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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Figueira de Castelo Roidrigo

Brasão de Figueira de Castelo Rodrigo

Localização : 

           Figueira de Castelo Rodrigo é um concelho do distrito da Guarda, com uma extensão de 508.6 km2, abrangendo na sua área administrativa 17 freguesias. A Norte o rio Douro serve de fronteira com o concelho de Freixo de Espada à Cinta; a Noroeste, com o concelho de Vila Nova de Foz Côa; a Sul, o concelho de Figueira de Castelo Rodrigo é limitado pelos concelhos de Almeida e Pinhel; e a Nascente faz fronteira com a Espanha, tendo o rio Águeda a servir de limite. Para além dos rios mencionados, o concelho é ainda banhado pelo rio Côa e por várias ribeiras, entre as quais se destacam a ribeira de Aguiar que desagua no rio Douro e a ribeira de Avelal, afluente do rio Côa. Os pontos mais altos do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo são na Serra da Marofa, a 977 metros de altitude, a Serra da Viera, Castelo Rodrigo, com 821 metros, a Serra de Nave Redonda e a Serra da Caldeireira, sendo o seu ponto mais baixo em Barca d'Alva, junto ao rio Douro.



História : 

            O território que compõe o atual concelho de Figueira de Castelo Rodrigo foi ocupado desde épocas bastante remotas, sendo vários os vestígios da ocupação de diferentes povos, pelas várias freguesias do concelho. Um dos mais importantes vestígios sobre a ocupação primitiva da região encontra-se em Vale de Afonsinho, tratando-se de uma gravura de arte rupestre que representa um motivo zoomórfico do estilo Magdalense. A ocupação romana por toda a área do concelho foi bastante intensa a partir do século I d.C., tendo sido descobertos vestígios que apontam para a existência de pelos menos nove "villas" romanas. Foram também encontrados vários vestígios dessa época por todo o concelho, entre os quais se destacam: a "Torre das Águias", cuja construção remonta ao século II d.C., e que foi inicialmente um templo romano posteriormente adaptado para atalaia militar; e a ponte romana de Escalhão, integrada numa antiga via medieval de acesso a Trás-os-Montes e em antiga via de peregrinação a Santiago de Compostela. Escalhão é freguesia de instituição remota, que se situa na margem esquerda do rio Águeda, zona onde outrora existiu um castro luso-romano. É bastante a arqueologia das imediações para provar o remoto povoamento do território desta freguesia, por exemplo, a estância arqueológica da antiga cidade romana "Caliábria". Figueira do Castelo Rodrigo foi até 25 de Junho de 1836 uma simples freguesia do concelho de Castelo Rodrigo. Castelo Rodrigo teve povoamento em épocas remotas; esteve sob o domínio árabe, como o atestam a cisterna do castelo e outros achados arqueológicos; porém, o seu povoamento é mais remoto ainda, pois antes dos Árabes, a colina de Castelo Rodrigo foi povoada por outros povos, como os Túrdulos, povo que habitava a Bética, antiga província da Espanha meridional, a leste da Turdetânia - Andaluzia. Diz a tradição que depois de conquistada pelos Túrdulos, pelos Mouros e Romanos, a povoação e toda a região em que se insere, terá sido repovoada pelo Conde Rodrigo Gonzalez Girón, ainda antes do início da Nacionalidade e que terá mesmo adquirido o nome do distinto repovoador, "Rodrigo"; o topónimo terá adquirido um primeiro elemento, "Castelo", pela posterior edificação de um reduto no local. Em 1170, Castelo Rodrigo foi conquistada aos Mouros por D. Afonso Henriques, que depois a perdia novamente para os Sarracenos, para ser mais tarde, definitivamente reconquistada, por D. Sancho I, quando provavelmente já se encontrava fortificada. O mesmo monarca viria a dar-lhe foral a 11 de Setembro de 1209. D. Dinis, "O Lavrador", reconstruiu-a e cercou-a de fortes muralhas; contudo, a povoação de Castelo Rodrigo viria a ser muito danificada durante a Guerra da Independência, chegando mesmo a um estado de despovoamento. Julga-se que terminada a guerra, terá sido D. João I a infligir um castigo a Castelo Rodrigo, em virtude de os seus habitantes terem mantido fidelidade a D. Beatriz, legítima herdeira do trono português; o castigo obrigava Castelo Rodrigo a ostentar as suas armas reais com o escudo de elmo invertido. A povoação e fortaleza de Castelo Rodrigo foram reedificadas por D. Manuel I, em 1509 e pelo mesmo elevada a concelho, por via de Foral Novo dado a 25 de Junho de 1508. Em 1758, conforme informou o reitor José Ferreira, Castelo Rodrigo encontrava-se reduzida a uma pequena povoação de ruas sinuosas, íngremes e de casas espartilhadas pelas velhas muralhas da fortaleza medieval, começando a perder importância e a entrar em decadência; por esta razão , a sede foi posteriormente transferida para Figueira. até 25 de Junho de 1836, data em que recebeu foro de vila, Figueira foi uma simples freguesia do concelho de Castelo Rodrigo, que gozou dos seus privilégios dados pelos forais de 11 de Setembro de 1209 e 25 de Junho de 1508. A freguesia passou a chamar-se de Figueira de Castelo Rodrigo, não só para a distinguir de outras "Figueiras", mas também para perpetuar a memória da antiga sede. Dos tempos de cabeça de condado, de marquesado e de concelho de Castelo Rodrigo resta um vasto e valioso património cultural, do qual se destacam: as ruínas das muralhas, o pelourinho, considerado Monumento Nacional; a Igreja Matriz, o Convento de Santa Maria de Aguiar, as capelas de Santiago e da Serra da Marofa, a estátua de Santo Amaro, as fontes da Vila, da Nave Redonda e da Ferrada; os fontanários da Casqueira e dos Frades, o paiol da pólvora, o palácio Cristóvão Moura, a torre do relógio e alguns cruzeiros.

Bandeira de Figueira de Castelo Rodrigo

Cultura e Turismo : 

            O concelho de Figueira de Castelo Rodrigo tem vários locais de interesse para o turista: a belíssima paisagem das amendoeiras em flor; a extraordinária panorâmica que se pode apreciar do alto da Serra da Marofa; o burgo medieval de Castelo Rodrigo; a igreja do Escalhão e o convento de Santa Maria de Aguiar, entre muitos outros atrativos.  O Alto da Serra da Marofa, a 977 metros de altitude, é um local de grande interesse, tanto pela vista panorâmica que proporciona, como pelo património arquitetónico que oferece; nele se destaca a imagem escultórica do Cristo-Rei e as capelas dos Mistérios do Rosário.   





Gastronomia : 

               Da gastronomia tradicional do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo destacam-se as morcelas, os farinheiros, os presuntos fumados, os buchos de porco recheados, o cabrito e o borrego assado, a feijoada de torresmos e o bacalhau assado com batatas a murro.



terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Viagem e visita a Freixo de Espada à Cinta

Brasão de Freixo de Espada à Cinta

Localização : 

         O concelho de Freixo de Espada à Cinta está integrado no distrito de Bragança, com 244,49 km2,  abrangendo administrativamente seis freguesias, uma das quais com sede em vila (Freixo de Espada à Cinta). O concelho é limitado pelo rio Douro a Leste que o separa da província espanhola de Salamanca; e a Oeste e a Norte faz fronteira com os concelho de Torre de Moncorvo e Mogadouro. A sua área florestal é composta maioritariamente por carvalho português e azinho. A nível de clima, o concelho está dividido entre a Terra Quente, na zona ribeirinha, junto ao Douro e seus afluentes; e a Terra Fria de características mais trasmontanas.



História : 

          O povoamento de Freixo de Espada à Cinta deverá ser anterior à era cristã, a julgar por testemunhos da arqueologia viva, como é o caso das oliveiras, pelo menos duas vezes milenares, bem frequentes na área da freguesia sede de concelho, e que só podem ter sido introduzidas por Romanos ou Gregos; outro facto que comprova a antiguidade do povoamento, são as referências históricas anteriores a Cristo, como é o caso de Octávio César Augusto quando, ao demarcar a Citerior, refere que ela vai "em direitura ao Rio Douro, Junto ao Freixo". A própria toponímia poderá ser também uma referência para a antiguidade do povoamento, podendo-se mencionar, a título de exemplo, o topónimo "Congida", que teve origem em"congius", que era 1/8 de ânfora da distribuição de vinho, trigo e azeite que o Senado fazia ao povo de Roma. Os Romanos, quando povoaram Freixo, deveriam ter lá encontrado as populações acontonadas no antigo castro, no atual lugar do cemitério; essas populações primitivas deveriam viver da caça, pois a região deveria ser abundante não só em flora, como também em fauna. Uma das lendas conta que a vila terá sido fundada por um fidalgo de apelido Feijão, primo de S. Rosendo que morreu em 977 e que terá obtido o seu nome por este trazer por armas um freixo e uma espada; uma outra lenda conta que um capitão godo, de nome Espadacinta, chegou àquele sítio cansado da batalha e descansou à sombra de um freixo que aí existia; no entanto, a lenda mais conhecida é a "Lenda de Freixo de Espada à Cinta", segundo a qual D. Dinis, após batalhar para castigar os correligionários de seu filho D. Afonso, que viria a ser D. Afonso IV de Portugal, foi descansar à sombra de um enorme freixo, no qual prendeu a sua espada; durante o sono, D. Dinis teve a visão de um velho Rei Visigodo, de grandes barbas brancas, que lhe deu alguns conselhos para que ouvisse mais a Rainha D. Isabel, sua esposa e para que fizesse as pazes com seu filho porém com a excitação dos conselhos, D. Dinis acordou e não ouviu o velho até ao fim; no entanto, ao acordar, reparou que o velho freixo à sombra do qual se deitara era bastante semelhante com o velho rei visigodo, não só pelo seu aspecto, mas também pelo facto da sua espada estar presa no tronco, daí se ter espalhado por toda a região a história do velho "Freixo de Espada à Cinta". Acrescente-se que realmente o velho Visigodo tinha razão nos seus conselhos, porém, como D. Dinis não o ouviu até ao fim, não foi capaz de manter a paz com seu filho durante muito tempo. Já no tempo de D. Afonso Henriques, Freixo era bastante populosa, porém, o monarca que tornou Freixo mais célebre e memorável foi D. Dinis, não só por honrá-la com a sua presença, mas também pelas suas obras; D. Dinis mandou reconstruir o castelo, com duas soberbas torres, das quais apenas resta torre heptagonal, ou Torre do Galo, considerada Monumento Nacional, e mandou construir também a igreja de devoção a S. Miguel Arcanjo, toda de cantaria lavrada e abóboda. Atualmente conservam-se ainda a igreja e algumas ruínas do castelo; de referir que as obras da igreja, começadas por D. Dinis, foram concluídas apenas no século XVII. A paróquia de S. Miguel de Freixo de Espada à Cinta foi uma vigairaria da apresentação "ad nutum" da Mitra, passando depois a reitoria.

Bandeira de Freixo de Espada à Cinta

Cultura e Turismo  : 

                São vários os locais de interesse turístico no concelho de Freixo de Espada à Cinta, destacando-se a esse nível o conjunto agro-turístico da Quinta da Boavista; os miradouros de "Penedo Durão", Lagoaça, Alto Pirocão e o Cabeço de Nossa Senhora dos Montes Ermos; a praia fluvial de Congida; e o circuito da Ribeira de Santiago. Um outro atrativo deste concelho são as amendoeiras em flor, que conferem ao concelho, ao chegar ao mês de Março, tons de rosa e branco. Freixo de Espada à Cinta é também bastante rico ao nível patrimonial, sendo vários os monumentos de interesse a visitar neste concelho, entre os quais o Castelo ou Torre do Galo com a Torre Heptagonal; a Igreja Matriz, cujos paineis do retábulo são atribuídos a Grão Vasco; o Pelourinho, de estilo manuelino; o Castelo de Alva e o convento de S. Filipe de Neri. 



Gastronomia : 

            Na gastronomia do concelho de Freixo de Espada à Cinta são característicos: as empadas, os enchidos (alheira, salpicão e chouriços de carne), lascas de bacalhau cru ou assado, bacalhau cozido com azeite e a bôla de azeite e queijo. Na doçaria, o destaque vai para os doces com ovos e amêndoa, os doces de chila com amêndoa, os arrepelados e amêndoa coberta.

Alheiras




        

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Vila Nova de Foz Côa

Brasão de Vila Nova de Foz Coa

Localização : 

             O concelho de Vila Nova de Foz Côa está situado no extremo Norte do distrito da Guarda e faz fronteira a Norte com o rio Douro que o separa dos concelhos de Torre de Moncorvo e Carrazeda de Ansiães; a Sul, é limitado por Figueira de Castelo Rodrigo e Meda e a Sudoeste por S. João da Pesqueira. Abrange uma área de 395.9 km2, distribuída por 17 freguesias. O clima do concelho caracteriza-se por ser temperado, com Verões muito quentes e Invernos frios, com temporadas em que chegam a ser atingidas temperaturas muito baixas, provocadas por massas de ar frio vindas de Norte ou Leste. Os mais importantes recursos hídricos deste concelho, são o rio Douro e o rio Coura; este último nasce na Serra da Malcata e desagua no rio Douro, a alguns quilómetros de Pocinho. Perto da foz, a sua bacia hidrográfica está limitada a nascente pela ribeira de Aguiar e a poente pelas ribeiras de Centieira e do Vale da Vila.



História : 

          As origens do povoamento do território que corresponde ao atual concelho são bastante recuadas, sendo que descobertas recentes remontam o povoamento ao paleolítico. Em lugares como Canada do Inferno, Vale de Figueira, Vale de José Esteves e Vale Cabrões foram encontradas gravuras do Paleolítico e de períodos posteriores que marcam bem a presença humana na área que hoje é o concelho de Vila Nova de Foz Côa. Os conjuntos artísticos do paleolítico encontrados no Côa situam-se nas vertentes viradas ao rio ou aos seus afluentes. No ponto de vista estilístico, a arte paleolítica do Côa apresenta uma característica particular que se trata da associação de duas ou três cabeças ao corpo de um mesmo animal, na tentativa de transmitir a ideia de movimento. Esta técnica está muito bem documentada na Penascosa e na Quinta da Barca, como anteriormente se referiu, mas há também alguns exemplos de excelente qualidade na Canada do Inferno. A Canada do Inferno fica num troço em que o rio percorre um vale profundo, com um encaixe de cerca de 130 metros e nessa zona já inventariadas trinta e seis rochas gravadas, a maior parte das quais está submersa a pouca profundidade desde 1983 em consequência da construção da barragem do Pocinho, cuja albufeira penetra pelo vale do Côa acima até cerca de 6 km a montante da confluência com o Douro. Como particularidade, assinala-se a existência de vários peixes gravados em duas das rochas deste núcleo, por picotagem, noutra por incisão filiforme. Há também gravuras de estilo pós-paleolítico comparáveis a algumas encontradas no vale do rio Tejo, representando veados e cabras. O concelho de Vila Nova de Foz Côa, onde prosperou a civilização castreja cujas reminiscências permanecem na orografia e na toponímia do seu território, possui diversos monumentos de vigia e defesa, entre eles os interessantes castelos de Castelo Melhor, Castelo Velho (de Freixo de Numão) e Numão. O castelo de Numão, pertencia, em 960, a D. Châmoa Rodrigues que o doou ao convento de Guimarães, e terá sido reconquistado por Fernando I, o Magno, de Leão, em 1055. Deve ter sido D. Dinis que, aforando Aldeia Nova, lhe teria dado o título municipal de Vila Nova de Foz Côa. A 21 de Maio de 1299, esse monarca outorga o primeiro foral, sendo que a 24 de Julho de 1314 lhe é atribuído o segundo foral. Nos finais do reinado de D. Dinis existiam no território do atual concelho as paróquias de Santa Maria de Aldeia Nova; Santa Maria de Cedovim, Santa Maria de Muxagata, S. Pedro de Numão (Freixo); Santa Maria de Numão; Santa Maria de Sebadelhe; Santa Maria de Vale do Boi e Santa Maria da Veiga. Alguns destes oragos posteriormente mudaram e algumas das freguesias foram extintas. A freguesia de Santa Maria de Aldeia Nova é a da atual vila e era a mais pobre de todo o território do atual concelho, pois aparece taxada em 20 libras. A 25 de Julho de 1377, D. Fernando, escrevendo ao meirinho de Trás-os-Montes, João Rodrigues de "Portocarreiro", concede a Torre de Moncorvo a adua de Vila Nova de Foz Côa. Na altura vivia-se então uma guerra com os espanhóis e essa vila assumia o papel de defensáculo principal dessa região. O papel desempenhado por Moncorvo foi prejudicial para Vila Nova de Foz Côa que foi integrada no seu termo pelo Regente Mestre de Avis. Posteriormente, Vila Nova de Foz Côa assume o seu lugar de concelho, recebendo a confirmação dos seus privilégios por D. Duarte e por D. Afonso V e recebendo foral novo de D. Manuel I, em 16 de Julho de 1514. Cumpre dizer que a freguesia de Numão foi sede de um vasto concelho chamado Freixo de Numão por se ter mudado a sede para esta freguesia do seu termo, sendo que o concelho de Vila Nova de Foz Côa tem neste concelho, pela sua extensão e tradições, uma representação histórica. A 12 de Julho de 1997, por Decreto-lei n.º 41/97, Vila Nova de Foz Côa foi elevada à categoria de cidade.


Bandeira de Vila Nova de Foz Coa

Cultura e Turismo :

             São vários os atrativos turísticos do concelho de Vila Nova de Foz Côa que aliam os valores patrimoniais do concelho e a sua beleza paisagística, sendo de se destacar os vales e planaltos de Almendra, Castelo Melhor, Alto das Seixas, Vale de Mós e Santo Amaro e de Muxagata. Existem por todo o concelho vários miradouros de onde se pode desfrutar as bonitas paisagens da região. São então de mencionar os miradouros de: Nossa Senhora do Viso, em Custóias, onde se situa a capela de Nossa Senhora do Viso, a uma altitude de 813 metros; Santa Bárbara, em Mós; S. Martinho, em Seixas, onde se tem uma vista panorâmica sobre o Rio Douro (zona do Vesúvio); S. Gabriel, em Castelo Melhor, com uma vista sobre o vale do Côa; Mata dos Carrascos, em Santo Amaro onde se consegue ver a ponte e a barragem do Pocinho, Vila Nova de Foz Côa e o concelho de Torre de Moncorvo; e Arnozelo, em Numão. Ao nome de Foz Côa anda hoje associada a descoberta, nos vales dos rios Côa e Douro, de um elevado número de gravuras rupestres do Paleolítico Superior. De facto, o vale do rio Côa constitui um local único no mundo por apresentar manifestações artísticas de ar livre nomeadamente o maior conjunto de figurações paleolíticas de ar livre, até hoje conhecidas. Apesar da existência de vários "sítios" com gravuras, encontram-se organizadas as visitas aos núcleos da Canada do Inferno, Penascosa, e Ribeira dos Piscos. A gestão das visitas às gravuras é feita pelo Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC), sediado em Vila Nova de Foz Côa, junto do qual devem ser feitas as respectivas inscrições para o efeito. Ao nível de unidades museológicas, destaca-se o Museu da Casa Grande de Freixo de Numão, instalado num palácio barroco do século XVIII e que alberga um acervo arqueológico e etnográfico de grande interesse.



Gastronomia : 

             Da gastronomia tradicional de Vila Nova de Foz Côa destacam-se as migas de peixe, o fumeiro, a salada de azedas, as omoletes de espargos silvestres e o cabrito assado. Na doçaria, as principais iguarias são os doces de amêndoa, as súplicas, as lampreias de ovos e ainda os "coscorões", os folares e as bolas toscas, livradas e picadas.