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domingo, 7 de julho de 2013

Viagem e visita ao concelho de Aljezur

Brasão de Aljezur

Localização :

        Aljezur ou Algezur é uma vila portuguesa pertencente ao distrito de Faro, região e sub-região do Algarve, é sede de um município com 323,5 km² de área e subdividido em 4 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Odemira, a leste por Monchique, a sueste por Lagos, a sudoeste por Vila do Bispo e a oeste tem uma extensa costa com o oceano Atlântico. O limite noroeste, com o concelho de Odemira, é marcado pela Ribeira de Seixe. O litoral do município faz parte do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.


História : 

             Aljezur é uma terra de origens remotas, cuja antiguidade é atestada pelos muitos vestígios arqueológicos que têm sido encontrados. O seu território é habitado desde os tempos |pré-históricos.
Aljezur foi fundado no século X pelos árabes que aqui permaneceram durante cinco séculos até à conquista cristã e aqui deixaram importantes marcas tais como o castelo, a sua cisterna, a toponímia, como muitas lendas e histórias populares.
No século XIII, no reinado de Afonso III, Aljezur foi definitivamente tomada aos mouros por Paio Peres Correia. Aljezur passa a ter foral a partir de 12 de Novembro de 1280, concedido pelo Rei D. Dinis.
Em 1 de Junho de 1504, D. Manuel reformou a Carta Diplomática de D. Dinis, concedendo à vila o título de "Nobre e Honrada".
Em 1725 Aljezur foi profundamente devastada por um terramoto. O Bispo D. Francisco Gomes de Avelar mandou construir a Igreja da Nossa Senhora D'Alva em local fronteiro à vila para que os habitantes se transferissem para aquele local e para ali crescer um novo aglomerado populacional, passando a se chamar a Igreja Nova.

Bandeira de Aljezur

Cultura e Turismo : 

       Vestígios do passado pré-histórico atestam a importância deste concelho para povos como os mirenses (7000 anos a.C.  final da Idade Glaciária). Sendo povos nómadas, caçadores/recolectores, caçavam e apanhavam mariscos do mar com os seus machados rudimentares, assim como escavavam a terra à procura de tubérculos ou raízes, constituindo assim a base da sua alimentação.
Também da pré-história é um vasto conjunto de peças em pedra polida, silex, xert, entre outros, atribuído ao período Neolítico Final/Calcolítico (3000-2500 anos a.C.), que se encontra em exposição no Museu Municipal em Aljezur. Da Idade do Bronze (1200-900/800 anos a.C.) surge a Necrópole de Corte Cabreira, na freguesia de Aljezur, detectada em 1990, sendo alvo posteriormente de escavações de emergência. No entanto, é do período islâmico (séculos X-XII) que se reserva o maior esplendor arqueológico do concelho de Aljezur, comprovado por escavações arqueológicas levadas a efeito quer no Castelo de Aljezur, na Ponta da Atalaia (Rîbat da Arrifana), Ponta do Castelo - Carrapateira, na Igreja Nova  Aljezur ou em Alcaria, freguesia de Aljezur.
Aljezur foi fundada no séc. X pelos Árabes, que permaneceram longo tempo na região, deixando costumes e tradições que se mantiveram após a Reconquista Cristã e chegaram aos nossos dias. A vila de Aljezur foi tomada aos mouros em 1249, reinado de D. Afonso III, sendo o herói da tomada de Aljezur aos mouros o Mestre da Ordem de Santiago - D. Paio Peres Correia. Esta conquista deu-se ao romper da alva, ocupando o castelo que se encontrava na posse dos mouros. A partir de então, os cristãos agradeceram a Maria o sucesso da conquista e numa expansão da fé tornou-se Nossa Senhora da Alva a Padroeira de Aljezur, facto que ainda hoje é transmitido via oral, através da lenda da Conquista do Castelo.
Em 12 de Novembro de 1280, D. Dinis concedeu foral a Aljezur. Foi lavrado em Estremoz e foi a primeira Carta de Foral concedida por D. Dinis a uma terra algarvia. Em 1 de Junho de 1504, D. Manuel reformou a Carta Diplomática de D. Dinis e concedeu novo Foral a Aljezur. No séc. XVII foi mandado construir o Forte da Arrifana, edificado em 1635 e reedificado em 1670, que tinha como principal função a defesa de uma armação de pesca que, já em 1516, existia neste local.
A Igreja da Carrapateira, dedicada a Nossa Senhora da Conceição, foi construída no reinado de D. João IV, sendo anterior a 1673. O local onde esta igreja foi erigida (era a zona mais alta, tendo a poente uma zona plana de onde se avistava o mar e a povoação se desenvolvido a nascente e a Sul) foi o que melhor serviu para em 1673 se vir a construir o Forte da Carrapateira, por D. Nuno da Cunha de Ataíde, Conde de Pontevel e Governador do Reino. Envolveu assim, esta fortaleza, o templo já existente. Nesta época após Restauração da Independência, reinados de D. Afonso VI e seu irmão, Regente e depois Rei de Portugal - D. Pedro II, infestavam os mares portugueses corsários marroquinos que desembarcavam nos ancoradouros marítimos mais favoráveis e desprovidos de defesa militar. Iniciavam então o assalto às povoações mais próximas. Carrapateira ergue-se entre duas praias de fácil desembarque: a Praia da Bordeira, a Norte e a Praia do Amado, a Sul. Dessas praias dirigiam-se ao casario e praticavam com violência o roubo e a destruição. Levavam ainda consigo jovens de ambos os sexos que eram vendidos como escravos nos mercados de Argel. Aljezur e todo o concelho sofreram uma enorme destruição com o terramoto de 1755. Afastando-se dos escombros da vila, o Bispo D. Francisco Gomes de Avelar, projectou e fez construir o templo da Igreja Nova ou de Nossa Senhora da Alva (situado em frente ao Castelo, do outro lado da ribeira de Aljezur), com o propósito de encontrar um espaço plano e arejado, não apenas para a Igreja mas também para o novo aglomerado urbano que deveria nascer e que desde aí se passou a denominar de “Igreja Nova”.

Características ambientais únicas, nomeadamente uma orla costeira bastante preservada associada a uma paisagem e cultura rurais tradicionais e uma elevada biodiversidade, motivaram a inclusão de cerca de metade da área do concelho de Aljezur na Rede Nacional de Áreas Protegidas e de praticamente toda a área na Rede Europeia para a Conservação da Natureza – Rede Natura 2000. Sendo uma zona de interface mar-terra, de enorme valor geológico e também uma zona de contacto de várias regiões biogeográficas, encerra uma grande variedade de comunidades de aves, mamíferos, invertebrados, plantas e peixes e de habitats, desde arribas escarpadas, a praias de areia fina e zonas de charneca, sapais, estuários, nomeadamente os das ribeiras de Aljezur, de Seixe e da Carrapateira, lagoas e cursos de águas temporários. A crescente procura turística durante a época estival é motivada pelas magníficas praias contidas no município. De facto, a orla costeira, apresenta praias tranquilas rodeadas pelo perfil serrilhado de altas arribas xistosas, ora prolongando-se terra adentro em dunas extensas (Amoreira, Monte Clérigo, Bordeira) ora formando conchas ou extensões de areia dourada ladeadas pelas rochas negras altaneiras (Odeceixe, Arrifana, Vale dos Homens, Vale Figueiras, Amado). Paraíso dos pescadores, dos surfistas e praticantes de bodyboard, assim como dos amantes da natureza, também famílias podem aqui desfrutar de umas férias agradáveis e tranquilas.

Inserido na Costa Vicentina, o concelho de Aljezur, com uma orla costeira com mais de 40 Km de extensão, apresenta um clima mediterrânico com influência marítima e uma temperatura média mensal que varia entre os 6º C, o mínimo do mês mais frio e os 29ºC, máximo do mês mais quente. A precipitação média anual é de 400 a 500 mm e a insolação de 2800 a 3000 horas anuais. Predominam os ventos de NW e de N. As praias rodeadas pelo perfil serrilhado de altas arribas xistosas, ora prolongam-se terra adentro em dunas extensas ora são conchas de areia dourada ladeadas pelas rochas negras altaneiras. Nesta costa poderá assistir a um magnífico pôr-do-sol. Paraíso dos pescadores, dos surfistas e praticantes de Bodyboard, assim como dos amantes da natureza, também famílias com crianças podem aqui desfrutar de umas agradáveis e tranquilas férias.




Gastronomia : 

             O concelho de Aljezur é rico em peixe (sargos, douradas, robalos) e marisco (desde os ouriços às lapas, sem esquecer o mexilhão e os tão apreciados perceves), bem como em caça (coelho, javali), em produtos da terra (principalmente a afamada batata-doce e o feijão) e as comidas da morte-de-porco. Daí que a gastronomia desta região seja baseada nestes produtos. Feijão ou couvada com batata-doce, papas mouras com “piques”, arroz de mexilhão, feijoada de búzios, sargos, douradas ou robalos cozidos ou grelhados no carvão, perceves, mexilhão, morcela frita, entre outros, fazem as delícias da gastronomia aljezurense, que pode ser apreciada nos bons restaurantes concelhios. Para acompanhar esta aventura gastronómica, vinhos brancos e tintos, produzidos pela Adega Cooperativa de Lagos, assim como um excelente vinho moscatel. A matéria-prima, constituída por magníficas e saborosas uvas, é produzida, na sua maioria, no concelho de Aljezur. Também aqui se produz uma boa aguardente de medronho, completando este quadro.
Como sobremesa destacam-se os pastéis, o bolo e o pudim de batata-doce, e os fritos, cobertos de uma calda de açúcar ou mel, também este um produto local. O amendoim, cultivado com grande expressão na freguesia de Rogil, é um aperitivo bastante apreciado e de excelente qualidade.

                                                                                                        Couvada com batata-doce
Feijão ou Couvada com Batata-DocePerceves
Perceves
Pudim de Batata-Doce
Pudim de batata-doce 



sexta-feira, 5 de julho de 2013

Viagem e visita ao concelho de Almodôvar

Brasão de Almodôvar

Localização : 

        Almodôvar é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Beja, região do Alentejo e sub-região do Baixo Alentejo, é sede de um município com 777,88 km² de área e subdividido em 6 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Castro Verde, a leste por Mértola, a sueste por Alcoutim, a sul por Loulé, a sudoeste por Silves e a oeste e noroeste por Ourique.


História :

         A origem de Almodôvar diluí-se na luminosidade dos campos alentejanos. Entre histórias e lendas é difícil atribuir à vila, com precisão, uma origem, uma cultura e uma época.  Na realidade, foram vários os povos que passaram pela Península Ibérica e marcaram, com o peso da sua cultura, as terras alentejanas. Almodôvar, no entanto, aparece pela primeira vez assinalada nos mapas do tempo dos Árabes ou Muçulmanos, com o nome de Al-Mudura. Almodôvar é a corrupção da palavra árabe Al-Mudura que significa "a coisa em redondo, ou cercada em redondo". E, de facto, Almodôvar foi reedificada pelos árabes no século VII, altura em que a vila foi cercada de muralhas e edificado um castelo, cujos vestígios, no entanto, desapareceram.   Almodôvar pertenceu ao mestrado de Santiago a quem concedeu Foral EL-Rei D. Dinis em 17 de Abril de 1285, o que demonstra ser esta vila, já nessa época um centro importante.
Concedia-lhe D. Dinis, nessa Carta de Foral grandes poderes entre os quais "o de o povo não pagar portagem em parte nenhuma" nem "os gados da vila e seu termo pagarem montas" como consta do Livro de Regimento de Verdes e Montados. Mais tarde, D. Manuel I, em 1 de Junho de 1512 deu novo Foral à vila, confirmando e ampliando os privilégios concedidos por D. Dinis. Este novo Foral concedia muito mais regalias, insenções e de prerrogativas mais latas. A igreja matriz é o mais imponente monumento da Vila de Almodôvar, na simplicidade das suas colunas toscanas, na riqueza dos altares laterais e na sumptuosidade do altar-mor, mandado construir por D. João V.
Mas para Almodôvar, há um acontecimento de grande valia e objecto de grande estima e orgulho: trata-se da existência aqui da primeira espécie de uma Universidade de Teologia do Sul de Portugal, que funcionou no Convento de Nossa Senhora da Conceição. Parte da Biblioteca desta Universidade encontra-se hoje na Câmara Municipal. O Convento referido que ainda hoje existe foi fundado em 1680 por Frei José Evangelista, lente jubilado da Universidade com os bens que herdou dos seus pais. Lançou a primeira pedra a 2 de Setembro de 1680. Apesar da riqueza histórica do Concelho de Almodôvar, é pelo afecto que se aprofundam e interiorizam todas as presenças do passado, longe dos estereótipos do mundo moderno. Almodôvar continua fiel às suas origens, às suas tradições, à sua história.

Bandeira de Almodôvar

Heráldica : 

Armas: De negro, com um castelo de ouro aberto e iluminado de vermelho. Orla de prata carregada por quatro abelhas de negro, realçada de ouro alternadas, com quatro bolotas de verde, troncadas e folhadas do mesmo. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres "Vila de Almodôvar", de negro.
Selo: Circular, tendo no centro as peças das armas, sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro dos círculos concêntricos, os dizeres "Câmara Municipal de Almodôvar".
Bandeira
Esquartelada de amarelo, que representa o ouro, e vermelho. Cordões e borlas de ouro e de vermelho. Lança e haste dourada.
Abelhas: "A sua região é muito fértil, com (...) muitas colmeias (...). Tem várias indústrias, sendo rica em (...) cortiça (...)".
Castelo: "Vila antiga (...), tem o seu castelo de notável antiguidade e muralhas que fechavam os limites da vila".
Bolotas: "A sua região é muito fértil com grandes montados (...). Tem várias indústrias, sendo rica em (...) cortiça (...)"

Significado das cores das peças

O negro (Esmalte): do campo de armas e das abelhas, simboliza a terra e significa firmeza e honestidade.
O branco: da orla (da vila), representa a prata e significa humildade e riqueza.
O amarelo: do castelo, do realçado das abelhas e da bandeira, representa o ouro e significa fidelidade, constância e poder. 
O vermelho: da bandeira e da iluminação do castelo,  representa a luz (claridade).
O verde: das bolotas, significa fé e esperança.

Cultura e Turismo : 

 Barragem do Monte Clérigo 

Situada a apenas 5 km da Vila de Almodôvar é um local de beleza inolvidável. Um espelho de água de perder de vista onde são permitidas a prática de algumas actividades como a pesca desportiva ou a canoagem. Valerá a pena ainda percorrer o seu leito e deslumbrar-se a fauna e floras que o envolve. Durante o ano poderão ser observadas algumas aves aquáticas como patos-reais (Anas platyrhynchos), galeirões (Fulica atra), mergulhões-pequenos (Tachybaptus ruficollis), e até garças-brancas (Egretta garzetta) e garças-reais (Ardea cinerea) que aqui poderão poisar em busca de algum peixe ou anfíbio.     

Pêgo da Cascalheira

Localizada na Freguesia de Santa Cruz, este é um local fantástico, onde poderá apreciar as águas límpidas que atravessam a Ribeira do Vascão, e descobrir os moinhos de água e os açudes existentes. Pertencente à Zona de Protecção Especial do Vale do Guadiana, pois alberga alguns espécimes raros, a ribeira do Vascão é uma zona rica e protegida que merece uma atenção especial, já que aqui se encontra, por exemplo, um dos últimos redutos do saramugo (Anaecypris hispânica), peixe típico do Guadiana e que pode estar prestes a desaparecer.

Igreja Matriz de Santo Ildefonso

A escolha de Santo Ildefonso (monge e abade do mosteiro beneditino de Toledo, e depois bispo da mesma cidade, que viveu no século VII) como padroeiro da paróquia de Almodôvar constitui um interessante reflexo da presença da espiritualidade monástico - militar no Baixo Alentejo, difundida pelos freires da Ordem de Avis que seguia a Regra de São Bento. 
Porém, a primitiva igreja matriz desta vila, pertencente em tempos ao padroado real, foi doada por D. Dinis, no ano de 1297, à Ordem de Santiago. Esta teve aqui uma das suas colegiadas, formada por um prior e três beneficiados. 
O templo actual, traçado em 1592 pelo arquitecto Nicolau de Frias, constitui um exemplo muito elaborado da tipologia de “igreja-salão”, com três naves de quatro tramos cobertas de abóbadas, revelando grande sentido de unidade espacial. O desenho rigoroso da lanimetria, o ritmo da composição dos alçados e a própria atenção conferida ao tratamento dos pormenores, como as seis colunas toscanas em que assentam as arcarias de vulto perfeito, são bem reveladores do sentido de depuração classicizante atingida por este modelo nos finais do século XVI, em consonância com a austeridade da Contra-Reforma.
D. João V determinou uma remodelação parcial do edifício, assim descrita em 1747 pelo Padre Luís Cardoso: “porque a capela-mor se achava arruinada, e por sua pequenez fica imperfeito o edifício da igreja, que é o maior templo desta
comarca, foi Sua Majestade servido mandar pelo Tribunal da Mesa da Consciência, e Ordens, se derrubasse, e se fizesse regular ao restante da igreja, e se acrescentasse tribuna, que de presente se anda fazendo”. Estas obras vieram a ser completadas com a encomenda à oficina do entalhador eborense Sebastião de Abreu do Ó dos sumptuosos altares de talha dourada e policromada da nave, cuja riqueza denota pujança das diversas confrarias e irmandades da matriz.
Nos séculos XIX e XX realizaram-se outras intervenções de vulto que modificaram substancialmente a fábrica maneirista, a última das quais teve lugar na década de 1950. Data de então o painel de Severo Portela, representando o Baptismo de Cristo no Jordão, que ornamenta o baptistério.
A paróquia de Almodôvar conserva na igreja um importante acervo de alfaias litúrgicas, em parte oriundo do antigo Convento de Nossa Senhora da Conceição da mesma vila, que pertenceu à Ordem Terceira de São Francisco.

Convento de Nossa Senhora da Conceição

Situado a este da vila, pertencia à Ordem Terceira de S. Francisco e foi fundado em 1680, por Frei Evangelista, lançando-se a primeira pedra a 2 de Setembro daquele ano. Todos os seus altares são de talha dourada, dos finais do século XVII e princípio do século XVIII. O tecto da capela-mor está pintado, esta capela tem ainda três quadros: um com o presépio e dois relacionados com o Casamento da Santíssima Virgem com S. José. Por baixo dos quadros existem dois extensos painéis de azulejos de cor, predominantemente azul. À entrada do templo está colocado um órgão de tubos, de estilo oriental. Esta igreja tem apenas uma pequena torre sineira, no frontispício.

Artesanato
O Concelho de Almodôvar é bastante rico no que diz respeito às artes tradicionais pouco conhecidas do público, onde nascem peças únicas das mãos do artesão e que são inspiradas no imaginário popular e nos costumes desta região.
Algumas destas artes já desapareceram e outras encontram-se em vias de extinção, facto que deriva do aparecimento de novas tecnologias e da produção industrial em massa, a qual prima pela quantidade…em prejuízo da autenticidade.
Calçado, cadeiras, queijos, meias de linha, mantas de lã, albardas e malhins, aguardente de medronho, bonecas, miniaturas, mantas de retalhos, mel e seus derivados, trabalhos em tear, ferraria, fabrico de linho, fabrico da cal, latoaria, cestos , colchas de linho, carroças, telhas de canudo…tudo se fazia no Concelho de Almodôvar há pouco mais de 25 anos…
Existia uma variedade imensa de artes e ofícios, de entre os quais se destacavam os sapateiros, as tecedeiras, os ferreiros, os latoeiros, os padeiros, os moleiros, os albardeiros, os alfaiates, os apicultores, os cesteiros, os tosquiadores e os abegões.
A indústria do calçado artesanal teve grande impacto no Concelho almodovarense e há cerca de 50 anos eram mais de 60 os sapateiros. De referir que existiu em Almodôvar, o primeiro Sindicato Nacional de Sapateiros, fundado em 1942, o qual chegou a ter 200 associados, facto bem demonstrativo da importância que este ofício assumiu. Hoje, ainda se encontram alguns sapateiros artesanais que se encontram no activo. 
Actualmente, das restantes artes e ofícios, há que destacar as mantas de lã e de retalhos, os artigos de cartucheira, os trabalhos em latoaria e a cestaria que saem das preciosas mãos dos artesãos e que se transformam em memórias inesquecíveis da tradição e cultura do povo almodovarense.


Gastronomia : 
                                                                                                        Sopa de Lebre
Sopa de LebreAçorda de Perdiz
Açorda de Perdiz

                                                                                                         Pupias Caiadas
Pupias CaiadasPastéis de Requeijão
Pastéis de Requeijão 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Viagem e visita ao concelho de Alcoutim

Brasão de Alcoutim

Localização : 

        Alcoutim é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Faro, e região e sub-região do Algarve,até à divisão administrativa, estabelecida em 1832, pertencia à província do Alentejo.
É sede de um município com 575,36 km² de área e subdividido em 4 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Mértola, a leste pela Espanha, municípios andaluzes de El Granado, Sanlúcar de Guadiana e San Silvestre de Guzmán, a sueste por Castro Marim, a sudoeste por Tavira e a oeste por Loulé e Almodôvar. 


História : 

          A presença humana no território que constitui atualmente o concelho de Alcoutim poderá remontar ao Paleolítico Médio. Foram descobertos recentemente vestígios arqueológicos deste período, na freguesia do Pereiro. Mas terá sido a partir do Neolítico (5.000 a.C. a 3.000 a.C), que as populações construtoras de megálitos se fixaram um pouco por todo o território de Alcoutim. Testemunhos dessa presença são os vários exemplos de monumentos megalíticos espalhados pelas cinco freguesias - antas, menires, tholos ou cistas megalíticas merecem a sua visita. São também muitos os elementos que nos atestam a continuidade de comunidades humanas nos períodos que se seguem - necrópoles de cistas da Idade do Bronze e do Ferro.
No Período Romano abundam os vestígios que nos indicam a existência de comunidades organizadas em núcleos habitacionais ou núcleos familiares. Sobretudo na zona litoral, onde se concentram os melhores terrenos agrícolas, é comum detetar essa presença romana. Aqui, o grande rio do Sul - o Guadiana - exercia uma grande atração como via de penetração das rotas comerciais, que ligavam esta terra a todo o Mediterrâneo. Também a presença visigótica se evidencia em Alcoutim, por vezes mesmo numa continuidade de ocupação dos mesmos espaços romanos, como no caso da Estação Arqueológica junto à localidade ribeirinha do Montinho das Laranjeiras, a cerca de oito quilómetros a sul da vila de Alcoutim.
Os quinhentos anos do domínio islâmico em Alcoutim, além da abundante toponímia, deixaram-nos perto de uma centena de sítios identificados até ao momento, o que nos demonstra a sua forte presença neste espaço.
Após a reconquista cristã, (que terá ocorrido entre 1238, momento em que se conquista Mértola, e é tomada Ayamonte), Alcoutim é integrada no território português. A 9 de Janeiro de 1304, D. Dinis dotou-a de foral que virá a ser reformado em 20 de Março de 1520, por D. Manuel I. Nos finais do século XV, torna-se num condado a favor dos marqueses de Vila Real. A família Meneses manteve este condado até ao século XVII, momento em que os seus bens são integrados na Casa do Infantado (1654). A constituição de Alcoutim não pode ser dissociada da sua posição estratégica do ponto de vista militar, nem da importância do rio Guadiana como via comercial. Durante o século XIX, depois das lutas liberais em que é ocupado pelos Miguelistas (1833), Alcoutim perde definitivamente essa posição estratégico-militar e é incorporado, total ou parcialmente, pelos concelhos vizinhos. O concelho, reorganizado desde finais do século XIX nas cinco freguesias com que se mantém actualmente, pertence à comarca de Vila Real de Santo António.

Bandeira de Alcoutim

Cultura e Turismo : 

 Serra do Caldeirão

     Encaixada entre o Alentejo a norte, e o "Algarve" a sul, funcionava mais como uma zona tampão do que como zona de transição. Ainda hoje, os seus habitantes não se reveem na imagem típica do algarvio, são serranos e não é raro ouvir-se dizer que se vai ao Algarve. A totalidade da serra atinge mais de 300 mil hectares, mas a maior parte do terreno é pouco fértil, pratica-se sobretudo uma agricultura de subsistência.
A serra é caracterizada por associações vegetais típicas de encostas húmidas, representadas predominantemente por medronho e esteva, e por associações de sobreiral misto e pinhal. Existem ainda bosques densos de azinheiras. Ao longo da serra existem três zonas distintas - uma que desce para o Guadiana, a partir dos Moinhos da Menta e do Barranco do Velho; outra que segue daí para Silves e para Monchique; a terceira, voltada a poente, que desce para a costa alcantilada do sotavento. A primeira, na qual o concelho de Alcoutim está inserido, tem um clima com características continentais acentuadas, embora nitidamente mediterrânicas, predominando, além da cultura cerealífera, a azinheira, em pequenos e disseminados bosques de densidade tão fraca que não formam povoamento.
A "Serra do Caldeirão" é mais do que um território, tem uma identidade muito própria de gentes e costumes, que se refletem numa gastronomia, tradição e cultura únicas.

Rio Guadiana

       Uadi, sinónimo de rio, nome dado a rio pelos muçulmanos, e Anas, nome dado ao rio pelos romanos. Uadi Ana, eis que surge Guadiana, o grande rio do sul. O Rio Guadiana nasce na província espanhola de Albacete e tem uma extensão total de cerca de 830 Km e uma área de bacia de 65 000 km2, dos quais 10 000 Km2 em território português.
Depois de um percurso de 780 Km, o rio torna-se navegável nos últimos 48 Km, entre o Pomarão e Vila Real de Santo António, onde a sua largura varia entre 100 e 500m.
Observando as paisagens marcadas pela vegetação espontânea mediterrânica, a ruralidade das pequenas povoações, orlas de cultivo ribeirinhas e o estado de preservação dos "habitats" de muitas espécies animais, percebe-se que são o produto da relação milenar da comunidade local com o Rio Guadiana e as suas zonas envolventes. Pelas suas características ambientais, ecológicas e paisagísticas, o rio e as suas ribeiras, margens e povoações, constituem um elemento inestimável do património de Alcoutim.
História - Na primeira metade do séc. VIII AC, os navegadores fenícios começaram a instalar-se nas costas meridionais da Península Ibérica. Dois séculos mais tarde, os gregos estabeleceram os primeiros contactos com as comunidades locais, atraídos pela riqueza dos recursos mineiros da região.
O Guadiana foi a via natural de penetração de sucessivos povos da bacia mediterrânica no Sudoeste da Península Ibérica (cartagineses, romanos, árabes) e passou a inscrever-se nas rotas comerciais mediterrânico-atlânticas. Ouro, prata, cobre, trigo, couro, azeite, mel, sal e pescado foram alguns dos produtos que animaram o tráfego fluvial duarnte dois milénios.
Após a ocupação cristã do algarve (séc. XIII) e da Andaluzia (séc. XV), o Guadiana consolidou-se como fronteira entre os Reinos de Portugal e Espanha. As praças fronteiriças de Castro Marim, Alcoutim e Mértola, entregues às Ordens religioso-militares de Cristo e de Santiago, asseguraram o povoamento e defesa dos territórios raianos e a segurança da circulação fluvial.
Em troca dos produtos da Serra, os povoados dispersos do Nordeste algarvio recebiam do litoral, através do rio, o peixe, o sal e os frutos. Ainda que ilícita, esta atividade, que é referida no tratado de Alcanises, foi importante como meio de vida dos alcoutenejos. Naturalmente que as terras junto ao rio tinham propensão para o crescimento deste género de atividades. Os alcoutenejos trocavam muitas vezes as atividades do campo (relacionadas com a agricultura, pastorícia e a cerealicultura) pelo contrabando, uma atividade mais problemática, mais perigosa mas muito mais rentável.
O contrabando fazia-se por toda a margem do rio, a passagem ilícita era feita a nado, às "cargas" de trigo, cereais, figos, café, ovos e gado, bens escassos em Espanha durante a Guerra Civil. O conhecimento dos horários das patrulhas, e até a sua constituição, eram explorados pelos contrabandistas. Dizia-se que os melhores guarda-fiscais eram os que já haviam sido contrabandistas. Os guarda-fiscais tinham os seus postos de vigia ao longo do rio, que eram visíveis uns dos outros, comunicando entre si através de sinais luminosos.

O Artesanato é o trabalho manual ou a produção de um artesão que, através da utilização de técnicas e saberes ancestrais, expressa, no objeto que constrói, a cultura de um povo.
Conhecer o artesanato de uma região é abordar o seu passado, sentir as suas tradições e costumes, contactar com os seus valores ancestrais e perceber o que se desenha hoje aos nossos olhos. 
Apesar das atividades artesanais estarem a desaparecer um pouco por todo o país, no concelho de Alcoutim ainda se confecionam tradicionais peças de lã e de linho (mantas, alforges, etc.), bordados e rendas, tapeçaria tipo Arraiolos e mantêm-se outras atividades tradicionais como a cestaria em cana e em vime, a olaria, o ferreiro de forja ou o sapateiro. Aqui cresceu também um tipo de artesanato mais recente, resultante da capacidade de adotar, adaptar e inovar técnicas artesanais. É o caso das bonecas de juta (Oficina Flor da Agulha), simbolizado figuras típicas da região, e das flores de palha de milho (Lutão de Baixo), bem como nas mais variadas peças de barro (Martinlongo e Cortes Pereiras).
Local de recreio e lazer por excelência, a Praia Fluvial do Pego do Fundo, em Alcoutim, é atualmente um dos maiores atrativos turísticos do concelho. Situada na ribeira de Cadavais, já próximo da foz com o rio Guadiana, a praia está equipada com um vasto leque de infraestruturas e serviços. Para além do apoio de praia, com bar, sanitários, duches, parqueamento automóvel e acessos adaptados para pessoas com mobilidade reduzida, a praia dispõe de um parque de merendas, com cobertura e mesas de madeira, um parque geriátrico, campo de voleibol e uma área para atividades lúdicas e desportivas é uma praia vigiada.
Com uma excelente localização, junto à zona de expansão urbana e bastante próximo das unidades hoteleiras existentes, este espaço abraçado pela natureza assume contornos paradisíacos, sendo, sem dúvida, uma excelente escolha para passar memoráveis momentos de lazer e convívio.



Gastronomia : 

         A proximidade do rio Guadiana, a riqueza cinegética e a agricultura, praticadas no concelho de Alcoutim, refletem-se na sua gastronomia. A  carne de porco, o pão e o azeite são os grandes pilares da alimentação no concelho. A matança do porco, habitualmente entre novembro e dezembro, proporciona alimento para todo o ano, porque, para além de todas as partes do porco serem comestíveis, a sua carne é fácil de conservar. O pão é utilizado para confecionar diversos tipos de pratos e tem a vantagem de se poder aproveitar mesmo depois de duro - as migas, sopas, açordas, gaspacho ou ensopados são habitualmente confecionados a partir de pão duro. O azeite é conseguido através da azeitona, fruto da oliveira. Depois da apanha da azeitona, selecionam-se as que servem para fazer conserva e as que serão transformadas em azeite. Mas como se consegue o azeite? Na sua forma tradicional a azeitona era moída em moinhos, a massa era espremida em "queijeiras", colocava-se a massa numa bolsa de pano cru e juntava-se água bem quente, espremendo-se até sair todo o azeite, que corria para um alguidar de barro com um orifício na parte inferior tapado com um pequeno pau, que no final era retirado, saindo a "água ruça" e ficando o azeite. O azeite é gordura essencial e saudável para a confeção dos pratos ou tempero dos alimentos. Nas zonas mais próximas do rio Guadiana, o peixe também faz parte dos pilares da alimentação, nomeadamente a lampreia, a enguia, o barbo e o muge. Estas bases são complementadas pelos produtos da horta (frutas, legumes e hortaliças), pelas árvores (oliveira, amendoeira, figueira e medronheiro, etc.) e pelas plantas e ervas aromáticas (orégãos, poejos, coentros, etc). No campo da doçaria, de realçar o bolo de massa de pão, o nógado, as filhós, os folares e as azevias. A acompanhar as refeições não pode faltar um bom vinho caseiro. No final, um digestivo - uma aguardente de figo ou de medronho ou um dos licores tradicionais.
                                                                                                         Nógado 
Nógados Chouriças
Chouriças 


Gaspacho
Gaspacho 




quarta-feira, 3 de julho de 2013

Viagem e visita ao concelho de Mértola

Brasão de Mértola

Localização :

          Mértola é uma vila portuguesa do distrito de Beja, região do Alentejo e sub-região do Baixo Alentejo, a vila encontra-se situada numa elevação na margem direita do rio Guadiana, imediatamente a montante da confluência da ribeira de Oeiras.
É sede de um dos maiores municípios de Portugal, com 1 279,40 km² de área e subdividido em 9 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Beja e de Serpa, a leste pela Espanha, a sul por Alcoutim e a oeste por Almodôvar e por Castro Verde.


História : 

         Nas terras deste concelho existem vestígios de Mértola ter sido um entreposto comercial importante na época dos Fenícios, Cartagineses, Romanos e Árabes, devido à existência de via fluvial e terrestre com ligação ao sul da península.O seu nome originalmente seria Myrtilis, na época romana, passando posteriormente a ser Mértola. Os Árabes deixaram uma fortaleza ocupada pelos cristãos, e uma mesquita, que viria a ser transformada em igreja paroquial da sede do concelho. Em 1238, D. Sancho II conquistou Mértola aos mouros, doando a vila à Ordem de Sant'Iago para esta a repovoar.
No século XIII, iniciou-se o povoamento definitivo destas terras, facto comprovado pelos achados arqueológicos dessa época. Em Alcaria Longa existem diversos testemunhos da presença de comunidades pastoris. Recebeu novo foral em 1512 outorgado por D. Manuel, no século XIX e ainda no século XX, a economia de Mértola dependia muito da exploração das minas de S. Domingos, que se transformaram num grande centro de extração de pirite cúprica.

Bandeira de Mértola

Cultura e Turismo : 

          A nível do património arquitectónico, são de realçar o Campo Arqueológico de Mértola, que apresenta um vasto programa museológico, sendo Mértola considerada uma vila-museu com diferentes áreas de intervenção e investigação, organizadas em três núcleos: o Núcleo Romano, o Núcleo Visigótico, que inclui uma basílica cristã, e o Núcleo Islâmico, onde se pode ver uma das melhores colecções portuguesas de arte islâmica (cerâmica, numismática e joalharia). De destaque ainda é o Castelo de Mértola, medieval, que culmina no morro com duas torres – a torre de menagem, que foi construída em 1292 pelo primeiro Mestre da Ordem de Santiago. Existem alguns torreões amparando muralhas, em grande parte obra de mouros, mas com muita silharia romana. Referência também para a Igreja de Nossa Senhora da Anunciação, matriz de Mértola, dos séculos XI-XIII e que sofreu alterações no século XVI, em estilo manuelino e renascentista.
Destaca-se ainda o Santuário de Nossa Senhora de Aracelis ou Araceles e o património mineiro, como o porto de escoamento do Pomarão, o bairro dos mineiros e as suas infra-estruturas, que constituem marcos importantes da época de exploração mineira.



Gastronomia : 
                                                                                                            Bolo de Requeijão 
Bolo de Requeijão Migas de Mértola
Migas de Mértola  

Nógados de Mértola
Nógados de Mértola
      

terça-feira, 2 de julho de 2013

Viagem e visita ao concelho de Castro Verde

Brasão de Castro Verde

Localização : 

          Castro Verde é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Beja, região do Alentejo e sub-região do Baixo Alentejo, é sede de um município com 567,31 km² de área e subdividido em 5 freguesias. O município é limitado a Norte pelos municípios de Aljustrel, e de Beja, a Este por Mértola, a Sul por Almodôvar e a Oeste por Ourique.
Castro Verde está situado no Baixo Alentejo, na região do Alentejo, num território conhecido como o Campo Branco. Uma grande parte do território do município encontra-se dentro de uma zona da Rede Natura 2000 da União Europeia, representadas por uma Zona de Protecção Especial (ZPE) para as espécies de aves estepárias ameaçadas como a abetarda e o peneireiro-das-torres.3 As fronteiras do município são marcadas nas bermas das estradas que conduzem até aos limites do território com o emblema logótipo do concelho - o marco do município - "Uma janela sobre a planície".



História : 

           Desde há cerca de 3000 anos que a paisagem da região de Castro Verde é objecto de uma profunda humanização. Marcada pela presença de comunidades humanas que teriam na exploração mineira e na pastorícia as suas principais actividades, desde cedo que aqui se instalam estruturas comunitárias fortemente desenvolvidas, conhecedoras da escrita e com profundos “contactos comerciais" com o Mediterrâneo. Exemplo do extraordinário desenvolvimento e conhecimento da escrita dessas comunidades, é o famoso Silabário da Espanca, pedra gravada com caracteres de origem fenícia, dos séculos V/IV a.C., e que terá servido como suporte para ensinar um dos mais antigos abecedários conhecidos na Europa, denominado por "Escrita do Sudoeste". Nessa “pedra” estão, na parte superior 27 letras cuidadosamente desenhadas, enquanto na parte inferior existe uma cópia do “alfabeto” em cima lavrado na lousa. 
É de sempre que toda esta região se encontra ligada ao mundo mediterrânico. A sua riqueza metalífera está, indubitavelmente, na origem desta realidade histórica, tantas vezes retratada por várias autores. Em particular, porque o concelho de Castro Verde é atravessado pela Faixa Piritosa Ibérica, que se caracteriza pela formação de ocorrências metálicas de fácil exploração, onde abundam o cobre, a prata, o estanho e o ouro. As escavações realizadas no couto mineiro de Neves-Corvo, ou os diversos achados ocasionais referenciados em locais como o Castelo de Montel, são bem a prova da riqueza deste território já profundamente conhecido pelos povos mediterrânicos ainda antes do advento dos “romanos”. A chegada destes à região traz a multiplicação de vias de comunicação e, em particular, dos chamados castella, cronologicamente datados dos séculos II/I a.C., normalmente associados a estruturas de armazenamento e guarda de metais preciosos, e que se distribuem em particular na região de Castro Verde, estando localizados neste concelho cerca de 65% desses conjuntos edificados.
A proximidade do porto fluvial de Mértola e a importância que as minas de Aljustrel têm para as receitas imperiais, fazem de toda esta região um território particularmente romanizado que poderá estar na origem do nome de Castro Verde, eventualmente um espaço utilizado como acampamento militar. Para a justificação da origem do topónimo Castro Verde há, pelo menos, duas versões. Uma primeira defende que deriva de Castra Castrorum, a que se juntou o adjectivo verde que significaria o mais novo. Mais consistente é a versão que defende a origem do topónimo do nome Castrum Veteris, o castro mais antigo, em contraposição com um outro que existiria no pequeno planalto onde actualmente se encontra a capela de S. Martinho e que terá sido abandonado na Idade Média. O termo “Castro” deriva de castrum, estabelecimento ou acampamento militar.  Mas é em Santa Bárbara de Padrões que mais fortemente se manifesta a presença romana, através dum testemunho único e de dimensão internacional. Junto ao local onde actualmente se encontra a Igreja Matriz, e ao longo de toda a encosta nascente da aldeia, encontra-se um importante povoado de época romana, onde para além dos vestígios dum espaço religioso basilical, se descobriu um depósito de lucernas, cuja cronologia se baliza entre o século I e III d.C., tendo sido recolhidos fragmentos de mais de dez mil lucernas. Uma colecção que pode ser visitada no Museu da Lucerna, localizado em Castro Verde. Para muitos autores, este local corresponderia ao antigo oppidum de Aranni ou Arandis, referenciado no Itinerário de Antonino como estação intermédia entre Ossonoba (Faro) e Pax Julia (Beja) e distante da primeira daquelas cidades cerca de 60 milhas (aproximadamente 90 quilómetros). Associado ao processo de romanização e, em particular, a partir do século III d.C., está o aparecimento de estruturas de carácter fundiário identificadas como villae, que se podem associar em termos de funcionalidade aos nossos “montes alentejanos” da primeira metade do século XX, em que, de uma forma simplista, o proprietário procura que a sua propriedade seja auto-suficiente e, ao mesmo tempo, crie excedentes para venda ou troca. Em todo o concelho essas propriedades marcam o território e estabelecem uma lógica de ocupação territorial baseada genericamente na auto-suficiência que se estende até à ocupação islâmica, no século VIII d.C..  Inicia-se então uma fórmula de ocupação do território distinta, assistindo-se a um aumento generalizado da população, a uma maior concentração populacional e ao natural aparecimento de pequenos núcleos populacionais designados por alcarias. No concelho de Castro Verde e, em particular, na faixa que corresponde administrativamente à freguesia de Santa Bárbara de Padrões, essas qarias são em grande número e correspondem a pequenas comunidades, tradicionalmente identificadas como clãs, que têm na exploração dos recursos endógenos e, em particular, das ricas pastagens e eventualmente de pequenos afloramentos metálicos, realidades naturais e geológicas que caracterizam os Campos de Ourique. Topónimo que identifica a sudoeste do Baixo Alentejo. A região de Castro Verde está intrinsecamente ligada ao processo de formação de Portugal e ao fundador. A lendária Batalha de Ourique, em que Afonso I “derrota cinco reis mouros”, tem como pano de fundo o sítio de S. Pedro das Cabeças, localizado a cerca de quatro quilómetros de Castro Verde. Conta a lenda que a batalha decorreu nos dias 24 e 25 de Julho, do ano de 1139, e que a mortandade foi tanta que as águas da Ribeira de Cobres se tingiram de vermelho. No entanto, e apesar da lendária e vitoriosa batalha, a Reconquista cristã só se apodera, definitivamente, desta região no reinado de Sancho II, em meados do século XIII, à volta do ano de 1234, quando é conquistado o Castelo de Aljustrel. 
A nova realidade política e religiosa, introduz uma nova estrutura socio-económica na região de Castro Verde. Ainda tendo a criação de gado como pano de fundo, mas dando ao cultivo de cereais uma muito maior importância. O concelho, assim como toda esta região, é então priorado da Comenda de Santiago, que tem como donatários os Duques de Aveiro. O concelho de Castro Verde resume-se à realidade administrativa centrada na actual sede de concelho e das pequenas hortas que a cercam. Casével e Entradas ganham autonomia administrativa. Santa Bárbara de Padrões pertence ao concelho de Padrões. S. Marcos da Atabueira pertence a Mértola.  O desenvolvimento da agricultura "extensiva" leva ao reaparecimento das estruturas agrárias, tipo monte alentejano, cuja organização se manteve quase até aos nossos dias. Contudo, a pastorícia assume-se como factor fundamental na vida económica da região. São os Campos de Ourique que nos séculos XVI e XVII são, por natureza, o destino para as invernias dos grandes rebanhos vindos de Castela e da Serra da Estrela, tendo por isso, o fenómeno da transumância, marcado fortemente económica, social e culturalmente o concelho. Na vila de Padrões realiza-se uma importante feira de gado que irá ser substituída mais tarde pela Feira de Castro, que ainda hoje é tida como uma das mais importantes feiras do Sul de Portugal. Nasce no ano de 1620, por ordem de Filipe II, com o objectivo de que o resultado dos terradegos, ou dos impostos provenientes da venda dos locais de venda nas feiras, fosse utilizado nas obras da Igreja dos Remédios. 
O concelho de Castro Verde é então um território diminuto. Entradas, Casével e Castro Verde são concelhos autónomos que têm em D. Manuel I, entre 1510 e 1512, o donatário dos forais que lhes dão a dignidade de cabeça de município. E Castro Verde assume uma importância superlativa ligada à lendária batalha de Ourique, que leva o Rei D. Sebastião, na sua breve passagem pela vila em 1573, a promover a construção da Igreja Matriz, como forma de assinalar o desfecho maior para as hostes cristãs. Da mesma forma, é do século XVII a Igreja dos Remédios que, marcada por uma rica iconografia regional, guarda os traços de dois pintores fundamentais da imaginária do sul: os pintores Pardalinho e Diogo Magina. O concelho de Castro Verde tem no período histórico que medeia o século XVI e o século XIX, um tempo de assinalável riqueza económica que se reflecte, muito particularmente, no número de monumentos religiosos que aparecem representados em todo o seu território administrativo que, à época, se divide em cinco concelhos: Castro Verde, Casével e Entradas como sede de concelho. Santa Bárbara como parte integrante do concelho de Padrões. E S. Marcos da Atabueira como freguesia integrante do concelho de Mértola.  A 6 de Novembro de 1836, no âmbito da reforma do Código Administrativo de Passos Manuel, que extingue 466 dos 817 concelhos do reino, são integrados no concelho de Castro Verde os territórios de Entradas, Santa Bárbara e S. Marcos da Atabueira. Casével é então deslocado para o renovado concelho de Messejana. Só a 24 de Outubro de 1855, no âmbito da reforma administrativa de Rodrigo da Fonseca Magalhães, Ministro do Reino de D. Pedro V, quando é extinto o município da Messejana, é que Casével integra definitivamente o Município de Castro Verde. 
Castro Verde é um concelho de carácter profundamente rural e assim entra no século XX. E neste mundo de natureza rural, o mundo do sagrado tem na região um tempo de culto imemorial, profundamente representado nos seus templos que se distribuem por toda a área do concelho. Ermidas e capelas, igrejas e pequenos templos. Nessa religiosidade ancestral que caracteriza as populações desta região, esses espaços marcam a paisagem e os séculos. Da mesma forma que se reflecte nas tradições culturais e nos costumes que, ainda hoje, marcam regularmente as manifestações culturais e os rituais das gentes de Castro Verde.

Bandeira de Castro Verde

Heráldica : 

Armas: de prata, castelo de verde, aberto e iluminado de vermelho. Em chefe, à dextra, cinco escudetes de azul postos em cruz com dois flancos virados para o centro e todos carregados de cinco besantes de prata. 

Bandeira: esquartelada de branco e vermelho, haste e lança de ouro, cordões e borlas de branco e vermelho. Em chefe, à sinistra, cruz de Santiago de vermelho. Em contra-cheque, duas espigas de trigo amarelo-torrado cruzadas e sobrepostas a uma picareta de mineiro de negro colocada ao eixo do escudo. Escudo Nacional encimado por uma coroa mural de quatro torres de prata. Listel Branco com letras a negro: MUNICÍPIO DE CASTRO VERDE. 

Selo: circular com as peças do escudo inscritas ao centro e rodeadas de um listel com a frase: “MUNICÍPIO DE CASTRO VERDE”.


Cultura e Turismo : 

       Um dos seus mais bonitos monumentos é a Basílica Real, com espantosos azulejos que retratam cenas da Batalha de Ourique, na qual, reza a lenda, D. Afonso Henriques venceu cinco reis mouros, expulsando-os da região e conquistando o sul do país. Castro Verde é uma terra de encontros. É o ponto de encontro de todos os caminhos que há séculos e séculos construíram e constroem as planuras e serras do ocidente peninsular. Gentes calcorreando caminhos atrás dos gados; mineiros procurando na terra o brilho dos metais; gentes lançando a semente à terra do seu sustento. Neste mosaico social e económico, Castro Verde construiu e constrói a sua cultura, os seus hábitos, as manifestações do seu património de raízes imemoriais. Expressões visíveis no seu artesanato, nas feiras, no saber estar destas gentes campaniças. Mas é o cante que reflecte um dos traços culturais mais genuínos do concelho, onde sempre se cantou de modo muito próprio, traduzindo uma oralidade muito rica. Agora o cante é dinamizado pelos grupos corais, que organizados em associações procuram dinamizá-lo, de forma a transmitir às novas gerações os sons únicos deste cantar de Castro. Ainda é possível ouvi-lo ao final da tarde em algumas tabernas, nas ocasiões em que o petisco e o convívio o proporcionam, e se o “cante” é um dos mais puros reflexos do património cultural desta região, a viola campaniça, instrumento cordiforme, tem aqui um dos seus últimos redutos e depositários da memória musical dos descendentes dos instrumentos de cordas medievais. Utilizada para acompanhar o cante de despique e baldão, bem como algumas modas campaniças, o seu som oferece emoções únicas e diferentes. Outrora era instrumento utilizado nos bailes populares. Ao longo de todo o ano, são estes e outros “bailhos” uma forma de reencontro da comunidade castrense. Na Pinha, na Semana Santa, nos Santos Populares, nas festas religiosas ou nas simples comemorações de aldeia. Mas a Feira de Castro continua a ser o ponto de encontro destas culturas musicais transtaganas, mescladas num sabor de Sul que pouco a pouco os tempos vão apagando. Contudo, aqui ainda resiste um certo exotismo que nos oferece, em particular, o sábado e o domingo da feira. Feira centenária, foi criada em 1620/1621 por Filipe III, com o intuito de reverter as receitas do terradego (imposto por ocupação de espaço na feira), na construção ou restauro da Igreja das Chagas do Salvador, agora os Remédios, que a tradição dizia ter sido mandada construir por D. Afonso Henriques. O pedido dos castrenses foi atendido pelo rei filipino, mas removendo a feira que se realizava então na Vila de Padrões. E a feira foi-se construindo ao longo dos séculos assente numa lógica profundamente comercial para toda a região sul. “Quem vai à Feira de Castro /E se apronta tão bonito /Não pode acabar a Feira /Sem entrar no bailarico /Sem entrar no bailarico /A modos de bailação /Ai que me deu um fanico /Nos braços de um manganão…”. É esta melodiosa envolvência que Paulo Abreu e Rui Veloso imortalizaram numa canção bem recente, que ainda veste a Feira de Castro dos dias de hoje. Ali tudo se vende. Roupa, plásticos, loiça, cadeiras de verga, as últimas novidades “made in china”, produtos hortícolas, frutos secos e artigos regionais. A feira é um leque interminável de cores, de vozes, de falares num rendilhado quantas vezes ininteligível. A Feira de Castro é o espaço de reencontro. Entre a tradição e a modernidade. O ontem e o hoje. As gentes de hoje trazendo as memórias de ontem. E aqui, a tradição oral que a Feira invoca, renasce no cante ao baldão, no cantar ao desafio, nas expressões tradicionais de transmissão do património imaterial. O concelho de Castro Verde carrega nas suas vivências este património da idade dos homens. E é dessa memória que faz os novos caminhos. Um largo caminho que começa quando os primeiros povos mediterrâneos chegam aqui em busca dos minérios destes campos de cobre, estanho, ouro e prata. Os mesmos metais nobres que entre o século I a.C. e o século III d.C. os romanos exploraram na região, levando-os a construir uma impressionante grelha de pequenos entrepostos em todo o território, os castella, e que ainda hoje se assumem como referentes paisagísticos no suave ondulado destas terras. Castelo do Vale de Mértola, Castelo das Juntas ou o Castelo das Amendoeiras, são alguns desses sítios que entretanto terão sido reutilizados como villae agrícola. Mas do processo de romanização, o Castelo Velho do Cobres é, sem dúvida, a grande estrutura amuralhada que marca a ocupação protohistórica no concelho de Castro Verde. A riqueza das pastagens do “Campo Branco” e, em particular, das terras da região de Castro Verde, leva ao aparecimento de pequenos aglomerados agro-pastoris em particular no território dos concelhos de “Entradas”, “Padrões” e Castro Verde. E é com os processos de transumância dos séculos XV/XVIII, que todo o concelho vai ganhar uma personalidade económica de invejável pujança, que leva ao aparecimento de um importante conjunto de edifícios religiosos, demonstrativo da importância social deste “concelho” na estrutura sócio-económica da região, procure e desfrute os olhares, os sons e os saberes do concelho. 
O concelho de Castro Verde tem no seu espaço geográfico um conjunto de actividades que contribuem para a riqueza do mosaico artesanal do Alentejo. O artesanato é aqui um hino às mãos.
Aqui, o cadeireiro ainda encontra no buínho o melhor material para criar o entrelaçado para o melhor dos assentos. A tecedeira, ao som da velha cantiga do tear, continua a transformar a lã em mantas e em meias. Há artesãos que fazem réplicas dos objectos reais do quotidiano socioeconómico de outros tempos, em miniaturas de beleza fascinante. Há rendas, meias de linha e tapetes de tipo Arraiolos. Novas ceramistas moldam o barro com as cores do Alentejo. E, a crescer, há aventuras na construção da rara Viola Campaniça. As mãos são um instrumento fundamental no reino dos velhos ofícios. As mãos sensíveis do moleiro apuram a finura do trabalho da mó na farinha que, acompanhada de outros ingredientes, há-de sentir as mãos de quem ainda a transforma no pão alvo que cresce no velho forno com cheiro à esteva, que serviu para aquecer as suas paredes seculares.
As mãos das boleiras guardam os segredos das queijadas de requeijão e dos folhados de gila, tal como as cozinheiras, de alguns restaurantes, conhecem os milagres das ervas aromáticas na comida da nossa terra. O Posto de Turismo de Castro Verde ajuda-o a descobrir o mundo das nossas mãos, do artesanato, da gastronomia... incluindo as mãos de outros tempos, as mãos que fizeram monumentos e costumes. 
Com uma paisagem pouco acidentada, de vegetação parca, solos xistosos e terras claras, a região de Castro Verde é o coração do Campo Branco. O coberto vegetal esclerófilo, de folhagem dura, caracteriza-se por manchas raras de azinheiras, alguns sobreiros e pequenas cercas de olival. Aqui e ali, pequenas linhas de água rasgam a morfologia padronizada na planície deste concelho. Duas pendentes caracterizam a região de Castro Verde, fazendo correr as águas de Inverno para o Guadiana e para o Sado. Duas bacias hidrográficas marcadas, a primeira, pelas ribeiras de Cobres e Maria Delgada, Terges e Oeiras; a segunda, pelos barrancos da Gata, do Montinho e das Almoleias. Os sistemas cerealíferos extensivos e as pastagens seminaturais que caracterizam o concelho de Castro Verde, têm marcado sistematicamente, e durante centenas de anos, o território natural do concelho. Padrão de ocupação do solo muito particular, terra limpa, com rotações de cereais e pousios longos. Neste habitat pseudo-estepário, adaptaram-se várias espécies de aves, hoje na sua maioria em vias de extinção. A Abetarda, a verdadeira rainha da estepe, o Sisão, o Cortiçol de Barriga-Preta, o Penereiro-das-Torres, o Grou, o Rolieiro, a Cegonha Branca, entre muitas outras, compõem a riqueza do mosaico natural, que está momentaneamente protegido pelo Projecto Biótopo Corine. 



Gastronomia : 

          A cozinha do Campo Branco cumpre as regras simples da cozinha alentejana. Sabores únicos que obedecem à mão centenária do saber fazer das gentes campaniças. Esta é uma cozinha dos sabores da terra. O borrego é a base de muitos pratos. Tal como a lebre ou a perdiz. Naturalmente, o porco alentejano. A cozinha da região mistura o requinte do saber fazer com os produtos produzidos na região. Aventure-se a procurar neste concelho os sabores nascidos da terra, Sopas de pão, Açorda, Migas e Ensopado de Borrego, podemos encontrar estes pratos nos vários restaurantes de Castro Verde. Cabeça de Borrego Assada, especial destaque para a mítica Taberna do João das Cabeças, onde este é o prato típico e com um sabor único. Folhados de gila, Queijadas de requeijão, Popias de espécie e Popias brancas, estas são as maiores especialidades nestas terras do Campo Branco. Sabores inconfundíveis e convidando ao desfrutar prolongado.