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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Viagem e visita ao concelho de Vila Nova de Paiva

Brasão de Vila Nova de Paiva

Localização : 

          É sede de um município com 177,37 km² de área e 5 176 habitantes (2011), subdividido em 7 freguesias. Faz fronteira a Norte com o concelho de Moimenta da Beira, a Sul com Viseu, a Nascente com Sátão e a Poente com o concelho de Castro Daire. O concelho de Vila Nova de Paiva está inserido numa região planáltica, limitada a Norte pelas serras da Nave e da Lapa e a Sul pela Serra de Côta, atingindo a sua altura máxima da Serra da Nave, a 1.016 metros de altitude. A rede hidrográfica do concelho de Vila Nova de Paiva é definida por duas bacias: a do rio Paiva e a do rio Vouga. O primeiro nasce na Serra da Nave, no concelho de Moimenta da Beira e desagua no rio Douro; os seus principais afluentes distribuem-se pela sua margem direita e são o rio Mau, o rio Covo e a ribeira da Lapa. O rio Vouga limita o concelho a Sul e os seus principais afluentes são as ribeiras de Rebentão e do Paúl. 



História : 

        A história do concelho de Vila Nova de Paiva, apesar de pouco documentada, pode considerar-se anterior à nacionalidade, dada a sua riqueza arqueológica, que se manifesta principalmente na existência de construções pré-históricas de tipo dolménico. A própria topografia do concelho prestava-se à estancia de povos pré-romanos, pelas garantias de defesa no sistema castrejo que lhes proporcionava. A principal fortificação castreja do concelho de Vila Nova de Paiva é o castro de Vila Cova à Coelheira, localizado perto do rio do mesmo nome, e do qual restam ainda vários vestígios do amuralhado e de uma povoação tipo citânia ou cividade; no entanto, é de crer que outros povoados fortificados aqui existiram, especialmente no cume das Antas. Data de 1836 a formação territorial do concelho de Vila Nova de Paiva, ainda que adotando o nome de Fráguas. Nesse ano, são eliminados os concelhos de Alhais, Vila Cova e Pendilhe, bem como o de Cota, ficando só o de Fráguas que recebeu todas as freguesias destes concelhos, à excepção de Queiriga que foi atribuída a Viseu, voltando a integrar o concelho Fráguas em 1895, passando depois para o de Sátão e finalmente quando foi restaurado o concelho de Fráguas, já com a designação de Vila Nova de Paiva, Queiriga integrou-o novamente. Com o engrandecimento do concelho de Fráguas, começaram as questões políticas locais sobre qual a povoação que deveria ser a sede do dito concelho, pois negava-se a tal papel a de Fráguas, que se encontrava já decaída. Entre todas as freguesias salientou-se a de Barrelas que possuía um importante mercado quinzenal, o que a tornava num grande centro comercial da região. Em 1883, Barrelas, então com o nome de Vila Nova de Paiva torna-se sede de concelho que permanecia com o nome de Fráguas. Em 1895 foi extinto o concelho de Fráguas, restaurado três anos depois já com a designação da sua sede: Vila Nova de Paiva.

Bandeira de Vila Nova de Paiva


Cultura e Turismo : 

         O concelho de Vila Nova de Paiva dispõe de vários recursos naturais, sendo de especial destaque as praias fluviais de Fráguas, Vila Nova de Paiva e Vila Cova à Coelheira. A nível cultural e desportivo, destaca-se a Associação Malhadinhas que, fundada em 1999, procura dinamizar e promover desenvolvimento cultural e desportivo do concelho.






Gastronomia : 

          As principais atrações gastronómicas do concelho de Vila Nova de Paiva são: as trutas do Paiva de Côvo em molho de escabeche; o coelho guisado com carqueja; o cabrito de caldeirada; os torresmos e sarrabulho com batatas; o presunto e fumeiro (salpicão e chouriça); o carneiro ensopado (prato antigo); as papas de farinha com costeletas; as papas de relão (milho); o caldo de abóbora com leite; os bolos de ovos cozidos nos fornos comunitários; a broa de milho e centeio cozida nos fornos comunitários e o queijo de cabra.



quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Viagem e visita ao concelho de Aguiar da Beira

Brasão de Aguiar da Beira

Localização : 

          Aguiar da Beira é um concelho da Beira Interior, estando integrado no distrito da Guarda. Com uma área de 203.7 km2 o concelho de Aguiar da Beira é constituído por 13 freguesias, uma das quais com sede em vila (sede concelhia), estendendo-se entre as serras da Lapa, ao Noroeste e do Pisco a Sudoeste, sendo característico pelos grandiosos maciços graníticos. O concelho é limitado a Norte por Sernancelhe; a Oeste por Sátão; a Sudoeste por Penalva do Castelo; a Este com Trancoso e a Sudeste com Fornos de Algodres. A área florestal é composta por pinheiro bravo, carvalho negral e castanheiro.



História : 

        Existem no território do atual concelho de Aguiar da Beira vários vestígios que comprovam a antiguidade de povoamento desta região, sendo um dos mais significativos, o dólmen de Carapito que remonta ao Neolítico final, tratando-se de um dólmen de grandes dimensões, apresentando dois esteios. Da época de ocupação romana, chegou até aos nossos dias a Ponte do Candal, ou ponte Portucalense, sob o rio Coja, que estaria integrada na via romana proveniente de Viseu e que foi reutilizada durante o período medieval. Aguiar da Beira era uma povoação fortificada já antes da Nacionalidade, desconhecendo-se porém a data exata do seu povoamento. É possível que o castelo medieval de Aguiar fosse construído sobre um castro preexistente que coroava a eminência junto à povoação, e esteve sob o domínio sarraceno. Supõe-se que a povoação de Aguiar da Beira se tivesse formado a partir desse castro e que ao longo dos tempos foi descendo para uma zona mais baixa. O topónimo principal do concelho tem também origens bastante remotas, sendo um derivado de "águia", através do latim "aquila", derivado em "águila", de grande antiguidade, duvidando-se porém que remeta à ornitologia local. O determinativo "da Beira" surgiu posteriormente, sendo referido pela primeira vez nas Inquirições de 1258. Não é abundante a informação relativa a Aguiar da Beira, pelo menos antes da Nacionalidade. O primeiro documento que lhe faz referência, apesar de indiretamente  é um testamento de D. Chamoa, que cita determinados castelos, entre os quais o de Aguiar e suas povoações, referidas como "populas" e "penas" (pequenos castelos roqueiros), como foi o caso do castelo medieval de Aguiar. D. Abril Peres foi tenente do castelo de Aguiar que entre outros já não era recente no século XII. A primeira notícia diretamente referente a esta localidade, é a carta de D. Afonso Henriques, de 1131, pela qual são confiscados os bens a Aires Mendes e Pedro Pais e doados ao prócer D. João Viegas (ou D. João "Ranha", da estirpe dos Baião). Em vários documentos é citado um foral alegadamente dado a Aguiar por D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, em 1120; se assim foi, este foral foi confirmado por D. Afonso II, em 1220 e reformulado por D. Afonso III, em 1258. A sua área era então muito inferior à atual  sendo limitado a Nordeste por Sernancelhe e Trancoso; a Sudeste por Carapito; a Sudoeste por Gulfar; a Poente por Ferreira (atualmente a freguesia de Ferreira das Aves) ; a Noroeste por Caria e abrangia então as freguesias de Aguiar da Beira, Pinheiro, Souto de Aguiar da Beira, Sequeiros e Gradiz. No que diz respeito às paróquias, existia no então concelho de Aguiar apenas uma paróquia: a de S. Pedro de Aguiar. Em 1297, D. Dinis doa à Ordem do Hospital, na pessoa do Comendador do Crato e da Sertã a igreja de S. Pedro de Aguiar. Por Bula de Leão X de 1514, esta igreja foi incorporada no "grande indulto das comendas novas para a Ordem de Cristo"; mais tarde, em 1510, Aguiar da Beira recebeu também um Foral Novo de D. Manuel I. O concelho foi suprimido em 1896 e anexado ao de Trancoso, sendo novamente restaurado em 1898, com as suas atuais freguesias.

Bandeira de Aguiar da Beira

Cultura e Turismo : 

       O concelho de Aguiar da Beira possui vários locais de interesse turístico, dadas as suas características naturais que proporcionam locais de grande beleza e tranquilidade; as serras do Pisco e da Lapa e os rios Távora, Dão e Vouga definem a paisagem característica do concelho, típica do planalto beirão. Um destaque para as Caldas da Cavaca, a cerca de 3 quilómetros da vila de Aguiar da Beira, na freguesia de Cortiçada. Pouco se conhece da história das Caldas da Cavaca; a nascente de água hipossalina, sulfurosa, bicarbonatada sódica, quente, empregada no tratamento do artritismo, doenças do estômago e dos intestinos, que se situa numa quinta, no vale do rio Coja, afluente do Dão, foi sempre, segundo os locais, de propriedade particular, pertença dos antepassados da família Laires. No entanto, foram sempre utilizadas pelas gentes locais, de forma gratuita. Além das Termas da Cavaca, importante local de interesse turístico, existem na freguesia de Cortiçada outros atrativos como o freixo centenário, considerado o seu ex-libris. A freguesia de Dornelas oferece também vários motivos de interesse turístico, a começar pela flora local, onde abundam os salgueiros, os freixos, os álamos e caniceiros entre muitas outras espécies arbóreas; ainda o local da Pedra do Cume, onde existe um marco geodésico; também de grande interesse é o característico local do Penedo da Lapa da Silveira, além das "casinhas d'El-Rei", que consiste de uma caverna num penedo. Na vila sede de concelho merecem especial atenção: a primitiva Igreja Matriz de S. Pedro, da qual restam apenas ruínas, pois esta foi abandonada por se localizar longe da vila, construindo-se a Igreja Paroquial de Santo Eusébio; no centro da vila há a Fonte Ameada, com porta ogival de acesso para a fonte de mergulho, atualmente sem serventia; esta fonte foi classificada como Monumento Nacional, a 17 de Agosto de 1922; junto à fonte situa-se a Torre de Relógio, também classificada como Monumento Nacional no mesmo ano e um terceiro monumento classificado, o pelourinho manuelino, rematado por esfera armilar. Para visitar também, é o Santuário da Senhora da Lapa, de estilo barroco, onde as influências filipinas são evidentes. Da mesma forma, as ruínas do antigo Castelo e as igrejas e capelas do concelho são reveladores de um património arquitetónico e artístico singular e de grande valor.



Gastronomia : 

      Da gastronomia tradicional deste concelho o destaque vai para os enchidos, o presunto, o queijo da serra, o cabrito assado, o entrecosto com grelos e a vitela assada. Na doçaria, destaque para o bolo de azeite, as queijadas de carapito e as cavacas.