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sábado, 1 de dezembro de 2012

Casa da Gaiba - Ponte de Lima


Na freguesia de Estorãos, uma das mais cativantes e tranquilas aldeias da região de Ponte de Lima, encontra-se a Casa da Gaiba, uma construção de pedra restaurada para turismo no espaço rural. Esta antiga casa agrícola, harmoniosamente recuperada, com ambiente rústico insere-se na beleza do campo, reunindo as condições para uma estadia de sonho. A casa carinhosamente decorada com ideias criativas e artesanato da região, dispõe de cozinha, sala e dois quartos confortáveis. O jardim com belo pátio convida para desfrutar de momentos de pôr-do-sol ou de pura contemplação da paisagem, bem perto do rio de Estorãos, deslumbrando as serras de Arga e de Antelas ou partindo à descoberta da Área Protegida da Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos.
Oferece um conjunto de atividades, desde passeios pedestres, de bicicleta, beneficiando um enquadramento de perfeita comunhão com a natureza.

Tipo: Casas Rústicas
Proprietário: João António da Cunha Rodrigues Cruz
Contactos: Email Gaiba@solaresdeportugal.pt
Alojamento: 1 alojamento(s) Apt. x4 - 130 EUR/noite


Como Chegar : 

            Do Porto tome a auto-estrada A3 em direção a Braga/Valença, ao km 76 para Ponte de Lima. Logo após sair da auto-estrada vire à direita para Ponte de Lima. Percorridos 3 km encontrará uma rotunda que deverá contornar e seguindo em frente. 2 km depois encontrará uma nova rotunda, vire à direita e após 1 km encontrará outra rotunda. Seguindo em frente, atravesse a ponte e siga em direção a Viana. Cerca de 3 km depois de Ponte de Lima, em Santa Comba, vire à direita seguindo as indicações de ”Estorãos”, ”Moreira do Lima” e ”Cabração”. Siga até Moreira do Lima (4km). Em Moreira do Lima vire à esquerda numa placa azul, seguindo a indicação de Estorãos. Continue até encontrar uma pequena ponte românica. Antes da ponte vire à esquerda e encontrará a Casa da Gaiba 200 m depois à direita.

Coordenadas GPS 
N 41 ° 47 '04.5 "
W 08 ° 38 '34.0 "

EQUIPAMENTO E CARACTERÍSTICAS

  Caça  Estacionamento  Fala-se espanhol
  Fala-se francês  Fala-se inglês  Jardins
  Passeios a Pé  Pesca 



Um pouco de História sobre a casa :  

            Estorãos é uma das mais cativantes e tranquilas aldeias da região de Ponte de Lima. E é neste ambiente, ideal para quem procura sossego e beleza natural, que se encontra a Casa de Gaiba. 
O edifício é uma construção de pedra, com cobertura de telha, restaurada a partir de uma antiga casa agrícola, que se ergue junto à ribeira de Estorãos, num vale frondoso entre as serras de Arga e de Antelas, numa zona rica em vestígios do passado. Encontra-se rodeado por um recinto vedado e por um jardim bem cuidado, onde um alpendre envidraçado, com poltronas de vime, oferece inúmeras oportunidades de descanso, sob a protecção de uma bonita talha de pedra. Mais resguardado, encontra-se um pequeno pátio, também com um minúsculo alpendre, que dá entrada directamente para a cozinha. 
A entrada principal dá para uma ampla sala comum, com um canto presidido pela lareira, e a cozinha situa-se ao pé da sala e dispõe de uma zona destinada aos pequenos-almoços. Uma bonita escada de madeira conduz ao andar superior, dividido em dois amplos quartos de dormir, em mansarda, ambos com casa de banho. 
Por toda a casa, a decoração é acolhedora, com um mobiliário rústico que exibe as formas e torneados característicos da zona. A sala dispõe de uma grande mesa, de um aparador e de uma cantoneira, com algumas peças de cerâmica. 
A cozinha conserva móveis curiosos, como um suporte para pratos em madeira, e a velha lareira de pedra, decorada com alguns objectos tradicionais da região. 
Dispondo de um apartamento para quatro pessoas, a Casa de Gaiba é uma construção rústica que sofreu uma excelente recuperação e aproveitamento de modo a receber, com afabilidade, quem procura a beleza da região. 


Viagem e visita ao concelho de Paredes

Brasão de Paredes

Localização :

                  Com uma área de aproximadamente 156 Km2, o concelho de Paredes compreende 24 freguesias, fazendo fronteira a Norte com o concelho de Paços de Ferreira, a Nordeste com o de Lousada, a Oeste com Valongo, a Sudoeste com Gondomar e a Este com o concelho de PenafielEsta é uma região bastante rica em termos de recursos hidrológicos, sendo o concelho de Paredes atravessado por vários cursos de água, entre os quais os rios Sousa e Ferreira. O rio Sousa banha parte do seu território a Nascente, enquanto que o rio Ferreira o percorre de Norte para Poente. 


História : 

                 O povoamento do território a que hoje corresponde o concelho de Paredes é bastante remoto, recuando até aos povos nómadas que primitivamente chegaram a esta região. Contudo, muitos dos vestígios que atestavam a sua passagem por este local não chegaram até aos nossos dias, devido à ação destruidora do tempo, salvando-se apenas, em algumas freguesias do concelho, vestígios pré-históricos deste tipo de habitat, principalmente os que estavam relacionados com os cultos funerários destes povos. Exemplos a salientar são a mamoa de Brandião, referida nas Inquirições de 1258 como termo de demarcação, na terra de Aguiar de Sousa, e o dólmen de Vandoma. Relativamente a Vandoma, esta freguesia tornou-se uma chave fundamental na compreensão da História do concelho, no sentido em que foi um importante ponto de surgimento de vestígios pré-históricos, nomeadamente em relação à cultura castreja. Durante o século VIII, o espaço que constitui o atual concelho de Paredes esteve integrado no vasto território de Anégia. Conquistada aos mouros por Afonso I das Astúrias, estas terras começaram a ganhar uma importância defensiva significativa e à região começaram a convergir movimentos migratórios quer das Astúrias quer do atual centro do país, o que trouxe grandes mudanças em termos de organização e exploração da terra. Por volta do século X, existiu nesta região um importante castelo em Aguiar de Sousa que tinha a responsabilidade de administrar uma vasta região. Também documentados estão os castelos de Vandoma e Baltar que defendiam as terras circundantes, desde Rebordosa e Vilela a CeteA origem de Paredes está intimamente ligada ao Julgado de Aguiar de Sousa, um dos mais poderosos julgados de Entre Douro e Minho. As Inquirições de 1220 e de 1258, referem este julgado e dão importantes referências relativas aos primeiros tempos de Aguiar de Sousa como espaço político e administrativo independente. Segundo as Inquirições de 1220, a zona dominada pelos Sousas foi dividida em dois Termos: o Termo de Ferreira e o Termo de Aguiar de Sousa; mais tarde, nas Inquirições de 1258, a Coroa propõe uma nova divisão mas em dois Julgados: o Julgado de Refojos de Riba d´Ave e o Julgado de Aguiar de Sousa, estando cada um destes Julgados sob a jurisdição de um juiz que representava os interesses do Rei. Aguiar de Sousa, sendo então um território importante no Vale do Sousa, recebeu o foral em 1269 pelo fidalgo Estevão Rodrigues, confirmado pelo rei D. João I e em 1513 reiterado por D. Manuel I. Também em 1269, Baltar foi elevada à categoria de concelho. Por volta do século XVIII, o pequeno lugar de Paredes, integrado na freguesia de Castelões de Cepeda, foi ganhando importância, e nos finais desse século já possuía paços de concelho e pelourinho. A partir do século XVI, a cabeça do julgado de Aguiar e Sousa era Paredes. O concelho de Aguiar de Sousa foi transferido, em 1770, para o Julgado de Penafiel, e em 1821 é suprimido e as freguesias que lhe pertenciam, anexadas à freguesia de Paredes. Em 1836, como consequência da reorganização administrativa, foi criado o concelho de Paredes que em 1844 ascendeu à categoria de Vila. Finalmente, em 20 de Junho de 1991 Paredes é elevada à categoria de cidade.

Bandeira de Paredes

Cultura e Turismo : 

                A belíssima paisagem natural é uma das características do território concelhio; os rios que percorrem a região são pólos de atração para os que procuram o refúgio da natureza. O Rio e a Serra oferecem condições para a prática de várias atividades desportivas, nomeadamente pesca, canoagem, alpinismo entre muitas outras. A atividade cultural do concelho de Paredes é desenvolvida sobretudo por associações populares. São várias as exposições, colóquios e comemorações, sendo no entanto de destacar, o Encontr'Artes (Encontro de Artistas do Vale do Sousa) que tem duração de um mês e onde se realizam exposições de pintura e escultura, vários concertos, feira de artesanato, entre muitas outras atividades. Existe também no concelho uma Casa da Cultura, um cinema e uma Biblioteca-Museu. 



Gastronomia : 

               Da gastronomia tradicional do concelho destacam-se o cabrito à moda de Paredes com arroz de forno, os rojões de porco, as papas de sarrabulho, o presunto, as azeitonas, a regueifa, o pão de milho e a sopa seca.


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Casa dos Assentos - Barcelos


Entre Barcelos e Ponte de Lima, surge a Casa dos Assentos. A origem da casa remonta ao século XVII e está associada ao registo dos Foros e Rendas da população, desde tempos antigos. Hoje, esta magnífica casa senhorial testemunho da arquitetura minhota recebe com distinção, tranquilidade e conforto, uma viagem pela história local.
A casa principal oferece três quartos duplos com casa de banho e uma sala de estar. A proprietária, Júlia dos Santos Alves Araújo Novais Machado, acolhe o hóspede num ambiente familiar partilhando a história e as tradições da casa.
Os apartamentos espaçosos e equipados, com cozinha, sala de estar, lareira e casa de banho, estão preparados para receber com distinção, tranquilidade e conforto. Dispõe, também, de sala de jogos, duas piscinas com área de lazer. O jardim constitui uma inspiração dos sentidos, pelos maciços de flores e trepadeiras ao longo das estações do ano.

Coordenadas GPS 
N 41 ° 36 '56.3 "
W 08 ° 39 '05.0 "

EQUIPAMENTO E CARACTERÍSTICAS

  Estacionamento  Fala-se espanhol  Fala-se francês
  Fala-se inglês  Jardins  Passeios a Pé
  Piscina  Provas de vinho  Refeições mediante solicitação
  Sala para conferências  Ténis  Ténis de mesa


Tipo: Casas Antigas
Proprietário: Júlia dos Santos A. A. Novais Machado
Contactos: Email Assentos@solaresdeportugal.pt
Alojamento: 2 alojamento(s) Apt. x4 - 140 EUR/noite
1 alojamento(s) Apt. x6 - 175 EUR/noite
4 alojamento(s) Duplo - 80 EUR/noite
2 alojamento(s) Twin - 80 EUR/noite








Um pouco de história : 

                  Junto da igreja da povoação de Quintiães, com os seus muros cobertos de azulejos e a escassos dez quilómetros de Barcelos, ergue-se esta belíssima casa senhorial, camuflada sob grandes maciços de trepadeiras. A Casa dos Assentos, assim chamada por nela se fazerem os "registos" dos Foros e Rendas das populações em tempos idos, é hoje um magnifico testemunho da arquitetura minhota. O edifício está documentado desde o século XVII, embora seja anterior, e apresenta-se como uma construção de pedra guarnecida por duas bonitas galerias com escadaria que dão acesso ao primeiro andar. A fachada está salpicada de janelas que proporcionam uma agradável luminosidade ao interior. 
Na casa principal encontram-se três quartos duplos com casa de banho e uma sala de estar. A proprietária, Júlia dos Santos Alves Araújo Novais Machado, conseguiu transmitir um ambiente familiar ao interior da casa, com mobiliário antigo, chão e tectos de madeira. A sala, que conserva as paredes de pedra, tem lareira, poltronas confortáveis e uma biblioteca num recanto acolhedor, com uma camilha e uma grande janela. 
No jardim, os apartamentos espaçosos, todos em granito, estão preparados para receber com distinção, tranquilidade e conforto os visitantes. Antigas dependências dos trabalhadores, estão hoje munidos de cozinha, sala de estar com lareira e dois quartos duplos com casa de banho, um dos quais conta também com um jardim privativo. 
A Casa dos Assentos dispõe ainda de sala de jogos, bem como de duas piscinas com uma zona de guarda-sóis e uma relva bem cuidada. O jardim, muito bem tratado, está coberto de maciços de flores, repartidos de forma a que a cor do conjunto varie de acordo com as estações do ano. 



Como chegar : 

            Do Porto tome a auto-estrada (A3) Braga/Valença. Ao km 66 saia da auto-estrada em direção a Vila Verde. Depois da portagem siga em direção a Braga, 2 Km após encontra um cruzamento, no qual vire á direita em direção a Viana do Castelo. Quando chegar a Balugães, vire no cruzamento que indica Barcelos e continue por mais 3 km. Depois da capela vire à direita, seguindo o sinal Quintiães. 2 Km após vire á esquerda no sinal ‘Centro’ e 500 m depois vais encontrar a casa à sua direita, antes da Igreja.





Viagem e visita ao concelho de Penafiel

Brasão de Penafiel

Localização : 

           Concelho de Penafiel localiza-se na parte mais central do distrito do Porto, numa zona interfluvial, entre os rios Tâmega e Sousa que afluem para o Douro, o grande rio que atravessa a região. Dista cerca de 35 Km da sede distrital. Com uma área de aproximadamente 212,8 Km2, o concelho é constituído por 38 freguesias, sendo limitado a Norte pelos concelhos de Lousada e Amarante; a Este por Marco de Canaveses; a Oeste por Paredes e Gondomar e a Sul pelo concelho de Castelo de Paiva.






História : 

              A ocupação das terras que atualmente constituem o concelho de Penafiel é bastante remota, facto comprovado quer pela toponímia local quer pelos inúmeros vestígios arqueológicos que foram encontrados nesta região. A Norte do concelho, nos Montes de Perafita, Luzim e Peroselo, podem-se encontrar os monumentos megalíticos mais significativos do concelho; o dólmen da Portela, também chamado forno dos Mouros e o menir de Luzim. Também de mencionar são as necrópoles do Chocal e da tapada de Sequeiros. Desde 882 e até ao século XII, o território de Anégia compreendia toda a área do atual concelho; a partir do século XII, começa a apagar-se o nome de Anégia, começando a aparecer com mais frequência a "Terra de Penafiel". A primeira documentação que refere a Terra de Penafiel data de 1064, tratando-se de uma doação ao Mosteiro de Paço de Sousa. Em 1099, Soeiro Mendes da Maia ("O Bom"), era o governador da Terra de Penafiel, designando um mordomo (Gonçalo Pais), que se ocupou mais em enriquecer do que governar, o que o sujeitou a um inquérito administrativo. A partir de 1128 documenta-se a posse do Castelo de Penafiel pelo Infante D. Henrique que acaba por doa-lo à Sé de Braga; este Castelo é desde o século XI a sede da Terra reguenga de Penafiel. Nas Inquirições de 1258, é referido o "Judicato Penafidelis" sendo a sua área reguenga e constituída essencialmente por "Villas". Em 1385, Penafiel era um Julgado, integrado no Termo do Porto, sendo cabeça do Julgado Arrifana do Sousa. Esta povoação recebeu o primeiro foral no século XI, emitido por Afonso Henriques, tendo sido confirmado por D. Manuel I, em 1519. A povoação ascendeu a Vila através de um decreto de D. João V, em 1714; no reinado de D. José, este troca a designação de Arrifana do Sousa por Penafiel e em 1770 eleva-a a cidade.

Bandeira de Penafiel


Cultura e Turismo : 

                    Das atividades culturais do concelho podemos destacar, o Encontro Municipal - Cantar as Janeiras, o Programa Cultural de Verão - No Compasso da Noite, e a Festafidelis, festa de teatro amador. Destaque também para a Citânia de Mozinho, que é considerada a "Cidade Morta" mais extensa da Península e as Termas de S. Vicente, que se situam na freguesia de Pinheiro e são recomendadas para doenças de pele, doenças do aparelho respiratório, ossos, perturbações circulatórias e hipertensão. 





Gastronomia : 

                   Da gastronomia típica do concelho destacam-se o carneiro com arroz no forno; os torresmos; o cozido à portuguesa; o arroz de lampreia; o ensopado de lampreia; o sável assado ou vides; os rojões à moda de Penafiel; a sopa seca; a sopa de castanhas e o pão podre. Na doçaria destacam-se o pão de ló, a torta de noz, os bolinhos de amor, os almendroados e tortas de Penafiel e os rosquilhos.



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Lousada

Brasão de Lousada

Localização : 

             Concelho de Lousada está incluído no distrito do Porto e encontra-se integrado na região chamada de Vale do Sousa, na transição do Douro para o Minho. Numa área de aproximadamente 97,84 Km2, o município é constituído por 25 freguesias, distribuídas por relevos pouco acidentados e de estrutura geológica granítica e faz fronteira com os concelhos de Santo Tirso, a Noroeste; Vizela, a Norte;Felgueiras, a Nordeste; Amarante, a Este; Penafiel, a Sul e Paços de Ferreira, a Oeste e Paredes a sudoeste. Dista da sua sede distrital cerca de 51 Km. Lousada é um concelho com condições ambientais e de beleza natural verdadeiramente notáveis, sendo banhado pelos rios Sousa e Mésio e pelo ribeiro da Ermida, afluente do rio Vizela. 



História : 

               O território que abrange a área atual do concelho de Lousada, sempre foi bastante atrativo para os povos que buscavam um sítio aprazível e seguro para se estabelecerem, sendo procurado para este efeito já desde a Idade do Bronze. Pelo final desse período, a chegada de novos núcleos populacionais e novas culturas, trouxe também um habitat renovado e uma nova remodelação nos aspectos económicos, sociais e culturais. A partir do século V e até metade do século II a . C, processa-se uma notável concentração de povoados com características comuns e que vulgarmente são conhecidos como cultura castreja. Com a chegada dos romanos à região, este tipo de organização teve algumas mudanças. Alguns castros maiores foram reorganizados, adquirindo uma organização urbanística proto-urbana. Por obrigação de tributação e recolha de impostos, foram fixados limites às novas unidades agrárias, as quais, atravessando épocas sucessivas, se prolongaram pela alta Idade Média, para formar os quadros bases das nossas freguesias. O repovoamento de Afonso III trouxe uma relativa organização às estruturas produtivas e sociais. No entanto, isto não resultou tanto de uma implantação administrativa, mas mais da formação de grandes domínios senhoriais na região, tanto laicos, como eclesiásticos. Nos tempos anteriores à nacionalidade, uma das maiores divisões administrativas na região era o Condado de Sousa, que abrangia as terras, desde Cabeceiras de Basto até ao Douro. Uma das primeiras famílias conhecidas da região do Mésio era de origem galega e apelidava-se Celanova-Pombeiro. Esta família caiu em desgraça no tempo de D. Afonso Henriques, perdendo importância para a família dos Sousas. A documentação refere também Gonçalo Mendes da Maia que aqui detinha casais e padroados de várias igrejas. O centro dos respectivos patrimónios situava-se, no caso dos Sousas, na Terra dos Bastos, e no caso dos Maias, na Terra da Maia, facto que, em conjunto com o sistema de heranças e alienações, conduz, mais tarde, a favor dos principais mosteiros e a uma rápida dispersão do respectivo património na área do concelho. Desse processo de desagregação patrimonial beneficiou a Ordem do Hospital, que no vale do Mésio substitui muitos nobres e se engrandeceu constantemente. A partir de certa altura, os Celanova - Pombeiro parecem ter recuperado a antiga importância, através da aliança com a nobre família dos Tougues. Entretanto, o sistema hereditário que beneficiava os filhos primogénitos como núcleo familiar e social, não permitiu que essa e outras famílias mantivessem um predomínio constante. De facto, já na segunda metade do século XIII aparecem outros enobrecidos senhores, nomeadamente Gil Vasques de Soverosa, Gil Martins de Riba Vizela e Rodrigo Froiaz de Leão. Contudo, por não existir descendência deste último senhor, o senhorio de Lousada acabou por cair nas mãos dos herdeiros régios e da coroa. O termo de Lousada é mencionado nas Inquirições de 1220 e mais tarde, nas de 1258, em que aparece como julgado. Quando em 1307, D. Dinis manda fazer uma nova Inquirição, quase todas as terras estavam na posse do clero. Em 1372 passou para a posse do conde de Barcelos, D. Afonso Teles de Menezes e para a respectiva zona de influência. No entanto, o senhorio destas terras voltou à coroa com D. João I, o qual as doou com "todos os seus direitos, rendas, povos, tributos, direituras, senhorias e pertenças" a D. Nuno Álvares Pereira. Este tinha uma neta, D. Isabel, a quem doou tudo o que recebera e que, por sua vez, cedeu tudo a seu irmão, D. Fernando, Duque de Bragança. No reinado de D. João II, com a execução do Duque de Bragança, os bens foram confiscados e as terras de Lousada passaram, por doação, para as mãos de D. Fernão de Sousa, natural da região. No reinado de D. Manuel, já pertenciam, por compra, a D. Francisco de Portugal, primeiro conde de Vimioso. Em 17 de Janeiro de 1514, D. Manuel concede foral à terra. Em 1708, o concelho de Lousada abrangia 12 freguesias, aumentando este número para 18 em 1758, sendo, por essa altura, cabeça do Concelho de S. Miguel de Silvares. No lugar do Torrão, funcionava a Casa do Auditório, onde se faziam as audiências duas vezes por semana. Tinha Juiz ordinário que também se ocupava dos órfãos, Meirinho, dois Vereadores, um Procurador de concelho, Pelouro e justiças sujeitas ao ouvidor de Barcelos. Em 1835, deu-se a grande reforma administrativa de Portugal que dividiu a administração judicial em distritos. No âmbito dessa reforma, foi constituído o julgado de Barrosas que compreendia, entre outros, o concelho de Lousada. Em 1836, uma nova reforma administrativa extinguiu o concelho de Lousada, situação em que se manteve até 1838, data em que foi de novo instituído.

Bandeira de Lousada

Cultura e Turismo : 

              Sendo um concelho bastante dotado sob o ponto de vista paisagístico, Lousada dispõe de uma beleza natural invejável que se pode apreciar no alto dos seus numerosos miradouros. Os amantes da pesca encontram na margens do rio Sousa e Mésio as condições ideais para a prática desta atividade  Além dos seus atrativos turísticos, o concelho possui uma enorme riqueza cultural e etnográfica que atinge na cultura popular a sua máxima expressão, manifestando-se nas várias festas e romarias existentes por todo o concelho. 






Gastronomia : 

               Da tradição gastronómica do concelho de Lousada fazem parte o carneiro ou cabrito assado e o arroz de forno; o cozido à portuguesa, um prato usado em qualquer época do ano, mas que sempre tem lugar em qualquer festa de cerimónia; os rojões; sarrabulho e a sopa seca. Na doçaria, destacam-se os bolinhos de amor e os rosquilhos.