Translate

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Viagem e visita ao concelho de Moura

Brasão de Moura

Localização :

             Moura é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Beja, região do Alentejo e sub-região do Baixo Alentejo, é sede de um município com 957,73 km² de área e subdividido em 8 freguesias. O município é limitado a nordeste pelo município de Mourão, a leste por Barrancos, a leste e sul pela Espanha, a sudoeste por Serpa, a oeste pela Vidigueira e a noroeste por Portel e por Reguengos de Monsaraz.


História : 

        Durante a ocupação romana da Península Ibérica, chamar-se-ia Arucci ou Nova Civitas Aruccitana. As invasões muçulmanas renomearam-na para Al-Manijah. A designação actual de Moura surge ligada à Lenda da Moura Salúquia. Foi conquistada pela primeira vez em 1166 pelos irmãos D. Pedro e D. Álvaro Rodrigues e perdida quase de seguida. Foi, ainda em 1166, conquistada por Geraldo O Sem-Pavor, tendo depois disso e até ao reinado de D. Dinis, sido perdida e reconquistada mais quatro vezes. Só foi definitivamente conquistada em 1295 no reinado de D. Dinis.
Recebeu foral de D. Dinis em 1295. D. Manuel I concedeu-lhe foral novo em 1512. Em 1554 recebeu o título de Notável Vila de Moura, das mãos de João III de Portugal.
A proximidade da fronteira espanhola fez com que nas suas cercanias se edificassem postos de vigia ou atalaias, colocados em pontos elevados estratégicos, constituídos por construções troncopiramidais de altura razoável e de difícil acesso, que foram postos à prova durante a Guerra da Restauração e a Guerra da Sucessão.
Em 1707, o duque de Ossuna cercou Moura e só em 1709 é que se viu definitivamente livre do ocupante espanhol que antes de se retirar destruiu as fortificações.
Moura foi elevada a cidade por lei de 1 de Fevereiro de 1988.
Foi em Moura que viveu Tiago Moura de Portugal, uma personagem importantíssima na história da cidade visto que liderou o exército que expulsou definitivamente os espanhóis aquando da sua ocupação.

Bandeira de Moura

Cultura e Turismo : 

            A igreja de S. João Baptista, classificada como Monumento Nacional, foi edificada nos inícios do Séc. XVI, constituindo assim o melhor exemplar do estilo Manuelino existente no concelho.
O templo tem três naves abobadadas, separadas entre si por oito arcos quebrados, assentes em duas séries de pilares octogonais.
Na torre sineira pode ser apreciado o varandim onde se deveria dar a missa aos reclusos da prisão.
A igreja sofreu derrocada parcial em 1708, tendo desabado o coro alto e parte da nave do meio, o que obrigou à sua reconstrução. As obras duraram dois anos, tendo-se verificado a reabertura do templo ao culto a 12 de Abril de 1710.
A última grande campanha de restauro do monumento foi levado a cabo há quase cinquenta anos. A beneficiação geral do edifício então efectuada, incluí arranjo interior do templo, a demolição de pequenas casas modernamente anexadas à igreja e demolição do coroamento da torre sineira.

Lenda Moura Salúquia

         Em 1165 Moura era uma cidade chamada Al-Manijah, capital de província. Governava então nessa importante cidade uma formosa moura, de nome Salúquia, filha de Abu-Assan, que se apaixonou pelo alcaide de Arouche, de seu nome Bráfama. Chegada a véspera do dia das núpcias, grande alegria reinava no castelo de Al-Manijah. Salúquia esperava ansiosamente, no alto da torre, ver surgir o seu noivo, entre os densos olivais. Entre tanto Bráfama acompanhado de brilhante comitiva, cheio de contentamento e desprovido de armas, pois ia para um festim e não para a guerra, deixava Arouche e tomava caminho da terra da sua amada, que estava localizada a 10 léguas de distância. Todo o Alentejo, ao norte e a oeste de moura já tinha sido conquistado pelos cristãos.
El-rei D. Afonso Enriques, encarregou D. Álvaro Rodrigues e D. Pedro Rodrigues, dois irmãos fidalgos muito valentes e ilustres, de conquistarem Al-Manijah, uma das mais importantes cidades muçulmanas, além do Guadiana. Estes dois fidalgos, sabedores do que se passava no castelo, foram esconder-se com o seu exército num olival (chamado hoje Bráfama de Arouche) e aí esperaram o desventurado alcaide e a sua comitiva para, traiçoeiramente, matarem os infelizes árabes. Já mortos, os cristãos despiram-se e vestiram-se com os seus trajes. Disfarçados de muçulmanos e simulando alegres canções mouriscas, dirigiram-se de que nada suspeitava. Salúquia, ao vê-los, mandou baixar a ponte levadiça, julgando que seu noivo se aproximava e depressa percebeu que tinha sido traída: os invasores ao transporem os muros, baixaram as máscaras de árabes honrados e começaram a ferir, sem dó, a desprevenida guarnição de Al-Manijah. Sabedora do que se passava, alcaidessa preferiu a morte à escravidão e num derradeiro esforço, verdadeiramente heróico, tomou as chaves do castelo e precipitou-se da torre onde se encontrava (Torre da Salúquia). Depois da morte da alcaidessa e da conquista da cidade, os irmãos Rodrigues, pelo o que parece, quando queriam referir-se a Al-Manijah diziam a terra de Moura, a vila (que nesse tempo significava cidade) da Moura.

Festa de Nossa Senhora do Carmo (12 a 17 de Julho)

     Já se começou a pintar as casas, por dentro e por fora, para que no dia da festa tudo esteja a brilhar de brancura. E este é apenas o primeiro sinal visível de que algo está para acontecer e que é fruto de um longo trabalho de preparação que começa logo na altura da festa do ano anterior, quando os novos festeiros se oferecem voluntariamente para preparar a festa do ano seguinte. É também uma forma de dar as boas vindas aos forasteiros e aos familiares ausentes que nessa altura regressam e de honrar a imagem da padroeira que, no dia da procissão, passa resplandecente com os seu manto bordado a ouro ou a prata.
A comissão de festas já realizou iniciativas para angariar fundos, já contratou os artistas, os comes-e-bebes e o fogo de artifício. Os vendedores ambulantes já sabem qual o espaço que vão ocupar, os jovens já compraram camisolas com o emblema da festa, os trabalhadores da Câmara organizam-se para montar os palcos e o som. Paira no ar uma atmosfera expectante que, nos dias da festa extravasa em alegria, em actos de fé e até em alguns desculpáveis excessos.
De tudo isto e do muito mais que é o sentimento particular e as razões que cada um guarda no seu coração se fazem as festas do Concelho que, todos anos, são tão certas como o calor de verão.



Gastronomia : 

           O ritmo da vida, ainda hoje marcado pelas estações agrícolas, é tão antigo como o próprio concelho. 
As quatro estações do ano conhecem ainda uma sequência com poucas alterações. 
Não se perdeu, assim, a arte de fazer os excelentes queijos, a doçaria, os enchidos, os vinhos e azeites que são motivo de orgulho para o concelho de Moura.

                                                                                                             Migas
MigasArroz de Cardos
Arroz de Cardos

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Viagem e visita ao concelho de Barrancos

Brasão de Barrancos

Localização : 

         Barrancos é uma vila portuguesa raiana no distrito de Beja, região Alentejo e sub-região do Baixo Alentejo,  é o município que apresenta uma população mais reduzida no continente. 
É sede de um município com 168,43 km² de área e é limitado a norte e a leste pelos municípios espanhóis de Oliva de la Frontera e Valencia del Mombuey (província de Badajoz) e de Encinasola (província de Huelva), a sul e oeste pelo município de Moura e a noroeste pelo município de Mourão. Barrancos é um dos cinco municípios de Portugal constituídos por uma única freguesia.



História : 

       Historicamente, o território que hoje ocupa o concelho de Barrancos foi ocupado por diferentes civilizações, desde o calcolítico, sendo ocupado depois pelos romanos, visigodos e posteriormente conquistado aos Mouros em 1167, por Gonçalo Mendes da Maia, o Lidador.
Após processo de conquista, D. Sancho I ordena o seu repovoamento em 1200. Por essa época, a sede de concelho situava-se na Vila de Noudar (dentro da fortaleza do Castelo do mesmo nome).
Em 1295 é concedido foral por D. Dinis à Vila de Noudar, altura em que seria definitivamente incorporada no Reino de Portugal. A Vila de Noudar, permanece estável durante cerca de 500 anos após a concessão de foral, no entanto, em 1825 inicia-se um lento processo de despovoamento devido à perda da sua importância estratégica e militar o que permitiria a transição da sede de município para a actual vila de Barrancos, assistindo-se ao desaparecimento gradual da sua população.
Barrancos, resulta então, de uma transferência de população e poder municipal da antiga Vila Noudar, tendo cumprido recentemente um século de Restauração do Município de Barrancos em 1998, fruto de uma Reforma Administrativa onde foi incorporado no concelho de Moura de 1896 a 1898.

Bandeira de Barrancos

Heráldica : 

Brasão: de prata, com um sobreiro de verde com tronco de negro e frutado de ouro, sôbre um terrado de sua cor, cortado por três faixas ondadas, duas de prata e uma de azul. No terrado, um javali passante de ouro realçado de negro. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres «Vila de Barrancos».

Bandeira: esquartelada de amarelo e de azul. Cordões e borlas de ouro e de azul. Haste e lança douradas.

Selo: circular, tendo ao centro as peças das armas, sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro dos círculos concêntricos, os dizeres «Câmara Municipal de Barrancos».


Cultura e Turismo : 

            Possui grandes ligações culturais com Espanha, uma vez que a povoação de Encinasola dista de Barrancos apenas 9 km, ao passo que a localidade portuguesa mais próxima (Santo Aleixo da Restauração), se situa a 21 km. As manifestações mais visíveis deste parentesco cultural são o dialecto aí falado (e actualmente leccionado na escola local), o barranquenho, e na sobrevivência da tourada com touros de morte, até aos nossos dias, cuja excepção foi consagrada na lei em 2002.
O facto de confinar com a fronteira espanhola levou ainda ao desenvolvimento, até finais da década de 1970, de uma intensa actividade de contrabando na vila.
Mantêm-se ainda curiosas tradições de raiz comunitária, tais como:
 - o baile da Pinha, realizado no sábado seguinte ao Carnaval
 - a romaria do Dia das Flores, na segunda segunda-feira após o domingo de Páscoa
 - as festas em honra de Nossa Senhora da Conceição, nos dias 28 a 31 de Agosto
 - o dia de Nossa Senhora da Conceição, a 8 de Dezembro
 - a fogueira de Natal, comunitária, no largo principal da vila, na noite de 24 de Dezembro.
A vila de Barrancos é o único local de Portugal em que é legal matar o toiro na arena aquando das corridas de toiros, pois o parlamento português aprovou, em 2002, um regime de excepção para Barrancos, que legalizou esta tradição..


Gastronomia :

            Na gastronomia local, destaca-se o presunto de Barrancos, que constitui uma denominação de origem protegida, de acordo com as normas da União Europeia.
                                                                                                           Sopas de Bacalhau
Sopas de BacalhauPresunto
Presunto 


Rosca
Rosca 

terça-feira, 11 de junho de 2013

Viagem e visita ao concelho de Mourão

Brasão de Mourão

Localização : 

       Mourão é uma vila portuguesa, no Distrito de Évora, região Alentejo e sub-região do Alentejo Central, é sede de um município com 278,54 km² de área e subdividido em 3 freguesias. O município é limitado a norte pelo município do Alandroal, a leste pela Espanha, a sueste por Barrancos, a sul por Moura e a oeste por Reguengos de Monsaraz.


História : 

      A região em que se insere a vila de Mourão encerra uma grande diversidade espácio-temporal relativamente à presença humana. Os conhecimentos existentes actualmente acerca das populações que viveram e circularam neste espaço revelam que a área, tanto a mais próxima (margens) como a mais afastada (vila e freguesias de Mourão) do rio Guadiana, conheceu uma ocupação contínua de grupos humanos desde a pré-história até aos nossos dias, sendo o rio e os seus afluentes factores motivadores e determinantes para a existência de vestígios de tal ocupação. O rio atraiu assim para as suas margens actividades essenciais ou complementares ao ciclo tradicional de subsistência económica.
Desde o período pré-histórico que esta zona apresenta diversos e abundantes registos de presença humana. Locais como a Barca, a Quinta da Fidalga e Agualta, o Mercador e o Porto das Carretas, entre outros, atestam tal presença, visível nas indústrias líticas, nos restos de cerâmica, nas manifestações de arte rupestre e nos monumentos megalíticos, como a Anta da antiga fábrica de celulose (Portucel).
 A presença mais marcante dos romanos no território de Mourão manifestou-se na envolvente da antiga aldeia da Luz. O Castelo da Lousa, construção fortificada do período romano (século I a. C.), foi o elemento patrimonial da herança romana mais visível no concelho, actualmente encontra-se submerso. 
Entre este período e o medieval é incerta a caracterização humana de Mourão. Com as suas origens históricas perdidas no tempo e envoltas na tradição, a primitiva vila de Mourão ter-se-ia localizado, eventualmente, na chamada Vila Velha. Esta foi objecto de escavações arqueológicas, antes de ficar submersa pelas águas do Guadiana, registando-se a existência de uma necrópole associada a uma igreja, bem como a identificação de uma zona habitacional de grandes dimensões. No período medieval há referências a Mourão, mas a sua titularidade apresenta-se como um elemento que se integra na indefinição de fronteiras entre os vários reinos resultantes da reconquista cristã, ora pertencendo aos reis de Castela e Leão ora sob o domínio do reino de Portugal.
 O prior da ordem do Hospital, D. Gonçalo Egas, concedeu a Mourão o seu primeiro foral em 1226 e D. Dinis, confirmou-o a 27 de Janeiro de 1296. Este rei reconheceu, no encontro de Salamanca (1298), D. Teresa Gil como senhora da localidade, passando Mourão para a coroa portuguesa após a sua morte. Após as exéquias de D. Teresa Gil, o rei português concedeu a um fidalgo espanhol, D. Raimundo de Cardona, o privilégio de poder comprar Mourão, facto que se consumou em 1313, contraindo para tal um empréstimo de avultada quantia a um judeu. Dada a impossibilidade de cumprir honradamente os compromissos assumidos, a praça de Mourão foi novamente sujeita a leilão, em 19 de Abril de 1317, no alpendre da Igreja de Nossa Senhora do Tojal, sendo desta vez adquirida por um mercador de Monsaraz, de seu nome Martim Silvestre, por 11 000 libras. No entanto, dadas as incompatibilidades sociais entre o mercador e o rei, este vai exigir a sua devolução pelo mesmo preço de aquisição, fazendo nova concessão a D. Raimundo e a seu filho Guilherme de Cardona.
 Relativamente à crise de 1383-85, a praça de Mourão aderiu à causa do Mestre de Avis, como é referido na crónica de Fernão Lopes, tendo sido alvo de devastadoras incursões castelhanas. No que diz respeito à alcaidaria de Mourão, esta foi atribuída pelo futuro rei D. João II a Diogo de Mendonça, estando nesta família até ao reinado de D. Afonso VI. Aquando da instauração da monarquia dualista (1580), Mourão, através do seu alcaide-mor Francisco de Mendonça, aderiu à causa espanhola. Após 60 anos, a vila passou, na pessoa de Pedro de Mendonça Furtado, para o lado dos conspiradores. O herdeiro da alcaidaria de Mourão, amigo íntimo do Duque de Bragança, sentiu a necessidade de dignificar a imagem da sua família, sendo dos primeiros conjurados a tomar parte nos acontecimentos que conduziram ao 1º de Dezembro, em 1640. Após a Restauração, no âmbito das guerras da independência, Mourão sofreu o impacto das frequentes escaramuças fronteiriças, sendo a sua praça assolada pelo exército inimigo em diversas ocasiões. É de realçar o cerco da mesma pelo exército do Duque de S. German, durante o qual, sob o comando do Capitão João Ferreira da Cunha, a praça conseguiu resistir apenas durante seis dias, revelando desse modo a fragilidade das muralhas do castelo. Dado que a reconquista de Mourão se tornou numa prioridade fronteiriça, a rainha regente, D. Luísa de Gusmão, empenhou-se profundamente na tomada da vila aos espanhóis, ocorrendo esta a 29 de Outubro de 1657. Nessa reconquista teve um papel determinante Joane Mendes de Vasconcelos.
No século XVIII, Mourão sofreu os efeitos do terramoto de 1755,  que, conjuntamente com os trabalhos de arranjo, ampliação e consolidação da estrutura defensiva do castelo, iniciados no século XVII, e o estado de destruição deixado pelos inimigos levaram ao redesenhar da traça urbanística da vila. No século XIX, a nova reforma administrativa levou à criação de novos limites concelhios, o que no caso de Mourão contribuiu para que este fosse extinto e anexado ao concelho de Reguengos de Monsaraz, pelo decreto de 24 de Outubro de 1853. Em 1861, o concelho de Mourão foi novamente restabelecido.
Mourão encontra-se actualmente rodeado pela água do Alqueva, perfilando-se este novo recurso natural como um dos motores do desenvolvimento económico sustentado desta localidade e do concelho.

Bandeira de Mourão

Heráldica : 

Brasão: de azul, com um castelo em ouro, lavrado, aberto e iluminado de negro; em chefe um escudete de prata com as quinas de Portugal, entre um sol de ouro e um crescente de prata. Listel branco com a palavra «Mourão», em letras negras. Coroa mural de quatro torres de prata.

Bandeira: de amarelo, com escudo das armas ao centro. Haste e lança douradas. Cordões e borlas de amarelo e azul.

Selo: circular, tendo ao centro as peças das armas, sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres: «Câmara Municipal de Mourão».


Cultura e Turismo : 

          Mourão, tem tradição na utilização do buínho no fabrico de cadeiras.com pouca expressão económica, regista-se a cestaria e esteiras, isto na freguesia da Granja, a produção de rendas e bordados disseminada um pouco por todo o concelho, e a confecção de artigos de pele e curtumes. O concelho de Mourão tem como património cultural classificado o Castelo de Mourão (Imóvel de Interesse Público). O Castelo da Lousa, Villa fortificada romana, construído no sec. I aC classificado como Monumento Nacional, foi submerso pelas águas de Alqueva.

Castelo - Apesar de na sua lápide de fundação a construção do Castelo de Mourão ter ocorrido durante o reinado de D. Afonso IV, desconhece-se quem efectivamente o mandou fazer, já que documentos de datas anteriores referem o Castelo de Mourão, mas provavelmente terá sido a Ordem do Hospital.
A muralha apresenta 5 portas militares e 11 torres quadradas, das quais se destacam a Torre de Menagem e a Torre do Relógio encimada por um campanário.
No período da Guerra da Restauração, a estrutura defensiva do castelo foi ampliada e reforçada segundo o sistema Vauban, o que resultou na construção de uma nova cintura abaluartada, conferindo-lhe a forma de estrela irregular.




Gastronomia : 

        Os queijos, os enchidos e presuntos artesanais, as azeitonas, a doçaria e as variadas açordas recheadas de plantas aromáticas, bem acompanhadas pelo vinho da Cooperativa Agrícola de Granja, Crl e de Vale Formoso, tornam a gastronomia típica do Concelho verdadeiramente tentadora.

                                                                                                          Gaspacho 
GaspachoCalducho
Calducho 
                                                                                                        Encharcada
EncharcadaSopa da Panela
Sopa da Panela 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Viagem e visita ao concelho de Reguengos de Monsaraz

Brasão de Reguengos de Monsaraz

Localização : 

        Reguengos de Monsaraz é uma cidade portuguesa, no Distrito de Évora, na região do Alentejo e na sub-região do Alentejo Central, é sede de um município com 461,22 km² de área e subdividido em 5 freguesias. O município é limitado a norte pelo município do Alandroal, a leste por Mourão, a sueste por Moura, a sudoeste por Portel, a oeste por Évora e a noroeste pelo Redondo.
Tornou-se sede de concelho pela primeira vez em 1838 (substituindo a anterior sede do concelho na vila de Monsaraz) e definitivamente em 1851. Foi elevada à categoria administrativa de vila em 1840 e elevada a cidade em 9 de Dezembro de 2004.
Reguengos de Monsaraz é segunda maior cidade do distrito de Évora (maior cidade da área suburbana de Évora), constituindo um dos quatro concelhos que compõem a área suburbana de Évora, os quais são Arraiolos, Montemor-o-Novo, Reguengos de Monsaraz e Viana do Alentejo.  


História : 

          A origem toponímica do termo Monsaraz não está suficientemente estudada, embora se possa colocar a possibilidade da decomposição do termo em Mon Saraz. A palavra Saraz pode derivar de Xarez ou Xerez que equivalia, durante o domínio muçulmano à forma arábica Saris ou Sharish. O equivalente em castelhano do vocábulo português Xara é Jara. Assim, Xarez ou Xerez corresponde aos equivalentes arcaicos castelhanos Jaraez ou Jarás que conduziram às formas actuais do Jerez castelhano ou Xerez português. Neste sentido, Monsaraz pode significar portanto MONTE XAREZ ou MONTE XARAZ, isto é, monte erguido no coração de uma terra nas margens do Guadiana, antigamente povoada por um impenetrável brenhal de estevas (ou xaras) e que, pela excelência de condições estratégicas – posição de altura com cobertura defensiva de um grande e importante rio – recomendava, naquele sítio de difícil acesso, a fundação de um povoado, quase naturalmente defendido. Esta vila surgiu a partir de uma conjuntura de prosperidade na qual a população aumentava e ultrapassava os próprios limites da zona intramuros. A sua posição estratégica permitia detectar o inimigo com antecedência, pois dava conta do perigo através da comunicação visual entre o conjunto fortificado e a rede de atalaias envolvente.
O sistema defensivo de Monsaraz é considerado sob duas tecnologias e épocas distintas:
 fortificação medieval – o castelo e a cintura de muralhas envolvente, que surgem numa altura em que não existiam armas de fogo (séc. XII – séc. XIV). Os panos de alvenaria são verticais e bem altos, construídos em alvenaria de pedra irregular de xisto, com excepção nos cunhais e bases, em aparelho regular de silharia de granito.
fortificação seiscentista – constituída essencialmente por baluartes do tipo Vauban, hipoteticamente atribuída a Nicolau de Langres, e coroada a norte por uma obra avançada. Os progressos de artilharia obrigaram os engenheiros militares à substituição das altas muralhas dos castelos por obras de defesa menos aparentes e vulneráveis. Os panos de muralha são de uma espessura bastante superior, em alvenaria de xisto um pouco mais aparelhado. A aterragem da plataforma era feita através de compactação do solo.
A posição estratégica da vila de Monsaraz permitia detectar o inimigo com antecedência, pois dava conta do perigo através da comunicação visual entre o conjunto fortificado e a rede de atalaias envolvente.
Quando nos debruçamos um pouco sobre a natureza das hostilidades fronteiriças ligadas às “Restauração”, compreendemos melhor não só a funcionalidade das “atalaias”, como aceitamos sem grande reserva que elas tenham sido construídas nesta época em resposta a necessidades estratégicas bem concretas.
A implantação das “atalaias” no terreno representou pois a resposta possível a uma ameaça permanente, visando criar um mínimo de condições que permitissem controlar visualmente e com alguma antecedência o movimento de tropas inimigas de modo a facilitar a fuga para o abrigo das fortalezas ou preparar o contra-ataque.
Especificamente no que diz respeito à região de Monsaraz, as atalaias ao longo do Azevel criavam uma linha de aviso suficientemente recuada em relação à fronteira física constituída pelo Guadiana, procurando detectar eventuais movimentos de envolvimento por Nordeste, em direcção a Monsaraz. Por sua vez, numa larga frente a Este, entre a foz do Azevel e a Foz do Álamo – com excepção da atalaia de S Gens, bastante afastada do Guadiana – não encontramos qualquer estrutura deste tipo nas proximidades do rio. Tal facto justifica-se pelo afastamento da linha de fronteira para Leste, o que fazia de Mourão e das quatro atalaias que rodeavam esta praça-forte, a principal frente contra eventuais incursões inimigas. Finalmente, a Sul da Ribeira do Álamo, a primeira linha de aviso passa de novo a situar-se ao longo da margem direita do Guadiana, preferencialmente junto aos portos ou vaus, locais de passagem obrigatória, mesmo em épocas de seca. Tal opção, apesar de o rio aqui também não servir de fronteira, explica-se pelo facto de entre as praças militares de Mourão e Lura (cerca de 40km), não existir qualquer impedimento, natural ou artificial, à passagem do inimigo. Considerando que a ribeira do Degebe representava um obstáculo de difícil transposição, protegia-se assim Monsaraz de manobras de envolvimento conduzidas de Sudeste.

Bandeira de Reguengos de Monsaraz

Heráldica : 

Brasão: de prata com um sobreiro de verde, frutado de ouro, troncado de negro e descascado de vermelho, acompanhado por dois cachos de uvas de púrpura folhados e sustidos de verde. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres «Vila de Reguengos de Monsaraz» de negro.

Bandeira: esquartelada de amarelo e de púrpura. Cordões e borlas de ouro e de púrpura. Haste e lança douradas.

Selo: circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres «Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz».


Cultura e Turismo : 

        De todos os concelhos que compõem o distrito de Évora, Reguengos de Monsaraz destaca-se pela vasta oferta em termos de turismo rural de alta qualidade[parcial] (nomeadamente de turismo de habitação), ao longo da extensa encosta de Monsaraz sobre o Rio Guadiana e Albufeira de Alqueva.
A cidade fornece uma vasta animação nocturna, que se figura em poucos estabelecimentos, isenta de criminalidade e com bom ambiente.[parcial]
Em termos comerciais, a cidade dispõe de vários supermercados e hipermercados (Pingo Doce, Lidl), dos quais dois estão inseridos em pequenos centros comerciais (Intermarché e Modelo). Em termos culturais e de lazer possui uma sala de cinema/auditório municipal, várias pastelarias e restaurantes típicos da região alentejana e ainda algum comércio tradicional, piscinas municipais, vários campos de futebol, circuito de manutenção, picadeiro municipal, várias praças com esplanadas, biblioteca municipal, espaço Internet, wireless gratuito na praça principal. Em termos de educação, dispõe de quatro escolas (jardim de infância/creche, escola primária, escola básica, escola secundária), e um polo da Universidade Aberta.


Gastronomia : 

        Quando visitar o Concelho de Reguengos não se esqueça de provar as famosas migas, o gaspacho, a açorda, o peixe do rio, bem como as peças de caça como o coelho, a lebre, a perdiz e o javali .

                                                                                                           Bolo Rançoso 
Bolo RançosoEnsopado de Borrego
Ensopado de Borrego