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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Viagem a Paredes de Coura


Brasão de Paredes de Coura

Localização:

    Paredes de Coura situa-se no exato centro do Alto Minho, delimitado por montes que o definem, protegem e ocultam, talhado pelo rio Coura, cerzido pelas colinas interiores e os vales dos afluentes daquele rio, com ambientes e habitats preservados, paisagens variadas e belas, oferecidos pela natureza e moldados pelo milenar labor do Homem. Com cerca de 138 km2 de superfície, está subdividido em 21 freguesias, confronta com os Arcos de Valdevez, a nascente, Vila  Nova de Cerveira, a poente, Ponte de Lima, a sul, Monção, a nordeste e Valença  a noroeste.

Bandeira de Paredes de Coura

História:

   A região foi habitada em eras remotas o que se encontra bem documentado pelos múltiplos vestígios da civilização dolménica ou castreja existentes em diversos lugares do concelho. Os marcos miliários que nela se encontram mostram, por sua vez, que uma importante via militar do conventus bracarense do império romano atravessava este território. Há vestígios de casas senhoriais e de ricas explorações agrícolas romanas. Na época do domínio Imperial romano da Península presume-se que terá existido uma cidade de nome Cauca, localizada na via militar de Braccara a Tuy, alguns autores antigos sugerem a hipótese de essa cidade, na qual teria nascido o Imperador Teodósio, se situar no território de Coura, que derivaria daquela designação. Narciso Alves da Cunha defende que o topónimo Coura deriva da palavra celta Cora, lugar recatado e seguro. Julgado de Fraião e Terras de Coyra, coabitaram no território do atual concelho. A designação concelho aparece no reinado de D. João I, mantendo-se simultaneamente a de Terras de Coyra. O foral manuelino, de 13 de Abril de 1515, fixou o nome de concelho de Coura, nessa altura, o limite norte chegava ao Rio Minho.


Gastronomia:

   A gastronomia é uma expressão de cultura e de bem viver. Os saberes e os sabores tradicionais evidenciam os produtos locais de que o homem dispunha para a sua alimentação e os modos e as formas que foi apurando para os tomar mais úteis, mais saborosos, mais agradáveis. A gastronomia courense é um vasto e rico património, assente em produtos naturais e ecológicos, de uma sã e economia rural. Da truta do rio Coura, onde abunda, aos enchidos, passando pelas carnes de cabritos e anhos criados nos nossos montes, é toda uma variedade de pratos regionais e de cozinha tradicional, de alimentação abundante em calorias mas equilibrada. A doçaria, não muito diversificada, é no entanto rica, rica no conteúdo e no acentuado paladar, as filhós, as roscas, os biscoitos de milho, as rabanadas no vinho tinto e os famosos formigos aos quais o mel da região dá um toque de delicado sabor. Neste concelho tambem se realiza todos os anos um festival de rock que é conhecido por Festival de Paredes de Coura, onde têm todos os anos um cartaz recheados com grandes grupos de todo o mundo e este festival dura 3 dias.












segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Viagem até Valença



Localização:

  A cidade de Valença situa-se na Região Norte, no Distrito de Viana do Castelo. Este concelho faz fronteira com o concelho de Monção a este, com o de Paredes de Coura a sul e com o de Vila nova de Cerveira a oeste, sendo que estes três Concelhos fazem todos parte do Vale do Minho. A norte, o Rio Minho separa estas terras das terras espanholas da vizinha Galiza, mesmo em frente, bem a norte apresenta-se a comarca de Tui. A sua área aproximada é de 117 km2 e compõem-se de 16 freguesias.




Gastronomia:


Valença, a Fronteira e a Fortaleza de valor mundial, o comércio tradicional, o verde do Minho e séculos a apurar o gosto e as receitas, fazem de Valença destino gastronómico privilegiado, premiados com uma das 7 maravilhas da gastronomia portuguesa, é procurada diariamente por milhares de visitantes. Terra onde o bacalhau é rei, deve de provar o bacalhau á São Teotónio, saborear a tradição com o caldo verde, uma das 7 maravilhas gastronómicas de Portugal e experimente os Borrachinhos de Valença, uma doçaria única. 






domingo, 7 de outubro de 2012

Visita ao Concelho de Caminha


Localização :

             O Concelho de Caminha abrange uma área de 129,7 Km2, distribuída por vinte freguesias. O concelho é limitado a Sul pelo concelho de Viana do Castelo, a Norte pelo rio Minho, a Nascente pelos concelhos de Vila nova de Ceveira e por Ponte de Lima e a Poente pelo Oceano Atlântico.

Bandeira de Caminha

História :

           Sobre o topónimo principal do concelho, "Caminha", têm surgido várias interpretações, algumas das quais baseadas em lendas e crenças populares. Assim, a tradição popular conta que quando Jesus Cristo e S. Pedro passaram por aqui, S. Pedro perguntara: "Senhor, que nome terá esta terra?" ao que Jesus Cristo respondeu "Caminha, caminha que temos pressa...". Uma outra história remete a origem do topónimo para um fidalgo galego que deu o nome à "Terra de Caminha". Este chamava-se D. Caminio e viera com D. Afonso III de Leão, na Reconquista. Apesar destas interpretações serem bastante divulgadas, é de ter em conta que têm pouco valor cientifico, sendo o topónimo "Caminha" de difícil explicação e de origem e significado ainda desconhecidos. Supõe-se, contudo, que terá origem pré-romana, talvez com o radical dos velhos topónimos e antropónimos hispânicos "calamus". Uma outra possível interpretação é que o topónimo seja derivado do baixo latim "caminia", talvez relacionado com "caminho". Em 1258, D. Afonso III concede-lhe o título de senhorio que D. Dinis confirma e concede carta foral em 1284, reconhecendo-se assim o valor estratégico militar do porto de mar, já próspero das "Terras de Caminha". D. João I entrega o senhorio de Caminha a Fernão Mendes Coutinho em 10 de Fevereiro de 1390, concedendo à vila o privilégio de "porto franco". Esta medida foi em grande parte responsável pelo notável desenvolvimento da vida marítima e do comércio locais, permitindo também a construção da igreja matriz. A 20 de Julho de 1464, D. Afonso V faz Conde de Caminha, D. Henrique de Meneses, da casa de Vila Real, nesta se conservando a vila até 14 de Maio de 1641. Nesse ano, após a conspiração contra D. João IV, Caminha entrou na posse da Casa do Infantado, até à sua extinção em 1834. D. Manuel I, em 1 de Junho de 1512, outorga um novo foral, marcando uma etapa importante no desenvolvimento desta região.
             


Cultura e Turismo : 

                   Localizado numa zona de grande beleza paisagística, o concelho de Caminha dispõe de uma área atlântica costeira de praias excepcionais e de uma zona de montanhas bastante aprazível. Como locais de interesse turístico, são de destacar a Serra de Arga, o miradouro de Santo Antão, o Parque do Camarido e o miradouro do Calvário. A nível cultural o concelho dispõe de várias infra-estruturas e associações culturais e desportivas que promovem várias atividades, ao longo de todo o ano. 



Gastronomia : 

              Como pratos típicos do concelho de Caminha, destacam-se o ensopado de enguias e a perna de vitela no espeto, bem como o sável e a lampreia, na época própria.





                

Viagem e visita ao concelho de Monção



Localização : 

           O concelho de Monção situa-se no limite norte de Portugal, inserido-se na região do Alto Minho juntamente com mais nove municípios  estabelece fronteira com Espanha, através do Rio Minho, confinando com os concelhos de Arcos de Valdevez, Melgaço, Paredes de Coura e Valença. Para fins administrativos e estatísticos, o Concelho de Monção pertence á Região Norte de Portugal enquadrando-se na sub-região do Minho-Lima, compreendendo 33 freguesias ao longo de uma superfície territorial de cerca de 211 km2.




História :

              Monção situa-se entre dois fenómenos geográficos distintos, o extenso e fértil vale do rio Minho e as escarpadas montanhas, sendo  no sentido transversal, cortado por uma série de rios, ribeiros, riachos, que fertilizam a sua terra e permitem a ocupação a meia encosta. Se os vales são propícios para a prática de agricultura também os terrenos de alta montanha são os ideais para a prática da pastorícia  não sendo então raros os vestígios de ocupação um pouco por todo o lado. O rio Minho, desde sempre constituiu um elemento atrativo para a fixação de populações nas suas margens, podendo-se encontrar, junto dessas vários achados arqueológicos que testemunham um passado recheado de vestígios da passagem de diferentes povos por estas terras, sendo já vários os achados pré-históricos, alguns deles datados do Paleolítico encontrados nos terraços fluviais desde o rio. Assim como também já foram encontrados objetos líticos nos terraços fluviais do rio Minho, entre as freguesias de Tangil e Podame.


Gastronomia :

O concelho de Monção oferece um vasto cardápio de paladar caseiro e gostoso que compreende entre outros manjares, o arroz de lampreia do rio Minho, o sável e o salmão, geralmente servidos grelhados ou em caldeirada, o cabrito assado há moda de Monção, conhecido como a " Foda há Monção " e na doçaria, as delicias conventuais das barriguinhas de freira e os populares papudos e roscas. Consequência desta variedade e riqueza gastronómica, a autarquia monçanense em conjunto com os proprietários dos restaurantes locais e a região de turismo, levam a efeito a iniciativa " Domingos Gastronómicos " em Fevereiro, dedicado á promoção do arroz de lampreia do rio Minho e barriguinhas de freira.

Artesanato :

  O artesanato é um valioso instrumento de expressão do património cultural do concelho, sendo importante referir os bordados e as rendas, a cerâmica, a tecelagem, os trabalhos em madeira e as artes decorativas. Todos estes produtos constituem um património de valor incalculável que infelizmente corre o risco de se perder, uma vez que os artesões locais estão envelhecidos e as gerações mais novas hesitam em dar continuidade ao legado cultural herdado dos maiores.

sábado, 6 de outubro de 2012

Concelho de Melgaço


Localização :

        Com uma superfície de 239 Km2 , Melgaço abrange na sua área administrativa dezoito freguesias.
Localizado no Extremo Noroeste de Portugal, no Alto Minho, o concelho de Melgaço encontra-se integrado no distrito de Viana do Castelo. Trata-se de um concelho bastante montanhoso que se estende desde as margens do rio Minho até à serra da Peneda, fazendo fronteira com os concelhos de Arcos de Valdevez, Monção e com os concelhos galegos de Entrimo, Verea, Lobera, Quintela de Leirado, Padrenda e Creciente. Da fauna característica do concelho é de destacar uma espécie em particular: o cão de Castro Laboreiro, um cão pastor bastante conhecido pela sua bravura na guarda de gado e de propriedades.

 


História : 

      Sobre o topónimo "Melgaço" ainda restam muitas dúvidas quanto à sua origem. Segundo alguns autores, o étimo deriva do latim vulgar "mellicaceus", que significa "terra abundante em mel", no entanto, uma outra explicação tem o topónimo como de origem pré-romana, na palavra "melgaecus". A ocupação primitiva do território que corresponde ao actual concelho de Melgaço é bastante remota, sendo atestada pelos diversos vestígios encontrados nas freguesias que o constituem. O exemplo mais significativo encontra-se talvez em Castro Laboreiro, onde foram descobertos várias marcas dos povos primitivos que aqui habitaram durante diferentes épocas. Sobre a fundação da vila existem algumas dúvidas ainda por esclarecer. Supõe-se que em finais do século IX, o povo árabe terá fundado aqui uma importante fortaleza, conhecida como Castelo do Minho e que, com a reconquista, teria ficado praticamente destruída. Em 1170, D. Afonso Henriques, tendo encontrado a povoação deserta, mandou-a povoar, e ordenou a reedificação do castelo. A 21 de Julho de 1181, o mesmo monarca concedeu-lhe foral e doou a Melgaço a aldeia de Chaviães. Este foral foi depois confirmado por D. Afonso II, em 1219, e mais tarde por D. Afonso III, a 9 de Fevereiro de 1261. Já a 3 de Novembro de 1513, D. Manuel I outorgaria ainda outro foral à vila.
Melgaço, sendo o concelho mais a Norte de Portugal, sempre representou um papel estratégico, sendo palco de vários acontecimentos históricos. Segundo a tradição, aqui se travou um combate que deixou para a história a personagem de Inês Negra. Tudo terá acontecido em 1388, no inicio do reinado de D. João I e altura em que se travou uma guerra contra Castela pela independência de Portugal. Este conflito dividiu a aristocracia e o povo português, pelo que muitas terras tomaram o partido de Castela. Quando Melgaço tomou também essa posição, Inês Negra, mulher do povo e fiel à causa portuguesa, abandonou a vila só regressando quando D. João I decidiu reconquistar Melgaço. Inês Negra juntou-se então ao seu exército, mas as duas facções nunca se chegaram a defrontar, pois a batalha travou-se entre Inês Negra e uma sua inimiga de longa data, conhecida como "Arrenegada". Segundo a lenda, a "Arrenegada" desafiou Inês Negra, propondo que a contenda fosse resolvida entre elas e, com o consentimento dos dois exércitos, assim aconteceu. Com a vitória de Inês Negra, os castelhanos abandonaram Melgaço e quando D. João I quis gratificar Inês, esta respondeu-lhe que se sentia já recompensada pela sova que tinha dado à sua inimiga.




Cultura e Turismo : 

       Localizado numa zona de grande beleza paisagística e riqueza cultural e histórica, o concelho de Melgaço apresenta um conjunto de características e infra-estruturas que impulsionam a atividade turística. Assim, o concelho dispõe de uma oferta diversificada que vai desde as praias fluviais ao montanhismo, caça e pesca. Um dos locais bastante procurados são as termas do Peso, uma estância de cura, repouso e turismo, e o Parque Nacional da Peneda-Gerês que engloba as freguesias de Lamas de Mouro e Castro Laboreiro. 


Gastronomia :

         Dos pratos típicos do concelho de Melgaço são de destacar o cabrito assado no forno, a lampreia com arroz à bordalesa frita com ovos, as trutas abafadas, o sarrabulho, o caldo de farinha, os grelos com rojões, a bola da frigideira, o bolo de pedra e o arroz de cabidela. Na doçaria, são de mencionar os pastéis mimosos, as migas doces, o arroz doce à moda de Melgaço, decorado com canela usando motivos da região e a sopa seca de pão duro, um dos doces tradicionais da noite de consoada.