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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Mirandela



Localização:

     A cidade de Mirandela localiza-se no Vale do Rio Tua e encontra-se localizada numa zona aplanada de solos muito férteis onde se cultivam oliveiras. Á sua volta encontram-se muitos montes  e por essas razões em Mirandela verifica-se um micro-clima, caracterizado por Verões abafados e quentes, que lhe dão o alcunha de Terra Quente Transmontana. É Sede de um Município com 658,97 km2 e é subdividido por 37 freguesias, o município é limitado a norte por Vinhais, a leste por Macedo de Cavaleiros, a sul por Vila Flor e Carrazeda de Ansiães e a oeste por Murça e Valpaços.


História:

    No século VI, o paroquial Suevo dá-nos  conta da existência de " Laetera", enigmática e vasta circunscrição administrativa que corresponde á  mesma área onde nasceu o concelho de Mirandela. A importante e medieval "terra de ledra" estender-se-ia pela quase totalidade do atual concelho e por parte do de Vinhais, compreendendo ainda uma reduzida porção  do concelho de Mirandela. No dealbar do século XIII, já esta terra se encontrava dividida em três julgados: Lamas de Orelhão, Mirandela e Torre de D. Chama, todas estas povoações receberam foral e se constituíram em concelhos, Mirandela recebeu assim de D. Afonso III carta de foral a 25 de Maio de 1250. O lugar de Mirandela teve a sua origem no monte de S. Martinho, junto ao monte do Mourel, onde hoje ainda se identifica o Castelo Velho, mais tarde foi transferida para o cabeço de S. Miguel, atualmente centro histórico da cidade. Foi elevada a cidade a 28 de Junho de 1984, Caladunum era o antigo nome da atual cidade de Mirandela. Cognominada a "Coimbra do Norte", pela configuração geográfica e traço paisagístico do rio e suas pontes, Mirandela tem a dominá-la o célebre e majestoso Palácio dos Távoras, a perpetuar o seu passado de glória e por tapete o cerimonioso rio Tua, de águas tranquilas e mansas que a beija e embala constantemente.



Gastronomia: 

         A gastronomia é sem dúvida uma das atrações desta região, o azeite é indispensável  e acompanha todas as receitas tradicionais, trata-se de um azeite equilibrado, com cheiro e sabor a fruto fresco, por vezes amendoado. As Alheiras de Mirandela, são reconhecidas por todo o país bem como todos os enchidos





quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Viagem ao concelho de Macedo de Cavaleiros

Localização:

      O concelho de Macedo de Cavaleiros estende-se por uma área de 699,3 km2 e é composta por 38 freguesias que agregam 67 localidades, administrativamente pertence ao distrito de Bragança, sendo o centro deste e fazendo fronteira a norte com Vinhais, a noroeste com Bragança, a leste com Vimioso, a sul com Mogadouro e Alfandega da fé e a oeste com Mirandela. O território concelhio encontra-se em pleno planalto transmontano, com altitudes dominantes compreendidas entre os 400 e os 800 metros, tendo a norte a Serra de Nogueira, ao centro a de Ala e a do Cubo, a sul a Serra de Bornes e a este o monte de Morais, apresenta uma paisagem com um mosaico cultural diversificado e caraterístico de Trás-os-Montes, onde no planalto predominam olivais, soutos e ainda alguns carvalhais.


História:

     o nome de Macedo de Cavaleiros tem a ver com a designação de terra fértil para maçãs ( " macedo" em português medieval), bem como ao ato heróico de Martim Gonçalves de Macedo, na Batalha de Aljubarrota. A 14 de Agosto de 1385, o Mestre de Avis, futuro Rei de Portugal, é atacado por Álvaro Gonçalves de Macedo, desfere golpe fatal ao castelhano e levanta o Mestre de Avis do chão, salvado assim a vida ao futuro Rei e a nacionalidade portuguesa. Já Rei, D. João I reconheceu e gratificou Martim Gonçalves de Macedo e a partir deste episódio da Batalha de Aljubarrota, o brasão de armas dos " Macedo " passou a incluir um braço vestido de azul, com uma maçã de armas de prata. O atual concelho de Macedo de Cavaleiros foi criado em 1853, dez anos depois, a aldeia de Macedo, que já no tempo de D. João V passara a ser reguengo real, recebe o título de vila, em 1999, o de cidade.


Gastronomia:

    Em Macedo de Cavaleiros descubra as carnes suculentas e verdadeiramente tenras, com origem nos muitos campos e lameiros da região, não resista á tentação de conhecer o verdadeiro sabor da posta de bovino mirandês e do cabrito assado no forno. Depois da matança do porco, aprecie o fumeiro e o inesquecível cozido á portuguesa com butelo e casulas secas, que a tradição obriga a guardar até ao Entrudo, que devem de ser reguadas com o fino azeite.  Uma gastronomia variada, não se faz só de carne, também esta é uma terra de peixe, capturado nos ribeiros e rios, prove as trutas de escabeche ou os peixinhos fritos acompanhados com vinho branco maduro. Também os peixes de águas salgadas são aqui devidamente confeccionados, nas casas regionais, peça uma saladinha de polvo ou frito em ovo, que tradicionalmente as gentes levam no farnel para a apanha da azeitona. Delicie-se com uns chocos grelhados e o bom bacalhau assado na brasa com batatas a murro. Refeição que se preze, não abdica da sopa, delicie-se com a canja de galinha ou com a sopa de legumes da região, não deve também esquecer do caldo verde, sopa de couve galega e batata com "tora" como por aqui se chamam as rodelas de chouriço. A doçaria também merece ser destacada, para o final da refeição, escolha o arroz doce, o pudim de castanha, feito de ovos e puré de castanhas, pode também optar por queijo acompanhado co m compotas caseiras de abóbora ou de castanha, a qualquer altura do dia, não deixe de comer as tradicionais rosquilhas.  






quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Viagem e visita ao Concelho de Miranda do Douro

Brasão de Miranda do Douro (português)Miranda de l Douro (mirandês)


Localização:

Miranda do Douro, sede de concelho está situada num espigão que domina a pique a margem direita do rio Douro, no troço internacional que separa a província Portuguesa de Trás-os-Montes da província espanhola de Castilla y León. A " Cidade Museu " de Trás-os-Montes encontra-se a 86 km da capital de distrito e mantém a sua traça medieval e renascentista. O clima do concelho é de tal forma áspero que é comum dizer-se que  " Em Miranda há nove meses de inverno e três meses de Inferno ". Os de inferno são os de Verão quentes e secos e os de Inverno são rigorosos, com frequentes nevadas. O Concelho de Miranda tem 484,08 km 2, quase 9000 habitantes divididos por 17 freguesias.

Bandeira de Miranda do Douro (português)Miranda de l Douro (mirandês)
História: 

     A vila de Miranda do Douro surgiu com o Rei D. Dinis, Rei de Portugal e Fernando IV, de Leão e Castela, que fundaram a Vila em 18 de Dezembro de 1286, elevando-a á categoria de vila e aumentando-lhe os privilégios antigos. Um dos privilégios deste foral era Miranda nunca sair da coroa, a partir desta altura, Miranda torna-se progressivamente na mais importante das vilas cercadas de Trás-os-Montes. Em 10 de Julho de 1545, D. João III eleva Miranda do Douro á categoria de cidade, passando a ser a primeira diocese de Trás-os-Montes ( por bula do Papa Paulo III de 22 de Maio de 1545 ) que amputava a arquidiocese de Braga da maior parte do território transmontano. Assim, Miranda ficou a ser a capital de Trás-os-Montes, sede do bispado, residência do bispo, cónegos e mais autoridades eclesiásticas bem como, militares e civis, em 1762, no contexto da Guerra dos sete anos, o exército de Eduardo III invade Trás-os-Montes, o paiol com cerca de 500 barris de pólvora, foi atingido por um tiro de canhão, fazendo ir pelos ares as quatro torres do castelo e os bairros periféricos, aproximadamente um terço da população da cidade - cerca de 400 pessoas - pereceram perante esta catástrofe, levando assim á ruína religiosa, demográfica e urbana de Miranda. Quase dois anos depois, em 1764 D. Frei Aleixo Miranda Henriques (23.º bispo) abandona Miranda, trocando-a por Bragança, que passava a ser outra sede episcopal definitiva e única a partir de 1680. Duzentos anos depois, graças á construção das barragens de Picote e Miranda, o concelho assumiu-se como uma região em franco desenvolvimento e a cidade, mercê da perfeita harmonia entre o passado e o presente é, hoje um verdadeiro museu vivo, a cidade vive de numerosos comércios destinados aos vizinhos espanhóis, que atravessam a fronteira para fazer as suas compras. 


Gastronomia:

       No concelho de Miranda é sempre difícil a escolha, aqui os pratos tipícos aliciam-nos a baralham as dietas, quando se sentar há mesa num dos muitos restaurantes do concelho, esquecer-se-á do relógio e reder-se-á aos prazeres da gula, para abrir o apetite aqui ficam alguns pratos da nossa cozinha tradicional: Posta á Mirandesa, Cordeiro assado na brasa, Bacalhau assado, Bola Doce, tudo bem regado com o bom vinho da região.   










terça-feira, 16 de outubro de 2012

Viagem ao concelho de Vimioso

Brasão de armas de Vimioso

Localização:

            O município de Vimioso está integrado no distrito de Bragança, ocupa uma área de 481,5 km2 e abrange administrativamente 14 freguesias, com oito aldeias anexas, duas das quais com sede em vila ( Argoselo e Vimioso). é limitado a norte pela Espanha  a este e sudoeste pelo concelho de Miranda do Douro, a sul pelo concelho do Mogadouro, a oeste pelos concelhos de Macedo de Cavaleiros e Bragança.
Bandeira de Vimioso

História:

     Vimioso esteve sob jurisdição de Miranda do Douro até ao reinado de D. Manuel, ao qual obteve foral em 1516, com a categoria de Vila. A leste de Vimioso, no local denominado Atalaia, supõe-se ter sido o sítio original de um Castro Luso-romano, mas de raiz pré-histórica. A própria fortificação terá sido reforçada e sofrido constantes modificações em consequência das lutas entre Cristão e Mouros. Esta Vila está ligada ao título de Conde: o primeiro título de Conde de Vimioso ( D.Francisco de Portugal ) , conferido por D. João III, em 1534, Vimioso foi vítima da dureza das guerras, inúmeras vezes, em 1658, sofreu um ataque de forças espanholas vindas de Alcanices, em 1762, o exército franco-espanhol dirigiu-se a Miranda do Douro, arrasando a fortaleza, por toda esta Vila e Concelho ainda sobrevivem marcas e testemunhos de uma história. 


Gastronomia:

           Os saberes e sabores tradicionais das receitas que as mãos sábias de quem as domina tão bem preparam, são absolutamente irresistíveis, coma o melhor fumeiro ( alheira, salpicão e botelo ), saboreie o nosso botelo com cascas, uma boa caldeirada de cordeiro ou renda-se a um cabrito assado, a posta de vitela mirandesa, é sempre uma boa escolha. Acompanhe com vinho da região e não deixe de se deliciar com as tentadoras sobremesas: doces regionais, fruta verdadeiramente natural, a marmelada e o queijo caseiro regado com licores de paladares e odores da natureza que rodeia todo o Concelho. 





segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Visita ao concelho de Bragança

Brasão de Bragança

Localização : 

     Bragança é uma cidade de Trás os Montes, sede de concelho, de comarca, de distrito e encontra-se encravada nas montanhas do Nordeste Transmontano, a 700 metros de altitude e a 22 km da fronteira espanhola. é constituída por 2 freguesias, da Sé e de Santa Maria. 

Bandeira de Bragança


História: 

    Sabe-se que nos séculos XI e XII, segundo os Livros de Linhagens, existiu a família dos Bragançãos, provavelmente fixada em Castro de Avelãs ( na altura sede de um mosteiro beneditino que dominava uma área geográfica apreciável do atual distrito de Bragança, tendo sido um dos seus abades, D. Mendo, que deu origem a esta genealogia). Diz-se que Fernão Mendes, um dos Bragançãos mais ilustres, teria raptado e casado em segundas núpcias com D. Sancha, filha de D. Henrique e D. Teresa, tendo desempenhado um papel importante na defesa desta região. Bragança teria passado a constituir propriedade da coroa por falta de descendência nesta união. Segundo E. Carvalho " A família dos Bragançãos contribuiu para a fundação de um povoado que viria a ser denominado de Bragança, do nome da região e da alcunha familiar". Este povoado teria ganho importância com as disputas para formação do novo reino, uma vez que Bragança funcionaria como primeira linha de defesa. O valor estratégico terá conduzido a que D. Sancho efetuasse uma troca com o Mosteiro de Castro de Avelãs, recebendo a Quinta de Benquerença para acrescentar, segundo o Abade, á área do povoado existente. O Elucidário de Viterbo, por exemplo assume que Bragança teria sido fundada e povoada pelo segundo Rei de Portugal, depois de a obter ao Mosteiro do Castro de Avelãs, Albino Lopo corrobora esta tesse " el-rei D. Sancho I mandou para a Quinta de Bemquerença uma colónia, a que deu privilégios especiaes, com o fim de a desenvolver e tomar importante", apontado as condições topográficas e militares como o motivo principal para a sua fundação ou engradecimento de quinta, á qual teria sido depois mudado o nome para Bragança. As interpretações anteriores foram profusamente refutadas pelo Abade de Baçal que conclui que " Bragança já então existia como povoado importante, pois gosava do privilégio de cobrar direitos de portático sobre as mercadorias que ahi vinham vender-se, não acreditamos na fundação de Bragança em 1187, mas sim que a sua população é muito anterior e só o documento de escambo ou troca feito entre os monges de Castro de Avelãs e o rei nos falia em tal quinta, na verdadeira accepção da palavra, ou propriedade contígua a Bragança, pertencente aos frades e como o seu território fazia falta para dar mais âmbito á cidade, el-rei tratou de o obter" ( 1975-1989). 


Gastronomia: 

    De entre os prato típicos salientam-se a conhecida posta mirandesa - esse naco de vitela, generosidade natural - o cabrito de Montesinho, o cozido e a feijoada á transmontana e ainda as trutas. mas a memória da cozinha tradicional continua presente, mesmo na restauração mais urbanizada e sobretudo nas mãos hábeis das donas de casa de tantas aldeias do concelho, o borralho ainda convive com o moderno fogão, as panelas continuam a alinhar-se á volta da fogueira e o escano ( de castanho )será sempre a mesa das refeições invernais. Por estas paragens a realidade gastronómicas é acrescida dos produtos cinegéticos, verdadeiros, rústicos, naturais. São os caldos de perdiz, confeccionados com a água de cozedura destas aves, presunto, nabo, e cebolas, a sopa de coelho bravo, marinado em vinho branco ou o arroz de lebre com repolho, e o javali á transmontana. A doçaria será porventura a faceta menos diversificada na gastronomia da região, destacam-se, contudo os folares da Páscoa, os ovos doces, consumidos com pão, o bolo de mel, as rosquilhas e as súplicas, estas últimas possuem a particularidade de serem confeccionadas á base de apenas três ingredientes: Açúcar, farinha e ovos. 




domingo, 14 de outubro de 2012

Visita ao concelho de Vinhais

Amanhã iremos testemunhar a história, as tradições e a gastronomia do concelho de Vinhais.

Vinhais é freguesia e sede de concelho, pertence ao distrito de Bragança, Região Norte e sub-região do Alto Trás-os-Montes, a freguesia de Vinhais estende-se por uma área de 33,16 km2 distribuida pelas povoações de Vinhais, Rio de Fornos, Moas, Romariz e Ermida, é sede de um municipio com uma área de 694,68 km2, subdividido por 35 freguesias. o concelho é limitado a norte e oeste pela Espanha, a este pelo concelho de Bragança, a sul pelos concelhos de Macedo de Cavaleiros e Mirandela e a oeste pelos concelhos de Valpaços e Chaves.  

História:

   O topónimo Vinhais , no dizer de alguns historiadores deve provir de data já muito antiga e a propósito escreveu algures, o Abade de Miragaia: « Desde tempos muito remotos a produção principal desta freguesia e deste concelho era o vinho, como está dizendo o seu mone - Vinhais,- terra de vinhais e vinhedos...» Na verdade é a este saboroso e apreciado liquido tão abundante nos séculos passados, principalmente entre os rios Tua e Rabaçal, que se deve a nosso ver, a origem do vocábulo que na opinião de alguém com autoridade não é termo moderno, apesar da sua forma não lhe fixar época, depois de se ter aplicado já em substituição do primitivo ( briga ), a local por natureza forte e por certo mais fortalecido do antigo castelo de Vinhais, que ficava a bastantes quilómetros ao sul da actual vila de Vinhais, designando por certo, já antes da Nacionalidade - de modo que o topónimo poderá até ascender ao latim - » viviales», embora para sua confirmação não tenhamos provas. O mais antigo documento que conhecemos em que faz menção  do vocabulário - Vinhais - que viria depois a denominar a atual vila de Vinhais é dos meados do século XII, o que não quer dizer que não se trate de designação muito mais antiga nessa época. Trata-se pois da » Doação ao Mosteiro de São Martinho da Castanheira em terra de Sanábria, Hespanha, de uma propriedade em Vilar d'Ossos - concelho de Vinhais. Ora é sabido que a atual vila de Vinhais ainda não existia nessa altura, mas sim a freguesia de São Facundo, vulgo S. Facundo de Crespos e mesmo que existisse ainda não estava organizado o concelho de Vinhais, de modo que não podemos pensar que a expressão se refira o local subordinado a atual vila de Vinhais, mas antes pelo contrário, estamos em optar que se trata não e um topónimo, nome de lugar, mas de um corónimo, isto é, do nome dado a uma certa região, ou a um território determinado de funções administrativas, não locais, mas relativamente ao governo central, o mesmo que «terra» termo que afinal, aparece no mesmo documento a designar o que já antes se designava território - Barrondas da Serra. Os dados lançam para o século XII, as primeiras edificações do que mais tarde seria o castelo de Vinhais, transladado possivelmente do Monte de Sr.ª da Saúde, de Vale de Janeiro, por este já não servir os critérios de defesa e controlo fronteiriço. Em 1253, D. Afonso III concede carta de foral, o qual foi outorgado por D. Manuel I em 1512, aos hominibus de Vinaes, et suis terminis, estabelecendo um foro de 600 morabitinos, 500 pela renda daquela terra e 100 pela tenência do castelo. Porém 5 anos mais tarde as inquirições daquele rei mostram que não existia ainda a vila de Vinhais, a povoação mais central, por onde se inicia a inquirição do judicatus de vinaes e S. Facundo do cemitério da vila de Vinhais, parece ser posteriormente a 1258 que num cabeço sobranceiro a Crespos, irá ser erguida a nova vila de Vinhais. Nos reinados de D. Fernando e D. João I fizeram-se reconstruções na cerca da vila, prova de que era um local estratégico de defesa assim como de controlo fronteiriço.

Gastronomia:

   Vinhais apresenta uma gastronomia rica e variada, baseando-se nos produtos genuínos e naturais. O turista que dedicar algum tempo á descoberta desta bela e acolhedora Vila não poderá partir sem se deliciar com algumas das especialidades gastronómicas locais, as saborosas sopas, as deliciosas entradas, as Casulas, os Milhos ( milho moído, podendo ser confeccionado com tomate ou couve), os Cuscus (farinha de trigo e água, cozidos em banho maria), o celebre fumeiro tipico desta região e as magníficas sobremesas de castanha acompanhadas com os doces caseiros. Mas esta vila tem vários pratos típicos e entre eles sugerimos, as trutas do Tuela, os peixinhos do rio fritos, o cabrito á transmontana, os grelos cozidos com linguíça e chouriço de pão, o rodeão assado, os rojões e o figado com couve guisada. Nas sobremesas, podemos destacar a tarte de castanha, o pudim de ovos,  leite creme com pão de ló, súplicas, bolo de noz e os bolinhos das Clarissas.   



sábado, 13 de outubro de 2012

Viagem ao concelho de Chaves





Localização:

  O concelho de Chaves desenvolve-se ao longo do vale do rio Tâmega, que tem posição central no território concelhio e que é delimitado pelas encostas das terras altas em seu redor, a nascente e a poente, de relevos graníticos e xistosos chegam a atingir os 1000 metros de altitude. Implantado no estremo Norte do País, na fronteira com a Espanha, confina a norte com a Galiza e do lado Português, é limitado a oriente pelos concelhos de Vinhais e Valpaços, a sul por Vila Pouca de Aguiar e a oeste por Montalegre e Boticas. Chaves é um dos seis concelhos da região do Alto Tâmega, situada no distrito de Vila Real, assumido uma posição estratégica no contexto do Nordeste Peninsular, reforçada pela confluência de importantes vias rodoviárias internacionais. O municipio de Chaves abrange uma superfície territorial de 519,32 km2, distribuida por 51 freguesias, tem como núcleos urbanos mais importantes a vila de Vidago e a cidade de Chaves, sede de concelho, que engloba 8 freguesias, das quais apenas uma totalmente urbana.

História:

    O período de dominação bárbara durou até que os mouros, povos do Norte de África, invadiram a região e venceram Rodrigo, o último monarca, no início do século VIII. Com a invasão dos árabes, tambem o islamismo invadiu o espaço ocupado pelo cristianismo o que determinou uma azeda querela religiosa e provocou a fuga das populações residentes para as montanhas noroestinas com as inevitáveis destruições. As escaramuças entre os mouros e cristãos duraram até ao século XI. A cidade  começou por ser reconquistada aos mouros no século XI por D. Afonso, rei de Leão que a reconstituiu parcialmente, porém, logo depois, no primeiro quartel do século X, voltou a cair no poder dos mouros, até que no século XI, D. Afonso III, rei de Leão, a resgatou, mandou reconstruir, povoar e cercar muralhas. Da presença islâmica remanesce, quase tão somente na cultura popular, uma grande variedade de lendas interligado castros, tesouros fabulosos e mouras encantadoras. Foi, provavelmente por volta de 1160 que Chaves foi integrada no país que já era então Portugal, com a revelante intervenção dos lendários Ruy e Garcia Lopes tão intimamente ligados á história desta terra. Pela sua situação fronteiriça, Chaves era vulnerável ao ataque dos invasores, D. Dinis, como medida de proteção mandou levantar o castelo e a fortificação muralhada que ainda hoje dominam o burgo citadino e a sua periferia, num grande raio. Em 1253 realizou-se em Chaves o casamento de D. Afonso III com a sua sobrinha D. Beatriz, filha de Afonso X, o sábio, foi o bolonhês quem concedeu á povoação o seu 1º foral, a 15 de maio de 1258, D. Manuel I outorgaria novo foral em 1514. Aquando da Guerra da Independência, D. João I montou em redor de Chaves um cerco que durou 4 meses, tendo-se-lhe rendido a praça, o senhorio da vila foi então dada a D. Nuno Álvares Pereira, que o viria a ceder a D. Afonso, seu genro, fundador da Casa de Bragança, na qual Chaves se conservou durante vários séculos. A Cidade foi cenário de diversos episódios bélicos no século XIX, nela se tendo celebrado, a 20 de setembro de 1827, a designada Convenção de Chaves, após o combate de Ruivães, pondo termo há revolta cartista de 1837, conhecida pela revolta dos marechais. Em Chaves travou-se a 8 de julho de 1912, o combate entre as forças realistas de Paiva Couceiro e as do governo republicano, chefiadas pelo Coronel Ribeiro de Carvalho, de que resultou o fim da 1.ª incursão monárquica. A 12 de março de 1929 Chaves foi elevada á categoria de cidade.





Gastronomia:

    Neste concelho podemos encontrar muitos e variadíssimos pratos tipicos desta zona mas os pratos que se destacam, nas carnes é o arroz de fumeiro, milhos, cozido á transmontana, feijoada á transmontana e o guisado de miscaros ou tortulhos ( cogumelos selvagens que se encontram em algumas terras ), nos peixes temos os peixes do rio com cebolada, salada de bacalhau, polvo cozido, sardinhas em filetes panados e a roupa velha, nas sobremesas podemos apreciar o leite creme tostado, o doce de cabaça, o doce de gila, as rabanadas, as filhós de jerimu, os sonhos de abóbora, a aletria de leite ( á moda antiga) e o arroz doce ( tambem á moda antiga). Se alguém tiver a curiosidade de como se fazer estes pratos, é só escreverem um comentário que nós daremos as receitas destes e de outros pratos de outros concelhos.