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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Mêda

Brasão de Mêda

Localização : 

             Mêda é uma cidade portuguesa, pertencente ao Distrito da Guarda, região Centro e sub-região da Beira Interior Norte, possui uma área total de 285,91 km², está subdividido em 16 freguesias.  O concelho de Meda está integrado no distrito da Guarda, fazendo fronteira com o concelho de Pinhel a Leste; com o de Trancoso a Sul; com Penedono a Oeste; e Vila Nova de Foz Côa a Norte. Em termos morfológicos, Meda é definido por uma faixa montanhosa central, ao nascente da qual se situa uma zona plana que pertence à bacia do rio Côa, sendo irrigada pelo rio Massueime e pela Ribeira de Centieira.



História : 

      Existem vestígios da ocupação humana no território que constitui o atual concelho de Meda, desde épocas bastante remotas e que atestam a presença de vários povos na região. Na região de Meda, a Romanização deixou várias marcas quer através da toponímia, quer através de algumas moedas, aras votivas e placas tumulares. Com o fim do império e o início das invasões bárbaras, Longroiva parece ter sido a sede de um bispado visigótico. Várias povoações do concelho da Meda tiveram na Idade Média um papel e uma importância superior à atual  De facto, Santa Maria de Longroiva, Marialva, Casteição e Ranhados eram, nos séculos XIII, XIV e XV, vilas amuralhadas, que exerciam a sua influência sobre populações vizinhas. Assim, na área do atual concelho, coexistiam 6 municípios: o de Meda, constituído por por uma única freguesia e que recebeu foral de D. Manuel I em 1 de Junho de 1519; Aveloso, constituído também sobre si próprio e também com foral manuelino de 1514; Casteição que abrangia as povoações de Chãos, Casteição e Outeiro de Gatos e que teve forais de D. Sancho I (1196), D. Afonso II (1217) e D. Sancho II (1234); Marialva, que abrangia as freguesias de Santiago e S. Pedro, Barreira, Gateira (atual anexa da Barreira), Coriscada, Rabaçal, Aldeia Rica (hoje lugar da freguesia de Coriscada), Vale Flor, Carvalhal e Pai Penela; Ranhados, que incluía para além da freguesia sede de concelho, a freguesia de Sapateira (hoje anexa da Prova), Poço do Canto, Sequeiros e Vale do Porco (estas duas últimas localidades são hoje anexas do Poço do Canto); e Longroiva que abrangia, para além da sua sede, Fonte Longa e Santa Comba (esta hoje do concelho de Vila Nova de Foz Côa). Por Decreto de 6 de Novembro de 1836 foram extintos os concelhos de Aveloso, Casteição, Longroiva e Ranhados; e em 1852 foi extinto o de Marialva. A freguesia da Prova, que pertencia em 1855 ao concelho de Penedono, ficou a pertencer ao de Meda em 1872. Em 1895, a freguesia da Fonte Longa saiu de Vila Nova de Foz Côa e passou para o da Meda.

Bandeira de Mêda

Cultura e Turismo : 

            Existem no concelho de Meda vários pontos de interesse turístico, nas várias freguesias que o constituem e que abrangem desde um rico património histórico a locais de grande interesse paisagístico. Do património cultural e edificado de Aveloso, merecem especial referência alguns pormenores de grande interesse, sobretudo religioso. É o caso de uma escultura popular da Senhora do Pranto, oitocentista, propriedade da Igreja Matriz. É o caso, também, de uma janela manuelina no Solar do Bispo, casa arruinada que foi residência do bispo D. Rodrigo de Oliveira, de 1316 para 1317. A presença da Ordem dos Templários e da Ordem de Cristo, que por toda a região se manifestou de forma marcante, revela-se em Aveloso através de diversas cruzes gravadas na pedra ou pintadas na igreja. Esta edificação é do século XII, mas da primitiva traça resta apenas uma porta lateral. Além destes, destaque ainda para: o pelourinho,  a capela de Santa Cruz, a ponte e calçada romanas, algumas fontes e casas de residência. Também com um vasto património cultural e edificado, Barreira orgulha-se das suas igrejas e capelas, do cruzeiro, da ponte, das fontes, do forno comunitário, da Casa da Cerca e das ruínas da aldeia típica em Casinhas. Como locais de interesse turístico destacam-se a ribeira de Marialva com sua praia fluvial e o lugar da Gateira. Em Coriscada merecem especial destaque a capela de Santa Bárbara, no monte homónimo, de onde se avista um extenso pinhal; a capela do Divino Senhor da Boa Esperança e a Igreja Matriz com seu altar em talha dourada; Coriscada contempla ainda no seu património arquitetónico algumas fontes de mergulho, como é o caso da Fonte de Zarelha, a Fonte da Dorna e a Fonte do Chão da Cruz. Para além dos mencionados, é interessante apreciar nesta freguesia a arquitetura rural beirã, na qual se destacam, entre outras, as casas típicas, a Quelha dos Abraços e as chaminés em granito. Dos solares existentes na freguesia, os mais singulares são a Casa Grande ou Solar do Visconde da Coriscada e a Casa da Chaminé, também conhecida por Solar dos Menezes. Em Fonte Longa destaca-se a Igreja Matriz, dedicada a Santa Maria Madalena, e o seu altar-mor barroco; as capelas da Senhora de Belém e de S. Sebastião, as várias fontes e o lagar de azeite. As amendoeiras em flor proporcionam à freguesia belas paisagens, o que se torna por si só um atrativo turístico. Em Outeiro de Gatos, a Igreja Matriz de é considerada um dos mais importantes monumentos culturais e edificados da freguesia; a ribeira de Teja proporciona também à freguesia belas paisagens, o que se torna por si só um atrativo turístico. Como património cultural e edificado da freguesia de Prova estão assinalados: a Igreja Matriz, a capela de S. Domingos, a capela de S. João e a Casa Grande com elementos do século XV e XVI; salientando-se os vãos e portas com decoração manuelina. Este solar está classificado como Imóvel de Interesse Público, pelo Decreto nº 737/74, de 21 de Dezembro. Como locais de interesse turístico além do referido, destaca-se a Fraga do Pendão. Em Rabaçal destacam-se a Igreja Matriz, as Capelas de S. Sebastião e de Santa Bárbara e a Casa do Redondo. Este último monumento trata-se de um antigo solar que data do século XVIII, que se encontra adaptado à exploração turística. Dos tempos áureos em que Ranhados foi concelho, resta o pelourinho manuelino, com grande valor histórico e que faz parte do vasto património arquitetónico da freguesia, que engloba: a Igreja Matriz, a fonte nova, o castro de S. Jurjo e o castelo de Ranhados, as várias capelas disseminadas pela freguesia, alguns cruzeiros, fontes de mergulho e ainda algumas casas tradicionais em pedra. A freguesia de Vale Flor preservou até à atualidade alguns edifícios dignos de referência: a Igreja Matriz, as capelas: de Santo António, da Senhora da Saúde, do Espírito Santo e de Santa Bárbara; a ponte da Regadinha, a quinta do Convento, algumas fontes romanas, um cruzeiro, a quinta da Madelinha e alguns fornos de transformação de barro. Para além destes locais destacam-se os castelos de Marialva, Longroiva e de Meda de inegável interesse histórico e patrimonial. 





Gastronomia : 

          Entre os pratos tradicionais do concelho de Meda destacam-se: o pão de centeio, a azeitona doce, o queijo de ovelha, as chouriças, as azedas cruas, a omelete de espargos, o caldo de cebola, as papas Laberças, as migas ripadas e de alho, a salada de batatas com azedas, a sopa de beldroegas, a sopa de fiolho, os torresmos da Beira, o bacalhau assado na brasa, o arroz de pombo bravo, o arroz de pato, o esparregado de feijão verde, as papas de Sarrabulho, o coelho guisado à Beira-Transmontana, e o cabrito guisado. Na doçaria o destaque vai para as filhoses, para as rabanadas, os biscoitos de leite (farta-brutos, como é conhecido) e para as cavacas de tigela. 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Figueira de Castelo Roidrigo

Brasão de Figueira de Castelo Rodrigo

Localização : 

           Figueira de Castelo Rodrigo é um concelho do distrito da Guarda, com uma extensão de 508.6 km2, abrangendo na sua área administrativa 17 freguesias. A Norte o rio Douro serve de fronteira com o concelho de Freixo de Espada à Cinta; a Noroeste, com o concelho de Vila Nova de Foz Côa; a Sul, o concelho de Figueira de Castelo Rodrigo é limitado pelos concelhos de Almeida e Pinhel; e a Nascente faz fronteira com a Espanha, tendo o rio Águeda a servir de limite. Para além dos rios mencionados, o concelho é ainda banhado pelo rio Côa e por várias ribeiras, entre as quais se destacam a ribeira de Aguiar que desagua no rio Douro e a ribeira de Avelal, afluente do rio Côa. Os pontos mais altos do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo são na Serra da Marofa, a 977 metros de altitude, a Serra da Viera, Castelo Rodrigo, com 821 metros, a Serra de Nave Redonda e a Serra da Caldeireira, sendo o seu ponto mais baixo em Barca d'Alva, junto ao rio Douro.



História : 

            O território que compõe o atual concelho de Figueira de Castelo Rodrigo foi ocupado desde épocas bastante remotas, sendo vários os vestígios da ocupação de diferentes povos, pelas várias freguesias do concelho. Um dos mais importantes vestígios sobre a ocupação primitiva da região encontra-se em Vale de Afonsinho, tratando-se de uma gravura de arte rupestre que representa um motivo zoomórfico do estilo Magdalense. A ocupação romana por toda a área do concelho foi bastante intensa a partir do século I d.C., tendo sido descobertos vestígios que apontam para a existência de pelos menos nove "villas" romanas. Foram também encontrados vários vestígios dessa época por todo o concelho, entre os quais se destacam: a "Torre das Águias", cuja construção remonta ao século II d.C., e que foi inicialmente um templo romano posteriormente adaptado para atalaia militar; e a ponte romana de Escalhão, integrada numa antiga via medieval de acesso a Trás-os-Montes e em antiga via de peregrinação a Santiago de Compostela. Escalhão é freguesia de instituição remota, que se situa na margem esquerda do rio Águeda, zona onde outrora existiu um castro luso-romano. É bastante a arqueologia das imediações para provar o remoto povoamento do território desta freguesia, por exemplo, a estância arqueológica da antiga cidade romana "Caliábria". Figueira do Castelo Rodrigo foi até 25 de Junho de 1836 uma simples freguesia do concelho de Castelo Rodrigo. Castelo Rodrigo teve povoamento em épocas remotas; esteve sob o domínio árabe, como o atestam a cisterna do castelo e outros achados arqueológicos; porém, o seu povoamento é mais remoto ainda, pois antes dos Árabes, a colina de Castelo Rodrigo foi povoada por outros povos, como os Túrdulos, povo que habitava a Bética, antiga província da Espanha meridional, a leste da Turdetânia - Andaluzia. Diz a tradição que depois de conquistada pelos Túrdulos, pelos Mouros e Romanos, a povoação e toda a região em que se insere, terá sido repovoada pelo Conde Rodrigo Gonzalez Girón, ainda antes do início da Nacionalidade e que terá mesmo adquirido o nome do distinto repovoador, "Rodrigo"; o topónimo terá adquirido um primeiro elemento, "Castelo", pela posterior edificação de um reduto no local. Em 1170, Castelo Rodrigo foi conquistada aos Mouros por D. Afonso Henriques, que depois a perdia novamente para os Sarracenos, para ser mais tarde, definitivamente reconquistada, por D. Sancho I, quando provavelmente já se encontrava fortificada. O mesmo monarca viria a dar-lhe foral a 11 de Setembro de 1209. D. Dinis, "O Lavrador", reconstruiu-a e cercou-a de fortes muralhas; contudo, a povoação de Castelo Rodrigo viria a ser muito danificada durante a Guerra da Independência, chegando mesmo a um estado de despovoamento. Julga-se que terminada a guerra, terá sido D. João I a infligir um castigo a Castelo Rodrigo, em virtude de os seus habitantes terem mantido fidelidade a D. Beatriz, legítima herdeira do trono português; o castigo obrigava Castelo Rodrigo a ostentar as suas armas reais com o escudo de elmo invertido. A povoação e fortaleza de Castelo Rodrigo foram reedificadas por D. Manuel I, em 1509 e pelo mesmo elevada a concelho, por via de Foral Novo dado a 25 de Junho de 1508. Em 1758, conforme informou o reitor José Ferreira, Castelo Rodrigo encontrava-se reduzida a uma pequena povoação de ruas sinuosas, íngremes e de casas espartilhadas pelas velhas muralhas da fortaleza medieval, começando a perder importância e a entrar em decadência; por esta razão , a sede foi posteriormente transferida para Figueira. até 25 de Junho de 1836, data em que recebeu foro de vila, Figueira foi uma simples freguesia do concelho de Castelo Rodrigo, que gozou dos seus privilégios dados pelos forais de 11 de Setembro de 1209 e 25 de Junho de 1508. A freguesia passou a chamar-se de Figueira de Castelo Rodrigo, não só para a distinguir de outras "Figueiras", mas também para perpetuar a memória da antiga sede. Dos tempos de cabeça de condado, de marquesado e de concelho de Castelo Rodrigo resta um vasto e valioso património cultural, do qual se destacam: as ruínas das muralhas, o pelourinho, considerado Monumento Nacional; a Igreja Matriz, o Convento de Santa Maria de Aguiar, as capelas de Santiago e da Serra da Marofa, a estátua de Santo Amaro, as fontes da Vila, da Nave Redonda e da Ferrada; os fontanários da Casqueira e dos Frades, o paiol da pólvora, o palácio Cristóvão Moura, a torre do relógio e alguns cruzeiros.

Bandeira de Figueira de Castelo Rodrigo

Cultura e Turismo : 

            O concelho de Figueira de Castelo Rodrigo tem vários locais de interesse para o turista: a belíssima paisagem das amendoeiras em flor; a extraordinária panorâmica que se pode apreciar do alto da Serra da Marofa; o burgo medieval de Castelo Rodrigo; a igreja do Escalhão e o convento de Santa Maria de Aguiar, entre muitos outros atrativos.  O Alto da Serra da Marofa, a 977 metros de altitude, é um local de grande interesse, tanto pela vista panorâmica que proporciona, como pelo património arquitetónico que oferece; nele se destaca a imagem escultórica do Cristo-Rei e as capelas dos Mistérios do Rosário.   





Gastronomia : 

               Da gastronomia tradicional do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo destacam-se as morcelas, os farinheiros, os presuntos fumados, os buchos de porco recheados, o cabrito e o borrego assado, a feijoada de torresmos e o bacalhau assado com batatas a murro.



terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Viagem e visita a Freixo de Espada à Cinta

Brasão de Freixo de Espada à Cinta

Localização : 

         concelho de Freixo de Espada à Cinta está integrado no distrito de Bragança, com 244,49 km2,  abrangendo administrativamente seis freguesias, uma das quais com sede em vila (Freixo de Espada à Cinta). O concelho é limitado pelo rio Douro a Leste que o separa da província espanhola de Salamanca; e a Oeste e a Norte faz fronteira com os concelho de Torre de Moncorvo e MogadouroA sua área florestal é composta maioritariamente por carvalho português e azinho. A nível de clima, o concelho está dividido entre a Terra Quente, na zona ribeirinha, junto ao Douro e seus afluentes; e a Terra Fria de características mais trasmontanas.



História : 

          O povoamento de Freixo de Espada à Cinta deverá ser anterior à era cristã, a julgar por testemunhos da arqueologia viva, como é o caso das oliveiras, pelo menos duas vezes milenares, bem frequentes na área da freguesia sede de concelho, e que só podem ter sido introduzidas por Romanos ou Gregos; outro facto que comprova a antiguidade do povoamento, são as referências históricas anteriores a Cristo, como é o caso de Octávio César Augusto quando, ao demarcar a Citerior, refere que ela vai "em direitura ao Rio Douro, Junto ao Freixo". A própria toponímia poderá ser também uma referência para a antiguidade do povoamento, podendo-se mencionar, a título de exemplo, o topónimo "Congida", que teve origem em"congius", que era 1/8 de ânfora da distribuição de vinho, trigo e azeite que o Senado fazia ao povo de Roma. Os Romanos, quando povoaram Freixo, deveriam ter lá encontrado as populações acontonadas no antigo castro, no atual lugar do cemitério; essas populações primitivas deveriam viver da caça, pois a região deveria ser abundante não só em flora, como também em fauna. Uma das lendas conta que a vila terá sido fundada por um fidalgo de apelido Feijão, primo de S. Rosendo que morreu em 977 e que terá obtido o seu nome por este trazer por armas um freixo e uma espada; uma outra lenda conta que um capitão godo, de nome Espadacinta, chegou àquele sítio cansado da batalha e descansou à sombra de um freixo que aí existia; no entanto, a lenda mais conhecida é a "Lenda de Freixo de Espada à Cinta", segundo a qual D. Dinis, após batalhar para castigar os correligionários de seu filho D. Afonso, que viria a ser D. Afonso IV de Portugal, foi descansar à sombra de um enorme freixo, no qual prendeu a sua espada; durante o sono, D. Dinis teve a visão de um velho Rei Visigodo, de grandes barbas brancas, que lhe deu alguns conselhos para que ouvisse mais a Rainha D. Isabel, sua esposa e para que fizesse as pazes com seu filho porém com a excitação dos conselhos, D. Dinis acordou e não ouviu o velho até ao fim; no entanto, ao acordar, reparou que o velho freixo à sombra do qual se deitara era bastante semelhante com o velho rei visigodo, não só pelo seu aspecto, mas também pelo facto da sua espada estar presa no tronco, daí se ter espalhado por toda a região a história do velho "Freixo de Espada à Cinta". Acrescente-se que realmente o velho Visigodo tinha razão nos seus conselhos, porém, como D. Dinis não o ouviu até ao fim, não foi capaz de manter a paz com seu filho durante muito tempo. Já no tempo de D. Afonso Henriques, Freixo era bastante populosa, porém, o monarca que tornou Freixo mais célebre e memorável foi D. Dinis, não só por honrá-la com a sua presença, mas também pelas suas obras; D. Dinis mandou reconstruir o castelo, com duas soberbas torres, das quais apenas resta torre heptagonal, ou Torre do Galo, considerada Monumento Nacional, e mandou construir também a igreja de devoção a S. Miguel Arcanjo, toda de cantaria lavrada e abóboda. Atualmente conservam-se ainda a igreja e algumas ruínas do castelo; de referir que as obras da igreja, começadas por D. Dinis, foram concluídas apenas no século XVII. A paróquia de S. Miguel de Freixo de Espada à Cinta foi uma vigairaria da apresentação "ad nutum" da Mitra, passando depois a reitoria.

Bandeira de Freixo de Espada à Cinta

Cultura e Turismo  : 

                São vários os locais de interesse turístico no concelho de Freixo de Espada à Cinta, destacando-se a esse nível o conjunto agro-turístico da Quinta da Boavista; os miradouros de "Penedo Durão", Lagoaça, Alto Pirocão e o Cabeço de Nossa Senhora dos Montes Ermos; a praia fluvial de Congida; e o circuito da Ribeira de Santiago. Um outro atrativo deste concelho são as amendoeiras em flor, que conferem ao concelho, ao chegar ao mês de Março, tons de rosa e branco. Freixo de Espada à Cinta é também bastante rico ao nível patrimonial, sendo vários os monumentos de interesse a visitar neste concelho, entre os quais o Castelo ou Torre do Galo com a Torre Heptagonal; a Igreja Matriz, cujos paineis do retábulo são atribuídos a Grão Vasco; o Pelourinho, de estilo manuelino; o Castelo de Alva e o convento de S. Filipe de Neri. 



Gastronomia : 

            Na gastronomia do concelho de Freixo de Espada à Cinta são característicos: as empadas, os enchidos (alheira, salpicão e chouriços de carne), lascas de bacalhau cru ou assado, bacalhau cozido com azeite e a bôla de azeite e queijo. Na doçaria, o destaque vai para os doces com ovos e amêndoa, os doces de chila com amêndoa, os arrepelados e amêndoa coberta.

Alheiras