tempestade no alto mar, foram salvos pela Senhora.
                                                                                                         Fogaça
FogaçaCaldeirada à Fragateiro
Caldeirada á Fragateiro

domingo, 19 de maio de 2013

Viagem e visita ao concelho de Arraiolos

Brasão de Arraiolos

Localização

      Arraiolos é uma vila portuguesa situada no Distrito de Évora, região Alentejo e sub-região do Alentejo Central, é sede de um município com 684,08 km² de área e subdividido em 7 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Mora e Sousel, a leste por Estremoz, a sul por Évora, a sudoeste por Montemor-o-Novo e a noroeste por Coruche.


História

        Cunha Rivara, historiador Arraiolense, na sua obra  “Memórias da Vila de Arraiolos”, depois de se referir à nobreza e antiguidade de Arraiolos, bem como a alguns aspectos históricos da sua origem, afirma: “... seja como for, tenho por certo que em princípios do século XIII já havia povoação no sítio de Arraiolos..." Certo é também que a abundância de vestígios relacionáveis com o final do Neolítico ou mesmo com o calcolitico são um sinal de uma significativa ocupação humana a partir do IV Milénio A.C. e, provavelmente, “na proto-História, o grande local de habitat corresponderia já à actual elevação onde se localiza o Castelo de Arraiolos".
É ainda Cunha Rivara que nos transmite as referências do padre António de Carvalho da Costa, na Corographia Portugueza (tomo2º Pág 525)  e do Padre Luís Cardoso no Diccionario Geographico (tomo 1º pág. 590)  onde atribuem a fundação de Arraiolos a Sabinos, Tusculanos e Albanos, ocupantes que foram da  cidade de Évora antes de Sertório e deram o governo de Arraiolos ao capitão Rayeo, nome grego.
Deste nome, parece ter então derivado o nome da nossa vila, já que o nome Rayeo se foi denominando Rayolis, Rayeopolis, Arrayolos e  hoje Arraiolos.
Porém, é  em 1217 com a concessão do termo de Arraiolos pelo rei D. Afonso II, ao Bispo de Évora D. Soeiro e ao cabido  da Sé da mesma cidade, que se inicia um novo capitulo da nossa história. Em 1290, Arraiolos recebe o 1º Foral, de D. Dinis, e o mesmo monarca manda edificar o Castelo em 1305, sendo que no dia 26 de Dezembro de 1305  o Concelho representado por João Anes e Martim Fernandes, outorgou com  com o Rei o contrato para a sua feitura.
Arraiolos foi condado de D. Nuno Álvares Pereira - 2º conde de Arraiolos - a partir do ano de 1387. Antes de recolher ao Convento do Carmo em Lisboa, o Condestável do reino, permaneceu aqui longos períodos da sua vida. Em 1511 recebe Foral novo de D. Manuel. Ao longo dos anos foram muitas as alterações do seu território, tendo  limites administrativos definidos a partir de 1736, sofreu, entretanto, várias alterações:
- Inclusão no distrito de Évora (1835) ; Anexação do concelho de Vimieiro (1855) ; Anexação do concelho de Mora (1895) ; desanexação do concelho de Mora (1898).

ARRAIOLOS TERRA DOS TAPETES  é ainda os séculos de história bordados à  mão por gerações e gerações de bordadeiras que fizeram chegar até aos nossos dias o nosso mais genuíno artesanato o “Tapete  de Arraiolos”.
A referência escrita mais antiga que até hoje é conhecida está no inventário de Catarina Rodrigues, mulher de João Lourenço, lavrador e morador na herdade de Bolelos, termo de Arraiolos, onde, pelo ano de 1598, é descrita a existência de hum tapete da tera novo avalliado em dous mill Reis. Certo é ainda que  as escavações arqueológicas realizadas na Praça Lima e Brito no inicio do Séc. XXI, sob a responsabilidade da Arqueóloga Ana Gonçalves, sem prejuízo de uma investigação mais pormenorizada,  induzem o inicio da produção de tapetes em Arraiolos para uma fase  anterior ao Séc. XV. O  concelho, a par da riqueza da sua paisagem, é detentor de um vasto património edificado que a Câmara Municipal tem procurado preservar e valorizar, deste conjunto destacam-se diversos monumentos nacionais e outros imóveis, nomeadamente:
Templo Romano - Santana do Campo
Cronologia : Séc. 2 / 3 d. C. - templo romano cujas ruínas ficaram incorporadas na cabeceira da Igreja; Séc. 15 - fundação do templo cristão, deduzida do vestígio mais antigo, imagem da padroeira (ESPANCA, 1975); 1534, após - reforma geral do templo cristão; 1715 - data aposta no dintel do pórtico, correspondente a reforma integral da fachada e interior.

Bandeira de Arraiolos

Heráldica

Brasão: de negro, com um castelo de prata aberto e iluminado de púrpura, acompanhado por dois cachos de uvas de púrpura, folhados e sustidos de ouro. Em chefe, três abelhas de ouro, e em contrachefe, duas faixas ondadas de prata e uma de azul. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres: «Vila de Arraiolos», de negro.

Bandeira: esquartelada de branco e de púrpura. Cordões e borlas de prata e de púrpura. Haste e lança douradas.

Selo: circular, tendo ao centro as peças das armas, sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres «Câmara Municipal de Arraiolos».


Cultura e Turismo

            Arraiolos possui muitos locais de interesse dos mais variados tipos. No que toca a aspectos Histórico-Culturais destaca-se o Castelo de Arraiolos, um dos únicos castelos circulares do Mundo, a Pousada de Nossa Senhora da Assunção, a Igreja Matriz e a Igreja da Misericórdia de Arraiolos e a Igreja Matriz de Vimieiro, a Ermida de São João do Campo, Santana do Campo, o Palácio da Sempre Noiva de Arraiolos e o Palácio dos Condes de Vimieiro, Vimieiro, de destacar também o Pelourinho de Arraiolos e todo o centro histórico. No património Paisagístico de destacar, entre várias, a Albufeira do Divor e a Zona de Vale de Paio, zona de passagem do Rio Divor, acessível através Eco-pista de Arraiolos. Por todo o concelho existem áreas de lazer e de contacto com a natureza. O Jardim Público e Parque Infantil de Arraiolos, o Parque Urbano de Vimieiro, a Eco-pista de Arraiolos, a Barragem do Divor, o Percurso "Entre Pontos e Colinas", os Trilhos do Rio Divor (Aldeia da Serra).

Convento dos Loios


Gastronomia

       Para além dos locais de interesse histórico, Arraiolos tem também características únicas no que toca à gastronomia. Por exemplo, os "Pastéis de Toucinho", doce original desta terra, com marca já registada por uma pastelaria local. As Empadas, um salgado típico, de massa tenra recheada com carne de galinha, também já tiveram direito a destaque durante um festival gastronómico. Assumindo a sua importância sócio-cultural e económica, a gastronomia é parte integrante da oferta turística de qualidade que Arraiolos lhe quer dar. Os pratos de “Porco”, de “Borrego”, de “Vitela”, as “Sopas Alentejanas”, as “açordas” e as “migas” realçam a diversidade da nossa gastronomia, ligada ao mundo rural, preservado, com toda a sua importância cultural, representando um contributo para desenvolver e promover o rico património histórico do nosso concelho e potencializar as nossas capacidades na área do turismo.

                                                                                                         Pastéis de Toucinho 
Pastéis de ToucinhoQueijadas de Requeijão
Queijadas de Requeijão 






sábado, 18 de maio de 2013

Viagem e visita ao concelho do Redondo

Brasão de Redondo

Localização

       Redondo é uma vila portuguesa, no Distrito de Évora, região Alentejo e sub-região do Alentejo Central, é sede de um município com 369,75 km² de área e 7031 habitantes em 2011, subdividido em 2 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Estremoz e de Borba, a leste por Vila Viçosa e pelo Alandroal, a sueste por Reguengos de Monsaraz e a oeste por Évora.



História

          A zona que hoje compreende foi habitada desde os tempos mais remotos, como o comprovam os monumentos megaliticos existentes na região. Segundo a lenda, a fundação da vila está relacionada com o penedo redondo que existiu no primitivo amuramento medieval. A sua formação administrativa deve-se a D. Afonso III; que segundo alguns historiadores lhe concedeu foral em 1250. Foi fortificada por D. Dinis que lhe outorgou carta foralenga de 1318, à qual D. Manuel I acrescentou privilégios de leitura nova em 1517.
Património da Coroa, foi doada, em 1500, por D. Manuel I ao capitão de Arzila, D. Vasco Coutinho, 1.º Conde de Redondo e 1.º Conde de Borba.
No início do século XV a vila de Redondo, outrora um ponto obrigatório de escalada para viajantes de Évora, Vila Viçosa e Alandroal, estava praticamente despovoada. A pedido dos procuradores da vila, D. João I, em 1418, proibiu o uso de outras estradas naquele circuito, obrigando todos os viajantes a passarem por esta vila.
As expansão da vila deu-se a partir de 1463 uma vez que a cerca do castelo estava completamente povoada, foi decidida, por alvará régio, que a zona do arrabalde fosse habitada, ficando os moradores desta zona com os mesmos privilégios e liberdades que os moradores da cerca do castelo.
O concelho de Redondo, actualmente dividido em duas freguesias – Redondo e Montoito – abrange uma área de 371,44 km², deles fazem parte um conjunto de populações com dimensões significativas, entre as quais: Aldeias de Montoito, Falcoeiras, Santa Susana, Aldeia da Serra, Foros da Fonte Seca, Freixo e Vinhas. 

Bandeira de Redondo

Heráldica

Brasão: de azul, semeado de abelhas de ouro, com uma torre torreada de vermelho, aberta e iluminada de ouro, sobre um terrado de negro. Coroa mural de prata de quatro torres.

Bandeira: esquartelada de vermelho e de amarelo, tendo ao centro o escudo das armas e por debaixo listel branco com a palavra «Redondo» a negro.

Selo: circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres «Câmara Municipal de Redondo».


Cultura e Turismo

          O artesanato utilitário e decorativo, a gastronomia, o vinho, o azeite, o cante e tantas outras marcas distintivas de uma identidade cultural sólida, num concelho decorado a papel e no qual pontuam antas, torreões, igrejas e uma paisagem extraordinária. Para descobrir com a temperança dos sábios e a perseverança dos gaiatos. A presença humana na região remonta a vários milénios A.C. durante os quais, inúmeros elementos da cultura material e imaterial se foram inculcando na idiossincrasia do povo e por ele reificados nos seus usos e costumes, podendo hoje ser experimentados e contemplados por quem nos visita.   
Viva as festividades, tradições e cultura do concelho de Redondo. Em Agosto, de dois em dois anos, percorra inúmeras ruas adornadas com maravilhosas formas coloridas de papel, saídas do trinar das tesouras e da imaginação da população; aperfeiçoe os seus dotes manuais e veja como uma massa disforme de barro ganha formas extraordinárias ao ritmo das mãos experimentadas de um oleiro. Redondo é terra de tradições e artesãos, não perca esta oportunidade e venha experimentar aquilo que de melhor este concelho tem para lhe oferecer.   

Festas da Flor 


Gastronomia

      A gastronomia é um dos grandes motivos de tantos visitantes no Redondo, onde a Gastronomia é uma das mais prestigiadas da vila onde tem como base o queijo, o vinho, o mel, o azeite, os enchidos e o pão. Quase todos os visitantes que vão ao redondo levam uma amostra destas gastronomias, onde cada uma tem as suas características.
O mais conhecido é o vinho uma vez que algum dele se encontra a venda em hipermercados. Ao falarmos do Redondo temos obrigatoriamente de falar da cultura da vinha, de onde é produzido um vinho incomparável, que se tem mantido desde os primórdios da humanidade que está ligado a história e a cultura deste povo. Neste território, a cultura da vinha é anterior à ocupação romana, mas foi com estes que a vinha e a exploração agrícola conheceram o avanço técnico. Mas existem ainda algumas marcas deixadas pelos romanos através dos equipamentos, que ainda hoje são conhecidos e alguns utilizados pelas pessoas que nelas trabalham. Como por exemplo as talhas que são utilizadas para a fermentação, conservação, transporte e armazenamento do vinho no Alentejo.
A Adega Cooperativa do Redondo tem vários tipos de vinho mas onde o mais famoso é o Anta da Serra e o Porta da Ravessa. Que têm variação de vinho branco e tinto.
O queijo é um alimento que tem sempre cabimento nas merendas das pessoas ou então serve só como conduto para um naco de pão Alentejano. Tem fama de também ser um bom acompanhamento para fruta, doces, ou ate mesmo mel. Os queijos artesanais são produzidos por técnicas tradicionais que incluem designadamente, as condições de produção de leite, higiene na ordenha, conservação do leite e o fabrico do produto.
Comercialmente estes queijos podem ter três tipos. Os queijos pequenos de uma pasta dura de peso entre as 60g e 90g. Os queijos de merendeira que podem ser de pasta dura com peso entre 120g e 200g.E de pasta semi-dura com peso de 200g a 300g.
A tradição deste concelho, é de queijo de alta qualidade, protegidos por regulamentação que DOP (Denominação de Origem Protegida) e a IGP (Indicação Geográfica Protegida). Estes têm o seu nome regulamentado por legislação própria que os vai proteger de quaisquer imitação e falsificação, garantindo a sua qualidade e carácter genuíno.
O mel produzido no Redondo tem uma cor clara. Mas a tonalidade depende da região em que é produzido e da sua composição plínica (da flora que serve de pasto às abelhas).
A cristalização deste mel é fina e compacta. É proveniente da abelha Apis melífera. Este mel é proveniente das pastagens naturais das serras.
Existem vários tipos de mel: o Rosmaninho, o Soagem, de Eucalipto, de Laranjeira e o Multifloral.
O azeite esteve desde sempre ligado aos hábitos alimentares deste povo. Onde não estava só ligado á alimentação que era feita toda com azeite mas também a conservação de alimentos que eram guardado dentro de azeite para poderem ser conservados de um ano para o outro. São típicos desta região os azeites espessos, frutados, com cor amarela e por vezes esverdeados. É um produto de especial qualidade e de preservada garantia que nos oferece a natureza.
Os enchidos são uma das atracções na gastronomia porque o Alentejo é um dos destinos da matança do porco, e da preparação dos enchidos onde são seleccionados os melhores pedaços para a sua elaboração. Era também tradição as famílias numerosas matarem dois porcos de onde retiravam dois presuntos e a restante carne ficava para os enchidos. Existem vários tipos de enchidos como o paio, a linguiça, o painho, a cacholeira e as farinheiras. Onde cada uma tem as suas próprias característica, sendo o mais apreciado o paio.
Como não poderia deixar de ser todos estes alimentos terão de ser acompanhados com um bom pão alentejano. Que no Redondo o pão mais produzido continua a ser o pão de trigo. Que no Alentejo é utilizado nas sopas. Todos estes alimentos servem de cartão-de-visita ao redondo e não a visitante que não vá a vila e leve um destes para comer na sua casa com a sua família.

AzeiteQueijo


Pão de Mel
Pão de Mel