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segunda-feira, 18 de março de 2013

Viagem e visita ao concelho de Pombal

Brasão de Pombal

Localização

            O concelho de Pombal encontra-se localizado no centro litoral português, distrito de Leiria, ocupando uma área de 626.4 km2, o concelho está inserido na sub-região Pinhal Litoral, juntamente com os concelhos de Batalha, Leiria, Marinha Grande e Porto de Mós. São desassete as freguesias que constituem este concelho, uma das quais com sede em Vila (Lourinhã). É limitado a Norte pelos concelhos de Figueira da Foz e Soure; a Este pelos concelhos de Ansião e Alvaiázere; a Sul, por Leiria e Ourém; e a Oeste pelo Oceano Atlântico. Todo o concelho é recortado por uma densa rede fluvial urdida pelos afluente do rio Arouca, Carnide e Anços pertencentes todos eles à bacia hidrográfica do Mondego, os quais correm de Sul para Norte.



História

           O povoamento inicial do território que corresponde ao atual concelho de Pombal é bastante recuado, devendo remontar a épocas próximas ao Neolítico. Sobre os primeiros povos que habitaram a região de Pombal não existem muitas informações concretas, no entanto, foram encontrados nas redondezas do seu castelo, alguns indícios que remontam a primitiva povoação para a época de ocupação romana. As primeiras referências escritas relativas a Pombal remontam a inícios da fundação da Nacionalidade. Trata-se de um documento de confirmação do senhorio da chamada "terra deserta", entre Coimbra e Leiria, passado por D. Urraca e D. Afonso Henriques. Os núcleos de povoação distanciavam-se muitas léguas uns dos outros e, estando localizados numa fronteira tão incerta, estavam sempre sujeitos a investidas de sarracenos. Em 1161 erigia D. Gualdim Pais, mestre do Templo, o famoso castelo de Pombal, para treze anos mais tarde lhe conceder o primeiro foral. São estas as indicativas de fundamento sério que nos permitem colocar a fundação da vila nos primeiros anos da segunda metade do século XII. D. Manuel faz renovar à vila os seus antigos privilégios, concedendo-lhe foral novo, datado de 1 de Junho de 1512. Sobre o topónimo principal do concelho, não existem dados concretos, estando envolto em hipóteses infundadas e em lendas. Segundo a tradição, quando o mestre do Templo fundou o castelo, viviam nos rochedos do monte um grande número de pombos bravos, o que levaria Gualdim Pais a dar-lhe o nome de Pombal. Ao Marquês de Pombal que aí viveu entre 1777 e 1782 deve-se a organização da parte baixa da vila, bem como a promoção de vários melhoramentos da mesma e a construção de vários edifícios. Por essa altura, Pombal vivia uma época de prosperidade que no entanto viria a ser travada com as invasões francesas. Em 1811, tropas comandadas pelo General Massena saquearam e incendiaram toda a povoação. Este facto, aliado à cólera-morbus que dizimou a região em 1833, fez de Pombal uma localidade abandonada. Em 1855, com a construção da via férrea, a situação melhorou pois permitiu estabelecer uma ligação rápida e fácil com os principais centros de Portugal. Inicialmente, o concelho de Pombal era formado apenas por três freguesias: Santa Maria do Castelo, S. Pedro e S. Martinho (Pombal), sendo que as duas primeiras acabaram por desaparecer. Na segunda metade do século XIX, o concelho de Pombal era ainda significativamente mais pequeno do que na atualidade  sendo composto pela freguesia de Pombal, e pelas freguesias de Pelariga, Santiago de Litém, Vila Chã e uma pequena parte de Vermoil, confrontando com os concelhos (alguns actualmente extintos) da Redinha, do Louriçal, de Abiul, de Soure e de Leiria. Com a reestruturação administrativa liberal, a estrutura concelhia que Pombal então apresentava, veio a sofrer mudanças consideráveis. Assim, através de um projecto de reordenamento territorial de 1833, o concelho de Pombal, passa a abranger, além das freguesias que já o constituíam, as freguesias de S. Simão de Litém e Vermoil (anteriormente integradas no concelho de Leiria); é-lhe anexado o concelho de Abiul, bem como os lugares de S. João dos Malhos, Covão, Mendes, Crespos, Maranho, Moinhos do Covão, Cavadinha, Motes, Pinheirinho e Barroco que pertenciam à freguesia de Almagreira. O resto dessa freguesia, bem como o concelho da Redinha (incluindo a freguesia de Tapéus) passaram então a pertencer ao concelho de Soure. A 10 de Março de 1847 é criada uma nova freguesia no concelho, a de Pelariga, desanexada da freguesia de Pombal. Mais tarde, através de uma nova reforma administrativa de 24 de Outubro de 1855, o concelho de Louriçal é integrado no de Pombal, enquanto freguesia, passando em 1895 a integrar o concelho a freguesia de Redinha, até então integrada no de Soure. Já no século XX foram criadas mais seis freguesias: em 1923 surgiu Albergaria dos Doze, com lugares pertencentes à freguesia de S. Simão de Litém; em 1952, Carnide, desanexada da freguesia de Vermoil; em 1960, surge a freguesia de Carriço, a partir da de Louriçal; em 1984, são criadas as freguesias de Guia e Meirinhas; e finalmente, cinco anos depois é instituída a freguesia de Ilha. Com a reestruturação administrativa liberal, a estrutura concelhia que Pombal então apresentava, veio a sofrer mudanças consideráveis. Assim, através de um projecto de reordenamento territorial de 1833, o concelho de Pombal, passa a abranger, além das freguesias que já o constituíam, as freguesias de S. Simão de Litém e Vermoil (anteriormente integradas no concelho de Leiria); é-lhe anexado o concelho de Abiul, bem como os lugares de S. João dos Malhos, Covão, Mendes, Crespos, Maranho, Moinhos do Covão, Cavadinha, Motes, Pinheirinho e Barroco que pertenciam à freguesia de Almagreira. O resto dessa freguesia, bem como o concelho da Redinha (incluindo a freguesia de Tapéus) passaram então a pertencer ao concelho de Soure. A 10 de Março de 1847 é criada uma nova freguesia no concelho, a de Pelariga, desanexada da freguesia de Pombal. Mais tarde, através de uma nova reforma administrativa de 24 de Outubro de 1855, o concelho de Louriçal é integrado no de Pombal, enquanto freguesia, passando em 1895 a integrar o concelho a freguesia de Redinha, até então integrada no de Soure. Já no século XX foram criadas mais seis freguesias: em 1923 surgiu Albergaria dos Doze, com lugares pertencentes à freguesia de S. Simão de Litém; em 1952, Carnide, desanexada da freguesia de Vermoil; em 1960, surge a freguesia de Carriço, a partir da de Louriçal; em 1984, são criadas as freguesias de Guia e Meirinhas; e finalmente, cinco anos depois é instituída a freguesia de Ilha. Com a reestruturação administrativa liberal, a estrutura concelhia que Pombal então apresentava, veio a sofrer mudanças consideráveis. Assim, através de um projecto de reordenamento territorial de 1833, o concelho de Pombal, passa a abranger, além das freguesias que já o constituíam, as freguesias de S. Simão de Litém e Vermoil (anteriormente integradas no concelho de Leiria); é-lhe anexado o concelho de Abiul, bem como os lugares de S. João dos Malhos, Covão, Mendes, Crespos, Maranho, Moinhos do Covão, Cavadinha, Motes, Pinheirinho e Barroco que pertenciam à freguesia de Almagreira. O resto dessa freguesia, bem como o concelho da Redinha (incluindo a freguesia de Tapéus) passaram então a pertencer ao concelho de Soure. A 10 de Março de 1847 é criada uma nova freguesia no concelho, a de Pelariga, desanexada da freguesia de Pombal. Mais tarde, através de uma nova reforma administrativa de 24 de Outubro de 1855, o concelho de Louriçal é integrado no de Pombal, enquanto freguesia, passando em 1895 a integrar o concelho a freguesia de Redinha, até então integrada no de Soure. Já no século XX foram criadas mais seis freguesias: em 1923 surgiu Albergaria dos Doze, com lugares pertencentes à freguesia de S. Simão de Litém; em 1952, Carnide, desanexada da freguesia de Vermoil; em 1960, surge a freguesia de Carriço, a partir da de Louriçal; em 1984, são criadas as freguesias de Guia e Meirinhas; e finalmente, cinco anos depois é instituída a freguesia de Ilha. Foi oficialmente elevada a cidade em 16 de Agosto de 1991.

Bandeira de Pombal

Cultura e Turismo : 

           O concelho é rico em exemplos do património construído, sobretudo no que diz respeito à arquitetura de cariz religioso, nas quais se destacam a Igreja do Cardal e a Igreja de S. Martinho, de fundação medieval; ainda em Pombal, o monumento que será o ex-libris da cidade é sem dúvida o seu Castelo, fundado por volta de 1160 por Gualdim Pais e que foi parcialmente destruído com as invasões francesas. É também bastante expressivo o centro histórico de Pombal. O Museu Municipal Marquês de Pombal, localizado no Convento do Cardal e o Museu Marquês de Pombal, inaugurado em 8 de Maio de 1982, constituem as principais unidades museológicas deste concelho. De destacar como principais infra-estruturas culturais no concelho de Pombal são o Centro Cultural de Pombal; o Auditório Municipal; o teatro Cine e a Biblioteca Municipal.

Igreja do Cardal                                                                             Castelo de Pombal

Gastronomia

        Da tradição gastronómica do concelho de Pombal destacam-se: o bacalhau à Lagareiro, as batatas com couves, a tibornada de batatas a murro; os tortulhosos, os chicharros com toucinho e o valeirão. Na doçaria, são típicos o arroz-doce; o bolo das festas do bodo, os coscorões e os sonhos de canela.

                                                                                                                     Bacalhau á Lagareiro
Sonhos de Canela
Coscorões


domingo, 17 de março de 2013

Viagem e visita ao concelho de Ansião

Brasão de Ansião

Localização

             É sede de um município com 179,98 km² de área e subdividido em 8 freguesias, está limitado a Norte pelos concelhos de Soure e Penela, a Nascente pelos concelhos de Penela e Figueiró dos Vinhos, a Sul pelo concelho de Alvaiázere e a Poente pelos concelhos de Pombal e Soure. O concelho de Ansião é dominado pela bacia hidrográfica do rio Nabão e pelas ribeiras de Alge e Ansião e está integrado na sub-região do Pinhal Interior, uma zona montanhosa por excelência, dominada pela Serra de Ansião. Esta serra, com aproximadamente dezoito quilómetros de comprimento, divide-se em dois braços, formando dessa forma a Serra de Alvaiázere e a Serra da Junqueira.


História

         Ao longo dos tempos têm surgido várias interpretações e explicações relativamente ao topónimo "Ansião". Uma destas explicações, baseada numa tradição popular, refere-se à existência, na antiga estrada real que ligava Coimbra a Lisboa, de um velho muito pobre a pedir esmola. A certa altura, teria passado por ele a rainha D. Isabel que lhe tributou uma generosa esmola. Logo a notícia se espalhou e acorreram ao local inúmeras pessoas com esperança de também serem contemplados com favores da rainha. E assim teria nascido a povoação de Ansião, cujo nome seria uma referência ao velho "ancião" que ali teria existido. No entanto, há que entender que esta lenda, apesar do seu valor etnográfico, não é suficiente para explicar a origem do nome do concelho, pois que este é muito anterior à época referida na lenda. Assim, a primeira referência escrita relativa ao concelho de Ansião surge num documento datado de 1175, no qual o topónimo surge com a grafia "Ansion". Trata-se de um documento referente à compra de uma herdade pelo Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra a um grande proprietário da região, cujo nome "Ansion" supostamente teria dado origem ao topónimo atual  Deste modo, "Ansião" seria o genitivo do nome pessoal germânico hipocrístico. Ansião tem um passado histórico remoto, bem patente no seu topónimo e nos seus vestígios arqueológicos, principalmente da época de ocupação romana: moedas, mosaicos e telhas. Durante os primórdios da nacionalidade, a grande maioria das localidades que compõem o atual concelho de Ansião estavam integradas no vasto território conhecido como Ladeia, uma antiga circunscrição administrativa e cuja cabeça existiria na actual freguesia de Alvorge, no extremo Norte do atual concelho. Como já foi referido, a primeira referência a Ansião data do último quartel do século XII, tratando-se de um documento em que o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra aparece a adquirir bens na chamada herdade de Ansião. No sentido de promover o povoamento nesta região, D. Afonso Henriques criou o concelho de Germanelo, concedendo-lhe foral em 1142. Neste foral, o monarca determinava que além de serem livres de impostos, concedia paz, perdão e isenção de justiça a todos quanto tivessem cometido crimes de homicídio, furto ou qualquer outro tipo de perturbação pública, sob a condição de cultivarem e defenderem as terras do Germanelo. Com o tempo, o município de Germanelo foi perdendo importância e a povoação e o castelo que aí existia foram desaparecendo. No entanto, esta povoação foi o grande impulsionador do povoamento da região que viu o seu sistema defensivo ser alargado com a edificação de uma torre de defesa na atual freguesia de Torre de Vale de Todos. A 2 de Janeiro de 1465, Ansião recebeu, por certidão passada em Coimbra por D. Afonso V, o título de Mordomado. Já em 1514, D. Manuel concedeu foral novo a Ansião, Avelar, Chão de Couce e Pousaflores, sendo que estas últimas três conservam ainda hoje o seu pelourinho, símbolo do poder judicial de cada concelho. Em 1663, Ansião é elevada à categoria de vila por D. Afonso VI e posteriormente D. Pedro II doou-a a D. Luís de Meneses, Conde de Ericeira. Com a reforma administrativa levada a cabo no reinado de D. Maria II, os concelhos de Avelar, Chão de Couce e Pousaflores foram extintos, passando à categoria de freguesias e sendo anexados ao de Ansião.

Bandeira de Ansião

Heráldica

Brasão: de negro, com um anel de ouro acantonado por quatro romãs de prata abertas de púrpura e folhadas de verde. Coroa mural de quatro torres, de prata. Listel branco com os dizeres: «Vila de Ansião», de negro.

Bandeira: esquartelada de branco e púrpura. Cordões e borlas de prata e púrpura. Haste e lança douradas.

Selo: circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres: «Câmara Municipal de Ansião».


Cultura e Turismo

          Local de grande interesse turístico, o concelho de Ansião dispõe de vários atrativos turísticos proporcionados pela sua riqueza histórica e pela sua beleza natural. Assim, dos seus monumentos edificados ganham especial destaque: a Ponte Medieval da Cal, o Pelourinho da era Manuelina, a Lápide evocativa da Batalha do Ameixial em 1686, a Igreja da Misericórdia , Igreja Matriz com estatuária oitocentista evocativa de S. Gregório e de S. Sebastião e a Capela da Constantina. As serras envolventes do concelho, em especial a Serra de Rabaçal dominam a paisagem concelhia, sendo um local de repouso e tranquilidade. Ao nível de infra-estruturas culturais, destacam-se a Biblioteca Municipal, instalada no antigo Mercado de Peixe, e o Museu Municipal.




Gastronomia

             Dos pratos típicos tradicionais do concelho de Ansião destacam-se o cabrito assado, os aferventados e os grelos com morcela assada. Na doçaria, destacam-se as merendeiras doces e o bolo de noiva.
                                                                                                                     Cabrito Assado
Merendas doces 


sábado, 16 de março de 2013

Viagem e visita ao concelho de Alvaiázere

Brasão de Alvaiázere

Localização

         Alvaiázere é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Leiria, região Centro e sub-região do Pinhal Interior Norte, é sede de um município com 161,00 km² de área e subdividido em 7 freguesias. O concelho de Alvaiázere faz fronteira a Norte com os concelhos de Pombal e Ansião; a Este com o concelho de Figueiró dos Vinhos; a Sul com Ferreira do Zêzere e a Oeste com Ourém, estes dois últimos do distrito de Santarém. Integrado no distrito de Leiria, o concelho de Alvaiázere encontra-se localizado nas encostas da serra do mesmo nome. Esta serra é uma ramificação da Serra de Ansião e estende-se por uma área à volta de sete quilómetros, constituída essencialmente por floresta. 



História

        Situada em solo serrano, a povoação de Alvaiázere é de origem bastante remota; foi primeiramente habitada pelos primitivos povos da Península Ibérica, que no território fizeram as suas fortificações; posteriormente, aí construíram também os romanos uma cidade cujos vestígios já desapareceram por completo, sabendo-se apenas da sua existência, pelo aparecimento de algumas moedas e utensílios. Na Serra de Alvaiázere existe uma interessante gruta conhecida por "Algar" e uma fortificação designada "Carreira dos Cavalos", cujas origens remontam aos lusitanos e ao domínio romano. Também os árabes se fixaram na região, a que chamaram de "Al-bai-zir", designação que significa "campo aromático" e da qual se terá originado o topónimo: "Alvaiázere". Depois de uma fase de declínio, marcada pela ocupação árabe, a povoação foi reedificada nos inícios do século XIII, por D. Sancho I, que lhe deu foral no ano de 1220; a partir daí, Alvaiázere viu-se detentora de um certo poder administrativo. Em 1388, D. João concedeu a Alvaiázere a categoria de vila e por doação de D. Duarte a sua esposa, D. Leonor, Alvaiázere passou à coroa em 1435. Já em 1514, D. Manuel I passa foral novo a Alvaiázere e institui como donatários da vila os Duques de Cadaval. Em 1834, travou-se em Almoster, uma das seis freguesias de Alvaiázere, uma das maiores batalhas da guerra civil entre liberais e absolutistas, os primeiros, comandados pelo Marechal Saldanha e os segundos pelo General Lemos, cabendo a vitória aos liberais.

Bandeira de Alvaiázere

Heráldica

Brasão: de prata, uma oliveira arrancada de verde, acompanhada em orla de doze trevos também de verde. Coroa mural de quatro torres de prata. Listel branco com as letras «Vila de Alvaiázere», de negro.

Bandeira: esquartelada de amarelo e verde, cordões e borlas de ouro e verde. Haste e lança de ouro.

Selo: circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres: «Câmara Municipal de Alvaiázere».


Cultura e Turismo

            O concelho de Alvaiázere, dominado pela serra do mesmo nome, encontra-se localizado numa região de privilegiada beleza e riqueza histórica, pelo que é dotado de grandes potenciais turísticos. O concelho tem pois a oferecer belíssimas paisagens, sendo de destacar como principais pontos de interesse, todos os recursos proporcionados pela serra de Alvaiázere. Um especial destaque vai também para as praias fluviais da Ribeira de Alge e de Maçãs de D. Maria. A nível cultural, o concelho dispõe de várias associações que promovem atividades variadas ao longo de todo ano. 

                                                                                               Capela de Nossa Senhora dos Covões
Miradouro da Serra de Alvaiázere 


Gastronomia

          Dos tradicionais pratos da gastronomia do concelho de Alvaiázere destacam-se: o leitão assado, as papas de milho com couve, a abóbora com feijão seco, o bacalhau fricassé, o bolo de fugaças, a carne de rebolão, os nabos requentados, a caldeirada de cabrito e o bucho recheado.

Caldeirada de Cabrito 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Viagem e visita ao concelho de Tomar

Brasão de Tomar

Localização

         É sede de um município com 351,2 km² de área e 40 674 habitantes, subdividido em 16 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Ferreira do Zêzere, a leste por Abrantes, a sul por Vila Nova da Barquinha, a oeste por Torres Novas e a noroeste por Ourém. A cidade é atravessada pelo Rio Nabão, que é afluente do Rio Zêzere, estando incluída na bacia hidrográfica do Tejo, o maior rio da Península Ibérica. Situa-se na parte norte da região mais fértil de Portugal e uma das mais férteis da Península Ibérica, a lezíria ribatejana.



História

           A história de Tomar remonta a épocas bastante recuadas, sendo que o vale do Nabão, apresenta vestígios de povoamento que recuam ao período paleolítico. Durante a época de ocupação romana, o território que constitui o atual concelho pertencia ao núcleo originário de Sellium, cidade que se situava na margem esquerda do rio Nabão e onde se agruparam, mais tarde, as populações romano-godas e muçulmanas. Por Sellium, passava a via que ligava Olisipo a Bracara, que se constituía no mais importante itinerário de ligação entre o Norte e o Sul do país. Já a presença muçulmana em Tomar é atestada pela existência de numerosos topónimos em todo o concelho e pelos engenhos hidráulicos introduzidos na agricultura (açudes de estacaria, roda, nora). Em 1147 a terra é conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques que em 1159 doa aos Templários, na pessoa de Gualdim Pais, o castelo de Ceras (hoje Ceras) com seu vasto termo, a fim de que estes o povoasse. Proíbe  no entanto que para esse povoamento viessem gentes que já habitavam entre Mondego e Tejo. Após um ano de estadia no castelo de Cera, reconheceu Gualdim Pais que ele não reunia as condições apropriadas a servir de sede da Ordem, resolvendo dessa forma edificar um castelo em lugar que lhe pareceu mais adequado, e esse foi um outeiro na margem direita do Nabão e em cujo sopé se estendia viçosa planície apropriada a profícuo povoamento humano. Começou a construção no dia 1 de Março de 1160 conforme consta de inscrições que perduram no castelo, de cujo conjunto, embora mutilado pela invasão de outras edificações e afetado pelas habituais causas de ruína, ainda resta o suficiente para bem se conhecerem as peças componentes. Foi então construída uma muralha de forma irregular e angulosa, guarnecida de torreões, de acesso ao terreiro geral e dentro do qual se ergue, quase encostada à respectiva muralha circundante, a torre de menagem. Dessa altura também é a construção da célebre charola, mais tarde adaptada a capela-mor de um mais vasto templo. Em Novembro de 1162, o mestre Gualdim Pais dá carta foral aos futuros povoadores de Tomar. As principais disposições são relativas ao direito que devia regular as duas classes populares a estabelecer em Tomar: a dos cavaleiros vilões e a dos peões herdadores. Os cavaleiros-vilões possuíam os seus haveres livres de foro, mesmo no caso de os comprar a vilão tributário ou de casar com viúva de vilão, de que ela houvesse herdado. Se o cavaleiro-vilão, por velhice, não podia exercer a milícia, não decaía da sua qualidade e morrendo ele, a viúva permanecerá na mesma. O saião (aquele que executa sentenças) estava a impedido de selar casa de cavaleiro e se este praticasse atos ilícitos seria julgado em conselho retamente  Se o cavalo morresse ao cavaleiro e este não pudesse obter outro, a Ordem comprometia-se a fornece-lo ou a dispensa-lo até que ele pudesse adquirir outro sem perda de categoria e honra de cavaleiro. Quanto à outra classe, a dos peões, não era privilegiada, pois constituía a classe dos tributários; por isso, ordenava o foral que pagassem ração. Outras disposições da fundação de Tomar dizem respeito às atividades bélicas, à proibição de entrada forçada por cavaleiro estranho na casa de habitante de Tomar, ao serviço anual de almocrevaria, à abolição do direito de maneria, à permissão de um habitante de partir para outra parte (sob condição de dar ou vender o seu herdamento local a quem fizesse o respectivo foro à ordem e aqui viesse), à obrigação das atalaias (postas metade do ano pela Ordem e outra metade pelos habitantes), à abolição do portádigo e da alcavala e à alimentação das sentinelas do castelo ou das portas da povoação, ao foro especial dos clérigos (equiparados a cavaleiros-vilões nos privilégios) e à nomeação popular do juiz e do alcaide. Formava-se dessa forma em Tomar um concelho de categoria elevada. Cerca de 12 anos depois, D. Gualdim Pais concede novo foral a Tomar, provocado decerto pelo desenvolvimento do local sob a proteção das milícias templárias e do seu fortíssimo castelo. Na realidade, trata-se de um complemento da carta de 1162 onde faltaram as disposições respectivas dos casos crime, a quase única matéria de que se ocupa o diploma de Junho de 1174. Algumas das principais disposições são estas: quem praticasse forçamento de mulher, homicídio ou entrasse à força numa casa, peitaria a soma de quinhentos soldos, se o crime fosse prepetado no "couto da vila"; sendo o rousso e homicídio praticados fora desta, a multa seria de sessenta soldos, quantia que também se pagava no caso de ser praticado outro dos mais graves crimes da época. Em 1195 morre D. Gualdim Pais e é sepultado na Igreja de Santa Maria de Tomar (mais tarde conhecida com Igreja de Santa Maria do Olival). A extinção da Ordem do Templo, promovida pelo rei de França, veio a ter o seu reflexo em Portugal e D. Dinis viu-se forçado a cumprir a determinação do pontífice que só executou em 1314. Propôs porém à Santa Sé que com os bens dos Templários se constituísse uma nova milícia, exclusivamente portuguesa. Dessa forma, foi criada a Ordem de Cristo, à qual se aplicou todos os bens dos Templários. A ordem teve como primeiro mestre D. Gil Martins que era freire da Ordem de Avis e recebeu a regra de Calatrava. A nova Ordem é instalada em Castro Marim, sendo-lhe atribuída a Regra de S. Bento, sendo que por volta de 1356 a Ordem voltou a Tomar, a pedido dos freires. As religiosas filiadas na Ordem do Templo não ingressaram na nova Ordem e tiveram de mudar de hábito. Desde o século XV os mestres das ordens portuguesas, em vez de eleitos nos termos dos estatutos, passaram a ser nomeados pelo papa, dando-se o mestrado a membros da família real. O costume em Portugal começou com o Infante D. Henrique que recebeu o mestrado de Cristo, com o título de "Governador e Administrador". Ao infante, que associou a Ordem à empresa das descobertas, se ficaram a dever as primeiras grandes transformações na obra local dos Templários: construiu uns paços junto da alcáçova e novas instalações conventuais, entre as quais o claustro que tem o seu nome; criou a primeira feira franca de Tomar; e interessado pelo desenvolvimento da vila baixa, corrigiu o curso do Nabão, que até então alagava as margens, espraiando-se em braços variados. É também do seu tempo o novo fluxo colonizador, chamando para as veigas do rio a população que até então se abrigava nas proximidades da alcáçova. Durante esta época viveu-se igualmente um fluxo de judeus, artifícios e mercadores que formaram um importante núcleo em Tomar, com arruamento próprio, a judiaria, segundo o costume da época. Este núcleo manteve-se até à expulsão dos judeus, determinada por D. Manuel. Em 9 de Setembro de 1438 morreu em Tomar o rei D. Duarte que aqui se recolhera com a rainha e os filhos, fugidos de Évora onde aparecera a peste. A 13 de Março de 1456 o papa Calisto III concede à Cavalaria de Cristo o espiritual das terras descobertas, como territórios nullius diocesis. Em 1510 D. Manuel I cria a Misericórdia de Tomar e Diogo de Arruda inicia a construção da chamada "Casa do Capítulo" do Convento de Cristo, executando as respectivas e célebres janelas. A 1 de Maio do mesmo ano, D. Manuel I concede a Tomar o seu foral novo. Em 1521 D. João III permanece em Tomar durante cerca de dois meses, resultando dessa estadia a reforma da Ordem de Cristo que teve início a 24 de junho de 1530 pela mão do frade jerónimo, António de Lisboa. Os freires então residentes no Convento foram reduzidos à clausura e observância regular. A 6 de Maio de 1543 é realizado o segundo auto-de-fé em Tomar (desconhece-se a data do primeiro), tendo sido "relaxado ao braço secular" (morto pelo fogo) um dos 8 penitentes, a ré Brites Gonçalves, "por herege e pertinaz". A 30 de Dezembro de 1551, o papa Júlio III, pela bula "Praeclara clarissima" concede à Coroa portuguesa, definitivamente, o mestrado das Ordens Militares de Cristo, de Avis e de Santiago. A 22 de Abril de 1567 é concedida a Tomar a categoria de "Notável Vila", pelo Regente do Reino, o Cardeal D. Henrique e a 16 de Abril de 1581 dá-se o juramento e aclamação de Filipe I perante as Cortes reunidas em Tomar; quatro dias mais tarde dá-se a abertura solene das Cortes de Tomar. Em 1593 começa a construção do aqueduto de Pegões Altos destinado ao abastecimento do Convento de Cristo e concluído em 1613.  A 24 de Março de 1759, por alvará de D. José I, é instalada em Tomar a Real Fábrica de Chapéus; e a 17 de Agosto de 1789 um novo alvará, desta vez de D. Maria I, entrega a administração da Fábrica de Meias de Lã e Algodão de Noel Lemaître, a Jácome Ratton e Timóteu Verdier, a qual serviu de base à Real Fábrica de Fiação e Tecidos. A 27 de Novembro de 1807 dá-se a entrada em Tomar das tropas da divisão espanhola de Junot, comandada por D. Juan Carrafa, que impõe uma contribuição em dinheiro e requisição de víveres. No ano seguinte, consequente à primeira invasão, Tomar enfileirou no movimento insurrecional popular contra os invasores, revolta essa que terminou a 9 de Julho, entregando os patriotas as armas a Ângela Tamagnini, por se recusarem a entregá-las a Margaron, comandante das forças de ocupação. A atuação daquela "negociadora", impediu quaisquer represálias por parte dos Franceses. A 11 de Agosto do mesmo ano, chegam a Tomar as forças de Loison, porém sem quaisquer consequências materiais. A Retirada dos Franceses marca o fim da primeira Invasão. Ainda nesse ano, em Novembro é criado o regimento de Milicias de Tomar e no ano seguinte, o General Miranda Henriques, encarregado da defesa da Beira Baixa, estabelece o seu quartel-general em Tomar. Em Junho de 1809 Wellesley, estabelece quartel-general em Tomar, uma vez expulsas as forças francesas da 2ª Invasão. A 23 de Outubro de 1822 é eleita a primeira câmara de Tomar, através de voto popular, no quadro da Constituição de 1822. A 31 de maio do ano seguinte a Vilafrancada de D. Miguel derruba a Câmara eleita. A 14 de Maio de 1833 as tropas liberais entram em Tomar, substituindo de novo o Senado Municipal. Em 1834 são extintas as ordens religiosas e procede-se à venda dos respectivos bens. Em Tomar assinale-se a venda do Convento de Cristo e da Quinta dos Sete Montes ao futuro Marquês de Tomar, Costa Cabral, ministro de D. Maria II. A 13 de Fevereiro de 1884, por alvará de D. Maria II, Tomar é elevada à categoria de cidade e a 30 de Setembro de 1881 é extinto o Isento de Tomar, passando o seu concelho para o Patriarcado de Lisboa. 

Bandeira de Tomar

Heráldica

Brasão: de ouro com uma torre torreada de negro, aberta e iluminada de prata, acompanhada em chefe da cruz dos Templários e da cruz de Cristo e a mesma torre assente num monte de verde cortado por um rio ondado de prata aguado de azul. Coroa mural de cinco torres de prata.

Bandeira: quarteada de negro e de vermelho. Por debaixo das armas, uma fita branca com a palavra "Tomar" de negro.

Selo: circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres: «Câmara Municipal de Tomar».


Cultura e Turismo

          O concelho de Tomar está integrado na Região de Turismo dos Templários (Floresta Central e Albufeiras) e caracteriza-se pelos seus atrativos naturais, destacando-se as margens do rio Nabão e as várias praias fluviais existentes, bem como pela sua riqueza patrimonial. O elemento mais identificativo da cidade é sem dúvida o seu imponente castelo, localizado numa colina sobranceira à cidade de Tomar; o Castelo dos Templários é a zona mais antiga de um dos mais surpreendentes monumentos do território nacional e que se encontra classificado como património mundial - o Convento de Cristo. A fortaleza foi fundada no século XII com o objectivo de servir de sede à Ordem do Templo, sendo que ao seu redor foi-se desenvolvendo a povoação de Tomar. Posteriormente passa para a posse da Ordem de Cristo, até à extinção das ordens militares. Originalmente, o Castelo de Tomar era formado por duas cercas de muralhas reforçadas por torres redondas e cubelos vários. No interior da fortaleza encontra-se a praça de armas que se estende desde a Porta do Sol até à Charola conventual, oratório de planta central e que se inspirava no Templo de Jerusalém. Na zona mais elevada, encontra-se a Torre de Menagem e entre a alcáçova e o claustro da Lavagem, que integra já o cenóbio, situam-se as estruturas do Paço do Infante D. Henrique. No limite sudoeste da cerca localiza-se a Torre da Rainha D. Catarina. Um outro monumento característico de Tomar é o Aqueduto dos Pegões Altos, uma extensa obra que começa nas proximidades da Ermida de Santo António de Pegões e que se estende por cerca de seis quilómetros até chegar à cisterna do principal claustro do Convento de Cristo. A obra foi iniciada em 1593 por ordem de Filipe II de Espanha e concluída em 1614 e é composta por 180 arcos em alguns troços, em duas filas sobrepostas. Ainda na cidade de Tomar, um destaque para a Igreja de Santa Maria do Olival, cuja construção foi contemporânea da fundação do Convento de Cristo e segue o modelo das igrejas mendicantes portuguesas do período gótico.

                                                                                                Mata Nacional dos Sete Montes
Aqueduto dos Pegões Altos 

Mata Nacional dos Sete Montes

Gastronomia

               Da tradicional gastronomia do concelho de Tomar são de destacar o cabrito assado, as couves à D. Prior, a vaca com molho de bruxa e a lampreia. Na doçaria, realce para as fatias de Tomar, os bolos de cama, os queijinhos doces e os típicos "beija-me depressa".

                                                                                                         " Beija-me depressa "
Beija-me Depressa
Couves à D. Prior 

Bolos de Cama
Bolos de Cama