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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Viagem e visita ao concelho de Santa Cruz das Flores - Açores

Brasão de Santa Cruz das Flores

Localização

             Santa Cruz das Flores é um concelho localizado na metade nordeste da ilha das Flores, no Grupo Ocidental do arquipélago dos Açores, o concelho tem uma área de 72,11 km², é limitado a sueste pelo município das Lajes das Flores e está rodeado pelo oceano Atlântico nas demais direções. A sede é a vila de Santa Cruz das Flores, na costa leste da ilha e na qual se situam o aeroporto das Flores, a Escola Básica e Secundária das Flores, o Centro de Saúde das Flores e os principais serviços governamentais da ilha. Está dividido em 4 freguesias.



História

              A ilha das Flores foi descoberta em 1452 por Diogo de Teive, no entanto só em 1548 aparece a primeira referência à vila de Santa Cruz das Flores. O nome da ilha foi atribuído devido à existência de grande abundância de flores, pelo que também foi batizada de Jardim do Atlântico. No século XVI a ilha serviu de refúgio dos piratas que assaltavam os galeões espanhóis que regressavam carregados de riquezas da América.

Bandeira de Santa Cruz das Flores


Cultura e Turismo

             Do património arquitetónico existente no concelho, destaca-se a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição, cuja construção se iniciou em 1871 e que possui duas torres que ladeiam um frontão. São de salientar também a Capela de Nossa Senhora de Fátima e a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, que fez parte do convento franciscano de São Boaventura (1641) e onde actualmente se encontra o Hospital da Misericórdia. Neste, é de realçar a existência de um coro esculpido em cedro no seu interior. A actividade cultural no concelho é marcada pelas festas do Espírito Santo. Estas festas remontam aos primeiros colonos, que assim pediam a protecção contra os desastres naturais. O ritual inclui a coroação de uma criança, que usa o cetro e uma placa de prata, símbolos do Espírito Santo, tendo lugar uma grande festa no sétimo domingo depois da Páscoa. Para além desta festa, que é celebrada praticamente em todas as ilhas, ocorre a festa de São João, de 24 a 26 de junho. Não existem obras de artesanato ou pratos gastronómicos típicos da ilha de Flores dignos de referência. No que se refere a espaços culturais, o concelho oferece dois museus: o Museu das Flores, inaugurado em 1987, que possui secções de agropecuária, mobiliário e cerâmicas e restos de naufrágios e da caça à baleia, incluindo uma guitarra feita de osso de baleia, e a Casa-Museu Pimentel Mesquita, fundada em 1986.







Gastronomia :

             


domingo, 25 de agosto de 2013

Viagem e visita ao concelho das Lajes das Flores - Açores

Brasão de Lajes das Flores

Localização

              Lajes das Flores é um concelho localizado na metade sudoeste da ilha das Flores, no Grupo Ocidental do arquipélago dos Açores. O concelho, criado em 1515, tem uma área de 69,59 km². É limitado a nordeste pelo município de Santa Cruz das Flores e está rodeado por todos os demais lados pelo oceano Atlântico. A sede é a vila das Lajes das Flores, na costa sul da ilha e onde se situa o porto comercial que a serve. Está dividido em 7 freguesias e é limitado a nordeste pelo município de Santa Cruz das Flores, rodeado por todos os demais lados pelo oceano Atlântico. 

 

História

           A Ilha das Flores pensa-se que foi descoberta em 1452 por Diogo de Teive e seu filho João do Teive tendo o seu primeiro Donatário sido o próprio descobridor. Aparentemente os direitos sobre as Flores e Corvo foram passando de mãos até que por volta de 1500, D.Maria de Vilhena (administradora da capitania em nome do seu filho menor - Rui Telles) ter convidado com o intuito de promover o povoamento da ilha, o flamengo Willem van der Hagen, também conhecido por Guilherme da Silveira, fazendo parte da comitiva, há referência durante a primeira década de Quinhentos, de alguns dos mais importantes povoadores florentinos, nomeadamente: Lopo Vaz, Antão Vaz, Diogo Pimentel e Gomes Dias de Rodovalho. Por volta de 1508-1510 terá ocorrido o povoamento definitivo da ilha sob a direcção dos aludidos povoadores. O reconhecimento oficial da criação da Vila das Lajes ocorreu no ano de 1515, embora a data exacta não seja consensual, contudo, dada a localização geográfica da ilha, a mesma não ficou imune às incursões corsárias, primeiramente de origem mourisca e anos mais tarde de origem inglesa e americana. Os primeiros denotavam alguma inaptidão para a actividade corsária, pelo que os prejuízos causados nunca atingiram grande monta, porém, os últimos demonstraram ter uma propensão inequívoca para a prática da pirataria, tendo os seus ataques causado estragos mais significativos. As populações locais construíram fortificações estratégicas e foram instaladas peças de artilharia que ajudaram a desencorajar tentativas de saque. Lamentavelmente hoje, os vestígios dessas defesas são quase inexistentes. 

Brasão de Lajes das Flores

Heráldica

Armas - De vermelho, com uma vaca de prata malhada de negro, coleirada e chocalhada de ouro, sobre terreiro verde, acompanhada de duas flores de hortênsia de sua cor, folhadas de verde. Em chefe, açor de negro realçado, de ouro, voante, segurando nas garras uma quina de Portugal. Em contr-chefe, um mar ondado de três faixas de prata e de verde. Listel branco com os dizeres: Lajes das Flores.

Bandeira - Esquartelada, de branco e de azul, tendo ao centro o escudo das armas encimado por coroa mural de prata de quatro torres e listel branco com os dizeres a negro: «Lajes das Flores». Haste e lança douradas. Cordões de prata e de azul.

Selo -  Circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres: «Câmara Municipal de Lajes das Flores».

Cultura e Turismo

           O Concelho é rico em belezas naturais. As paisagens são deslumbrantes em virtude da profusão de lagoas, quedas de água, formações rochosas e florestas existentes. O mar sempre omnipresente permite vistas fantásticas que não deixam quem as vê indiferente, os aspectos anteriormente descritos podem ser apreciados através de caminhadas pelos trilhos pedestres. Pode ainda practicar outras actividades tais como: banhos de mar, mergulho, observação de cetáceos e canyoning entre outros, para quem gosta do aspecto cultural, pode optar por visitar os museus, os moinhos, as igrejas que se encontram em bom estado de conservação e facilitam o entendimento de onde vimos.

Miradouro das Lagoas – Poço do Bacalhau

Este trilho inicia-se junto ao Miradouro das Lagoas e termina no Poço do Bacalhau, na Ponta da Fajã. Com uma duração aproximada de 3 horas, de dificuldade média, estende-se por 7 km, ao longo dos quais poderá apreciar uma grande diversidade ecológica e geológica que caracteriza o Parque Natural das Flores.
Neste passeio, percorrem-se alguns dos antigos cones vulcânicos, e maars responsáveis pela formação da ilha. Em termos de flora, ao longo do itinerário, encontram-se diversas espécies da floresta de Laurissilva, das quais destacamos o cedro-do-mato (Juniperus brevifolia), o louro (Laurus azorica), o azevinho (Ilex perado azorica), a uva-da-serra (Vaccinium cylindraceum), o bracel-do-mato (Festuca francoi), a urze (Erica azorica), o sanguinho (Frangula azorica), o folhado (Viburnum treleasei) e o trovisco-macho (Euphorbia stygiana). A avifauna possível de observar consiste, essencialmente, em espécies residentes como é o caso do canário-da-terra (Serinus canarius). Destacam-se alguns endemismos subespecíficos dos Açores: a estrelinha (Regulus regulus inermis), a toutinegra (Sylvia atricapilla gularis), o melro-preto (Turdus merula azorensis), o tentilhão (Fringilla coelebs moreletti) e a lavandeira (Motacilla cinerea patriceae). Também se podem encontrar junto das Lagoas Seca e Branca a galinhola (Scolopax rusticola) e a garça-branca (Egretta garzetta). O percurso situa-se dentro do Parque Natural das Flores, na Reserva Natural do Morro Alto e Pico da Sé e na Área de Paisagem Protegida da Zona Central e Costa Oeste.


Fajã Lopo Vaz

Este percurso começa e termina junto ao Miradouro da Fajã Lopo Vaz e apresenta uma extensão de aproximadamente 4 Km, com um grau de dificuldade médio e duração de cerca de 2 horas. E, chegando à praia poderá aproveitar a oportunidade e tomar um banho refrescante.
O trilho progride por um percurso que alterna entre terra batida, calçada e degraus em pedra. Durante a caminhada poderá observar pequenas quedas de água, onde encontrará agriões (Nasturtium officinale).
As principais espécies faunísticas possíveis de observar são essencialmente aves dos Açores, como o melro-preto (Turdus merula azorensis) e o tentilhão (Fringilla coelebes moreletti), ao longo do trilho existem bonitos exemplares de flora endémica como: a urze (Erica azorica), a faia-da-terra (Morella faya), o pau-branco (Picconia azorica), o bracel-da-rocha (Festuca petraea) e a vidália (Azorina vidalli). No entanto, também encontrará espécies introduzidas, como é o caso da cana-roca (Hedychium gardneranum), do incenso (Pittosporum undulatum) e da hortense (Hydrandea macrophylla). Um aspeto revelador da ação antropogénica neste local, é devido ao seu microclima reputado como o mais quente das Flores. De facto, produzem-se aqui as maiores bananas (Musa sp.) da ilha, para além de figos (Ficus sp.), uvas (Vitis sp.) e araçás (Psidium littorale). O percurso situa-se dentro do Parque Natural das Flores, na Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies da Costa Sul e Sudoeste.


Museu do Lavrador 

Construída nos inícios do século XX, por Francisco Caetano Vieira – abastado agricultor, reconhecido pela sua voluntariosa bondade em ajudar todos os que dele necessitavam, a Casa do Lavrador já era uma moradia familiar em 1908. 
Emigrado para os Estados Unidos da América do Norte onde se ocupou do pastoreio de ovelhas no estado de Nevada , Francisco Caetano Vieira é o exemplo típico daqueles que por necessidade, um dia tiveram de partir e que depois com o “pé-de-meia” por lá granjeado, somado a um contínuo  trabalho árduo e arrojado, foram conseguindo, na sua terra, uma vida humilde mas farta, a “Casa do Lavrador” é de arquitectura simples, em pedra basáltica revestida de barro e cal, e coberta de telha , importada do Continente ( de tão boa qualidade que ainda hoje subsiste) ,mantendo actualmente a sua volumetria inicial bem como todas as suas divisões, distribuídas por dois pisos, sendo o inferior, térreo, geralmente designado por “loja”, destinado a guardar as alfaias agrícolas e parte das colheitas, o “banco de carpina” e múltiplos utensílios que aí poderiam ser arrumados;  e o andar superior, servido por uma escada exterior, constituindo a habitação propriamente dita, neste  caso , de uma família numerosa, como geralmente costumavam ser todas as da época. Pertencendo ao prédio, um “palheiro” também em pedra, servia de estábulo do gado vacum, fonte de rendimento e imprescindível  no amanho das terras, no transporte e na alimentação. O “estaleiro” para dependurar o milho, o “picadouro” para rachar a lenha e “estendedouro” para o coarar da roupa em lavagem , o tanque para armazenar a água das chuvas, o curral dos porcos , são elementos  externos  que complementam a casa típica do lavrador de outros tempos. Descrevendo o espaço destinado á habitação, realça-se a cozinha com o seu forno de lenha original para a cozedura do pão - base da alimentação diária- e também um espaço destinado à higiene. A “lareira” onde assentavam as panelas de ferro fumegantes sobre o crepitar constante da “lenha” trazida dos matos, combustível único destinado à confecção das refeições diárias, era também o defumador natural que conservava as muitas e fartas “baralhas” de linguiça dos muitos porcos criados para a alimentação da família e para a festa dos dias da suas matanças, embora na cozinha por vezes se tomassem algumas refeições, as famílias numerosas e mais abastadas geralmente destinavam um espaço da casa para esse momento sagrado onde toda a família se reunia à volta da mesa – o quarto de jantar. Sobre essa mesa, ao serão por vezes se jogava às cartas e também nela se escreviam outras cartas, as das saudades para os que estavam longe. À volta dela também era costume rezar.
A sala destinada às visitas era um espaço quase inviolável,  no qual se penetrava em momentos apenas especiais –como as visitas do Espírito Santo por ocasião do “acerto da irmandade” , um lugar de solene convívio onde eram recepcionadas as individualidades da terra que se recebiam em visita, como o padre e os professores ou  em momentos raros de grande festa como por ocasião dos “jantares de Espírito Santo” , geralmente oferecidos em agradecimento de graças alcançadas e onde a um canto se levantava o Altar em frente do qual os “foliões” sobe o chão se pinho resinoso, sempre “escasqueado”,  cantavam e dançavam. O aparelho de “rádio”, muito raro na época, cujas “ondas” eram sintonizadas com muita dificuldade, foi a novidade que vulgarizou o uso da “sala” e que a terá generalizado como  um  espaço de maior  convívio  e utilização. Os quartos de cama, onde se destacava o do casal progenitor, ladeado por um ou mais berços, já que as famílias numerosas deles necessitavam, por vários anos consecutivos, tantos quantos os nascimentos das suas crianças, era contraditoriamente ao pudor dos tempos passados uma parte da casa com acesso facilitado. Nele se entrava  para visitar o doente ou o menino recém-nascido.
O tear necessitava de um espaço que hoje poderíamos considerar um atelier. Havia que preparar a lã e o linho, cardando, fiando, urdindo, tecendo alisando as palhas para trança dos chapéus, costurando as roupas para o trabalho e para o domingo; enfim, um nunca mais parar de trabalhos que à luz da candeia se prolongavam pelo serão. Acomodado numa das divisões, com todos os adereços necessários, ele era um utensílio muito rudimentar mas de grande utilidade na sua finalidade. Todos os objectos expostos, todos eles com a sua história (que aqui seria impossível descrever) e todos eles com a marca indelével dos seus antigos donos, transportando consigo todas as suas vivências e memórias foram generosamente concedidos por pessoas do concelho a quem a Câmara muito reconhecidamente agradece e através deles Lhes presta homenagem.








Gastronomia

           Pratos Típicos: São iguarias da região, os pratos típicos das ilhas dos Açores, como as Sopas do Espírito Santo, Inhame com Linguiça, Cozido de Porco, Torta de Erva do Mar e Cherne Cozido ou Frito, que se podem degustar nos restaurantes Beira Mar (de Ana Paula Andrade), O Brandão (de Jorge Silva), o Porto Velho (de Gabriela Dias) e no Snack-Bar Ocidental (de Emília Câmara). Doces Regionais: fazem parte da confeitaria da região, Doce de Amora e Doce de Araçá.






sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Viagem e visita ao concelho da Horta - Açores

Brasão de Horta

Localização

            A Horta é uma cidade portuguesa da Região Autónoma dos Açores. É sede do Parlamento regional e de um concelho do mesmo nome, que ocupa toda a superfíce da Ilha do Faial, com uma superfíce total de 172,43 km². O concelho mais próximo é o da Madalena, na Ilha do Pico. A Cidade da Horta situa-se na costa Sudeste da Ilha do Faial. A área total ocupada pelas 3 freguesias da cidade (Angústias, Conceição e Matriz) é de 8,48 km². A cidade, disposta em anfiteatro virado para a Montanha do Pico, é beneficiada a Sul pela Baía de Porto Pim, (que abriga a Praia de Porto Pim), protegida pelo Monte da Guia (145 metros) e Monte Queimado (89 metros), e a Norte, situa-se a ampla Baia da Horta abrigada pela Lomba da Espalamaca.



História

           Existem duas teorias sobre a origem do topónimo "Horta". Uma sustenta que ele deriva do apelido flamengo do seu 1.º Capitão-donatário, Joss van Hurtere e outra - que parece mais plausível de vez que que "Hurtere" derivou para "Utra" e depois "Dutra" -, de que o topónimo terá surgido pelas variadas hortas e jardins que à época já existiam na ilha. Como a palavra "jardim" ainda não existia no antigo vocabulário, "horta" servia para englobar culturas, flores e árvores. É esta a opinião que encontra maior consenso entre os mais antigos historiadores faialenses e como defende Osório Goulart, escritor e filólogo faialense. Em 146, o nobre flamengo Joss van Hurtere desembarcou na então denominada "Ilha de São Luís" (atual Faial) com mais 15 compatriotas. O grupo demorou-se na ilha por um ano, em busca de prata e estanho.
Em 1467, Hurtere retornou à ilha em uma segunda expedição. Desembarcou num trecho da costa que viria a ser conhecido como baía da Horta e, no local que escolheu para se estabelecer, que deu origem à povoação da Horta, fez erguer uma ermida sob a invocação da Santa Cruz. Em 21 de Fevereiro de 1468, o Infante Fernando de Portugal, Duque de Viseu e Donatário dos Açores, concedeu a Hurtere a Capitania do Faial. Aos primeiros povoadores - camponeses flamengos - somou-se grande quantidade de agricultores oriundos da região Norte de Portugal continental, dispostos a trabalhar arduamente nas novas terras. Hurtere, buscando novas oportunidades de negócio, atraiu uma segunda vaga de colonos, que chegaram por volta de 1470, sob o comando do também nobre flamengo Willem van der Haegen (mais tarde transliterado para Guilherme da Silveira), que trouxe administradores, comerciantes, colonos e outros compatriotas para se estabelecerem na ilha, o filho de Hurtere, Joss de Utra (que se tornou o segundo capitão-mor ), e a filha, D. Joana de Macedo (que foi desposada por Martin Behaim, em 1486, na Ermida de Santa Cruz), permaneceram na ilha do Faial muito depois do falecimento de Hurtere, em 1495.
A ilha prosperou com a exportação de trigo e pastel. Essa prosperidade fez com que a povoação da Horta fosse elevada a vila por D. Manuel I de Portugal já no ano de 1498. No início do governo de Joss de Utra (c. 1495), o centro da futura Vila da Horta já se encontrava mais a Norte da Ermida de Santa Cruz. A primitiva Casa da Câmara e Cadeia, situava-se na altura do n.º 16 da Rua do Bom Jesus. A freguesia da Matriz do Santíssimo Salvador da Horta, a primeira freguesia paroquial a ser constituída, foi aberta ao culto em 28 de Junho de 1514. Data de 1567 o projeto do Forte de Santa Cruz da Horta. O aumento do povoamento, por essa época, levou à constituição da freguesia de N. Sra. da Conceição (30 de Julho de 1568), e mais tarde, da freguesia de N. Sra. da Angústias (28 de Novembro de 1684), pela Diocese de Angra, aquando da visita do padre Gaspar Frutuoso, por volta de 1570, a vila da Horta tinha 509 fogos. Em 1583, soldados espanhóis sob o comando de D. Pedro de Toledo desembarcaram no Pasteleiro, na parte sudoeste da ilha. Mesmo com reforços de tropas francesas, a guarnição foi incapaz de conter os assaltantes e, após escaramuças às portas do Forte de Santa Cruz, António Guedes de Sousa, Capitão-Mor do Faial, foi executado.
Em Setembro de 1589 George Clifford de Cumberland, no comando de uma frota de 13 navios ingleses, apresou uma nau espanhola e mandou saquear as igrejas e conventos, profanando-as e quebrando as imagens e crucifixos. Levaram as peças de artilharias que encontram - excepto 2 peças, que não viram em Porto Pim - e incendiaram as casas do Forte de Santa Cruz. Em 1597, uma nova força, sob o comando de Sir Walter Raleigh, segundo em comando de Robert Devereux, 2.º conde de Essex, saqueou e incendiou os principais edifícios religiosos da cidade da Horta (Ermida de Santa Cruz, primitiva Igreja do SS.º Salvador, Convento de São João, primitivo Convento de São Francisco, Igreja de N. Sra. da Conceição) , bem como as igrejas paroquiais dos Flamengos, da Feteira e da Praia do Almoxarife. As presença frequente de corsários e piratas no Mar dos Açores obrigou à construção de fortes e fortins na ilha que, no século XVIII ascendiam a mais de vinte, a perspectiva do Capitão Edward Wright (1589) e a Planta das Fortificações (1804) apontam para um núcleo urbano inicial (Santa Cruz/Porto Pim) e um crescimento em torno da primitiva Igreja Matriz (onde hoje é a Torre do Relógio) e da praça pública (onde hoje é a Alameda Barão de Roches). Mais tarde, os edifícios municipais situavam-se no canto da Rua Visconde Leite Perry com a Rua Arriaga Nunes. Por fim, a Casa da Câmara e o Tribunal, instalam-se no Colégio dos Jesuítas da Horta, após a expulsão da Companhia de Jesus de Portugal, em 1758, segundo o frei Diogo das Chagas (OFM), em 1643, a Ilha do Faial tinha 8 491 habitantes distribuídos por 1 864 fogos. Quanto à vila da Horta, tinha 2 579 habitantes distribuídos por 610 fogos, a erupção vulcânica do Cabeço Gordo, em 1672 conduziu a uma vaga migratória para o Brasil, mas a economia da ilha não foi significativamente afetada. D. Frei Lourenço, Bispo de Angra, em 30 de Agosto de 1675, mandou realizar as obras - já autorizadas - para a reconstrução da Ermida de Santa Cruz, com a mesma invocação. Em 1688, só restava realizar as obras finais e a ornamentação da igreja, nos anos seguintes, a Horta tornou-se um ponto de paragem para os missionários jesuítas que viajam de e para o Brasil e a Ásia. Os jesuítas ergueram um colégio na cidade, assim como o fizeram os Carmelitas e os Franciscanos. Durante os séculos XVIII e XIX, a Horta é descrita como uma pequena povoação que se desenvolvia ao longo de uma só rua, ao longo da baía da Horta. Possuía vários conventos e igrejas, mas pouco comércio e quase nenhuma indústria. Graças à sua localização, a vila começou a prosperar como um porto de escala de importantes rotas comerciais transtlânticas. Em 1755, serviu de porto de escala ao explorador inglês Capitão James Cook. Conheceu um período de prosperidade entre 1804 e 1896. Iniciou-se quando o empresário e empreendedor John Bass Dabney (1766-1826), cônsul-geral dos Estados Unidos nos Açores, recém-casado com Roxanne Lewis, instalou-se na Horta, no fim do ano de 1804. Posteriormente, o seu filho, Charles William Dabney, casado com Francis Alsop Pomeroy, sucedeu-lhe como Cônsul. Registe-se a importância da família Dabney ao longo de 83 anos na história e economia faialense, reflectida na dinâmica do seu porto ao longo do século XIX, ligados à exportação de laranjas e de vinho verdelho da ilha do Pico, e como porto de reabastecimento dos barcos baleeiros norte-americanos e de reabastecimento de carvão aos navios a vapor. No fim desse período foi beneficiada com a construção do porto comercial (1876) e a instalação das companhias dos cabos telegráficos submarinos (1893), nesse ínterim, a 26 de Setembro de 1814, o brigue corsário estadunidense "General Armstrong", sob o comando do capitão Samuel Chester Reid, foi afundado na baía da Horta por três navios de guerra britânicos sob o comando de Robert Lloyd. Após o afundamento de sua embarcação, o Capitão Reid protestou formalmente por ver destruído o seu navio num porto supostamente neutro e pela incapacidade dos portugueses em fazer valer essa mesma neutralidade. A sua principal peça de artilharia, o canhão "Long Tom" - nome afectuoso com que fora baptizado, viria mais tarde a ser recuperado do fundo da baía. na ocasião, o rei D. Carlos I ofereceu a peça recuperada ao General Batcheller, então ministro dos EUA em Lisboa. Deste modo, este último deslocou-se à Horta, de onde despachou a peça para Nova Iorque, a bordo do navio "Vega", onde chegou a 18 de Abril de 1893. No contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), por iniciativa do duque d'Ávila e Bolama, a Horta foi elevada à categoria de cidade e capital do distrito (4 de Julho de 1833), como recompensa pelo apoio dado ao Liberalismo. Posteriormente, a Câmara da Horta recebeu o seu brasão de armas por decreto assinado pelo rei D. Luís I de Portugal, em 3 de Maio de 1865, com o título de "Mui Leal Cidade da Horta". No contexto da Primeira Guerra Mundial, a cidade sofreu bombardeamento por parte do Império Alemão, em Dezembro de 1916.
O primeiro voo transatlântico hidroavião NC4 sob o comando Capitão Albert C. Read, fez escala na Baia da Horta, em 17 de Maio de 1919. A cidade da Horta entrou assim na História da Aviação. O Coronel Charles Lindberg acompanhado de sua esposa, Anne Morrow, a serviço da Pan American, em 21 de Novembro de 1933, amarrou na Horta no seu monoplano "Spirit of St. Louis". A partir de 21 de Março de 1939, tem início as carreiras regulares de hidroaviões entre a América do Norte e a Europa - até ao ano de 1945. Em 1921, rebocadores Neerlandeses de alto-mar que davam apoio à navegação do Atlântico Norte, passaram a escalar no porto. Após a Segunda Guerra Mundial, estes retornaram para auxiliar os navios transporte que apoiaram a reconstrução da Europa. Na década de 1960 iniciou-se o afluxo de iatistas.
Em 31 de Agosto de 1926 a ilha e o concelho foram abaladas por um sismo de grande magnitude. Décadas mais tarde, entre Setembro de 1957 a Outubro de 1958, o Vulcão dos Capelinhos, também afectou a ilha e o concelho. Mais recentemente, em 23 de Novembro de 1973 e em 9 de Julho de 1998, o concelho foi novamente afectado por actividade sísmica, com prejuízos humanos e materiais avultados. O Aeroporto da Horta foi inaugurado na freguesia de Castelo Branco, em 24 de Agosto de 1971, pelo então Presidente da República, Almirante Américo Tomás. Desde 1985, a TAP iniciou a ligações aéreas directas entre Horta e Lisboa. No interior do porto, em 3 de Junho de 1986 é inaugurada a Marina da Horta, o primeiro porto de recreio a ser inaugurado nos Açores. Depois de obras de remodelação do Aeroporto, em Dezembro de 2001, este recebe a categoria de "Aeroporto Internacional".

Bandeira de Horta

Heráldica

Brasão - Um escudo esquartelado, tendo no primeiro quartel um campo de prata as quinas de Portugal; no segundo campo de azul o busto de prata de sua Majestade Imperial o Senhor Dom Pedro IV, meu augusto avô de muita saudosa memória, e no contra-chefe a coroa e o centro de ouro alusivos ao facto da sua abdicação; e no terceiro campo em azul um livro de prata tendo escrito em letras azuis a data de 29 de Abril de 1826 em alusão à Carta Constitucional da monarquia; e no quarto em campo de púrpura um castelo de prata e pousado sobre ele um açor também de prata; orla azul com a legenda em letras de ouro - D. Luiz I à mui leal cidade da Horta: coroa ducal e por timbre um braço de prata armado duma espada do mesmo metal.

Estandarte - Ao escudo de armas nacionais emparelhou-se outro simbólico do concelho (Ilha) segundo se colige das peças que o constituem: Uma faia arrancada de verde, ladeada por duas jarras com flores, sobre um terreiro de sua cor, e no chefe um ondeado de azul. Cercando os dois escudos uma grinalda sustentada por dois Açores.


Cultura e Turismo

                É uma das sedes da Administração Regional e sede da Assembleia Legislativa Regional dos Açores. É sede do Departamento de Oceanografia e Pescas (sigla DOP) da Universidade dos Açores. Possui um Observatório Meteorológico e uma Estação Radionaval da Marinha. No interior do Porto Comercial, situa-se a famosa Marina da Horta, o primeiro porto de recreio a ser inagurado nos Açores. É paragem obrigatória dos milhares de iates e veleiros que atravessam o Atlântico Norte. Em resultado disso, serão ampliadas as infraestruturas da Marina, construída uma nova Gare Marítima e ampliado o edifício do Clube Naval da Horta. Merecem referência os jardins e espaços verdes emblemáticos da cidade, como o Jardim da Praça do Infante, o Jardim Eduardo Bulcão, o Largo Duque de Ávila e Bolama, o Jardim Florêncio Terra, o Parque Municipal da Alagoa e o Jardim da Praça da República que data de 1903.
Junto da cidade, situa-se a área de Paisagem Protegida do Monte da Guia (73 ha) e onde se localiza a Ermida de Nossa Senhora da Guia, na Quinta de São Lourenço, situa-se o Jardim Botânico do Faial. É servida por um moderno Aeroporto Internacional. Dispõe de ligações aéreas regulares directas para Lisboa (TAP e SATA Internacional) e inter-ilhas (SATA Air Açores). Existem ainda ligações marítimas durante todo o ano entre a ilha do Pico e a ilha de São Jorge (Transmaçor). E no Verão, existem ligações regulares com as restantes ilhas, com excepção da Ilha do Corvo. 
O património arquitectónico existente na cidade é essencialmente de natureza religiosa, o mais importante é o Colégio dos Jesuítas da Horta. Foi mandado construir por D. Francisco de Utra de Quadros, Capitão-mor do Faial, e sua mulher, D. Isabel da Silveira. Falecido a 1652 e sem descendentes, doa em testamento todos os seus bens (incluindo o Solar dos Utras) para fundação do Colégio. O lançamento da 1.ª pedra da igreja, foi a 21 de Outubro de 1652, mas a sua construção só inicia-se em 1680. O edifíco do Colégio dos Jesuítas só começou a se construir em 1719, e não chegaria a ser acabado, devido à expulsão dos padres jesuítas, a 1 de Agosto de 1760. A Igreja do Colégio tornou-se Igreja Matriz da Horta em 30 de Outubro de 1825, por substituição da primitiva igreja devido ao seu adiantado estado de degradação.
A primitiva igreja a Igreja de São Salvador da Horta é aberta ao culto em 28 de Junho de 1514. Foi saqueada e incendiada pelos corsários ingleses em 1597. Iníciou-se a sua reconstrução em 1607 e foi novamente reaberta ao culto a 20 de Dezembro de 1615. O monumento denominado Torre do Relógio, na prática uma torre sineira construída no Século XVIII, data em que foi adicionada à primitiva Igreja Matriz da Horta, que datava de 1500. Esta torre é dotada por um relógio datado de 1700 e constitui um dos ex-libris da cidade. Junto a esta torre localiza-se o Jardim Florêncio Terra, assim denominado em honra de Florêncio Terra, local onde existiu o Convento de São João. No antigo Hospital Walter Bensaúde, que pertenceu à Santa Casa da Misericórdia da Horta, encontram-se agora as novas instalações do Departamento de Oceanografia e Pescas (sigla DOP) da Universidade dos Açores (sigla UAç).
O Convento da Ordem de Santa Clara de advogação a S. João Baptista, vulgo Convento de São João, foi fundado por volta de 1538, por Diogo de Roiz da Costa, "fronteiro de Arzila, onde casou, e tem 2 filhos cléricos e meteu ali as suas filhas freiras." D. Francisca Corte Real, filha do 2.º Capitão-donatário, em seu testamento datado de 20 de Dezembro de 1538, fez-lhe uma doação de 2 000 reis.
O Império do Divino Espírito Santo dos Nobres (em memória da erupção do Vulcão em 1672) é a primeira construção deste tipo em alvenaria a ser feita nos Açores. Por deliberação da Câmara Municipal de 5 de Janeiro de 1759, adquiriu-se um terreno para construção da ermida. No ano seguinte, estava concluído. O Convento de N. Sra. da Glória, foi fundado por D. Catarina de Utra Corte Real, filha do 3.º Capitão-donatário. Em 9 de Janeiro de 1608, fez doação os terrenos para a sua construção. A direcção da construção foi feita por um seu parente, Estácio de Utra Machado. No seu lugar, existe actualmente o jardim da Praça da República.
A Igreja de Nossa Senhora do Rosário, que pertenceu ao Convento de São Francisco, construído em 1696, foi aberta ao culto em 12 de Novembro de 1700. O primitivo Convento de São Francisco foi fundado em 1522. Foi incendiado pelos corsários ingleses em 1597. Reconstruído em 1609, seria novamente destruído por um violento temporal, 60 anos depois. Em 1696, inicia-se a construção do convento e igreja no actual local. Após a extinção das Ordens Religiosas é doado em 1835 à Santa Casa da Misericórdia. Nele é instalado o Hospital da Misericórdia e o Asilo da Mendicidade. Em 1899, o convento é destruído completamente num incêndio, salvando-se a muito custo a sua igreja.
A construção da Igreja do Convento de N. Sra. do Carmo teve início em 1698, sendo só concluído em 1797. O seu adro é um miradouro sobre da cidade. O Duque de Ávila e Bolama, por Portaria de 7 de Julho de 1835, consegue que o convento com sua igreja, seja doada à Ordem Terceira do Carmo, e que no Convento, fique instalado um aquartelamento tropas. Em resultado do Sismo de 1926, o convento acaba por ter que ser demolido na sua quase totalidade, restando contudo a grande cisterna e uma parte do claustro.
A Igreja de N. Sra. das Angústias, no lugar onde se ergueu a Ermida de Santa Cruz, foi aberta ao culto em 28 de Novembro de 1684. A igreja tal como hoje a conhecemos, é construída em 1800, em estilo neoclássico, sendo as suas torres concluidas apenas em 1862. No tecto e nas telas laterais da Capela-mor, guarda-se representações homenageando as famílias nobres e os demais povoadores que vieram para ilha.
A actual Igreja de N. Sra. da Conceição construída em 1933, veio substituir a anterior igreja construída em 1749, demolida no Sismo de 1926. É de realçar a presença de vitrais de grande qualidade artistica.
Do sistema defensivo da Horta contra os piratas e corsários, apenas restam o Forte de Santa Cruz, o Forte de São Sebastião, o Portão do Mar de Porto-Pim, bem como os vestígios do Forte da Guia (Forte da Greta). Da Segunda Guerra Mundial, encontramos a Bateria de Costa da Espalamaca, a do Monte da Guia, e a Monte Carneiro. No edifício da antiga sede da empresa de cabos submarinos alemães, actual sede da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, na Colónia Alemã, existe um notável painel de vitrais da autoria da famosa manufactura Schneiders & Schmolz, de Colónia, a mesma que montou e refez boa parte dos vitrais da catedral de Colónia e alguns dos melhores trabalhos em vidro da transição dos séculos XIX para XX na Alemanha. Os vitrais foram produzidos em 1912 e têm como tema a heráldica das diversas entidades políticas alemães de então. A nível de espaços museulógicos na cidade, destaca-se o Museu Regional da Horta, instalado em parte do antigo Colégio dos Jesuítas, o Museu de Arte Sacra, a instalar junto da Igreja de N. Sra. do Carmo, o internacional Peter Café Sport com o seu Museu de Scrimshaw, o Museu do Desporto, a instalar na antiga Escola Leal da Silva e o Centro do Mar, na antiga Fabrica da Indústria Baleeira de Porto Pim. Na Lomba da Espalamaca, situa-se os Moinhos Faialenses, o Monumento à Imaculada Conceição e os bunkeres de Artilharia de Costa.
No interior do Porto e nos pontões da Marina da Horta, figuram imensas pinturas que constituem um verdadeiro de museu ao ar livre, que se vai renovando ao sabor da imaginação dos navegadores que por ela escalam. Tem ainda um parque das âncoras, junto ao Forte de Santa Cruz MN.
Nos Flamengos, situa-se o Jardim Botânico do Faial, na Quinta de São Lourenço. Mediante marcação com uma antecedência de 8 dias, poderá visitar o Aeroporto da Horta, em Castelo Branco. Existe ainda o Museu Geológico do Vulcão, no Capelo, e o Museu Etnográfico dos Cedros. Pretende-se criar em Pedro Miguel, um Museu Etnográfico.
Na cidade da Horta, para além das festas do Culto do Divino Espírito Santo nos seus diveros Impérios; merece um especial destaque: Dia da Cidade (4 de Junho); Festa de São João [Baptista] da Caldeira, o padroeiro da nobreza da ilha (24 de Junho); Festa de Nossa Senhora do Carmo (16 de Julho); a Semana do Mar, na 1.ª semana de Agosto; a Festa de Nossa Senhora das Angústias (11 de Outubro); a Festa de Santa Cecília, padroeira dos músicos (25 de Novembro); e a Festa de Nossa Senhora da Conceição (8 de Dezembro). O Dia da Autonomia celebra-se a 12 de Junho. No dia de São João Baptista, 24 de Junho, celebra-se o Feriado Municipal.





Gastronomia

              Embora o Faial seja virado para o mar, ao longo dos séculos, a sua cozinha recebeu várias influências. Assim, o Faial foge à regra em relação a muitos pratos característicos de outras Ilhas. Há os pratos típicos de Inhame com Linguiça, Molha de Carne, Morcelas, Torresmos de Vinha-de-Alhos, Sopas do Espírito Santo, Caldo de Peixe, Caldeirada de Peixe e Polvo Guisado com vinho, acompanhado por pão de milho e massa sovada. Os amantes do marisco ficarão encantados com o sabor das lagostas locais, cavaco, caranguejos e do delicioso arroz de lapas. O Queijo tipo Ilha e outros queijos produzidos no Faial, bem como o doce com e as fofas, proporcionam um excelente fim de refeição.

                                                                                                   Inhame com linguiça 
Molha de Carne