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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Viagem e visita ao concelho de Penela

Brasão de Penela

Localização

         Penela é uma vila portuguesa no Distrito de Coimbra, região Centro e sub-região do Pinhal Interior Norte e tem o cognome de Vila Presépio. O concelho de Penela tem de área cerca de 132.5 km2, englobando seis freguesias e as vilas de Espinhal e Penela, confronta a Norte com os concelhos de Miranda do Corvo e de Condeixa-a-Nova, a Sul com Ansião; a Ocidente com Soure e Ansião e a Oriente com Figueiró dos Vinhos. O concelho encontra-se inserido numa região bastante acidentada a nível morfológico, atingindo a sua altura máxima a 854 metros, sendo que o seu principal afloramento é a Serra do Espinhal, a Nascente.


História

         Localizada na encosta poente de um monte entre as cotas 230 e 290 metros, na estrada romana que ligava Coimbra a Tomar, a cerca de três dezenas de quilómetros da primeira. Etimologicamente, o termo "penela" é um diminutivo de "peña", "pena" ou "penha", e significava, em baixo latim, cabeço, monte ou rochedo. Tendo em atenção estudos feitos aos vestígios existentes, é de crer que na origem do Castelo de Penela estivesse um primitivo castro lusitano posteriormente aproveitado quando da invasão romana da península Ibérica. À história de Penela crê-se ainda estarem associadas as passagens sucessivas dos Vândalos, destruidores da fortificação construída pelos Romanos, dos muçulmanos, que tomaram o castelo no século VIII, e das tropas de Fernando I de Leão, tendo a fortificação ficado sob a responsabilidade do conde Sesnando Davides, após a conquista de Coimbra (1064), a quem se deve reedificação da fortificação de Penela. No contexto da formação da nacionalidade, a povoação recebeu o seu primeiro foral em julho de 1137, concedido por D. Afonso Henriques, constituindo-se portanto num dos Municípios mais antigos do país. A este fato (a concessão do foral) não terá sido alheia a grande importância estratégica de Penela, visando os privilégios então concedidos aos seus moradores atirarem mais população. O seu castelo é, depois do Castelo de Montemor-o-Velho, o mais amplo e forte que atualmente nos resta da linha defensiva do Mondego. Tomado pelos Muçulmanos já depois de 1137, veio a ser definitivamente reconquistado em 1148. Será, contudo, Sancho I de Portugal quem, em 1187, deu nova vida a Penela, mandando-a repovoar e reparar o seu castelo. A torre de menagem do castelo foi mandada erigir por Dinis I de Portugal, aquando de uma nova reparação do castelo. Da história do Concelho ressalta um episódio frisante do apoio popular com que contou D. João, Mestre de Avis, na crise de 1383—1385 em Portugal: sendo senhor de Penela o conde de Viana do Alentejo, D. João Afonso Telo de Meneses, partidário de D. Beatriz, casada com João I de Castela, decidiu o povo defender e apoiar o seu rei amotinando-se, sendo célebre um tal Caspirro, por ter assassinado o Conde. Logo a seguir, Penela enviou os seus representantes às Cortes de Coimbra de 1385, a fim de elegerem o Mestre, futuro D. João I. Este ao fazer doações aos seus filhos, criou o título de duque de Coimbra para o seu filho D. Pedro, destinando-lhe Penela e o seu termo. 

Bandeira de Penela

Heráldica

 Brasão - Em várias obras, que tratam da heráldica Municipal, que as armas de Penela são de azul com três torres de prata. Ora, a importância do castelo de Penela, na História de Portugal, não é tão grande que se deva representar por um castelo completo, e é naturalmente por essa razão que essa fortaleza é representada de longa data por três torres. É também razoável que a parte económica da região figure nas armas. Os naturais de Penela vivem da agricultura que produz cereais, vinho, azeite e fruta. Seria, pois, interessante que a fortaleza fosse representada por uma torre, torreada sobre penhascos acompanhada sobre quaisquer manifestações sobre a agricultura regional.

Bandeira -   Como a peça principal das armas, a torre torreada é de azul, a bandeira é desta cor. Quando destinada a cortejos ou outras cerimónias, a bandeira é de seda e bordada, devendo ter a área de um metro quadrado. Quando destinada a ser arvorada, é de fiel e terá as dimensões e julgadas necessárias, podendo neste caso dispensar a representação das armas. Como a peça principal das armas, a torre torreada é de azul, a bandeira é desta cor. Quando destinada a cortejos ou outras cerimónias, a bandeira é de seda e bordada, devendo ter a área de um metro quadrado. Quando destinada a ser arvorada, é de fiel e terá as dimensões e julgadas necessárias, podendo neste caso dispensar a representação das armas.


Cultura e Turismo

           No concelho de Penela são vários os locais de interesse turístico, dada a sua diversidade paisagística, a sua beleza natural e a sua riqueza histórica. Na Serra do Espinhal, pode-se desfrutar de uma belíssima vista para a vila de Penela e o seu castelo; ainda na mesma serra, destaca-se a cascata da Pedra Ferida; também no concelho são de se destacar as represas naturais da Louçainha, com piscinas naturais e um parque de merendas. A nível de unidades museológicas, destacam-se no concelho de Penela, o Museu e a Estação Arqueológica do Rabaçal e o Museu de Arte Sacra de Penela. 
  
                                                                                                                      Pedra da Ferida 
 Pedra da Ferida 




Gastronomia

          A gastronomia de Penela é muito rica e variada. Entre os diversos produtos utilizados na gastronomia local, destacam-se o saboroso Queijo do Rabaçal, o mel da serra, as nozes e os vinhos.



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Viagem e visita ao concelho de Soure

Brasão de Soure

Localização :

        Integrado no distrito de Coimbra, o concelho de Soure abrange uma área de 263.9 km2, sendo constituído por quinze freguesias e pelas vilas de Alfarelos e Soure. Soure tem como limites a Norte e a Noroeste o concelho de Montemor-o-Velho; a Leste o de Penela e Condeixa-a-Nova; a Sudeste o concelho de Ansião, a Sul o de Pombal e a Oeste o da Figueira da Foz. O concelho é banhado pelos rios Anços, Arão e Arunca, afluentes do rio Mondego e é dominado em grande parte pelas serras do Sicó e do Rabaçal. 



História

         Segundo a tradição, a primitiva povoação de Soure foi um importante aglomerado romano localizado na margem esquerda do rio Anços, tendo estado sobre o domínio de Conímbriga. Desses tempos, chegaram até aos nossos dias várias moedas de imperadores romanos, bem como alguns indícios toponímicos que confirmam a ocupação romana. O exemplo parte do topónimo principal do concelho que aparenta ter origens romanas, tratando-se de um nome próprio pessoal. Das referências escritas mais antigas sobre Soure destaca-se a obra A Vida de S. Martinho de Soure, escrita na segunda metade do século XII por um eclesiástico local a pedido de um presbítero de nome Mendo. Trata-se de uma biografia do dito S. Martinho, em que o autor fornece elementos muito importantes para a história de Soure. Por ela percebemos que o castelo de Soure foi libertado dos mouros aquando da libertação de Coimbra e reconstruído e repovoado pelo Conde D. Sisnando. Tendo Soure sido submetida a novas investidas por parte dos mouros, D. Teresa de novo a repovoou e concedeu foral, em 1111, nomeando príncipe do seu castelo Gonçalo Gonçalves e encarregando os cónegos Martinho Árias e seu irmão Mendo de reedificarem a igreja que então se encontrava destruída. Segundo consta, a Ordem dos Templários, durante o último período de reinado de D. Teresa, havia recebido desta o governo do senhorio do castelo de Soure. A 18 de Março de 1129, D. Afonso Henriques fez doação desse castelo à mesma ordem e confirma o foral passado em 1111. Mais tarde, em 1217, também D. Afonso II confirma o foral de Soure que recebeu nova confirmação de D. Afonso IV e de D. Manuel I, a 31 de Fevereiro de 1513. No termo do atual concelho de Soure existiram outros concelhos, ou parte deles, até ao século XIX, como o de Vila Nova de Anços, o de Santo Varão, o da Abrunheira, Verride e o de Rabaçal, extintos em 1853, sendo que algumas das freguesias que os compunham foram anexadas a Soure.

Bandeira de Soure

Heráldica

Brasão: de vermelho, com uma águia de vôo abatido de ouro, realçada de negro, bicada e sancada de negro. Em chefe, um sol de ouro e um crescente de prata. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres «Vila de Soure» de negro.

Bandeira: esquartelada de amarelo e negro. Cordões e borlas de ouro e de negro. Haste e lança douradas.

Selo: circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicações dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres «Câmara Municipal de Soure».

Cultura e Turismo

            O concelho de Soure é detentor de um grande acervo etnográfico e arquitetónico, o que o dota de grande potencialidades turísticas. O castelo de Soure, testemunho de grandes batalhas, é um dos locais de referência do concelho; edificado por volta de 1043, este castelo é um exemplar único da arquitetura proto-românica. Um outro local de grande beleza no concelho é o Monte de Rabaçal, de onde se pode apreciar uma bela vista sobre Soure e a área circundante.

                                                                                                               Monte de Rabaçal 










Gastronomia :

           Em termos de gastronomia do concelho de Soure é de destacar principalmente a doçaria, com o afamado pão-de-ló e os biscoitos de azeite.

                                                                                                                         Biscoitos de Azeite
 
Pão de Ló de Soure

       

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Viagem e visita ao concelho da Figueira da Foz

Brasão de Figueira da Foz

Localização

        Administrativamente, o concelho da Figueira da Foz é composto por 18 freguesias, pelas vilas de Alhadas, Maiorca e Paião, e pela cidade da Figueira da Foz. Está integrado no distrito de Coimbra, na Região da Beira-Litoral e faz fronteira a Norte com o concelho de Cantanhede, a Sul com Pombal, a Leste com Montemor-o-Velho e Soure; e a Oeste com o Oceano Atlântico. O território concelhio é atravessado pelo rio Mondego de cuja rede hidrográfica fazem parte as lagoas de Salgueiros, Vela, Braças, Corvos e Leirosa. É conhecida por ser considerada a "Rainha da Costa de Prata" pelas suas praias extensas, recentemente o Cabo Mondego, um promontório na Serra da Boa Viagem nos arredores da Figueira da Foz, foi declarado Monumento Natural Nacional. A Figueira da Foz fica, portanto, situada no litoral atlântico, junto à foz do Rio Mondego e estendendo-se até ao Cabo Mondego, candidato a Património Mundial[2] por ser um lugar exemplar do jurássico de rara visibilidade.[3] É um dos centros turísticos mais importantes de Portugal, com um dos maiores casinos do país, o mais antigo de toda a Península Ibérica e único na região Centro, o Casino Figueira, uma praça de touros, um enorme areal com equipamentos lúdicos e desportivos, onde, de 1997 a 2004, se realizou o Mundialito de Futebol de Praia e etapas dos principais circuitos de frisbee (jogo do disco) e uma animada vida noturna  Foi também palco, em Outubro de 2009, do Enduro, um campeonato mundial de motociclismo fora de estrada. A cerca de dez quilómetros da cidade, já no limite do concelho e próximo de Montemor-o-Velho localiza-se o Sítio Classificado dos Montes de Santa Olaia e Ferrestelo com a estação de escavação mais importante do trabalho do arqueólogo figueirense António dos Santos Rocha. Encontrou monumentos e objetos da Idade do Ferro. No monte encontra-se ainda a capela de Santa Eulália com vista deslumbrante sobre os arrozais do Mondego aos seus pés, a maior parte dos veraneantes vêm de Coimbra, Beiras e sobretudo de Espanha (Estremadura, Leão e Castela e da Comunidade de Madrid), sendo que muitos destes têm a Figueira da Foz como a sua segunda residência. A população ativa reparte-se entre as várias atividades económicas da região, com destaque para a pesca, indústria vidreira, atividades ligadas ao turismo, construção naval, produção de celulose, indústria de sal e, como não podia deixar de ser, a agricultura. Mas quase tudo tem a ver com o turismo, sem o qual a cidade morreria.




História

        Lugar de ocupação humana muito antiga, fez parte do reino suevo, e mais tarde viria a ser conquistada aos mouros aquando a conquista de Coimbra por Fernando Magno em 1064, integrando o Reino de Leão e consequentemente o Condado Portucalense. A Figueira da Foz conheceu um grande crescimento no século XVIII devido ao movimento do porto e ao desenvolvimento da indústria de construção naval. Foi elevada à categoria de vila em 1771. Continuou a crescer ao longo do século XIX devido à abertura de novas vias de comunicação e à afluência de veraneantes. Em 20 de Setembro de 1882, foi elevada à categoria de cidade. Nos finais do século XIX e início do século XX construiu-se o chamado Bairro Novo, de malha regular, onde se instalaram os hotéis, o casino, restaurantes, bares noturnos e alguma atividade comercial. Outro local onde a atividade comercial é evidente é na Rua da República, que liga a zona de entrada da cidade (via Estação dos caminhos-de-ferro) à zona mais central da cidade. Nos últimos tempos foram construídos supermercados e hipermercados na zona mais periférica da cidade. Devido às condições naturais e ao equipamento turístico, a Figueira da Foz impôs-se como estância balnear não apenas para a zona centro de Portugal, mas também para famílias abastadas alentejanas e espanholas. A Figueira da Foz é conhecida como a "Rainha das Praias de Portugal". Foi próximo desta localidade que, no início do século XIX, desembarcaram as tropas inglesas comandadas por aquele que mais tarde seria Duque de Wellington que vieram ajudar Portugal na luta contra as Invasões Francesas. O Casino da Figueira da Foz foi inaugurado em 1927, sendo assim o mais antigo casino da Península Ibérica, a 30 de Janeiro de 1928 a Câmara Municipal da Figueira da Foz foi feita Comendadora da Ordem de Benemerência e a 31 de Dezembro de 1932 Grande-Oficial da Ordem da Instrução Pública. Em 1982, ano em que se comemorou o Primeiro Centenário da Elevação a Cidade da Figueira da Foz, foi inaugurada a Ponte Edgar Cardoso, que veio substituir a ponte antiga (que não permitia que embarcações passassem sob si). A nova ponte, que rapidamente se transformou num ex-libris da cidade, é considerada uma das mais bonitas e imponentes do país. Foi, recentemente, alvo de profundas obras de remodelação. A 6 de Julho desse ano a Cidade da Figueira da Foz foi feita Membro-Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.

Bandeira de Figueira da Foz

Heráldica

Brasão: de azul, com um navio de negro realçado de ouro, mastreado e encordoado de negro e vestido de prata, vogando sobre cinco faixas ondadas, três de prata, uma de verde e outra de azul. Em chefe, um sol de ouro. Orla de prata, com oito folhas de figueira de verde, carregadas cada uma de fruto de ouro. Coroa mural de prata de cinco torres. Listel branco, com os dizeres, a negro: «Cidade da Figueira da Foz».

Bandeira: quarteada de quatro peças de amarelo e quatro de verde. Coroa e borlas de ouro e verde. Lança e haste douradas.

Selo: circular, tendo ao centro as peças das armas, sem indicação dos esmaltes, e em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres «Câmara Municipal da Figueira da Foz».

Cultura e Turismo

       O concelho da Figueira da Foz é conhecido pelas suas praias de areia fina, bastante concorridas na época estival e pelo seu casino; no entanto, são várias as atrações turísticas deste concelho, como as salinas de Morraceira, os seus monumentos históricos, as suas festividades e tradições gastronómicas. A Torre do Relógio (situada em frente à Esplanada Silva Guimarães, na Praia do Relógio e não Praia da Claridade) é, igualmente, uma das referências da cidade, bem como o Forte de Santa Catarina. Situa-se também nesta cidade o Palácio Sotto-Mayor, que marca história numa zona mais central da Figueira da Foz. O Parque das Abadias é um dos "pulmões" da cidade e um local de lazer, onde se realizam algumas provas de corta-mato e várias iniciativas com vista a proporcionar momentos agradáveis aos cidadãos do concelho. Este Parque atravessa a cidade ao meio, indo desde a zona norte da cidade até ao Jardim Municipal, que sofreu, recentemente, intervenções de remodelação. A Figueira da Foz foi palco do Mundialito de Futebol de Praia entre 1997 e 2004, o Festival Internacional de Cinema da Figueira da Foz teve a sua primeira edição em 1972, tendo sido realizado pela última vez em 2002.

                                                                                               Salinas da Morraceira
Parque das Abadias 

Gastronomia

           Da tradição gastronómica do concelho da Figueira da Foz, o destaque vai em grande medida para os pratos de peixe e mariscos, sendo de se destacar: os búzios com grão de bico, o caranguejo da pedra grelhado, a lagosta cozida, as percebas cozidas, a santola à pescador, o arroz de tremelga, as cabeças de bacalhau, o congro com ervilhas e o tamboril à Buarcos. Dos pratos de carne são famosos os borrachos de cebolada, o pato estufado, a galinha do campo assada no forno e os torresmos. Na doçaria tradicional, o destaque vai para o bolo de sangue, para as brisas da Figueira e para as papas de moado.

                                                                                                          Congro com ervilhas
Congro com  ErvilhasBroas Doces
Broas doces

Caranguejo Grelhado
Caranguejo grelhado