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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Mondim de Basto

Localização : 

                Mondim de Basto é um município com 171,87 km2 de área subdividido por 8 freguesias. O município é limitado a nordeste pelo concelho de Ribeira de Pena, a sueste por Vila Real, a sudoeste por Amarante, a oeste por Celorico de Basto e a noroeste por Cabeceiras de Basto. Vila e sede de concelho, Mondim de Basto repousa numa chã fértil na margem esquerda do rio Tâmega e no sopé da grandiosa pirâmide verde do Monte Farinha, coroado pela Ermida da Senhora da Graça. 




História :


             Há quem diga que já os gregos e os assírios andaram por Mondim, mas nada o pode garantir, mais certos são os tempos castrejos, em que estes montes em volta de Mondim eram férteis em população. É nas eminências castrejas que tem de se procurar as origens do povoamento desta terra. No século II antes de Cristo, as legiões romanas sob o comando do cônsul Décio Júnio Bruto invadiram e conquistaram todas estas terras, sabe-se que houve heroica resistência por parte das tribos montanhesas. No alto da Senhora da Graça poderá ter existido a célebre cidade de Cinínia, onde pontificava a belicosa tribo dos Tamecanos. Todos eles tiveram de se conformar com a imposição romana de virem a povoar as partes baixas, começava um período que se estendia por quatro séculos, era o tempo da romanização. Por volta dos meados do século XVII vamos encontrar D. António Luís de Meneses, 1.º marquês de Marialva como donatário desta vila de Mondim, foi agraciado com o titulo por D. João VI, depois de ter sido um dos primeiros a aclamá-lo em 1 de dezembro de 1640. Seguidamente prestou revelantes serviços ao País durante a guerras da Restauração. Pelos inícios do século XVIII, a Câmara de Mondim juntamente com as de Atei, Cerva e Ermelo apresentaram uma de criação de um Juiz de Fora nestes quatro concelhos, esta criação era possível, segundo a exposição daquelas câmaras ao Marquês de Marialva, porque o território era rico e tinha população suficiente para sustentar o magistrado, foi escolhida a vila de Mondim para albergar a sede, por ser a melhor e a maior povoação. Em 1758, na sua memória original, o pároco da freguesia  de S. Cristóvão diz ter o título de vigário com uma renda anual de 350 mil réis. Mondim de Basto tem uma notável galeria de ilustres figuras: Frei António de S. Bernardo Queirós; Frei José de S. Bernardo Mondim Borges de Azevedo Mourão; Abade José Joaquim da Costa Leite;  António da Costa Cardoso e mais, muitos mais de quem se poderia falar, como por exemplo o Dr. António Borges de Castro, uma referência obrigatória no historial  da cultura mondinense deste século.  


Gastronomia :

                O visitante poderá apreciar a gastronomia típica desta região transmontana e entre as entradas podemos recomendar a broa de milho com presunto ou salpicão e azeitonas, a salada de bacalhau cru desfiado com cebola e bem regada com azeite e as pataniscas de bacalhau. Entre as sopas poderá optar pelo caldo verde ou pela sopa do lavrador, depois nos pratos de peixe pode apreciar o bacalhau assado na brasa com batatas a murro, o bacalhau assado no forno com migas de broa e a sardinha assada. Na carne pode deliciar-se com as couves cozidas com feijão e fumeiro, o cabrito assado com arroz de forno, o lombo de vitela assado, bife grelhado, o arroz de cabidela, os mìlharos com carne de porco ou a especialidade do cozido à Ermelo. Por fim na doçaria destaca-se o leite creme queimado, o pão de ló seco e húmido, as cavacas, as galhofas e os rosquilhos.




Monte Farinha :

                O Monte Farinha é uma montanha do distrito de Vila Real, com uma altitude de 947 metros e no seu topo é conhecido como Alto da Senhora da Graça, localiza-se o Santuário de Nossa Senhora da Graça e a vila de Mondim de Basto situa-se no seu sopé.

Santuário de Nossa Senhora da Graça :

                   Este templo situa-se no alto do Monte Farinha, sobranceiro a Mondim de Basto, inserido numa paisagem de grande beleza e rodeado pelas montanhas da serra do Alvão, é um local de referência a nível da história, da arqueologia, da religião e mesmo do desporto. A devoção a Nossa Senhora da Graça atrai ao santuário milhares de peregrinos todos os anos, principalmente nas suas três festas; a Ascensão, no último domingo de maio, a secular romaria de Santiago, que se perde na memória dos tempos, a 25 de julho e a grande peregrinação anual do 1.º de setembro, presidida pelo Bispo de Vila Real.





terça-feira, 6 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Celorico de Basto

Localização : 

            Celorico de Basto é sede de um município com 181,10 km2 de área e subdividido em 22 freguesias e é limitado a norte pelo concelho de Cabeceiras de Basto, a leste por Mondim de Basto, a sul por Amarante, a sudoeste por Felgueiras e a oeste por Fafe. Este concelho terá sido ocupado desde tempos muito remotos, tal como nos testemunham as marcas que as civilizações mais antigas por aqui deixaram. 




História :


               Os mais antigos vestígios de povoamento do espaço geográfico atual do concelho de Celorico de Basto, revelados pela prospecção recente e intervenção pontual de contextos arqueológicos, são atribuíveis ao início do megalitismo, portanto ao Neolítico Médio.  Para este período pode apontar-se o grande conjunto de mamoas de Planalto da Lameira, já o grande conjunto de habitats de fossas pode genericamente apontar-se para o período da idade do Bronze. Da Idade do Ferro destaca-se o povoado  de Bouça de Mosqueiros, em Britelo, o Castro do Ladário, em Ribas, o Castro de Barrega, em Borba e o Castro de Ourilhe e outros de menor relevância. A Romanização está bem patente em Celorico de Basto e as marcas deste período encontram-se um pouco por todo o espaço concelhio. O clima benigno, abundância de pastagens, boa água a jorrar das nascentes e cimo dum monte de onde se pudesse lobrigar eventual inimigo, foram condições propícias à fixação dos homens primitivos nestas terras, quando começaram a trocar a vida nómada pela sedentária. A Citânia do Ladário, a Estela de Vila Boa na freguesia do Rego, o Castelo de Arnóia e proximidades, os inúmeros vestígios arqueológicos do Planalto da Lameira, os restos dos castros em várias freguesias, representam sólido argumento a demonstrar que esta terra foi habitada há milhares de anos. Alguns autores porém, ao pretenderem explicar a etimologia da toponímia local dizem ter existido por estas bandas a famosa Celiobriga, que foi cidade (brigum) dos povos celerinos (celio), de onde terá resultado toponímicamente Celorico. Povos Bástulos ou Bastiandos que por aqui se teriam fixado, podem estar na origem do patrimónico Basto. Estes e outros povos peninsulares debem ter ocupado extensas áreas, desde as vertentes do Tâmega, até aos montes de Barroso e Ceva, que no seu todo vieram a ser conhecidas por Terras de Basto.

Gastronomia :

                      Em Celorico de Basto come-se bem e bebe-se melhor, as gostosas couves co feijão, acompanhadas com toucinho, são um prato rústico com tradição, o arroz de cabidela de frango " pica no chão " continua a fazer as delícias dos apreciadores de boa mesa, ao qual não pode faltar o acompanhamento de um verde tinto. O bacalhau, fiel amigo, tem presença assegurada em todas as mesas e preparado das mais diversas maneiras, famoso ficou chamado bacalhau à Freixieiro, preparado com broa e bom presunto. O cabrito assado com arroz no forno, a vitela assada, o cozido à portuguesa, a feijoada com chispe e uma carne ad ilhada assada na brasa com batatas e murro, são as preferências dos apreciadores de carne. A delicadeza vem com a doçaria : pão-de-ló, cavacas, rosquilhos, galhofas, pudim caseiro.




segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Fafe

Localização :

O concelho de Fafe pertence ao distrito de Braga, estando inserido na sub-região do Alto Ave, cuja geografia se caracteriza por três unidades paisagísticas: as áreas de montanha, as de meia-encosta e as de vale. Este concelho tem uma área de 218,87 km2, distribuída por 36 freguesias, tendo como limites a norte os concelhos de Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho, a este os concelhos de Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto, a sul o concelho de Felgueiras e a oeste o concelho de Guimarães. 





História : 

            Fafe é uma jovem cidade do Minho, mas com origens antigas, por aqui andaram povos como os Lusitanos e os Romanos que deixaram marcas consideráveis, hoje pontos atrativos aos visitantes, é uma terra pequena, mas com valor, pois possui inúmeros monumentos e agradáveis espaços verdes. é também conhecida pelo lema " Com Fafe ninguém fanfe", lema esse que apareceu quando, há muitos anos atrás, se fez justiça a favor do Visconde Moreira de Rei, nesse tempo como agora, o lema provoca um sorriso de simpatia por todos os fafenses. Talvez por isso e por ser uma pequena cidade que tão bem acolhe os visitantes, Fafe fi e ainda é considerada a Sala de Visitas do Minho. É uma cidade recente, mas que como povoação existe desde o século XIII, sendo apenas uma freguesia do conselho de Montelongo o qual recebeu foral do Rei D. Manuel em 5 de novembro de 1513, esta freguesia desde muito cedo, iniciou o seu desenvolvimento. Assim em 1836 torna-se sede de concelho e quatro anos mais tarde sobe à categoria de vila, tomando para designação o nome Fafe em desfavor do nome Montelongo, este topónimo surge como que por homenagem às duas famílias mais poderosas da região : Egas Fafe e Dom Fafes Serafins. Torna-se uma vila que vive à base da indústria têxtil, da agricultura e dos serviços, em 1980 já tinha 48.000 habitantes, 36 freguesias e era uma vila bastante desenvolvida, passando então, por mérito próprio à categoria de cidade. 


Gastronomia : 

             A gastronomia de Fafe é riquíssima em variedade e sabores, dos vários pratos confeccionados no concelho, os mais típicos e apetitosos são, vitela assada à moda de Fafe, o cabrito e anho assado, bacalhau à músico e o arroz pica-no-chão. Nos doces tradicionais destaque para o delicioso pão-de-ló, doces de gema, cavacas e a deliciosa sopa dourada à moda de Fafe. 






domingo, 4 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Guimarães

Localização :

           Guimarães é uma cidade portuguesa situada no distrito de Braga, região norte e sub-região do Ave, é sede de município com 201,05 km2, subdividido por 69 freguesias, sendo que a maioria da população reside na cidade e na sua zona periférica. O município é limitado a norte pelo município de Póvoa de Lanhoso, a leste por Fafe, a sul por Felgueiras, Vizela e Santo Tirso, a oeste por Vila Nova de Famalicão e a noroeste por Braga. é uma cidade histórica, com um papel crucial na formação de Portugal e que conta já com mais de um milénio desde a formação, altura em que era designada como Vimaranes. Podendo este topónimo ter tido origem em Vimara Peres, nos meados do século IX, quando fez deste local o seu principal centro governativo do condado Portucalense que tinha conquistado para o Reino de Galiza e onde veio a falecer.



História :

          Habitualmente designada por Berço da Nacionalidade, a cidade de Guimarães possui características ímpares que a distinguem de outras cidades portuguesas e a colocam num lugar de relevo na História de Portugal, o que lhe confere tal epíteto, de acordo com o que reza a tradição, terá sido em Guimarães que nasceu e foi batizado aquele que, em 1179, viria a ser coroado o primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, Guimarães assumiu um papel de grande relevo no tempo do Condado Portucalense, pois era a sua Villa mais importante, Guimarães terá sido palco da batalha de S. Mamede, cuja vitória de D. Afonso Henriques foi decisiva para a fundação da Nação Portuguesa ao garantir a independência do Condado Portucalense face ao reino de Leão. A origem de Guimarães remonta a uma Villa, então designada Vimaranes, que se julga ser o genitivo do nome pessoal de origem germânica Vimara ou Guimara, o qual seria um dos donos da terra, com o passar dos séculos, a palavra foi evoluindo para Guimarães por via do latim. No entanto, ainda hoje os habitantes são designados por " Vimaranenses". No século X, a Condessa Mumadona Dias, tia do Rei Ramiro II de Leão e viúva do Conde Hermenegildo Gonçalves, manda construir na sua terra Vimaranes o convento de frades e freiras que se tornou num pólo de tração e de fixação populacional, para sua defesa, Mumadona manda erguer o castelo, entre os anos de 959 e 968, a então Villa Vimaranes desenvolve-se em volta destes dois pólos dinamizadores: o Convento e o Castelo. No século XI o rei Afonso VI de Leão  e Castela entrega o governo da Provincia Portucalense ao Conde D. Henrique, que para aqui vem viver, este casa-se com D. Teresa e desta união nasce em 1111 aquele que viria a tornar-se o primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques. Em 1114, o Conde D. Henrique morre, tendo poucos anos antes, outorgado foral à Villa Vimaranes concedendo privilégios especiais aos seus moradores. Em 1128, no dia 24 de junho, dá-se a Batalha de S. Mamede, o campo de S. Mamede junto ao Castelo de Guimarães é apontado por vários historiadores como tendo sido um dos seus palcos, esta batalha é travada entre as hostes de D. Afonso Henriques e as de sua mãe, D. Teresa e do Conde de Trava de Galiza, em que os primeiros defendiam a independencia do condado face ao reino de Leão, esta batalha é vencida por D. Afonso Henriques, marcando assim os alicerces da nação Portuguesa. Em 1179, D. Afonso Henriques é reconhecido Rei de Portugal pelo Papa Alexandre III, no século XII, o convento fundado pela Condessa Mumadona Dias, vai ser transformado em Colegiada, que ao longo dos tempos vai ver o seu prestígio e importância valorizados face às doações e privilégios que lhe vão sendo concedidas por reis e nobres, com o passar dos séculos, Guimarães vai ser palco do desenvolvimento de algumas indústrias, como sendo a cutelaria, a fiação e tecelagem do linho, a curtimenta das peles e a ourivesaria. No ano de 1853, a Rainha D. Maria II eleva à categoria de cidade, sendo a partir saqui fomentado e autorizado o derrube das muralhas, muralhas estas das quais são ainda possíveis hoje em dia observar alguns vestígios.


Gastronomia :

                Guimarães é um centro de cultura bem definido e na mesa também se encontra essa particularidade, não pela sua originalidade, mas sim pelo tratamento que se dá aos pratos e que os torna diferentes de tudo o que se pode encontrar na região norte do país. Comece pela sopa, prove a Canja olhuda de pica-no-chão ou a suculenta Sopa de Nabos, prove a variada Sopa de Lavrador ou o famoso Caldo Verde. Se procura peixe, o bacalhau é rei, e em Guimarães encontra um delicioso bacalhau recheado, com o bacalhau também se fazem os bolinhos de bacalhau, as pataniscas ou o saboroso bacalhau frito. Se optar pela carne, tem a vitela, com batatas loiras e arroz seco, cabrito ou perna de porco assada, de influência minhota encontra os rojões e as papas de sarrabulho, diferentes de todas as outras, por serem de prato e feitas de pão, para o fim fica o pica no chão, um arroz de frango e o bucho, puramente vimaranense, pela forma como é recheado. É comum dizer-se que o Minho é a região portuguesa onde melhor se come e Guimarães não foge a essa regra, tem um particular realce a doçaria, que mereceu inclusive referência por parte de Camilo no seu romance " Amor de Salvação", quando diz que aqui se comem " as mais ambrosíacas rabanadas que os deuses coaram em suas celestiais gargantas". Rabanadas e mexidos, aletria e o leite creme, o famoso toucinho do céu, as incomparáveis tortas de Guimarães e as brisas da Penha, este é o legado deixado sobretudo pelas monjas do convento de Santa Clara de geração em geração, chegando até aos nossos dias.   







sábado, 3 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Póvoa de Lanhoso


Localização :

                  Situado em pleno coração do Minho, o concelho da Póvoa de Lanhoso localiza-se geograficamente entra a margem esquerda do rio Cávado e a margem direita do rio Ave. A limitá-lo estão os concelhos de Braga, Guimarães, Fafe, Vieira do Minho e Amares. Esta situação privilegiada faz das Terras de Lanhoso local de passagem para muitos turistas nacionais e estrangeiros. Com uma área de 130 km2 repartidos por 29 freguesias, o concelho tem sofrido um desenvolvimento económico e empresarial que tem contribuído para a reestruturação e melhoramento das suas infra-estruturas, proporcionando aos visitantes boas condições de acolhimento, tanto a nível social, cultural e económico. 

História :

                   Numerosos restos de diferentes civilizações encontrados na zona, confirmam a extensa história destas terras, celtas e romanos deixaram aqui claras mostras da sua cultura. No século XII construiu-se no Monte do Pilar o monumento mais emblemático e representativo da população, o Castelo de Lanhoso, cenário de históricos acontecimentos, aqui permaneceu presa D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, depois da Batalha de S. Mamede. D. Dinis lhe concede carta de Foral à vila no ano de 1292, nascendo assim o concelho de Lanhoso, este Foral foi reformado em 1514, baixo o reinado de D. Manuel, no ano de 1640 construiu-se nas proximidades do castelo, outro dos grandes edifícios da cidade, o Santuário de Nossa Senhora de Porto de Ave. Outro feito importante na história do país teve lugar no ano de 1846, quando Maria da Fonte inicia nestas terras uma Revolta contra o poder estabelecido dos Cabrais. Atualmente o castelo é um lugar de visita obrigatória, não só pelo seu papel no nascimento do país, como também pelas privilegiadas vistas que oferece da comarca do Minho, rodeada pelas Serras do Gerês e da Cabreira e banhada pelos rios Ave e Cávado.




Gastronomia :

                Situada numa das mais ricas regiões gastronómicas do país, Póvoa de Lanhoso soube preservar os seus pratos mais típicos que hoje constituem um verdadeiro emblema das Terras de Lanhoso, um orgulho para as suas gentes. Aqui poderá o visitante saborear, entre outros pratos, o cabrito à S. José, considerado o prato típico das festas de S. José, o bacalhau assado na brasa com batatas a murro ou ainda os bifes à Romaria, prato originário na Romaria de Nossa Senhora de Porto D'Ave, uma das mais antigas romarias minhotas que se celebra no 1º domingo de setembro e que juntamente com as festas de S. José a 19 de março, constituem os mais importantes eventos do concelho. Para além da doçaria tradicional minhota, é de salientar o pão-de-ló, as cavacas, os charutos e as rosquilhas como os doces típicos das várias festividades da Póvoa de Lanhoso.





                   

         

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Viagem e visita ao Concelho de Braga


Localização :

                Situada no coração do Minho, Braga encontra-se numa região de transições de Este para Oeste, entre serras, florestas e leiras aos grande vales, planícies e campos verdejantes. Terras construídas pela natureza e moldadas pelo homem, inserida na região do Minho, Braga é sede do distrito homónimo. Com uma área de 184 km2 confronta a norte com os concelhos de Vila Verde e Amares, a nordeste e este com Póvoa de Lanhoso, a sul e sudoeste com Guimarães e Vila Nova de Famalicão e a oeste com o concelho de Barcelos. Administrativamente, o concelho de Braga é a capital do distrito de Braga e abrange a totalidade de 62 freguesias, sendo um concelho predominantemente urbano, principalmente em torno da cidade.


História :

          A ocupação humana da região onde se integra o município de Braga remonta a milhares de anos, estando documentada por vestígios que adquirem monumentalmente a partir do período megalítico. Na época correspondente à Idade do Ferro, desenvolveu-se a denominada cultura castreja, característica do povo brácaro que ocupava estrategicamente sítios fortificados nos pontos altos do relevo. O processo de romanização iniciou-se por volta do ano 200 a.C., consolidando-se a partir dos primórdios da nossa era, com a fundação da primeira cidade de Braga - Bracara Augusta. A partir do século V a.C., as invasões bárbaras, trouxeram à região profunda conturbação que se prolongou com os Árabes até finais do século VIII, só se iniciando o processo organizativo nos finais do século seguinte. Cerca de 1070, D. Pedro, primeiro Bispo de Braga, reorganiza a Diocese, conhecendo a cidade e a área envolvente um clima de franco fortalecimento das suas estruturas fundamentais, a urbe vai-se desenvolvendo em torno da Catedral circunscrita ao núcleo amuralhado e sucessivamente fortificado, não sofre significativa expansão. Braga no século XVI, é uma cidadela que vive à margem dos ventos dos descobrimentos e do progresso consagrado da época, D. Diogo de Sousa, homem de ideias renascentistas, vai transformá-la de tal forma, que se pode falar em refundação, sobrevivendo a nova Bracara, quase inalterada, até ao século XIX. Ao período vivido entre meados de quinhentos e as primeiras décadas de setecentos, associa-se um fervoso clima de religiosidade, patente na afluência de comunidades religiosas que vão construir Mosteiros, Conventos e Igrejas, apagando sucessivamente os edifícios de traça romana e influenciando a própria arquitetura civil através do recobrimento das fachadas do casario com gelosias. No século XVIII, Braga ressurge e brilha nas floreadas curvas do Barroco, protagonizadas pelos Arcebispos da Casa de Bragança e pelo génio artístico de André Soares, que lhe conferiram para a eternidade, um legado excecional, verdadeiro ex-librís do Barroco em Portugal. No final do século assiste-se com Carlos Amarante à transição para o Neoclássico. A centúria seguinte traz consigo focos de conflito e destruição, afluindo a partir da segunda metade, o dinheiro e o gosto dos brasileiros, introduzem-se na cidade algumas melhorias a nível de infraestruturas e equipamentos e o centro cívico deixa a tradicional zona da Sé, passando para o Jardim Público, hoje chamada Avenida Central.


Gastronomia :

           O Minho é sobretudo bacalhoeiro, em lascas, de cura amarela, hoje praticamente desaparecido, à Margarida da Praça, à Miquelina, à Mira Penha e em Braga, forçosamente à Narcisa, que melhor se deveria dizer à Eusébia, a emérita cozinheira do restaurante vizinho do cemitério e falecida em 1972. Em Braga, algo há devidamente local, embora copiado um pouco por toda a parte, o arroz de pato à moda de Braga, cozido o arroz em que se trabalhou o pato e levado ao forno com rodelas de chouriço e tiras de presunto. Toque especial leva na cidade dos Arcebispos o sarrabulho. Fundamental é acompanhar o sarrabulho com os rojões, carne enrijada e vinha-de-alhos, os farinhotes, enchidos e condimentos, os fígados e o sangue frito com alho, exclusivamente bracarenses, as friguideiras, grandes pastéis de massa folhada com recheio de vaca e presunto, citadas como divinas por Júlio Dinis e com que fazia as suas orgias gastronómicas o José Fistula. é na doçaria que a cozinha de Braga atinge uma maior originalidade e requinte, com o pudim Abade de Priscos, o toucinho do céu, as vieiras, o bolo rei, os doces de romaria e os fidalguinhos de Braga, biscoito seco para acompanhar o chá, bem como outras especialidades ricas de longa tradição conventual e popular.







Santuário do Bom Jesus de Braga ou do Monte :

       O Santuário do Bom Jesus do Monte, também referido como Santuário do Bom Jesus de Braga, localiza-se na freguesia de Tenões, na cidade, concelho e distrito de Braga, este Santuário católico constitui-se num conjunto arquitetónico-paisagístico integrado por uma igreja, um escadório onde se desenvolve a Via Sacra do Bom Jesus, uma área de mata, o Parque do Bom Jesus, alguns hotéis e um funicular, o elevador do Bom Jesus.

História :

           Acredita-se que a primitiva ocupação deste sítio remonte ao início do século XIV, quando alguém terá erguido uma cruz no alto do monte Espinho. No ano de 1373 já é mencionada uma ermida no local, sob a invocação da Santa Cruz, esta ermida terá estado anexa  à Paróquia de Tenões. Local de devoção e peregrinação das gentes da região de Braga, em 1494 foi erguida uma segunda ermida, por iniciativa do então Arcebispo de Braga, D. Jorge da Costa, conforme atestam as armas desse prelado, encontradas durante as obras empreendidas em 1839. Uma terceira ermida foi erguida em 1522 por iniciativa do deão da Sé de Braga, D. João da Guarda, período em que se registou um aumento da devoção no local. Em 1629 um grupo de devotos constituiu a Confraria do Bom Jesus do Monte, sendo edificada uma capela onde foi colocada uma imagem de Cristo Crucificado, além de casas para abrigo dos romeiros e as primeiras capelas dos Passos da Paixão, sob a forma de pequenos nichos, dedicados aos episódios da Deposição da Cruz, da deposição do túmulo, de Ressurreição e da Ascensão. Foi nomeado o primeiro ermitão, Pedro do Rosário, a partir de 1722, o então Arcebispo de Braga, D. Rodrigo de Moura Teles, concebeu e iniciou um grande projeto que desembocaria no atual Santuário, as obras iniciaram-se a 1 de junho de 1784, tendo ficado concluídas em 1811.