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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Viagem e visita ao concelho de Montemor-o-Novo

Brasão de Montemor-o-Novo

Localização

        Montemor-o-Novo é uma cidade portuguesa, no Distrito de Évora, região Alentejo e sub-região do Alentejo Central, é sede de um dos maiores municípios de Portugal, com 1232,10 km² de área e está subdividido em 10 freguesias. A cidade situa-se nas freguesias de Nossa Senhora da Vila e de Nossa Senhora do Bispo. Por sua vez, as restantes freguesias são formadas pelas aldeias que lhes deram o nome e outros pequenos povoamentos. O município é limitado a norte pelo município de Coruche, a leste por Arraiolos e por Évora, a sul por Viana do Alentejo e por Alcácer do Sal e a oeste por Vendas Novas e por um dos territórios do concelho de Montijo. O concelho de Montemor-o-Novo localiza-se no Alentejo Central sendo contíguo a três outras regiões NUTS III. A norte, a Lezíria do Tejo (concelho de Coruche), a noroeste, a Península de Setúbal (concelho de Montijo) e a sul e sudoeste, o Alentejo Litoral (concelho de Alcácer-do-Sal).


História

           A cidade de Montemor-o-Novo - sede de concelho, povoação de origem muito antiga, situava-se inicialmente na parte interior da muralha do Castelo, expandindo-se posteriormente pela encosta virada a norte, onde actualmente se localiza. O concelho recebeu forais dos reis D.Sancho I (1203) e de D.Manuel (1503) e teve um importante papel no combate à ocupação castelhana (1580 - 1640) e durante as invasões francesas (início do séc. XIX).
A época do apogeu de Montemor-o-Novo foram os séculos XV e XVI, em que à prosperidade trazida pelo comércio se aliava o facto de a corte permanecer por largos períodos em Évora, o que tornava a vila palco frequente de acontecimentos políticos de relevo, com a realização de cortes e a permanência do rei no Paço dos Alcaides. Em Montemor, em 1496, tomou D.Manuel I a decisão histórica de mandar descobrir o caminho marítimo para a Índia, durante os conselhos gerais que se realizaram na cidade.
No numeramento mandado realizar em 1527 por D.João III, o primeiro recenseamento à população feito em Portugal , contava 899 fogos, ficando em sexto lugar entre terras do Alentejo. D. Sebastião deu-lhe, em 1563, o título de Vila Notável, atendendo a que era "lugar antigo e de grande povoação" cercada e enobrecida de igrejas, templos, mosteiros e de muitos outros edifícios e casas nobres" 
Pertencem a essa época algumas das mais importantes obras de arquitectura existentes na cidade, como a Misericórdia, os Conventos da Saudação, de S.Francisco e de Stº António, a Ermida de Nª Srª da Visitação, o Hospital Velho e o portal da igreja de Stª Maria do Bispo. No plano histórico alguns acontecimentos sobressaem do pacato quotidiano da população. Entre eles destacam-se: a resistência à primeira invasão francesa, comandada por Junot, em 1808, junto á ponte de Lisboa; o estacionamento em 1834, do estado maior do exército liberal chefiado por Saldanha, durante as lutas civis entre liberais e miguelistas; a visita de D. Maria II e D. Fernando II em 1843. Montemor-o-Novo desempenhou um papel muito activo na resistência à ditadura fascista e na luta pela melhoria das condições de vida e pela liberdade.
Com o 25 de Abril, Montemor-o-Novo esteve nas primeiras linhas do avanço das conquistas da revolução, nomeadamente na implantação do Poder Local Democrático e da Reforma Agrária. 
A passagem de Montemor-o-Novo a cidade, por decisão da Assembleia da República de 11 de Março de 1988, é outro dos factos importantes da história recente de Montemor-o-Novo.

Bandeira de Montemor-o-Novo

Heráldica

Brasão: de prata, com um monte de negro, rematado por um castelo de azul, aberto, iluminado e lavrado do primeiro, encimado por uma romã de verde, rachada de vermelho e rematada por uma cruz latina de negro; o castelo acompanhado à dextra de um crescente e à sinistra de um sol, ambos de vermelho; em contra chefe assente na base do monte, uma ponte de três arcos de prata, sobre uma ponta ondada de faixetas de azul e prata. Coroa mural de cinco torres de prata. Listel de prata com legenda a negro: CIDADE DE MONTEMOR-O-NOVO.

Bandeira: gironada de oito peças de vermelho e branco. Cordões e borlas de prata e negro. Haste e lança douradas.

Selo: circular, com as peças do escudo sem indicação dos esmaltes e metais, tendo em volta, entre círculos concêntricos os dizeres: CÂMARA MUNICIPAL DE MONTEMOR-O-NOVO.


Cultura e Turismo

            No Lavre, concelho de Montemor-o-Novo, existe um espaço com cerca de 20 ha, que combina na perfeição um parque de lazer e uma reserva animal - o Monte Selvagem! Um dia passado no Monte Selvagem é uma aventura inesquecível para grandes e pequenos, um dia divertido e em que também se aprende muito sobre animais, plantas e jogos da região. Uma visita completa ao Monte Selvagem passa por 2 vertentes distintas:
Visita Guiada
- Área com cerca de 5 ha
- Montado de sobreiros e azinheiras, tipicamente alentejano
- Passeio livre ou seguindo a sugestão de percurso, devidamente assinalada no terreno
- Várias espécies de animais selvagens em perfeitas condições de Bem-Estar animal
- Quinta com animais domésticos onde se pode entrar e contactar directamente com estes animais
- Equipamentos de entretenimento e lazer para crianças e adultos

Visita de tractor
- Duração média de 1/2 hora
- Área de 12 ha
- Animais em semi-liberdade num espaço amplo
- Visita guiada

Calcanhar do Mundo : 

         Grande penedo no estreito e impressionante vale da Ribeira de S. Cristóvão. Grande penedo no estreito e impressionante vale da Ribeira de S. Cristóvão. Recomenda-se um passeio. As visitas estão condicionadas e são integradas nos programas organizados pelo Câmara Municipal, decorrendo sobre a sua supervisão.











Gastronomia

            Gastronomia regional alentejana, gastronomia de caça, empadas, enchidos, mel, cernelhas, queijadas, doçaria conventual, pão, vinho e os tradicionais licores de poejo e granito; Vitela Tradicional de Montado e Borrego de Montemor - Carne de qualidade controlada e garantida, resultante de animais criados em montado alentejano de sobro e azinho.
                                                                                                        Queijadas
QueijadasCernelhas
Cernelhas de Montemor

Borrego de Montemor
Borrego de Montemor

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Viagem e visita ao concelho de Vendas Novas

Brasão de Vendas Novas

Localização

           Vendas Novas é uma cidade portuguesa, no Distrito de Évora, região Alentejo e subregião do Alentejo Central, é sede de um município com 222,51 km² de área e subdividido em 2 freguesias. O município é limitado a leste pelo município de Montemor-o-Novo, a sul por Alcácer do Sal, a oeste por Palmela e a noroeste pela parte oriental do Montijo. O município foi criado em 1962. Anteriormente era apenas uma freguesia de Montemor-o-Novo.



História

        A origem provável e o subsequente desenvolvimento de Vendas Novas, devem-se essencialmente a três acontecimentos que tiveram lugar quase simultaneamente.
O primeiro e segundo acontecimento devem-se essencialmente à criação da Posta Sul, por ordem de D.João III, estabelecendo-se uma estação e uma sede da Posta em Aldeia Galega (o actual Montijo). De igual modo, com licença do rei, mandou Luís Afonso, Correio-Mor do Reino abrir um caminho de Aldeia Galega a Montemor, que atravessava uma vasta charneca que o rei utilizava para as suas caçadas reais, de maneira a diminuir o percurso e o tempo das viagens. Nesse caminho, o rei mandou construir uma estalagem, no sítio que hoje é Vendas Novas.
O terceiro acontecimento está ligado à construção, por ordem de D.Teodósio, de duas pousadas, uma em Evoramonte e outra nas Vendas Novas, perto das duas estações, para melhor se deslocar de Lisboa a Vila Viçosa. Terá sido então, a aberta do caminho para a Posta do Sul, através da charneca, em 1526, e a construção de duas estalagens, (a da Mala-Posta, em 1526, e a do Duque D. Teodósio I, em 1930), os três factores determinantes para a origem de Vendas Novas.
Quanto ao nome do povoado terá provavelmente origem nas construções - "Estalagens" ou "Vendas", que por serem de recente construção, eram novas, denominadas pelos viajantes como "as Vendas Novas". Um conjunto de factores – a estrada de acesso a Espanha, Évora e Lisboa, o Palácio Real (actual Escola Prática de Artilharia), o caminho de ferro – estão associados ao crescimento da povoação de Vendas Novas, com apenas 300 anos de existência, de que é reflexo a sua passagem a concelho e a cidade. Refira-se que a povoação mais antiga do concelho é a Landeira, hoje freguesia do concelho, de que existem referências de sua existência nos inícios do Séc. XII.
Vendas Novas foi freguesia do concelho de Montemor-o-Novo até 7 de Setembro de 1962, altura em que passou a concelho após um processo reivindicativo iniciado no final do século XIX.
Em termos patrimoniais, o concelho de Vendas Novas, apesar da sua história ser recente, possui um conjunto de património erudito de que é exemplo o edifício onde se encontra instalada a Escola Prática de Artilharia, antigo Palácio Real, mandado construir pelo rei D. João V, que possui um museu militar. São também referência o Palácio e Capela do Vidigal (séc. XIX), e um conjunto de capelas e igrejas que datam desde o século XVI.

Bandeira de Vendas Novas

Heráldica

Brasão: escudo de negro, sobreiro arrancado de prata, frutado de verde e descortiçado de vermelho, entre duas granadas de ouro ardentes de vermelho. Coroa mural de cinco torres de prata. Listel branco, com a legenda a negro, em maiúsculas: "CIDADE DE VENDAS NOVAS".

Bandeira: gironada de oito peças de vermelho e amarelo. Cordão e borlas de ouro e vermelho. Haste e lança de ouro.

Selo: circular, com as peças do escudo sem indicação de cores e metais, tudo envolvido por dois circulos concêntricos, onde corre a legenda: "Câmara Municipal de Vendas Novas".


Cultura e Turismo

 Jardim Público Municipal de Vendas Novas : 
    
          O jardim tem um amplo espaço relvado com árvores e árvores de fruto. Possui um percurso pedonal composto por vários acessos, ciclovia e um parque infantil de grandes dimensões e em areia. O espaço é embelezado por uma esplanada e por um repuxo, próximo do qual existe um quiosque e um Centro de Educação Ambiental.

Palácio Real em Vendas Novas : 

           Este edifício é a actual Escola Prática de Artilharia, também conhecido como palácio das Passagens. Aqui morava a família real e a corte, factor que é possível verificar por ainda existirem alguns elementos comprovativos.

Museu de Artilharia em Vendas Novas : 

        O Museu da E.P.A é um museu de história militar da arma de artilharia constituído por uma parte instalada no jardim fronteiro à fachada principal da escola, sendo aqui que se encontram as Bocas de Fogo e uma outra parte instalada numa dependência do Quartel. O espólio é anterior a 1861, e conta com munições, material acessório do tiro, fardas mais representativas e homenagem a artilheiros ilustres.


Gastronomia

         Alguns dos pratos que prometem fazer as delícias de todos, como é o caso de uns lombinhos de porco preto com amêijoas e gambas. Para além disso, recordamos a história de uma princesa da Casa de Bragança que passou os últimos dias em Portugal num palácio que o pai construiu de propósito para ela. Bifanas, Laranjas, Enchidos e Queijos frescos compõem a ementa.