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domingo, 3 de março de 2013

Viagem e visita ao concelho da Pampilhosa da Serra

Brasão de Pampilhosa da Serra

Localização

          O concelho de Pampilhosa da Serra ocupa uma área de 396,5 Km2 , sendo constituído por dez freguesias e pela vila de Pampilhosa da Serra, faz fronteira a Norte com o concelho de Arganil; a Sul com o de Oleiros, a Nordeste com Fundão, a Noroeste com o concelho de Góis e a Sudoeste com o de Pedrógão Grande. Pampilhosa da Serra é um concelho eminentemente serrano, situado na Cordilheira Central, entre a Serra da Estrela e as Serras do Açor e da Lousã, e é banhado a Norte pelo rio Ceira, no centro pelo rio Unhais que atravessa a vila e sede de concelho e a Sul pelo rio Zêzere. Nestes três cursos de água foram construídas as barragens hidroelétricas do Alto da Ceira (Ceira); de Santa Luzia (Unhais) e do Cabril (Zêzere). Esta última localiza-se no concelho de Pedrógão Grande, no entanto a sua albufeira pertence ainda ao concelho de Pampilhosa da Serra.


História

        O topónimo principal do concelho é relativamente recente; anteriormente o concelho era designado apenas por Pampilhosa que, segundo alguns autores, tem a sua origem etimológica no vocábulo "pampilho", nome de uma planta campestre idêntica ao malmequer. O segundo elemento do topónimo "da Serra" foi acrescentado no século XIX, para distinguir da outra povoação existente na Mealhada, "Pampilhosa do Botão". Os vestígios mais remotos da ocupação humana no território que constitui o atual concelho de Pampilhosa da Serra remontam ao segundo milénio ou inícios do primeiro milénio antes de Cristo. Do período do Bronze Final existem vários vestígios arqueológicos, como fragmentos de cerâmica, vestígios de minas, monumentos funerários, entre outros. Sabe-se que durante a ocupação árabe, a região estava abandonada pois a ocupação muçulmana chegou até ao Mondego, sem no entanto, se ter expandido para o interior. Em 1308, Pampilhosa foi elevada à categoria de vila por D. Dinis e em 1380, foi anexada ao julgado da Covilhã. A 10 de Abril de 1423, D. João I reafirmou os privilégios de vila Pampilhosa, concedendo-lhe maior liberdade administrativa. Em sequência deste diploma régio, gerou-se uma contenda entre a Pampilhosa e a Covilhã que só viria a ter fim em 1499, ano em que Pampilhosa adquiriu a sua autonomia judicial. A 20 de Outubro de 1513, D. Manuel concedeu-lhe foral em Lisboa. Com a reforma da divisão territorial, adotada pelo Decreto de 24 de Outubro de 1855, o concelho de Pampilhosa da Serra foi alargado, adquirindo as freguesias de Dornelas do Zêzere, Fajão, Janeiro de Baixo, Unhais-o-Velho e Vidual, do concelho de Fajão e a de Portela do Fojo, do concelho de Alvares.

Bandeira de Pampilhosa da Serra

Heráldica

Brasão: de negro com dois ramos de oliveira de ouro frutados do mesmo e atados em ponta de vermelho. Em chefe, três abelhas de ouro alinhadas em faixa. Contra-chefe ondado de prata e de azul. Coroa mural de quatro torres de prata. Listel branco com letras negras « Vila de Pampilhosa da Serra».

Bandeira: esquartelada de amarelo e azul. Cordões e borlas de ouro e azul. Lança e haste de ouro.

Selo: circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres «Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra».


Cultura e Turismo

             Pampilhosa da Serra é um concelho de montanha, localizado numa região de grande beleza e riqueza natural e paisagística. Entre os principais atrativos do concelho, destacam-se a praia fluvial de Dornelas do Zêzere e Janeiro de Baixo; a piscina flutuante na barragem de Santa Luzia; e o Miradouro do Alto da Relva, de onde se pode apreciar a belíssima paisagem serrana, caracterizada pelos seus vales profundos. A nível de infra-estruturas desportivas destacam-se o Pavilhão Municipal, em Pampilhosa da Serra e o campo de futebol e campo de tiro de Dornelas do Zêzere e de Janeiro de Baixo. O concelho de Pampilhosa da Serra dispõe ainda de um Museu Municipal, onde se encontram expostos vários utensílios agrícolas tradicionais; o Museu Monsenhor Nunes Pereira e a Casa Museu de Carvalho.


Barragem de Santa Luzia 

Gastronomia

          As tradições gastronómicas do concelho de Pampilhosa da Serra estão profundamente ligadas ao modo de viver serrano e às suas tradições. Deste modo, os principais pratos do concelho são o cabrito assado e a chanfana, destacando-se na doçaria o bolo da panela, o arroz doce, os filhós espinhados e a tigelada.

                                                                                                                     Arroz doce 
Chanfana 

sexta-feira, 1 de março de 2013

Viagem e visita ao concelho de Castanheira de Pêra

Brasão de Castanheira de Pera

Localização

      O concelho de Castanheira de Pêra encontra-se integrado no distrito de Leiria, sendo composto por apenas duas freguesias. Está situado nos planaltos da vertente Sul da Serra da Lousã, confrontando com os concelhos de Figueiró dos Vinhos, Pedrógão Grande, Lousã e Góis. Castanheira de Pêra está inserido na bacia hidrográfica do Zêzere, cujo principal afluente é a ribeira de Pena, que atravessa o concelho no sentido Norte/Sul. A ribeira de Pena é alimentada por várias linhas de água, entre as quais se destacam as ribeiras da Gestosa e da Fonte da Telha.





História :

           O topónimo principal do concelho tem dado azo a várias interpretações, estando na origem de várias lendas, a mais famosa das quais a lenda de Peralta. Assim, segundo a tradição, esta princesa fugiu de Conímbriga em consequência da invasão e refugiou-se no castelo de Arouce, em Lousã. Daí, viu-se obrigada a partir, através da serra, em busca de seu pai. Chegando ao local onde hoje se situa Castanheira de Pêra, a sua aia faleceu e a princesa mandou sepultá-la num grande penhasco onde terá inscrito "Antigona de Peralta/Aqui foi da vida falta". Ainda segundo a tradição, Vénus, a Deusa, que perseguia a Princesa de quem jurara vingar-se, resolveu apagar parte dos dizeres tumulares ficando "Antiga de Pera". Apesar de esta história ter sido bastante divulgada na explicação do topónimo, existem outras interpretações, cujo fundamento é por certo mais crível. O topónimo é composto por dois elementos, sendo que o primeiro elemento parece tratar-se de uma referência à árvore de fruto "castanheiro"; já o segundo elemento, deriva do latim "Petra" que significa "Pedra". Esta localidade adotou o nome de Castanheira de Pedrógão até ao século XIX. A primeira referência escrita relativa a este concelho remonta a 1467, tratando-se de uma sentença de D. Afonso V relativa a uma questão levantada entre os pastores de Coentral e o município de Lousã. Um outro documento igualmente importante para a história deste concelho data de 1502, sendo desta feita relativo à fundação da freguesia de S. Domingos (atual Castanheira de Pêra) e à construção de uma igreja. A constituição do concelho data de 1914, tendo constituído anteriormente uma freguesia de Pedrógão Grande.

Bandeira de Castanheira de Pera

Heráldica

Brasão: de prata, com um castanheiro folhado e frutado de sua cor, sainte de um terrado de verde realçado de negro, cortado por três faixas ondadas de prata e de azul. O tronco do castanheiro acompanhado por dois rodízios de pás, em pala, de vermelho. Listel branco com os dizeres: «Vila de Castanheira de Pêra», a negro. Coroa mural de quatro torres de prata.

Bandeira: verde. Cordões e borlas de prata e verde. Haste e lança douradas.

Selo: circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres: «Câmara Municipal de Castanheira de Pêra».


Cultura e Turismo

           Localizado nas encostas da Serra da Lousã, o concelho de Castanheira de Pêra dispõe de vários miradouros de onde se pode apreciar toda a região circundante, como é o caso do miradouro de Santo António da Neve, na freguesia de Coentral e o miradouro da Cabeça do Pião, em Castanheira de Pêra. O concelho dispõe também de duas praias fluviais que atraem bastantes veraneantes, na época estival: a praia do Poço Corga e a praia da Vila. No que diz respeito à vida cultural e desportiva do concelho, existem em Castanheira de Pêra várias associações que têm como principal objectivo a divulgação e promoção de várias atividades nessa área.

                                                                                                   Praia Fluvial do Poço de Corga 
Praia Fluvial das Rocas

Poços em santo António da Neve

Os Poços da Neve e o Ofício do Neveiro : 

         Segundo um trabalho do Dr. Herlander Machado, os poços da neve são seguramente mais antigos do que a capela. Admite-se mesmo que sejam muito anteriores a Julião Pereira de Castro no ofício de que só há notícia devidamente documentada a partir de 1757 em alvará de D. José também assinado pelo Marquês de Pombal. Dos sete poços construídos somente restam três que pela sua raridade foram considerados imóveis de interesse público. Estes três poços de construção tosca são redondos no seu interior; todavia dois são octogonais no seu exterior e um é circular. Estão cobertos por abóbadas de pedra em forma de sino achatado e todo o conjunto foi edificado com a pedra negra da região. Cada poço tem uma só porta, estreita, virada para nascente, como para evitar que, quando o Sol é mais forte, possa entrar pela estreita porta e derreter a neve ali guardada. Utilizando escadas de mão, feitas em tosca madeira, os homens desciam ao fundo destes poços – que então tinham uma profundidade superior a uma dezena de metros – e à medida que neles iam sendo despejadas as cestas com neve iam calcando esta com pesados maços de madeira que empunhavam vigorosamente, à maneira dos calceteiros de hoje. Empedernida, isolada entre os paredões alisados pelo estuque, coberta depois de palha e fetos, a neve conservava-se nesses amplos reservatórios, até ao Verão – sem que uma réstia de Sol lhe pudesse chegar. Quando chegava o tempo quente, a neve era cortada e seguia em grandes blocos para Lisboa. O transporte era feito, numa primeira etapa, em ronceiros carros de bois. Apenas três ou quatro desses grandes blocos podiam ser carregados nessas robustas carroças e eram cuidadosamente envolvidos em palha, em fetos, mesmo em serapilheiras ou, ainda, metidos em caixotes. Mas, mesmo assim, diz o testemunho oral que muita neve se perdia pelo caminho percorrido através dos tortuosos carreiros da serra, quase penosamente. Em Miranda do Corvo fazia-se a primeira muda dos animais e depois os carros partiam para Constância onde, da via terrestre, se passava para a via fluvial até ao Terreiro do Paço onde eram feitos saborosos gelados para o Rei e sua corte, tão saborosos que os Lisboetas os procuravam no Martinho da Arcada e outros cafés.


Gastronomia

     Da gastronomia tradicional do concelho de Castanheira de Pêra fazem parte as papas de milho, as couves de caramoiço e o caldo de castanhas. A gastronomia é dominada pelos sabores da serra, com o cabrito assado, o queijo e o requeijão, sem esquecer o tão apreciado mel da Serra da Lousã.






quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Viagem e visita ao concelho de Penela

Brasão de Penela

Localização

         Penela é uma vila portuguesa no Distrito de Coimbra, região Centro e sub-região do Pinhal Interior Norte e tem o cognome de Vila Presépio. O concelho de Penela tem de área cerca de 132.5 km2, englobando seis freguesias e as vilas de Espinhal e Penela, confronta a Norte com os concelhos de Miranda do Corvo e de Condeixa-a-Nova, a Sul com Ansião; a Ocidente com Soure e Ansião e a Oriente com Figueiró dos Vinhos. O concelho encontra-se inserido numa região bastante acidentada a nível morfológico, atingindo a sua altura máxima a 854 metros, sendo que o seu principal afloramento é a Serra do Espinhal, a Nascente.


História

         Localizada na encosta poente de um monte entre as cotas 230 e 290 metros, na estrada romana que ligava Coimbra a Tomar, a cerca de três dezenas de quilómetros da primeira. Etimologicamente, o termo "penela" é um diminutivo de "peña", "pena" ou "penha", e significava, em baixo latim, cabeço, monte ou rochedo. Tendo em atenção estudos feitos aos vestígios existentes, é de crer que na origem do Castelo de Penela estivesse um primitivo castro lusitano posteriormente aproveitado quando da invasão romana da península Ibérica. À história de Penela crê-se ainda estarem associadas as passagens sucessivas dos Vândalos, destruidores da fortificação construída pelos Romanos, dos muçulmanos, que tomaram o castelo no século VIII, e das tropas de Fernando I de Leão, tendo a fortificação ficado sob a responsabilidade do conde Sesnando Davides, após a conquista de Coimbra (1064), a quem se deve reedificação da fortificação de Penela. No contexto da formação da nacionalidade, a povoação recebeu o seu primeiro foral em julho de 1137, concedido por D. Afonso Henriques, constituindo-se portanto num dos Municípios mais antigos do país. A este fato (a concessão do foral) não terá sido alheia a grande importância estratégica de Penela, visando os privilégios então concedidos aos seus moradores atirarem mais população. O seu castelo é, depois do Castelo de Montemor-o-Velho, o mais amplo e forte que atualmente nos resta da linha defensiva do Mondego. Tomado pelos Muçulmanos já depois de 1137, veio a ser definitivamente reconquistado em 1148. Será, contudo, Sancho I de Portugal quem, em 1187, deu nova vida a Penela, mandando-a repovoar e reparar o seu castelo. A torre de menagem do castelo foi mandada erigir por Dinis I de Portugal, aquando de uma nova reparação do castelo. Da história do Concelho ressalta um episódio frisante do apoio popular com que contou D. João, Mestre de Avis, na crise de 1383—1385 em Portugal: sendo senhor de Penela o conde de Viana do Alentejo, D. João Afonso Telo de Meneses, partidário de D. Beatriz, casada com João I de Castela, decidiu o povo defender e apoiar o seu rei amotinando-se, sendo célebre um tal Caspirro, por ter assassinado o Conde. Logo a seguir, Penela enviou os seus representantes às Cortes de Coimbra de 1385, a fim de elegerem o Mestre, futuro D. João I. Este ao fazer doações aos seus filhos, criou o título de duque de Coimbra para o seu filho D. Pedro, destinando-lhe Penela e o seu termo. 

Bandeira de Penela

Heráldica

 Brasão - Em várias obras, que tratam da heráldica Municipal, que as armas de Penela são de azul com três torres de prata. Ora, a importância do castelo de Penela, na História de Portugal, não é tão grande que se deva representar por um castelo completo, e é naturalmente por essa razão que essa fortaleza é representada de longa data por três torres. É também razoável que a parte económica da região figure nas armas. Os naturais de Penela vivem da agricultura que produz cereais, vinho, azeite e fruta. Seria, pois, interessante que a fortaleza fosse representada por uma torre, torreada sobre penhascos acompanhada sobre quaisquer manifestações sobre a agricultura regional.

Bandeira -   Como a peça principal das armas, a torre torreada é de azul, a bandeira é desta cor. Quando destinada a cortejos ou outras cerimónias, a bandeira é de seda e bordada, devendo ter a área de um metro quadrado. Quando destinada a ser arvorada, é de fiel e terá as dimensões e julgadas necessárias, podendo neste caso dispensar a representação das armas. Como a peça principal das armas, a torre torreada é de azul, a bandeira é desta cor. Quando destinada a cortejos ou outras cerimónias, a bandeira é de seda e bordada, devendo ter a área de um metro quadrado. Quando destinada a ser arvorada, é de fiel e terá as dimensões e julgadas necessárias, podendo neste caso dispensar a representação das armas.


Cultura e Turismo

           No concelho de Penela são vários os locais de interesse turístico, dada a sua diversidade paisagística, a sua beleza natural e a sua riqueza histórica. Na Serra do Espinhal, pode-se desfrutar de uma belíssima vista para a vila de Penela e o seu castelo; ainda na mesma serra, destaca-se a cascata da Pedra Ferida; também no concelho são de se destacar as represas naturais da Louçainha, com piscinas naturais e um parque de merendas. A nível de unidades museológicas, destacam-se no concelho de Penela, o Museu e a Estação Arqueológica do Rabaçal e o Museu de Arte Sacra de Penela. 
  
                                                                                                                      Pedra da Ferida 
 Pedra da Ferida 




Gastronomia

          A gastronomia de Penela é muito rica e variada. Entre os diversos produtos utilizados na gastronomia local, destacam-se o saboroso Queijo do Rabaçal, o mel da serra, as nozes e os vinhos.