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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Viagem até Valença



Localização:

  A cidade de Valença situa-se na Região Norte, no Distrito de Viana do Castelo. Este concelho faz fronteira com o concelho de Monção a este, com o de Paredes de Coura a sul e com o de Vila nova de Cerveira a oeste, sendo que estes três Concelhos fazem todos parte do Vale do Minho. A norte, o Rio Minho separa estas terras das terras espanholas da vizinha Galiza, mesmo em frente, bem a norte apresenta-se a comarca de Tui. A sua área aproximada é de 117 km2 e compõem-se de 16 freguesias.




Gastronomia:


Valença, a Fronteira e a Fortaleza de valor mundial, o comércio tradicional, o verde do Minho e séculos a apurar o gosto e as receitas, fazem de Valença destino gastronómico privilegiado, premiados com uma das 7 maravilhas da gastronomia portuguesa, é procurada diariamente por milhares de visitantes. Terra onde o bacalhau é rei, deve de provar o bacalhau á São Teotónio, saborear a tradição com o caldo verde, uma das 7 maravilhas gastronómicas de Portugal e experimente os Borrachinhos de Valença, uma doçaria única. 






domingo, 7 de outubro de 2012

Visita ao Concelho de Caminha


Localização :

             O Concelho de Caminha abrange uma área de 129,7 Km2, distribuída por vinte freguesias. O concelho é limitado a Sul pelo concelho de Viana do Castelo, a Norte pelo rio Minho, a Nascente pelos concelhos de Vila nova de Ceveira e por Ponte de Lima e a Poente pelo Oceano Atlântico.

Bandeira de Caminha

História :

           Sobre o topónimo principal do concelho, "Caminha", têm surgido várias interpretações, algumas das quais baseadas em lendas e crenças populares. Assim, a tradição popular conta que quando Jesus Cristo e S. Pedro passaram por aqui, S. Pedro perguntara: "Senhor, que nome terá esta terra?" ao que Jesus Cristo respondeu "Caminha, caminha que temos pressa...". Uma outra história remete a origem do topónimo para um fidalgo galego que deu o nome à "Terra de Caminha". Este chamava-se D. Caminio e viera com D. Afonso III de Leão, na Reconquista. Apesar destas interpretações serem bastante divulgadas, é de ter em conta que têm pouco valor cientifico, sendo o topónimo "Caminha" de difícil explicação e de origem e significado ainda desconhecidos. Supõe-se, contudo, que terá origem pré-romana, talvez com o radical dos velhos topónimos e antropónimos hispânicos "calamus". Uma outra possível interpretação é que o topónimo seja derivado do baixo latim "caminia", talvez relacionado com "caminho". Em 1258, D. Afonso III concede-lhe o título de senhorio que D. Dinis confirma e concede carta foral em 1284, reconhecendo-se assim o valor estratégico militar do porto de mar, já próspero das "Terras de Caminha". D. João I entrega o senhorio de Caminha a Fernão Mendes Coutinho em 10 de Fevereiro de 1390, concedendo à vila o privilégio de "porto franco". Esta medida foi em grande parte responsável pelo notável desenvolvimento da vida marítima e do comércio locais, permitindo também a construção da igreja matriz. A 20 de Julho de 1464, D. Afonso V faz Conde de Caminha, D. Henrique de Meneses, da casa de Vila Real, nesta se conservando a vila até 14 de Maio de 1641. Nesse ano, após a conspiração contra D. João IV, Caminha entrou na posse da Casa do Infantado, até à sua extinção em 1834. D. Manuel I, em 1 de Junho de 1512, outorga um novo foral, marcando uma etapa importante no desenvolvimento desta região.
             


Cultura e Turismo : 

                   Localizado numa zona de grande beleza paisagística, o concelho de Caminha dispõe de uma área atlântica costeira de praias excepcionais e de uma zona de montanhas bastante aprazível. Como locais de interesse turístico, são de destacar a Serra de Arga, o miradouro de Santo Antão, o Parque do Camarido e o miradouro do Calvário. A nível cultural o concelho dispõe de várias infra-estruturas e associações culturais e desportivas que promovem várias atividades, ao longo de todo o ano. 



Gastronomia : 

              Como pratos típicos do concelho de Caminha, destacam-se o ensopado de enguias e a perna de vitela no espeto, bem como o sável e a lampreia, na época própria.





                

Viagem e visita ao concelho de Monção



Localização : 

           O concelho de Monção situa-se no limite norte de Portugal, inserido-se na região do Alto Minho juntamente com mais nove municípios  estabelece fronteira com Espanha, através do Rio Minho, confinando com os concelhos de Arcos de Valdevez, Melgaço, Paredes de Coura e Valença. Para fins administrativos e estatísticos, o Concelho de Monção pertence á Região Norte de Portugal enquadrando-se na sub-região do Minho-Lima, compreendendo 33 freguesias ao longo de uma superfície territorial de cerca de 211 km2.




História :

              Monção situa-se entre dois fenómenos geográficos distintos, o extenso e fértil vale do rio Minho e as escarpadas montanhas, sendo  no sentido transversal, cortado por uma série de rios, ribeiros, riachos, que fertilizam a sua terra e permitem a ocupação a meia encosta. Se os vales são propícios para a prática de agricultura também os terrenos de alta montanha são os ideais para a prática da pastorícia  não sendo então raros os vestígios de ocupação um pouco por todo o lado. O rio Minho, desde sempre constituiu um elemento atrativo para a fixação de populações nas suas margens, podendo-se encontrar, junto dessas vários achados arqueológicos que testemunham um passado recheado de vestígios da passagem de diferentes povos por estas terras, sendo já vários os achados pré-históricos, alguns deles datados do Paleolítico encontrados nos terraços fluviais desde o rio. Assim como também já foram encontrados objetos líticos nos terraços fluviais do rio Minho, entre as freguesias de Tangil e Podame.


Gastronomia :

O concelho de Monção oferece um vasto cardápio de paladar caseiro e gostoso que compreende entre outros manjares, o arroz de lampreia do rio Minho, o sável e o salmão, geralmente servidos grelhados ou em caldeirada, o cabrito assado há moda de Monção, conhecido como a " Foda há Monção " e na doçaria, as delicias conventuais das barriguinhas de freira e os populares papudos e roscas. Consequência desta variedade e riqueza gastronómica, a autarquia monçanense em conjunto com os proprietários dos restaurantes locais e a região de turismo, levam a efeito a iniciativa " Domingos Gastronómicos " em Fevereiro, dedicado á promoção do arroz de lampreia do rio Minho e barriguinhas de freira.

Artesanato :

  O artesanato é um valioso instrumento de expressão do património cultural do concelho, sendo importante referir os bordados e as rendas, a cerâmica, a tecelagem, os trabalhos em madeira e as artes decorativas. Todos estes produtos constituem um património de valor incalculável que infelizmente corre o risco de se perder, uma vez que os artesões locais estão envelhecidos e as gerações mais novas hesitam em dar continuidade ao legado cultural herdado dos maiores.

sábado, 6 de outubro de 2012

Concelho de Melgaço


Localização :

        Com uma superfície de 239 Km2 , Melgaço abrange na sua área administrativa dezoito freguesias.
Localizado no Extremo Noroeste de Portugal, no Alto Minho, o concelho de Melgaço encontra-se integrado no distrito de Viana do Castelo. Trata-se de um concelho bastante montanhoso que se estende desde as margens do rio Minho até à serra da Peneda, fazendo fronteira com os concelhos de Arcos de Valdevez, Monção e com os concelhos galegos de Entrimo, Verea, Lobera, Quintela de Leirado, Padrenda e Creciente. Da fauna característica do concelho é de destacar uma espécie em particular: o cão de Castro Laboreiro, um cão pastor bastante conhecido pela sua bravura na guarda de gado e de propriedades.

 


História : 

      Sobre o topónimo "Melgaço" ainda restam muitas dúvidas quanto à sua origem. Segundo alguns autores, o étimo deriva do latim vulgar "mellicaceus", que significa "terra abundante em mel", no entanto, uma outra explicação tem o topónimo como de origem pré-romana, na palavra "melgaecus". A ocupação primitiva do território que corresponde ao actual concelho de Melgaço é bastante remota, sendo atestada pelos diversos vestígios encontrados nas freguesias que o constituem. O exemplo mais significativo encontra-se talvez em Castro Laboreiro, onde foram descobertos várias marcas dos povos primitivos que aqui habitaram durante diferentes épocas. Sobre a fundação da vila existem algumas dúvidas ainda por esclarecer. Supõe-se que em finais do século IX, o povo árabe terá fundado aqui uma importante fortaleza, conhecida como Castelo do Minho e que, com a reconquista, teria ficado praticamente destruída. Em 1170, D. Afonso Henriques, tendo encontrado a povoação deserta, mandou-a povoar, e ordenou a reedificação do castelo. A 21 de Julho de 1181, o mesmo monarca concedeu-lhe foral e doou a Melgaço a aldeia de Chaviães. Este foral foi depois confirmado por D. Afonso II, em 1219, e mais tarde por D. Afonso III, a 9 de Fevereiro de 1261. Já a 3 de Novembro de 1513, D. Manuel I outorgaria ainda outro foral à vila.
Melgaço, sendo o concelho mais a Norte de Portugal, sempre representou um papel estratégico, sendo palco de vários acontecimentos históricos. Segundo a tradição, aqui se travou um combate que deixou para a história a personagem de Inês Negra. Tudo terá acontecido em 1388, no inicio do reinado de D. João I e altura em que se travou uma guerra contra Castela pela independência de Portugal. Este conflito dividiu a aristocracia e o povo português, pelo que muitas terras tomaram o partido de Castela. Quando Melgaço tomou também essa posição, Inês Negra, mulher do povo e fiel à causa portuguesa, abandonou a vila só regressando quando D. João I decidiu reconquistar Melgaço. Inês Negra juntou-se então ao seu exército, mas as duas facções nunca se chegaram a defrontar, pois a batalha travou-se entre Inês Negra e uma sua inimiga de longa data, conhecida como "Arrenegada". Segundo a lenda, a "Arrenegada" desafiou Inês Negra, propondo que a contenda fosse resolvida entre elas e, com o consentimento dos dois exércitos, assim aconteceu. Com a vitória de Inês Negra, os castelhanos abandonaram Melgaço e quando D. João I quis gratificar Inês, esta respondeu-lhe que se sentia já recompensada pela sova que tinha dado à sua inimiga.




Cultura e Turismo : 

       Localizado numa zona de grande beleza paisagística e riqueza cultural e histórica, o concelho de Melgaço apresenta um conjunto de características e infra-estruturas que impulsionam a atividade turística. Assim, o concelho dispõe de uma oferta diversificada que vai desde as praias fluviais ao montanhismo, caça e pesca. Um dos locais bastante procurados são as termas do Peso, uma estância de cura, repouso e turismo, e o Parque Nacional da Peneda-Gerês que engloba as freguesias de Lamas de Mouro e Castro Laboreiro. 


Gastronomia :

         Dos pratos típicos do concelho de Melgaço são de destacar o cabrito assado no forno, a lampreia com arroz à bordalesa frita com ovos, as trutas abafadas, o sarrabulho, o caldo de farinha, os grelos com rojões, a bola da frigideira, o bolo de pedra e o arroz de cabidela. Na doçaria, são de mencionar os pastéis mimosos, as migas doces, o arroz doce à moda de Melgaço, decorado com canela usando motivos da região e a sopa seca de pão duro, um dos doces tradicionais da noite de consoada.