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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Alfândega da Fé

Localização : 

            Alfândega da Fé é sede de município com 321.96 km2 de área, subdividido por 20 freguesias, o município é limitado a norte pelo concelho de Macedo de Cavaleiros, a leste por Mogadouro, a sul por Torre de Moncorvo e a oeste por Vila Flor. 




História :

                O nome de Alfândega da Fé remete-nos desde logo para fatos relacionados com a História de Portugal, o nome de Alfândega estará relacionado com as invasões árabes que ocorreram por volta  do século VIII e que deixaram, entre outras coisas, os vocabulários começados por al e o da Fé, evoca por sua vez o processo de reconquista cristã da Península Ibérica e que só terminou completamente no século XV. Alfadagh, designação atribuída pelos árabes a esta região, significa hospício ou fronteira, ou seja um local calmo e hospitaleiro, povoado por gente pacífica e trabalhadora. Esta vila de fundação árabe, talvez do século VIII, os árabes precisavam de levar a sua vida nómada, por toda a parte para onde iam. encantados com a conquista d'Hespanha trataram logo de afeiçoar o pais aos seus costumes, um solo de que tanto gostavam, uma terra que segundo eles diziam era semelhante à Siria na amenidade do clima e na pureza da atmosfera, ao Yémen na fecundidade do solo, a Índia nas flores e nos aromas, ao Hedjaz nos produtos e ao Aden nos portos e nas costas. Para além disso, existe hoje a convicção de que durante o período da ocupação árabe foi sede administrativa com alguma importância de uma região designada  " Valiato de Aldancida ". No entanto, afigura-se como muito provável o povoamento do território em períodos anteriores, fato que ganha sustentação se atender aos vestígios arqueológicos que se encontram na área do concelho. A conquista da região pelos neogodos das Astúrias, deverá ter acrescentado ao toponímico Alfândega a palavra Fé. Há quem defenda que a vila foi sede de uma antiga ordem, anterior à dos Templários e que dava pelo nome de Ordem dos Cavaleiros das Esporas Douradas, terá sido dividido à valentia destes Cavaleiros e das gentes de Alfândega, que estas terras foram libertadas do jugo " infiéis ". Assim reza a lenda dos Cavaleiros das Esporas Douradas ou do Tributo das Donzelas. O primeiro foral foi-lhe atribuído em 8 de maio de 1294, por D. Dinis, documento que entre outros aspetos define os primeiros limites geográficos do concelho. A 17 de setembro de 1295, o monarca concede-lhe carta de feira, do mesmo tipo da Covilhã, mas com a particularidade de obrigar que a referida feira se realizasse depois da de Mogadouro e antes da de Mirandela, a carta da feira foi novamente passada por D. João I, a 13 de janeiro de 1410. Sabe-se que em 1320 D. Dinis mandou reconstruir o castelo, um edifício anterior ao primeiro foral e que provavelmente foi construído pelos mouros, este castelo acabaria por desaparecer. O recenseamento de 1530 faz referência ao castelo e indica-o como derrubado e malbarato, o Tombo dos Bens do concelho ( 1766) ainda faz alusão aos antigos muros. Atualmente a Torre do Relógio, ex-líbris da vila, parece ser o que resta do antigo castelo medieval. Decorria o ano de 1510, quando D. Manuel I concede novo foral a Alfândega da Fé, alternando-lhe os limites geográficos anteriormente estabelecidos, aumentando-lhe a área. A 24 de outubro de 1855, o concelho foi extinto e as suas freguesias incorporadas em Moncorvo, Vila Flor, Macedo de Cavaleiros e Mogadouro, em janeiro de 1898, foi restaurada como circunscrição administrativa independente.


Gastronomia :

                Passar por Alfândega da Fé é embrenhar-se nos saberes e sabores que a tradição tão bem soube preservar, os produtos da terra servem de elemento base a muitas das iguarias que aqui vai encontrar. Não se esqueça de regar um bom naco de vitela, um pedaço de bacalhau ou cabrito com o azeite desta terra, conhecido pela sua excelente qualidade, o Botelo acompanhado de Casulas secas não é de perder, assim como as Sopas da Segada, pratos que se servem com alguma regularidade nos restaurantes da terra. Também não será difícil encontrar o fumeiro local, alheiras, salpicão ou chouriças fazem as delícias do mais exigente dos comensais, a cereja, de um paladar sem igual, enfeita as mesas de maio a junho e é a base para a confecção de compotas, doces ou licores, que são o acompanhamento ideal para o queijo de ovelha produzido nestas paragens.








                  

domingo, 11 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Vila Flor

Localização :

                 O concelho de Vila Flor ocupa uma área de 265,5 km2 distribuída por 19 freguesias, é limitada a norte pelo concelho de Mirandela, do qual em parte o separa o rio Tua, a noroeste por Macedo de Cavaleiros, a este e sudoeste pelos concelhos de Alfândega da Fé e Torre de Moncorvo e a oeste com o concelho de Carrazeda de Ansiães. Vila Flor encontra-se entre o rio Tua a poente, a ribeira da Vilariça a nascente, a Serra de Bornes a norte e o planalto de Carrazeda de Ansiães a sul.



História :


              D. Dinis, Rei Poeta, quando da sua passagem por este burgo até então denominado por " Póvoa d'Além Sabor ", ficara encantado e rendido à beleza da paisagem e em 1286, carinhosamente a rebatizou de " Vila Flor ". Cerca de 1295, D. Dinis manda erguer em seu redor,em jeito de proteção, uma cinta de muralhas com 5 portas ou arcos, resta o Arco de D. Dinis, monumento de interesse público. A Idade Média deste " ramalhete de cravelinhas e bem-me-queres ", como lhe chamou Cabral Adão, é florescente, recebendo especial impulso com o acontecimento de famílias judaicas fugidas às perseguições europeias e que aqui foram desenvolvendo a agricultura, o comércio e as indústrias de curtumes e ourivesaria. D. Manuel I viria mais tarde a atribuir novo foral a Vila Flor, reformulando o anterior, em maio de 1512, o qual pode ser apreciado no Museu Municipal D.ra Berta Cabral, de carácter anti-judaica, a política de D. Manuel I significa a expulsão dos judeus do concelho mas ainda podem ser apreciadas ruínas de habitações e pedras da calçada das Ruas Nova, do Saco e da Portela, herança deste período remoto. Rico em história, tradições, monumentos e gentes, o concelho é também referência pela excelente qualidade dos seus produtos agrícolas que brotam do fértil Vale da Vilariça, empresas como a Frize e a Sousacamp, conhecidas dentro e fora das fronteiras lusas, também fazem parte do património desta terra.


Gastronomia :

                  A gastronomia do concelho de Vila Flor caracteriza-se pelas suas alheiras e enchidos, pelas alcaparras, a açorda de espargos, os milhos com carne de porco e também os peixinhos do rio. Também os queijos já adquiriram algum protagonismo a nível nacional e internacional, nomeadamente o Queijo da Veiguinha, confeccionado com leite de ovelha churra, no entanto outros queijos produzidos em Vila Flor são comercializados, como o Ribatua e o Flor de Liz, o Flor do Monte e ainda o queijo Extra Serra. Relativamente à doçaria, predominam o leite creme, a aletria com miolo de amêndoa, o arroz doce enfeitado com canela, as rabanadas cobertas com calda de açúcar, mas mais tradicionalmente com mel, as bolas de ovos e azeite, biscoitos da sertã, doce de abóbora com amêndoa e canela e também os chamados bolos económicos.





sábado, 10 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Alijó


Localização : 


            Alijó é sede de um município com 298 km2 de área, subdividido por 19 freguesias, sendo limitado a norte pelos concelhos de Vila Pouca de Aguiar e Murça, a leste por Carrazeda de Ansiães, a sul por São João da Pesqueira e a oeste por Sabrosa. 




História : 

           Historicamente implantado num eixo que terá servido de fronteira em permanentes mutações, só a partir do primeiro quartel do século XII é que D. Sancho II mandou povoar Alijó, que se encontrava até então abandonada. Deu-lhe carta de foral em abril de 1226, D. Afonso III concede nova carta de foral a 15 de novembro de 1269, em Santarém. Já no século XVI, D. Manuel I cria novamente carta de foral no dia 10 de julho de 1514 em Lisboa, a ocupação ordenada do território, acontece a partir dos séculos XII e XIII, tendo nessa altura sido atraídos vários representantes da nobreza e da alta burguesia como os Távoras, ficaram os Marqueses de Távora senhores donatários deste concelho durante as dinastias Joanina, Filipina e parte da Brigantina até ao reinado de El-Rei D. José. Só em pleno consulado pombalino é que se assiste à execução dos Távoras, por suspeita de envolvimento de assassinato do rei D. José I. Tanto hoje como no passado o clima, a situação geográfica e o magnífico património natural e arqueológico impuseram-se como fatores de atração. O concelho de Alijó é assim detentor dos mais belos solares, igrejas, capelas e casas senhoriais distribuídas pelas diversas freguesias. O concelho de Alijó apresenta um caráter rural, inserido na Região Demarcada do Douro, Alijó é um concelho que vive essencialmente da agricultura e do pequeno comércio, a cultura vitivinícola, cultura dos vinhos finos ou generosos e de mesa, praticada essencialmente nas terras junto aos rios que delimitam o concelho, contribuem também para o sustento das gentes locais a prática da pastorícia nos lameiros e nos soutos. No concelho de Alijó, a beleza é omnipresente e marcada por duas zonas distintas, a zona norte agreste, rica na cultura do azeite, cereais, leguminosas, batata e amendoais e a zona sul tipicamente duriense, repleta de vinhedos em socalcos e paisagens verdejantes.


Gastronomia : 

              Neste concelho o visitante pode deliciar-se com uma riquíssima gastronomia, onde pode apreciar a bola de carne, o cozido à portuguesa, o cabrito assado, as carnes fumadas, a feijoada à transmontana, os milhos, o bacalhau assado com batatas a murro e os enchidos como as alheiras, o chouriço de sangue ou as linguiças. Na doçaria de um vasto cardápio podemos destacar, o sarrabulho doce, as amêndoas cobertas, as cavacas de St.ª Eugénia, o bolo borrachão, o doce de Teixeira, o toucinho do céu, o bolo mulato, o pão-de-ló de água, as fritas de gila, as fritas de abóbora e os quinzinhos e não podemos deixar dos generosos vinhos do porto presentes em todos os restaurantes do concelho. 






sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Murça

Localização :


             Situado no centro oriental do distrito de Vila Real e da região de Trás-os-Montes e Alto Douro, o município de Murça ocupa uma área de 171 km2, a vila de Murça , sede do respectivo município, dista dos centros urbanos mais importantes da região, uma média de 40 k, permitindo o fácil contacto humano, comercial, industrial e cultural. A proximidade a Vila Real e ao IP4, tornam Murça numa zona privilegiada em termos de acesso, o que favorece a potencialização do seu desenvolvimento. Atualmente as divisão administrativa de Murça compreende 9 freguesias.


História :

         A origem o município de Murça reporta-se ao período que aconteceu a nacionalidade, segundo as inquirições de D. Afonso II. A autonomia municipalista é adquirida no século XIII, com a atribuição do foral por parte de D. Sancho II, em 8 de maio de 1224, este, é confirmado através da renovação e novo foral de D. Afonso III, a 10 de janeiro de 1268. Outros forais foram concebidos a esta vila, um a 18 de abril de 1304 e outro a 9 de maio de 1512, sendo outorgados por D. Dinis e por D. Manuel, respetivamente. Com a revolução liberal o município de Murça apresenta cinco condes, com títulos meramente honoríficos, concedidos por D. João VI. No século XX é criada a Comissão Administrativa Franquista, a 2 de janeiro de 1908, sob orientação do Partido Regenerados Liberal promovendo uma política local, levando mesmo à realização das primeiras eleições, que embora censitárias deram a vitória ao Partido Regenerador, passando então a ser presidente o Padre João M. Ribalonga, que geriu os negócios do concelho desde 30 de novembro de 1908 até à implementação da República a 5 de outubro de 1910. A 19 de março de 1911, foi eleita a 1.ª Comissão Municipal republicana incumbida de gerir os destinos do concelho. Durante o Estado Novo verificou-se em Murça a definição das armas, bandeiras e selo a usar oficialmente pelo município e ainda mudanças de nome de algumas ruas da praça. No pós 25 de abril, muitas foram as transformações do poder local, a lei das autarquias e das finanças locais imprimiu uma nova dinâmica de desenvolvimento e abertura democrática.


Gastronomia :

               A arte de cozinhar nestas terras reveste-se de particular interesse, sobretudo no que se refere a doçaria, a diversidade de pratos regionais torna a gastronomia de Murça única e autêntica. O cabrito assado no forno com arroz e castanhas, o toucinho do céu e as cavacas, originários da gastronomia conventual, são especialidades confeccionadas de forma artesanal que atraem qualquer visitante, a acompanhar estes deliciosos pratos, os afamados vinhos de mesa e do Porto.



                   

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Vila Real

 Localização :

                 Vila Real é capital de distrito e município com 377,08 km2, subdividido em 30 freguesias. O município é limitado a norte pelos concelhos de Ribeira de Pena e de Vila Pouca de Aguiar, a leste por Sabrosa, a sul pelo Peso da Régua, a sudoeste por Santa Marta de Penaguião, a oeste por Amarante e a noroeste por Mondim de Basto. Crescida num planalto situado na confluência dos rios Corgo e Cabril, a cidade está enquadrada numa bela paisagem natural, tendo como pano de fundo as serras do Alvão e mais distante, do Marão.




História :

              Nas margens do Rio Corgo, um dos afluentes do Douro, a cidade de Vila Real ergue-se a cerca de 450 metros de altitude, numa região que revela indícios de ter sido habitada desde o Paleolítico, Vestígios de povoamentos posteriores, como o Santuário Rupestre de Panóias, denunciam com segurança a presença dos romanos na região, mas os tempos que se seguiram, durante as invasões bárbaras e sobretudo muçulmanas, impuseram um despovoamento gradual que só terminou com a aproximação do século XII, com a outorga em 1096 do foral de Constantim de Panóias, pelo Conde D. Henrique. Em 1289, por foral de D. Dinis é fundada a pobra de Vila Real de Panóias, que viria a transformar-se na cidade de hoje. Nos séculos XVII e XVIII Vila Real consolida o epìteto de Corte de Trás-os-Montes, que havia ganho com a presença dos nobres que aqui se fixaram por influência da Casa dos Marqueses de Vila Real, presença ainda hoje visível nas inúmeras pedras-de-armas que atestam os títulos de nobreza dos seus proprietários. Como povoação mais importante em Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real adquiriu o estatuto de capital de província e já neste século, na década de 20, viu reconhecido o seu peso económico, demográfico e administrativo com dois atos de grande relevo: a criação da Diocese em 20 de abril de 1922 e a elevação a cidade em 20 de julho de 1925. Atualmente  Vila Real vive uma fase de crescente desenvolvimento, a nível industrial, comercial e dos serviços, com relevo para a saúde, o ensino, o turismo, etc, apresentando-se como local de eleição para o investimento externo.





Gastronomia :

                   Vila Real tem como especialidades as sopas, a vitela e o cabrito assados com arroz de forno, as tripas aos molhos, os covilhetes, a carne maronesa, o joelho da porca, a bola de carne e diversos enchidos. O vila-realense teve sempre o gosto da boa mesa, adotando as suas especialidades de outros locais, como os pratos de bacalhau, o cozido à portuguesa, os milhos, etc. No campo da pastelaria, o destaque vai para os pastéis de toucinho ou cristas de galo e os pastéis de Santa Clara conventuais, as tigeladas de laranja, os pitos de Santa Luzia, os cavacórios e bexigas e os santórios, destaque também para uma especialidade de confeitaria : as ganchas.

As Cristas; como são vulgarmente conhecidas, são oriundos do Convento de Santa Clara, se chamam na realidade pastéis de toucinho do céu, cristas de galo foi uma denominação da linguagem popular que se implementou há alguns anos.

Pitos de Santa Luzia; Foi Maria Ermelinda Correia, mais tarde irmã Imaculada de Jesus, quem lhes deu forma e paladar feitos de doce de abóbora, os pitos foram consagrados a Santa Luzia, padroeira das coisas da vista, da qual Maria Ermelinda Correia e ainda hoje é lembrada com uma festa a 13 de dezembro, na capela de Vila Nova de Folhadela.

Ganchas de S. Brás; A 3 de fevereiro de cada ano, faz-se uma festa em honra de São Brás na capela de S. Dinis. em Vila Real em que fazem ou cumprem promessas dão a volta ao cemitério. às arrecuas " sem abrir a boca ou dizer palavra para não entrar enguiço".Esta tradição está ligada a Santa Luzia quando a 13 de dezembro, as raparigas compram pitos para oferecer aos rapazes estes retribuem o presente a 3 de fevereiro, dando ganchas às raparigas, simbolizando talvez " um gancho para apanhar raparigas com vontade de namorar".






                   

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Mondim de Basto

Localização : 

                Mondim de Basto é um município com 171,87 km2 de área subdividido por 8 freguesias. O município é limitado a nordeste pelo concelho de Ribeira de Pena, a sueste por Vila Real, a sudoeste por Amarante, a oeste por Celorico de Basto e a noroeste por Cabeceiras de Basto. Vila e sede de concelho, Mondim de Basto repousa numa chã fértil na margem esquerda do rio Tâmega e no sopé da grandiosa pirâmide verde do Monte Farinha, coroado pela Ermida da Senhora da Graça. 




História :


             Há quem diga que já os gregos e os assírios andaram por Mondim, mas nada o pode garantir, mais certos são os tempos castrejos, em que estes montes em volta de Mondim eram férteis em população. É nas eminências castrejas que tem de se procurar as origens do povoamento desta terra. No século II antes de Cristo, as legiões romanas sob o comando do cônsul Décio Júnio Bruto invadiram e conquistaram todas estas terras, sabe-se que houve heroica resistência por parte das tribos montanhesas. No alto da Senhora da Graça poderá ter existido a célebre cidade de Cinínia, onde pontificava a belicosa tribo dos Tamecanos. Todos eles tiveram de se conformar com a imposição romana de virem a povoar as partes baixas, começava um período que se estendia por quatro séculos, era o tempo da romanização. Por volta dos meados do século XVII vamos encontrar D. António Luís de Meneses, 1.º marquês de Marialva como donatário desta vila de Mondim, foi agraciado com o titulo por D. João VI, depois de ter sido um dos primeiros a aclamá-lo em 1 de dezembro de 1640. Seguidamente prestou revelantes serviços ao País durante a guerras da Restauração. Pelos inícios do século XVIII, a Câmara de Mondim juntamente com as de Atei, Cerva e Ermelo apresentaram uma de criação de um Juiz de Fora nestes quatro concelhos, esta criação era possível, segundo a exposição daquelas câmaras ao Marquês de Marialva, porque o território era rico e tinha população suficiente para sustentar o magistrado, foi escolhida a vila de Mondim para albergar a sede, por ser a melhor e a maior povoação. Em 1758, na sua memória original, o pároco da freguesia  de S. Cristóvão diz ter o título de vigário com uma renda anual de 350 mil réis. Mondim de Basto tem uma notável galeria de ilustres figuras: Frei António de S. Bernardo Queirós; Frei José de S. Bernardo Mondim Borges de Azevedo Mourão; Abade José Joaquim da Costa Leite;  António da Costa Cardoso e mais, muitos mais de quem se poderia falar, como por exemplo o Dr. António Borges de Castro, uma referência obrigatória no historial  da cultura mondinense deste século.  


Gastronomia :

                O visitante poderá apreciar a gastronomia típica desta região transmontana e entre as entradas podemos recomendar a broa de milho com presunto ou salpicão e azeitonas, a salada de bacalhau cru desfiado com cebola e bem regada com azeite e as pataniscas de bacalhau. Entre as sopas poderá optar pelo caldo verde ou pela sopa do lavrador, depois nos pratos de peixe pode apreciar o bacalhau assado na brasa com batatas a murro, o bacalhau assado no forno com migas de broa e a sardinha assada. Na carne pode deliciar-se com as couves cozidas com feijão e fumeiro, o cabrito assado com arroz de forno, o lombo de vitela assado, bife grelhado, o arroz de cabidela, os mìlharos com carne de porco ou a especialidade do cozido à Ermelo. Por fim na doçaria destaca-se o leite creme queimado, o pão de ló seco e húmido, as cavacas, as galhofas e os rosquilhos.




Monte Farinha :

                O Monte Farinha é uma montanha do distrito de Vila Real, com uma altitude de 947 metros e no seu topo é conhecido como Alto da Senhora da Graça, localiza-se o Santuário de Nossa Senhora da Graça e a vila de Mondim de Basto situa-se no seu sopé.

Santuário de Nossa Senhora da Graça :

                   Este templo situa-se no alto do Monte Farinha, sobranceiro a Mondim de Basto, inserido numa paisagem de grande beleza e rodeado pelas montanhas da serra do Alvão, é um local de referência a nível da história, da arqueologia, da religião e mesmo do desporto. A devoção a Nossa Senhora da Graça atrai ao santuário milhares de peregrinos todos os anos, principalmente nas suas três festas; a Ascensão, no último domingo de maio, a secular romaria de Santiago, que se perde na memória dos tempos, a 25 de julho e a grande peregrinação anual do 1.º de setembro, presidida pelo Bispo de Vila Real.





terça-feira, 6 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Celorico de Basto

Localização : 

            Celorico de Basto é sede de um município com 181,10 km2 de área e subdividido em 22 freguesias e é limitado a norte pelo concelho de Cabeceiras de Basto, a leste por Mondim de Basto, a sul por Amarante, a sudoeste por Felgueiras e a oeste por Fafe. Este concelho terá sido ocupado desde tempos muito remotos, tal como nos testemunham as marcas que as civilizações mais antigas por aqui deixaram. 




História :


               Os mais antigos vestígios de povoamento do espaço geográfico atual do concelho de Celorico de Basto, revelados pela prospecção recente e intervenção pontual de contextos arqueológicos, são atribuíveis ao início do megalitismo, portanto ao Neolítico Médio.  Para este período pode apontar-se o grande conjunto de mamoas de Planalto da Lameira, já o grande conjunto de habitats de fossas pode genericamente apontar-se para o período da idade do Bronze. Da Idade do Ferro destaca-se o povoado  de Bouça de Mosqueiros, em Britelo, o Castro do Ladário, em Ribas, o Castro de Barrega, em Borba e o Castro de Ourilhe e outros de menor relevância. A Romanização está bem patente em Celorico de Basto e as marcas deste período encontram-se um pouco por todo o espaço concelhio. O clima benigno, abundância de pastagens, boa água a jorrar das nascentes e cimo dum monte de onde se pudesse lobrigar eventual inimigo, foram condições propícias à fixação dos homens primitivos nestas terras, quando começaram a trocar a vida nómada pela sedentária. A Citânia do Ladário, a Estela de Vila Boa na freguesia do Rego, o Castelo de Arnóia e proximidades, os inúmeros vestígios arqueológicos do Planalto da Lameira, os restos dos castros em várias freguesias, representam sólido argumento a demonstrar que esta terra foi habitada há milhares de anos. Alguns autores porém, ao pretenderem explicar a etimologia da toponímia local dizem ter existido por estas bandas a famosa Celiobriga, que foi cidade (brigum) dos povos celerinos (celio), de onde terá resultado toponímicamente Celorico. Povos Bástulos ou Bastiandos que por aqui se teriam fixado, podem estar na origem do patrimónico Basto. Estes e outros povos peninsulares debem ter ocupado extensas áreas, desde as vertentes do Tâmega, até aos montes de Barroso e Ceva, que no seu todo vieram a ser conhecidas por Terras de Basto.

Gastronomia :

                      Em Celorico de Basto come-se bem e bebe-se melhor, as gostosas couves co feijão, acompanhadas com toucinho, são um prato rústico com tradição, o arroz de cabidela de frango " pica no chão " continua a fazer as delícias dos apreciadores de boa mesa, ao qual não pode faltar o acompanhamento de um verde tinto. O bacalhau, fiel amigo, tem presença assegurada em todas as mesas e preparado das mais diversas maneiras, famoso ficou chamado bacalhau à Freixieiro, preparado com broa e bom presunto. O cabrito assado com arroz no forno, a vitela assada, o cozido à portuguesa, a feijoada com chispe e uma carne ad ilhada assada na brasa com batatas e murro, são as preferências dos apreciadores de carne. A delicadeza vem com a doçaria : pão-de-ló, cavacas, rosquilhos, galhofas, pudim caseiro.