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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Viagem e visita ao concelho do Alandroal

Brasão de Alandroal

Localização

          O Alandroal é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Évora, região do Alentejo e sub-região do Alentejo Central,  ergue-se a 341 m de altitude. É sede de um município com 544,86 km² de área e 5 843 habitantes (2011),1 subdividido em 6 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Vila Viçosa, a leste por Espanha, a sul por Mourão e por Reguengos de Monsaraz e a oeste pelo Redondo. Ao concelho do Alandroal foram anexados, no século XIX, os territórios dos antigos municípios de Terena e Juromenha. A povoação de Villarreal, situada no município de Olivença (Espanha), era uma povoação do antigo concelho de Juromenha, o próprio Alandroal é uma das três vilas do concelho, sendo as outras Terena e Juromenha.


História

           Alandroal foi fundado em 1298 por D. Lourenço Afonso, Mestre de Avis, e, em 1486, recebeu foral. Nas terras deste concelho crescem aloendros, ou alandros, cuja madeira é usada no artesanato local, e daí a origem do topónimo.
Como acontecimento de destaque, merece referência a explosão de um armazém de pólvora, ocorrida a 14 de janeiro de 1659, que causou vários mortos, na generalidade estudantes universitários de Évora, capitaneados pelo jesuíta Pe. Francisco Soares, e que estavam a substituir o exército que lutava pela vitória na Batalha das Linhas de Elvas.
No que se refere ao património histórico e monumental, salienta-se o Castelo de Alandroal, onde se destacam a porta flanqueada por torres e um arco em ferradura, de mármore da região; o Castelo de Terena, formado por recinto amuralhado, com cubelos, torre de menagem e duas portas, uma flanqueada por torres; e a Fortaleza de Juromenha, cujas obras abaluartadas foram construídas durante a Guerra da Restauração e fizeram descer as linhas defensivas até uma relativa proximidade do rio Guadiana, sendo uma linha fronteiriça natural. Das ruínas existentes destacam-se a antiga Câmara e a Casa do Senado.
O Santuário de Nossa Senhora da Assunção da Boa Nova tem um significado patriótico e religioso. Em 1340 os Mouros invadiram a Andaluzia, e a rainha, mulher de Afonso XI de Castela, mandou ali construir a atual igreja, pela ajuda que o rei prestou ao genro Afonso IV, na batalha do Salado. É um templo gótico do século XIV, ameado e com matacães. Está classificado como monumento nacional. Os numerosos vestígios megalíticos são também dignos de referência.

Bandeira de Alandroal

Heráldica

Armas : de prata, com uma cruz florenciada de verde, carregada por um castelo de ouro aberto e iluminado de negro. A cruz é acompanhada em chefe por duas travas de negro, uma em banda e   outra  em contrabanda apontadas ao centro e em contrachefe por duas águias de negro, abertas e afrontadas. Coroa mural de prata de quatro torres, listel branco com os dizeres a negro: « Vila do Alandroal ».

Bandeira: esquartelada de amarelo e de negro. Cordões e borlas de ouro e de negro. Haste e lança douradas.


Selo : Circular, tendo ao centro as peças das armas, sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres « Câmara Municipal do Alandroal.




Cultura e Turismo :

       Esta região do Alentejo está repleta de vestígios arqueológicos que comprovam a presença humana na região desde tempo remotos. A ocupação romana e árabe e cristã deixou também um vasto património de grande interesse cultural.


Gastronomia :

           A Gastronomia é também um dos pontos fortes da região, com o Pão a ser o rei da mesa. Pratos como as migas alentejanas, a açorda ou as sopas são outras das iguarias culinárias que o Alandroal pode oferecer aos seus visitantes. A tradição culinária da região completa-se com o suculento peixe do rio, que pode ser degustado nos restaurantes do concelho.

                                                                                                         Sopa
SopaMigas
Migas



Viagem e visita ao concelho de Estremoz

Brasão de Estremoz

Localização

         Estremoz é uma cidade portuguesa no Distrito de Évora, região Alentejo, sub-região Alentejo Central, 
é sede de um município com 513,82 km² , subdividido em 13 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Sousel e Fronteira, a nordeste por Monforte, a sueste por Borba, a sul pelo Redondo e a oeste por Évora e por Arraiolos.


História

      Em 1336, a Rainha Santa Isabel, então com 65 anos, deslocou-se a Estremoz desde o convento franciscano em Coimbra onde se tinha recolhido após a morte de D. Dinis, seu marido, de modo a evitar uma guerra entre o seu filho Afonso IV e o rei de Castela Afonso XI. Afonso IV declarou guerra a Afonso XI pelos maus tratos que este infligia à sua esposa D. Maria (filha do rei português). A Rainha Santa Isabel colocou-se entre os dois exércitos desavindos, e de novo evitou a guerra tal como tinha acontecido em 1323 na batalha de Alvalade, entre as tropas de D. Dinis e as de D. Afonso IV. Estremoz foi o local de falecimento do rei D. Pedro I, em 1367, no convento dos franciscanos.
Na crise de 1383-1385, foi uma das cidades que se revoltaram no Alentejo a favor de João de Aviz, pouco depois do assassínio do Conde de Andeiro em Lisboa. Foi nas proximidades de Estremoz que se deu a primeira batalha entre portugueses e castelhanos à época, a batalha dos Atoleiros, ganha pelos primeiros sob o comando de D. Nuno Álvares Pereira.
Em 1659, foi em Estremoz que o exército português se reuniu às ordens de D. António Luís de Meneses, conde de Cantanhede, para socorrer Elvas, que se encontrava cercada por um exército espanhol, comandado por D. Luís de Haro. De ali partiram para derrotar os espanhóis na Batalha das Linhas de Elvas, tendo causado enormes baixas aos seus adversários.
Em 1663 o exército espanhol, comandado por D. João de Áustria e o exército português, comandado pelos condes de Vila Flor e de Schomberg defrontaram-se nos campos de Ameixial a 5 km de Estremoz. O exército espanhol tinha acabado de conquistar Évora. Era constituído por 3000 cavaleiros e 2000 homens a pé, sendo este um dos mais perigosos ataques espanhóis durante a guerra da Restauração. Depois da batalha, o exército espanhol retirou para Badajoz. Em Fevereiro de 1821, Mouzinho da Silveira foi encarregado da diligência de arrecadação da Fazenda em Estremoz.
Estremoz conta também com a banda filarmónica mais antiga do pais em actividade contínua,a Sociedade Filarmónica Luzitana (Real Filarmónica Luzitana).
É conhecida internacionalmente pelas suas jazidas de mármore branco, o chamado Mármore de Estremoz. A exploração do mármore de Estremoz tem uma origem muito antiga, como comprova o Templo romano de Évora, que contém mármore originário de Estremoz. Está também presente no altar-mor da Catedral de Évora. A Estremoz foi concedida a distinção de «Notável Vila», atribuída pelos reis de Portugal a muitas das suas vilas; foi elevada à categoria de cidade em 1926.

Bandeira de Estremoz

Cultura e Turismo :

         O concelho de Estremoz possui uma consolidada rede de equipamentos culturais, de tipologias e com programação bastante diversificada, cuja maioria se localiza na sede de concelho. De entre eles salientamos as diferentes salas de exposição, a Rede de Museus de Estremoz, o Teatro Bernardim Ribeiro ou ainda o Arquivo e Biblioteca Municipais. 
Para além dos espaços, temos as pessoas. Um conjunto de associações culturais, todas de carácter amador e com um considerável grau de juvenilização, que desenvolvem trabalho nas diferentes áreas artísticas, nomeadamente a música, a dança, o folclore, o teatro ou as artes visuais. Paralelamente, desenvolvem um importante trabalho de formação artística, fundamental num concelho que pretende ser criativo.
A programação cultural promovida pelo Município de Estremoz apresenta diferentes linhas de acção, nomeadamente a difusão e descentralização cultural, a promoção e valorização da cultura local, a formação de públicos, a valorização do património cultural do concelho e a promoção da criação cultural/artística do e no concelho. A selecção das diversas propostas a integrar a programação cultural é realizada de acordo com diversos critérios, segundo os quais ela é definida: qualidade, criatividade e actualidade das propostas, carácter pedagógico/educativo e envolvimento da comunidade escolar, envolvimento dos agentes culturais locais (Itinerâncias), afirmação cultural do concelho, participação em programas/projectos culturais de âmbito nacional e regional e em redes de programação e de equipamentos culturais. Paralelamente a esta programação cultural, é desenvolvido todo um trabalho de atendimento e apoio técnico às associações e agentes culturais locais, no âmbito dos programas municipais em vigor bem como nos demais assuntos relacionados com o associativismo cultural e criação artística.
Perante tudo isto, assumimo-nos como um concelho que quer ser reconhecido, quer a nível interno quer a nível externo, como um espaço de liberdade criativa, onde se criam lugares de encontro e troca de experiências ao nível da cultura e do conhecimento.




Gastronomia :

          A sua gastronomia é rica, trazendo vários visitantes  para apreciar o seu ensopado de borrego, a sopa de cação, a  burra assada no forno, as migas e outros deliciosos pratos. Não esquecendo as não menos saborosas sobremesas.

                                                                                                        Ensopado de borrego
Ensopado de BorregoBorrego Assado no Forno
Borrego assado no forno

Gadanha

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Viagem e visita ao concelho de Vila Viçosa

Brasão de Vila Viçosa

Localização

          Vila Viçosa é uma vila portuguesa, no Distrito de Évora, região Alentejo e sub-região do Alentejo Central, é sede de um município com 194,62 km² de área , subdividido em cinco freguesias. O município é limitado a norte e leste pelo município de Elvas, a sul pelo Alandroal, a oeste pelo Redondo e a noroeste por Borba.
Em Vila Viçosa mantiveram-se os duques de Bragança durante vários séculos até à Proclamação da República as suas propriedades e o magnífico Paço Ducal de Vila Viçosa.



História

       Vila Viçosa foi ocupada sucessivamente pelos romanos e muçulmanos. É conquistada para o reino de Portugal em 1217, durante o reinado de D. Afonso II. Em 1270 recebe foral de D. Afonso III, vendo o seu nome mudado de Vale Viçoso para Vila Viçosa. O foral é bastante idêntico ao de Monsaraz, Estremoz e Santarém, atribuindo grandes regalias a Vila Viçosa. No século XIV, D. Dinis manda erigir o Castelo de Vila Viçosa.
Na Crise de 1383-1385, o comendador-mor da Ordem de Avis, Vasco Porcalho, traiu e, tomando o partido de Castela, apossou-se de Vila Viçosa com duzentos e cinquenta homens seus e duzentos castelhanos, o que obrigou a população a fugir para Borba . Um ano e alguns meses depois, na debandada geral que se seguiu à batalha de Aljubarrota, Vasco Porcalho e a sua hoste abandonaram quer a vila quer o castelo . Em 1461 Vila Viçosa passou a fazer parte do Ducado de Bragança. Em 1500, Jaime I de Bragança foi convidado a regressar à corte por D. Manuel I, sendo-lhe restituídos os títulos e as terras do ducado. Em 1502 com o início da construção do Paço Ducal de Vila Viçosa, Vila Viçosa tornou-se a sede do Ducado de Bragança. Em 1512, Vila Viçosa recebe o foral de D. Manuel I.
Durante o domínio filipino, Vila Viçosa, era sede da maior corte ducal da Península Ibérica. Em 1640, um grupo de conspiradores convenceu o então João II, Duque de Bragança a aceitar o trono de Portugal, tornando-se a 1 de Dezembro de 1640, D. João IV (1640-1656) dando início à Dinastia de Bragança. A partir desta data, Vila Viçosa, perdeu fulgor e tornou-se na residência real de férias. Em 1646, João IV de Portugal ofereceu a coroa de Portugal a Nossa Senhora da Conceição como agradecimento pela boa campanha da Guerra da Restauração, tornando-se Nossa Senhora da Conceição, Rainha e Padroeira de Portugal. A partir desta data, mais nenhum Rei de Portugal usou a coroa.
Em 1755, Vila Viçosa foi fortemente abalada pelo Terramoto de 1755. No início do século XIX, Vila Viçosa foi saqueada durante as Invasões Francesas.
Com a Proclamação da República a 5 de Outubro de 1910, Vila Viçosa caiu em decadência, devido ao objectivo dos republicanos em apagar todos os vestígios da monarquia. Contudo, na década de 1930, com a exploração dos mármores (Mármore de Estremoz) e abertura do Paço Ducal de Vila Viçosa para turismo, Vila Viçosa começou a modificar-se até aos dias de hoje. Actualmente, como acontece com muitas cidades alentejanas, sua população encontra-se em diminuição, cujo principal factor responsável é a emigração para outras regiões de Portugal ou mesmo do estrangeiro.

Bandeira de Vila Viçosa

Heráldica

Brasão: de ouro com uma imagem de uma santa vestida de prata com um manto azul, aureolada por nove estrelas de azul sobre um crescente de prata e este rematando um globo terrestre de azul envolvido por uma serpente de prata. A imagem acompanhada de duas torres, torreadas de vermelho, abertas e iluminadas de azul. Em chefe uma aspa vermelha acompanhada por duas quinas de Portugal. Coroa mural de prata de quatro torres.

Bandeira: de azul, tendo por debaixo das armas um listel branco com os dizeres: «Vila Viçosa» em letras negras. Cordões e borlas de ouro e azul. Haste e lança de ouro.

Selo: circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes. Dentro de dois círculos concêntricos os dizeres: «Câmara Municipal de Vila Viçosa».


Gastronomia : 

        Açorda, Cozido à Alentejana, Ensopado de Borrego, Pezinhos de Coentrada, Gaspacho, Enchidos e na doçaria podemos destacar o Arroz-doce, Sericá, Azevias, Bolo Finto.

                                                                                               Açorda á alentejana
Desvende este monumentoDesvende este monumento
Gaspacho









       


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Viagem e visita ao concelho de Borba

Brasão de Borba

Localização :

       É sede de um município com 145,12 km² de área e subdividido em 4 freguesias. O município é limitado a nordeste pelo município de Monforte, a leste por Elvas, a sueste por Vila Viçosa, a sudoeste pelo Redondo e a oeste por Estremoz. Borba ficou assim sendo, a cidade mais pequena do Alentejo com apenas 4.600 habitantes, lugar que era antigamente preenchido pela cidade de Santiago do Cacém no Alentejo Litoral com 6.500 habitantes, foi elevada a cidade em 12 de Junho de 2009.


História

            Borba é povoação antiquíssima cuja fundação alguns autores atribuem aos Galo-Celtas, esteve sob o domínio romano, godo e árabe, sendo conquistada por D. Afonso II em 1217 e povoada pelo mesmo rei.
Em 15 de Junho de 1302 D. Dinis concedeu-lhe o primeiro foral, constituindo-se Borba como concelho e libertando-se do de Estremoz. Teve novo foral dado por D. Manuel I em 1 de Junho de 1512.
Foi também D. Dinis quem promoveu o amuramento acastelado da povoação. O castelo dispunha-se em planta quardrilateral e a sua construção obedeceu as sistema corrente das fortificações similares da região. De grossa alvenaria, tinha amuramento espesso em altura normal, coroado por merlões góticos e de largo adarve que corria a muralha. O fosso, pouco profundo, desapareceu com a construção do casario que se foi desenvolvendo na face exterior.
Pelos inícios do Séc. XVIII, o governo militar da província determinou envolver a vila por um campo entrincheirado, com fossos, estacaria e estradas cobertas, obra que foi apenas esboçada e de que ainda existiam vestígios em 1766.
Do castelo, edificado ou remodelado do Séc. XIII, conserva-se a torre de menagem e duas portas, a de Estremoz e a do Celeiro.
Borba foi lugar de muitos acontecimentos notáveis da nossa história. Um dos principais foi o enforcamento do governador do castelo, Rodrigo da Cunha Ferreira, e de mais dois capitães portugueses da guarnição, no verão de 1662, após a invasão vitoriosa do exército de D. João da Áustria. Este terá mandado cometer o atroz acto como vingança pela morte de três capitães, um sargento e 20 soldados das suas forças, além de 50 feridos. A memória dos povos guardou a efeméride na tradição toponímica, com a "Rua dos Enforcados", que passou depois a chamar-se Rua Direita. Não contente com a sua represália, D. João da Áustria mandou ainda incendiar os Paços do Concelho e o Cartório Municipal, perdendo-se todos os manuscritos antigos da história de Borba.
Em 1383-1385, também Borba se viu envolvida nas campanhas da Independência, com destaque para os acontecimentos transcorridos durante a ocupação dos aliados ingleses do Duque de Lencastre e a cilada de Vila Viçosa, onde perdeu a vida Fernão Pereira, irmão de D. Nuno Álvares Pereira, que fizera quartel general em Borba e foi seu primeiro donatário, por mercê de D. João I.
Em 1483, D. Afonso Henriques, filho de D. Fernando da Trastâmara, senhor de Barbacena, foi amerceado por D. João II com a alcaidaria de Borba, então confiscada aos duques de Bragança.
Em 1665, Borba esteve ocupada por três regimentos de infantaria e um terço de cavalaria, e a população sofreu novamente o pânico da terrível invasão, que desmoronou no campo de Montes Claros, com a derrota dos exércitos de Filipe IV.
Em 1708, o general de artilharia João Furtado de Mendonça, governador da cidade de Elvas, era comendador de Borba.
Em Junho de 1711, a vila sofreu os incómodos da ocupação militar do general espanhol D. Domingos de Ceo, que impôs à população um elevado imposto de guerra.
Durante a Guerra Peninsular levantou-se em Borba um grupo de milicianos que figurou na defesa de Évora, em 29 de Junho de 1808. Pouco depois, entre 1809 e 1811, na vila se alojou uma brigada escocesa do exército anglo-luso de Beresford.

Bandeira de Borba

Heráldica

Brasão: de prata, com um castelo de vermelho aberto e iluminado do campo, acompanhado por duas sovereiras de verde troncadas de negro saintes de um terrado de negro realçado de verde, cortado de três faixas ondadas, duas de prata e uma de azul, com dois barbos de prata afrontados. Em chefe, uma cruz de Aviz de verde, acompanhada de dois crescentes de vermelho. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres «Vila de Borba» de negro.

Bandeira: de vermelho, com cordões e borlas de vermelho e de prata. Haste e lança douradas.

Selo: circular, tendo ao centro as peças das armas, sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres «Câmara Municipal de Borba».


Cultura e Turismo :

            Em termos culturais, Borba assume-se como um concelho particularmente dinâmico. As actividades culturais são abundantes e diversificadas. Anualmente realiza-se, neste concelho, um leque bastante diversificado de actividades culturais, nomeadamente, certames temáticos (Festa da Vinha e do Vinho, Feira do Queijo e Feira das Ervas Alimentares), cinema e teatro (Cine-Teatro de Borba), exposições, feiras do livro,  cursos, seminários e colóquios (Celeiro da Cultura), romarias, festas populares e religiosas (festas em honra do Senhor Jesus dos Aflitos, Santa Bárbara, S. Gregório, etc.). A estas actividades já realizadas algumas mais irão nascer, fruto da criação de novas infra-estruturas que dotaram o concelho de melhores equipamentos, nomeadamente, o Palacete dos Melos (biblioteca, videoteca, espaço internet, oficina da criança, etc.); Fórum Transfronteiriço (cursos, seminários, jornadas, exposições, palestras, simpósios), Pólo Universitário (cursos, simpósios, seminários, etc.).  Em madeira, pedra mármore, cortiça ou couro, o artesão serve-se dos materiais que tem à mão para conceber e dar corpo aos magníficos artefactos populares.
Nestas coisas, são os mais velhos os que têm mais sabedoria, mais paciência e mais tempo para dedicar à arte ímpar de criar objectos a partir de materiais típicos da região.
Trabalham as suas peças ao vivo, nos certames e nas exposições da especialidade, e demonstram enorme orgulho em ensinar a sua arte aos mais novos.





Gastronomia :

         Sopa de cação, sopa da panela, sopa de tomate, sopa de beldroegas, açorda, gaspacho, caldo verde, grãos com cardos, feijão com alabaças, sopa de hortelã, grão com arrabaças, Cação de coentrada, cação frito, Ensopado de borrego, borrego assado no forno, cozido de grão à Alentejana, feijão branco com cabeça ou orelha de porco, burras assadas, migas com carne de porco à Alentejana e na doçaria o Doce regional de Borba, sericaia, sopa dourada, pão de rala, encharcada, azevias, nógados, bolo de mel, arroz doce.