Translate

domingo, 21 de outubro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Vila Pouca de Aguiar

Localização: 

      Vila Pouca de Aguiar situa-se no distrito de Vila Real, é sede de município com 432,68 km 2 e é sub dividido por 18 freguesias. O município é limitado a norte por Chaves, a leste por Valpaços e Murça, a sul por Alijó, Sabrosa e Vila Real, a oeste por Ribeira de Pena e a noroeste por Boticas. Encontra-se entre a serra do Alvão e a serra da Padrela num local privilegiado, já que  contém um longo vale fértil e montanhas favoráveis á criação de gado e á defesa estratégica da região. Com um Património histórico e cultural riquíssimo, Vila Pouca de Aguiar expõe grandiosos monumentos locais apelativos á tranquilidade e ao bem-estar dos seus residentes e visitantes. 



História:

   Conhecidas nos primórdios da nacionalidade como as terras de Aguiar de Pena, nome tirado do velho castelo roqueiro com a mesma designação, ou seja da Pena, assente num penedo colossal que seria uma das referências da região, com o nome de Aguiar adivinha-lhe do fato de ser um povoado de águias. Delimitada a norte tela terra de Chaves e Montenegro, a leste e sul pela terra de Panóias e a ocidente pelas terras de Bastos, a ocupação humana deste território, remonta á época megalítica, muito anterior á ocupação romana, como testemunham várias antas, mamoas, sepulturas e o espólio arqueológico encontrado em vários locais, principalmente na serra do Alvão. Nos finais do século III a.C. começa a colonização romana do território atualmente português, posteriormente e até á fundação do reino de Portugal, este território foi sucessivamente ocupado por Suevos, Visigodos e Muçulmanos, após a criação do Reino, é atribuído o primeiro foral  á Terra Aguiar da Pena pelo Rei D. Manuel, em 1515. Em meados do século XIX as reformas administrativas efetuadas ao nível autárquico, deram a atual configuração ao município de Vila Pouca de Aguiar.


Gastronomia:

      No que respeita na gastronomia do municipio de Vila Pouca de Aguiar e de um vasto e riquíssimo repasto, sugerimos a sopa de castanhas, o cabrito assado no forno, a bola de carne do castelo, os cogumelos selvagens e o bolo de castanhas, mas muito mais pode ser apreciado numa visita por este concelho.





Agora vamos deixar-vos uma receita tradicional desta região, que é um prato muito apreciado.

Cabrito assado no forno:

Ingredientes :

3 kg de batatas pequenas
azeite q.b.
sal q.b.
1 folha de louro
pimenta q.b.
12 dentes de alho
vinho branco q.b.
10 cebolas grandes
1 cabrito com cerca de 5 kg
1 kg de arroz
1 cerveja
colorau q.b.

Preparação :

    Corta-se o cabrito em pedaços pequenos e lava-se, depois de lavado e escorrido tempera-se com o vinho, os alhos, a pimenta, o louro, o sal e o azeite. Deixa-se a marinar para o dia seguinte. No outro dia, numa assadeira de barro, colocam-se as cebolas ás rodelas, por cima os bocados do cabrito e rega-se com a marinada, tapa-se a assadeira com papel de alumínio e leva-se ao forno médio a assar, cerca de duas horas. Meia hora antes de servir, retira-se a prata e deixa-se alourar, aumentando o calor do forno. Entretanto, para o acompanhamento, prepare um arroz branco e as batatas assadas. Para as batatas; descasque as batatas e prepara-se uma assadeira de barro com uma camada de cebola, o restante alho, o louro, o azeite, o sal, o colorau e a cerveja, colocam-se as batatas e mistura-se tudo, vai ao forno também tapado com papel de alumínio. Para o arroz, coloca-se num tacho, azeite, uma cebola e um dente de alho muito picado, deixa-se estalar a cebola e junta-se o arroz, mexe-se bem e deixa-se fritar um pouco, acrescenta-se 2 litros de água a ferver, tempera-se e tapa-se para ir ao forno, durante 15 minutos. Vai á mesa em travessa, onde o cabrito é acompanhado pelas batatas assadas e decorado com esparregado de grelos e rodelas de laranja, o arroz é servido à parte.


sábado, 20 de outubro de 2012

Viagem e visita a Valpaços

Localização:

   O concelho de Valpaços situa-se na região Norte e sub região Alto Trás-os-Montes, é sede de município com 553,06 km2 e subdividido por 31 freguesias, é limitado a noroeste por Chaves, leste por Vinhais e Mirandela, a sul por Murça e a oeste por Vila Pouca de Aguiar.


História: 

     A atual e florescente cidade de Valpaços remonta ao primeiro período da nacionalidade, século XII - XIII. Os primeiros documentos escritos que falam sobre a cidade de Valpaços datam o século XII, o próprio topónimo tem uma raiz claramente pré-nacional, a freguesia terá começado por ser um pequeno reduto habitado por nobres e famílias senhoriais, atraídas por um conjunto de privilégios tendentes a povoar aquela região tão próxima de Espanha. Antigamente, Vale de Paço ( e depois Vale de Paços até ao século XIX ) tem raízes mesmo na pré-nacionalidade, o que não é de estranhar num território como o deste concelho que que a arqueologia é notável desde a época romana e a toponímia, especialmente a antroponímica de filiação germânica, tão exuberante, constitui o melhor documento do povoamento pré-nacional do território. A 6 de Novembro de 1836, a aldeia de Valpaços é elevada, por decreto, á categoria de Município, o concelho atual tem uma constituição histórica muito singular, sendo formado pela totalidade do extinto concelho de Carrazeda de Montenegro ( a metade sul ), por metade, do também extinto concelho de Monforte do Rio Livre ( o extremo norte ) e por uma fração do termo do antigo concelho de Chaves ( Friões e Ervões ) ao centro, compreendendo a atual vila. A sua constituição data do segundo quartel do século XIX e deve-se á Revolução Liberal que não hesitou em sacrificar velhos concelhos de de venerandas e históricas raízes, pois se trata de representantes dos velhos julgados medievais e terras de Montenegro e Monforte. Valpaços foi elevada a vila em 1853, através de decreto real de 26 de Março, assinado por D. Pedro V, referendado pelo Marquês de Loulé. Em 1936, chegava finalmente a sua representação heráldica, agora revista para uma coroa de cinco castelos dado que passou a cidade em 13 de Maio de 1999, data em que a Assembleia da República, cujo presidente era Almeida dos Santos, aprovou o requerimento. 


  

Gastronomia:

           Podemos destacar os seguintes pratos típicos e produtos gastronómicos de Valpaços e Alto Tâmega, o folar de Valpaços, o presunto, o salpicão, as linguiças, as alheiras, o cabrito assado ou estufado, o cozido á transmontana, a feijoada á transmontana, os milhos, o pão centeio, couve penca, batata de Trás-os-Montes, o mel, as deliciosas amêndoas, a sopa de castanhas e o seu muitíssimo apreciado vinho. 





Vamos agora deixar-vos uma receita de um prato típico desta região que está presente em vários concelhos de Trás-os-Montes.

Feijoada à Transmontana :

Ingredientes:

500 gr de feijão encarnado
350 gr de entrecosto
1 chispe
100 gr de toucinho entremeado fresco
1 chouriço de carne
1 chouriço mouro
2 cebolas
1 dente de alho
1 folha de louro
3 colheres ( sopa ) de azeite
0,5 dl de vinho branco
1/2 lata de tomate pelado
2 cenouras
1 couve portuguesa
sal e pimenta q.b.

Preparação :

Demolhe o feijão em água de um dia para o outro. No dia, coza-o em água temperada com sal, á parte coza o entrecosto, o chispe, o toucinho e os chouriços num tacho com água e uma das cebolas descascadas e cortadas em pedaços, vá retirando as carnes conforme forem ficando cozidas. Descasque a restante cebola e o alho, pique-os, deite-os para um tacho, junte o louro e o azeite, leve ao lume e deixe refogar até a cebola ficar macia, adicione o vinho branco, o tomate pelado, as cenouras descascadas e cortadas em rodelas, os chouriços também cortados em rodelas e ainda a couve em pedaços, deixe cozinhar 5 minutos. Acrescente depois o feijão com um pouco do caldo da cozedura e todas as carnes cortadas em pedaços, retifique o sal, tempere com pimenta e deixe apurar, depois sirva de imediato.

Esta receita demora 1 hora e 25 minutos a ser confeccionada e dá para 4 pessoas.  



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Mirandela



Localização:

     A cidade de Mirandela localiza-se no Vale do Rio Tua e encontra-se localizada numa zona aplanada de solos muito férteis onde se cultivam oliveiras. Á sua volta encontram-se muitos montes  e por essas razões em Mirandela verifica-se um micro-clima, caracterizado por Verões abafados e quentes, que lhe dão o alcunha de Terra Quente Transmontana. É Sede de um Município com 658,97 km2 e é subdividido por 37 freguesias, o município é limitado a norte por Vinhais, a leste por Macedo de Cavaleiros, a sul por Vila Flor e Carrazeda de Ansiães e a oeste por Murça e Valpaços.


História:

    No século VI, o paroquial Suevo dá-nos  conta da existência de " Laetera", enigmática e vasta circunscrição administrativa que corresponde á  mesma área onde nasceu o concelho de Mirandela. A importante e medieval "terra de ledra" estender-se-ia pela quase totalidade do atual concelho e por parte do de Vinhais, compreendendo ainda uma reduzida porção  do concelho de Mirandela. No dealbar do século XIII, já esta terra se encontrava dividida em três julgados: Lamas de Orelhão, Mirandela e Torre de D. Chama, todas estas povoações receberam foral e se constituíram em concelhos, Mirandela recebeu assim de D. Afonso III carta de foral a 25 de Maio de 1250. O lugar de Mirandela teve a sua origem no monte de S. Martinho, junto ao monte do Mourel, onde hoje ainda se identifica o Castelo Velho, mais tarde foi transferida para o cabeço de S. Miguel, atualmente centro histórico da cidade. Foi elevada a cidade a 28 de Junho de 1984, Caladunum era o antigo nome da atual cidade de Mirandela. Cognominada a "Coimbra do Norte", pela configuração geográfica e traço paisagístico do rio e suas pontes, Mirandela tem a dominá-la o célebre e majestoso Palácio dos Távoras, a perpetuar o seu passado de glória e por tapete o cerimonioso rio Tua, de águas tranquilas e mansas que a beija e embala constantemente.



Gastronomia: 

         A gastronomia é sem dúvida uma das atrações desta região, o azeite é indispensável  e acompanha todas as receitas tradicionais, trata-se de um azeite equilibrado, com cheiro e sabor a fruto fresco, por vezes amendoado. As Alheiras de Mirandela, são reconhecidas por todo o país bem como todos os enchidos





quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Viagem ao concelho de Macedo de Cavaleiros

Localização:

      O concelho de Macedo de Cavaleiros estende-se por uma área de 699,3 km2 e é composta por 38 freguesias que agregam 67 localidades, administrativamente pertence ao distrito de Bragança, sendo o centro deste e fazendo fronteira a norte com Vinhais, a noroeste com Bragança, a leste com Vimioso, a sul com Mogadouro e Alfandega da fé e a oeste com Mirandela. O território concelhio encontra-se em pleno planalto transmontano, com altitudes dominantes compreendidas entre os 400 e os 800 metros, tendo a norte a Serra de Nogueira, ao centro a de Ala e a do Cubo, a sul a Serra de Bornes e a este o monte de Morais, apresenta uma paisagem com um mosaico cultural diversificado e caraterístico de Trás-os-Montes, onde no planalto predominam olivais, soutos e ainda alguns carvalhais.


História:

     o nome de Macedo de Cavaleiros tem a ver com a designação de terra fértil para maçãs ( " macedo" em português medieval), bem como ao ato heróico de Martim Gonçalves de Macedo, na Batalha de Aljubarrota. A 14 de Agosto de 1385, o Mestre de Avis, futuro Rei de Portugal, é atacado por Álvaro Gonçalves de Macedo, desfere golpe fatal ao castelhano e levanta o Mestre de Avis do chão, salvado assim a vida ao futuro Rei e a nacionalidade portuguesa. Já Rei, D. João I reconheceu e gratificou Martim Gonçalves de Macedo e a partir deste episódio da Batalha de Aljubarrota, o brasão de armas dos " Macedo " passou a incluir um braço vestido de azul, com uma maçã de armas de prata. O atual concelho de Macedo de Cavaleiros foi criado em 1853, dez anos depois, a aldeia de Macedo, que já no tempo de D. João V passara a ser reguengo real, recebe o título de vila, em 1999, o de cidade.


Gastronomia:

    Em Macedo de Cavaleiros descubra as carnes suculentas e verdadeiramente tenras, com origem nos muitos campos e lameiros da região, não resista á tentação de conhecer o verdadeiro sabor da posta de bovino mirandês e do cabrito assado no forno. Depois da matança do porco, aprecie o fumeiro e o inesquecível cozido á portuguesa com butelo e casulas secas, que a tradição obriga a guardar até ao Entrudo, que devem de ser reguadas com o fino azeite.  Uma gastronomia variada, não se faz só de carne, também esta é uma terra de peixe, capturado nos ribeiros e rios, prove as trutas de escabeche ou os peixinhos fritos acompanhados com vinho branco maduro. Também os peixes de águas salgadas são aqui devidamente confeccionados, nas casas regionais, peça uma saladinha de polvo ou frito em ovo, que tradicionalmente as gentes levam no farnel para a apanha da azeitona. Delicie-se com uns chocos grelhados e o bom bacalhau assado na brasa com batatas a murro. Refeição que se preze, não abdica da sopa, delicie-se com a canja de galinha ou com a sopa de legumes da região, não deve também esquecer do caldo verde, sopa de couve galega e batata com "tora" como por aqui se chamam as rodelas de chouriço. A doçaria também merece ser destacada, para o final da refeição, escolha o arroz doce, o pudim de castanha, feito de ovos e puré de castanhas, pode também optar por queijo acompanhado co m compotas caseiras de abóbora ou de castanha, a qualquer altura do dia, não deixe de comer as tradicionais rosquilhas.  






quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Viagem e visita ao Concelho de Miranda do Douro

Brasão de Miranda do Douro (português)Miranda de l Douro (mirandês)


Localização:

Miranda do Douro, sede de concelho está situada num espigão que domina a pique a margem direita do rio Douro, no troço internacional que separa a província Portuguesa de Trás-os-Montes da província espanhola de Castilla y León. A " Cidade Museu " de Trás-os-Montes encontra-se a 86 km da capital de distrito e mantém a sua traça medieval e renascentista. O clima do concelho é de tal forma áspero que é comum dizer-se que  " Em Miranda há nove meses de inverno e três meses de Inferno ". Os de inferno são os de Verão quentes e secos e os de Inverno são rigorosos, com frequentes nevadas. O Concelho de Miranda tem 484,08 km 2, quase 9000 habitantes divididos por 17 freguesias.

Bandeira de Miranda do Douro (português)Miranda de l Douro (mirandês)
História: 

     A vila de Miranda do Douro surgiu com o Rei D. Dinis, Rei de Portugal e Fernando IV, de Leão e Castela, que fundaram a Vila em 18 de Dezembro de 1286, elevando-a á categoria de vila e aumentando-lhe os privilégios antigos. Um dos privilégios deste foral era Miranda nunca sair da coroa, a partir desta altura, Miranda torna-se progressivamente na mais importante das vilas cercadas de Trás-os-Montes. Em 10 de Julho de 1545, D. João III eleva Miranda do Douro á categoria de cidade, passando a ser a primeira diocese de Trás-os-Montes ( por bula do Papa Paulo III de 22 de Maio de 1545 ) que amputava a arquidiocese de Braga da maior parte do território transmontano. Assim, Miranda ficou a ser a capital de Trás-os-Montes, sede do bispado, residência do bispo, cónegos e mais autoridades eclesiásticas bem como, militares e civis, em 1762, no contexto da Guerra dos sete anos, o exército de Eduardo III invade Trás-os-Montes, o paiol com cerca de 500 barris de pólvora, foi atingido por um tiro de canhão, fazendo ir pelos ares as quatro torres do castelo e os bairros periféricos, aproximadamente um terço da população da cidade - cerca de 400 pessoas - pereceram perante esta catástrofe, levando assim á ruína religiosa, demográfica e urbana de Miranda. Quase dois anos depois, em 1764 D. Frei Aleixo Miranda Henriques (23.º bispo) abandona Miranda, trocando-a por Bragança, que passava a ser outra sede episcopal definitiva e única a partir de 1680. Duzentos anos depois, graças á construção das barragens de Picote e Miranda, o concelho assumiu-se como uma região em franco desenvolvimento e a cidade, mercê da perfeita harmonia entre o passado e o presente é, hoje um verdadeiro museu vivo, a cidade vive de numerosos comércios destinados aos vizinhos espanhóis, que atravessam a fronteira para fazer as suas compras. 


Gastronomia:

       No concelho de Miranda é sempre difícil a escolha, aqui os pratos tipícos aliciam-nos a baralham as dietas, quando se sentar há mesa num dos muitos restaurantes do concelho, esquecer-se-á do relógio e reder-se-á aos prazeres da gula, para abrir o apetite aqui ficam alguns pratos da nossa cozinha tradicional: Posta á Mirandesa, Cordeiro assado na brasa, Bacalhau assado, Bola Doce, tudo bem regado com o bom vinho da região.   










terça-feira, 16 de outubro de 2012

Viagem ao concelho de Vimioso

Brasão de armas de Vimioso

Localização:

            O município de Vimioso está integrado no distrito de Bragança, ocupa uma área de 481,5 km2 e abrange administrativamente 14 freguesias, com oito aldeias anexas, duas das quais com sede em vila ( Argoselo e Vimioso). é limitado a norte pela Espanha  a este e sudoeste pelo concelho de Miranda do Douro, a sul pelo concelho do Mogadouro, a oeste pelos concelhos de Macedo de Cavaleiros e Bragança.
Bandeira de Vimioso

História:

     Vimioso esteve sob jurisdição de Miranda do Douro até ao reinado de D. Manuel, ao qual obteve foral em 1516, com a categoria de Vila. A leste de Vimioso, no local denominado Atalaia, supõe-se ter sido o sítio original de um Castro Luso-romano, mas de raiz pré-histórica. A própria fortificação terá sido reforçada e sofrido constantes modificações em consequência das lutas entre Cristão e Mouros. Esta Vila está ligada ao título de Conde: o primeiro título de Conde de Vimioso ( D.Francisco de Portugal ) , conferido por D. João III, em 1534, Vimioso foi vítima da dureza das guerras, inúmeras vezes, em 1658, sofreu um ataque de forças espanholas vindas de Alcanices, em 1762, o exército franco-espanhol dirigiu-se a Miranda do Douro, arrasando a fortaleza, por toda esta Vila e Concelho ainda sobrevivem marcas e testemunhos de uma história. 


Gastronomia:

           Os saberes e sabores tradicionais das receitas que as mãos sábias de quem as domina tão bem preparam, são absolutamente irresistíveis, coma o melhor fumeiro ( alheira, salpicão e botelo ), saboreie o nosso botelo com cascas, uma boa caldeirada de cordeiro ou renda-se a um cabrito assado, a posta de vitela mirandesa, é sempre uma boa escolha. Acompanhe com vinho da região e não deixe de se deliciar com as tentadoras sobremesas: doces regionais, fruta verdadeiramente natural, a marmelada e o queijo caseiro regado com licores de paladares e odores da natureza que rodeia todo o Concelho. 





segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Visita ao concelho de Bragança

Brasão de Bragança

Localização : 

     Bragança é uma cidade de Trás os Montes, sede de concelho, de comarca, de distrito e encontra-se encravada nas montanhas do Nordeste Transmontano, a 700 metros de altitude e a 22 km da fronteira espanhola. é constituída por 2 freguesias, da Sé e de Santa Maria. 

Bandeira de Bragança


História: 

    Sabe-se que nos séculos XI e XII, segundo os Livros de Linhagens, existiu a família dos Bragançãos, provavelmente fixada em Castro de Avelãs ( na altura sede de um mosteiro beneditino que dominava uma área geográfica apreciável do atual distrito de Bragança, tendo sido um dos seus abades, D. Mendo, que deu origem a esta genealogia). Diz-se que Fernão Mendes, um dos Bragançãos mais ilustres, teria raptado e casado em segundas núpcias com D. Sancha, filha de D. Henrique e D. Teresa, tendo desempenhado um papel importante na defesa desta região. Bragança teria passado a constituir propriedade da coroa por falta de descendência nesta união. Segundo E. Carvalho " A família dos Bragançãos contribuiu para a fundação de um povoado que viria a ser denominado de Bragança, do nome da região e da alcunha familiar". Este povoado teria ganho importância com as disputas para formação do novo reino, uma vez que Bragança funcionaria como primeira linha de defesa. O valor estratégico terá conduzido a que D. Sancho efetuasse uma troca com o Mosteiro de Castro de Avelãs, recebendo a Quinta de Benquerença para acrescentar, segundo o Abade, á área do povoado existente. O Elucidário de Viterbo, por exemplo assume que Bragança teria sido fundada e povoada pelo segundo Rei de Portugal, depois de a obter ao Mosteiro do Castro de Avelãs, Albino Lopo corrobora esta tesse " el-rei D. Sancho I mandou para a Quinta de Bemquerença uma colónia, a que deu privilégios especiaes, com o fim de a desenvolver e tomar importante", apontado as condições topográficas e militares como o motivo principal para a sua fundação ou engradecimento de quinta, á qual teria sido depois mudado o nome para Bragança. As interpretações anteriores foram profusamente refutadas pelo Abade de Baçal que conclui que " Bragança já então existia como povoado importante, pois gosava do privilégio de cobrar direitos de portático sobre as mercadorias que ahi vinham vender-se, não acreditamos na fundação de Bragança em 1187, mas sim que a sua população é muito anterior e só o documento de escambo ou troca feito entre os monges de Castro de Avelãs e o rei nos falia em tal quinta, na verdadeira accepção da palavra, ou propriedade contígua a Bragança, pertencente aos frades e como o seu território fazia falta para dar mais âmbito á cidade, el-rei tratou de o obter" ( 1975-1989). 


Gastronomia: 

    De entre os prato típicos salientam-se a conhecida posta mirandesa - esse naco de vitela, generosidade natural - o cabrito de Montesinho, o cozido e a feijoada á transmontana e ainda as trutas. mas a memória da cozinha tradicional continua presente, mesmo na restauração mais urbanizada e sobretudo nas mãos hábeis das donas de casa de tantas aldeias do concelho, o borralho ainda convive com o moderno fogão, as panelas continuam a alinhar-se á volta da fogueira e o escano ( de castanho )será sempre a mesa das refeições invernais. Por estas paragens a realidade gastronómicas é acrescida dos produtos cinegéticos, verdadeiros, rústicos, naturais. São os caldos de perdiz, confeccionados com a água de cozedura destas aves, presunto, nabo, e cebolas, a sopa de coelho bravo, marinado em vinho branco ou o arroz de lebre com repolho, e o javali á transmontana. A doçaria será porventura a faceta menos diversificada na gastronomia da região, destacam-se, contudo os folares da Páscoa, os ovos doces, consumidos com pão, o bolo de mel, as rosquilhas e as súplicas, estas últimas possuem a particularidade de serem confeccionadas á base de apenas três ingredientes: Açúcar, farinha e ovos.