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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Penafiel

Brasão de Penafiel

Localização : 

           O Concelho de Penafiel localiza-se na parte mais central do distrito do Porto, numa zona interfluvial, entre os rios Tâmega e Sousa que afluem para o Douro, o grande rio que atravessa a região. Dista cerca de 35 Km da sede distrital. Com uma área de aproximadamente 212,8 Km2, o concelho é constituído por 38 freguesias, sendo limitado a Norte pelos concelhos de Lousada e Amarante; a Este por Marco de Canaveses; a Oeste por Paredes e Gondomar e a Sul pelo concelho de Castelo de Paiva.






História : 

              A ocupação das terras que atualmente constituem o concelho de Penafiel é bastante remota, facto comprovado quer pela toponímia local quer pelos inúmeros vestígios arqueológicos que foram encontrados nesta região. A Norte do concelho, nos Montes de Perafita, Luzim e Peroselo, podem-se encontrar os monumentos megalíticos mais significativos do concelho; o dólmen da Portela, também chamado forno dos Mouros e o menir de Luzim. Também de mencionar são as necrópoles do Chocal e da tapada de Sequeiros. Desde 882 e até ao século XII, o território de Anégia compreendia toda a área do atual concelho; a partir do século XII, começa a apagar-se o nome de Anégia, começando a aparecer com mais frequência a "Terra de Penafiel". A primeira documentação que refere a Terra de Penafiel data de 1064, tratando-se de uma doação ao Mosteiro de Paço de Sousa. Em 1099, Soeiro Mendes da Maia ("O Bom"), era o governador da Terra de Penafiel, designando um mordomo (Gonçalo Pais), que se ocupou mais em enriquecer do que governar, o que o sujeitou a um inquérito administrativo. A partir de 1128 documenta-se a posse do Castelo de Penafiel pelo Infante D. Henrique que acaba por doa-lo à Sé de Braga; este Castelo é desde o século XI a sede da Terra reguenga de Penafiel. Nas Inquirições de 1258, é referido o "Judicato Penafidelis" sendo a sua área reguenga e constituída essencialmente por "Villas". Em 1385, Penafiel era um Julgado, integrado no Termo do Porto, sendo cabeça do Julgado Arrifana do Sousa. Esta povoação recebeu o primeiro foral no século XI, emitido por Afonso Henriques, tendo sido confirmado por D. Manuel I, em 1519. A povoação ascendeu a Vila através de um decreto de D. João V, em 1714; no reinado de D. José, este troca a designação de Arrifana do Sousa por Penafiel e em 1770 eleva-a a cidade.

Bandeira de Penafiel


Cultura e Turismo : 

                    Das atividades culturais do concelho podemos destacar, o Encontro Municipal - Cantar as Janeiras, o Programa Cultural de Verão - No Compasso da Noite, e a Festafidelis, festa de teatro amador. Destaque também para a Citânia de Mozinho, que é considerada a "Cidade Morta" mais extensa da Península e as Termas de S. Vicente, que se situam na freguesia de Pinheiro e são recomendadas para doenças de pele, doenças do aparelho respiratório, ossos, perturbações circulatórias e hipertensão. 





Gastronomia : 

                   Da gastronomia típica do concelho destacam-se o carneiro com arroz no forno; os torresmos; o cozido à portuguesa; o arroz de lampreia; o ensopado de lampreia; o sável assado ou vides; os rojões à moda de Penafiel; a sopa seca; a sopa de castanhas e o pão podre. Na doçaria destacam-se o pão de ló, a torta de noz, os bolinhos de amor, os almendroados e tortas de Penafiel e os rosquilhos.



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Lousada

Brasão de Lousada

Localização : 

             O Concelho de Lousada está incluído no distrito do Porto e encontra-se integrado na região chamada de Vale do Sousa, na transição do Douro para o Minho. Numa área de aproximadamente 97,84 Km2, o município é constituído por 25 freguesias, distribuídas por relevos pouco acidentados e de estrutura geológica granítica e faz fronteira com os concelhos de Santo Tirso, a Noroeste; Vizela, a Norte;Felgueiras, a Nordeste; Amarante, a Este; Penafiel, a Sul e Paços de Ferreira, a Oeste e Paredes a sudoeste. Dista da sua sede distrital cerca de 51 Km. Lousada é um concelho com condições ambientais e de beleza natural verdadeiramente notáveis, sendo banhado pelos rios Sousa e Mésio e pelo ribeiro da Ermida, afluente do rio Vizela. 



História : 

               O território que abrange a área atual do concelho de Lousada, sempre foi bastante atrativo para os povos que buscavam um sítio aprazível e seguro para se estabelecerem, sendo procurado para este efeito já desde a Idade do Bronze. Pelo final desse período, a chegada de novos núcleos populacionais e novas culturas, trouxe também um habitat renovado e uma nova remodelação nos aspectos económicos, sociais e culturais. A partir do século V e até metade do século II a . C, processa-se uma notável concentração de povoados com características comuns e que vulgarmente são conhecidos como cultura castreja. Com a chegada dos romanos à região, este tipo de organização teve algumas mudanças. Alguns castros maiores foram reorganizados, adquirindo uma organização urbanística proto-urbana. Por obrigação de tributação e recolha de impostos, foram fixados limites às novas unidades agrárias, as quais, atravessando épocas sucessivas, se prolongaram pela alta Idade Média, para formar os quadros bases das nossas freguesias. O repovoamento de Afonso III trouxe uma relativa organização às estruturas produtivas e sociais. No entanto, isto não resultou tanto de uma implantação administrativa, mas mais da formação de grandes domínios senhoriais na região, tanto laicos, como eclesiásticos. Nos tempos anteriores à nacionalidade, uma das maiores divisões administrativas na região era o Condado de Sousa, que abrangia as terras, desde Cabeceiras de Basto até ao Douro. Uma das primeiras famílias conhecidas da região do Mésio era de origem galega e apelidava-se Celanova-Pombeiro. Esta família caiu em desgraça no tempo de D. Afonso Henriques, perdendo importância para a família dos Sousas. A documentação refere também Gonçalo Mendes da Maia que aqui detinha casais e padroados de várias igrejas. O centro dos respectivos patrimónios situava-se, no caso dos Sousas, na Terra dos Bastos, e no caso dos Maias, na Terra da Maia, facto que, em conjunto com o sistema de heranças e alienações, conduz, mais tarde, a favor dos principais mosteiros e a uma rápida dispersão do respectivo património na área do concelho. Desse processo de desagregação patrimonial beneficiou a Ordem do Hospital, que no vale do Mésio substitui muitos nobres e se engrandeceu constantemente. A partir de certa altura, os Celanova - Pombeiro parecem ter recuperado a antiga importância, através da aliança com a nobre família dos Tougues. Entretanto, o sistema hereditário que beneficiava os filhos primogénitos como núcleo familiar e social, não permitiu que essa e outras famílias mantivessem um predomínio constante. De facto, já na segunda metade do século XIII aparecem outros enobrecidos senhores, nomeadamente Gil Vasques de Soverosa, Gil Martins de Riba Vizela e Rodrigo Froiaz de Leão. Contudo, por não existir descendência deste último senhor, o senhorio de Lousada acabou por cair nas mãos dos herdeiros régios e da coroa. O termo de Lousada é mencionado nas Inquirições de 1220 e mais tarde, nas de 1258, em que aparece como julgado. Quando em 1307, D. Dinis manda fazer uma nova Inquirição, quase todas as terras estavam na posse do clero. Em 1372 passou para a posse do conde de Barcelos, D. Afonso Teles de Menezes e para a respectiva zona de influência. No entanto, o senhorio destas terras voltou à coroa com D. João I, o qual as doou com "todos os seus direitos, rendas, povos, tributos, direituras, senhorias e pertenças" a D. Nuno Álvares Pereira. Este tinha uma neta, D. Isabel, a quem doou tudo o que recebera e que, por sua vez, cedeu tudo a seu irmão, D. Fernando, Duque de Bragança. No reinado de D. João II, com a execução do Duque de Bragança, os bens foram confiscados e as terras de Lousada passaram, por doação, para as mãos de D. Fernão de Sousa, natural da região. No reinado de D. Manuel, já pertenciam, por compra, a D. Francisco de Portugal, primeiro conde de Vimioso. Em 17 de Janeiro de 1514, D. Manuel concede foral à terra. Em 1708, o concelho de Lousada abrangia 12 freguesias, aumentando este número para 18 em 1758, sendo, por essa altura, cabeça do Concelho de S. Miguel de Silvares. No lugar do Torrão, funcionava a Casa do Auditório, onde se faziam as audiências duas vezes por semana. Tinha Juiz ordinário que também se ocupava dos órfãos, Meirinho, dois Vereadores, um Procurador de concelho, Pelouro e justiças sujeitas ao ouvidor de Barcelos. Em 1835, deu-se a grande reforma administrativa de Portugal que dividiu a administração judicial em distritos. No âmbito dessa reforma, foi constituído o julgado de Barrosas que compreendia, entre outros, o concelho de Lousada. Em 1836, uma nova reforma administrativa extinguiu o concelho de Lousada, situação em que se manteve até 1838, data em que foi de novo instituído.

Bandeira de Lousada

Cultura e Turismo : 

              Sendo um concelho bastante dotado sob o ponto de vista paisagístico, Lousada dispõe de uma beleza natural invejável que se pode apreciar no alto dos seus numerosos miradouros. Os amantes da pesca encontram na margens do rio Sousa e Mésio as condições ideais para a prática desta atividade  Além dos seus atrativos turísticos, o concelho possui uma enorme riqueza cultural e etnográfica que atinge na cultura popular a sua máxima expressão, manifestando-se nas várias festas e romarias existentes por todo o concelho. 






Gastronomia : 

               Da tradição gastronómica do concelho de Lousada fazem parte o carneiro ou cabrito assado e o arroz de forno; o cozido à portuguesa, um prato usado em qualquer época do ano, mas que sempre tem lugar em qualquer festa de cerimónia; os rojões; sarrabulho e a sopa seca. Na doçaria, destacam-se os bolinhos de amor e os rosquilhos.



Aldeia da Branda da Aveleira - Casa do Piorno

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Sobre a Casa :

            A pequena e castiça Casa do Piorno, deve o seu nome facto de somente neste local da aldeia existir e nascer um arbusto vulgarmente designado por “Piorno”. A Casa do Piorno, à semelhança da maioria das casas da aldeia foi abrigo de pastores, que no Verão subiam à serra para alimentar os seus animais nas verdejantes pastagens. Hoje a Casa do Piorno recupera a função de receber aqueles que sobem à serra para descobrir os encantos do Parque Nacional da Peneda Gerês. 
Branda da Aveleira é uma das várias brandas espalhadas pelas zonas mais elevadas do verdejante concelho de Melgaço. Aqui a proposta é para uma estada em total harmonia com a natureza, os únicos habitantes permanentes da Branda são os garranos que pastam nas encostas da serra. Aprecie toda a simplicidade de uma estadia em plena montanha e deixe-se levar pelo misticismo que se sente em cada recanto desta Aldeia que tem a habilidade de se transformar radicalmente consoante a estação do ano. Desfrute do ar saudável vindo das montanhas em redor e percorra os caminhos e veredas que o conduzem através da luxuriante vegetação. 



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Casa do Piorno – T1
R/chão: Sala de estar/jantar (Sofá, lareira e TV), kitchenette (Fogão, forno, Frigorífico, Micro-ondas, Torradeira, maquina de café, Loiça e utensílios de cozinha), 1 quarto duplo, 1 casa de banho. 

Exterior: Espaço exterior partilhado com a Casa do Castanheiro, estacionamento. 

Geral: Inclui roupas de cama e banho. Aquecimento eléctrico em toda a casa. Serão disponibilizados produtos para preparação do pequeno-almoço. Os animais de estimação são bem-vindos.


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Preços: 
Preço casa em exclusivo para 2 Pessoas: 55 Euros/noite
Cama Extra: 15 Euros/noite

Notas: Preço para uso exclusivo da Casa. Cama extra apenas para crianças até 12 anos. Mínimo de estadia de 2 noites.


Para mais informações ou reservas, por favor, contacte -piorno@aldeiasdeportugal.pt ou Tel.  +351 258 931 750



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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Paços de Ferreira

Brasão de Paços de Ferreira

Localização : 

             O Concelho de Paços de Ferreira encontra-se inserido na chamada região do Vale do Sousa, numa zona de transição entre a Área Metropolitana do Porto, o vale do Ave e o vale do Sousa. A cerca de 30 Km da cidade do Porto, é constituído por 16 freguesias, possuindo uma área de aproximadamente 72,6 Km2. Este concelho tem como limites, a norte e a oeste, o concelho de Santo Tirso, a este, o concelho de Lousada e a sul, o concelho de Paredes.





História : 

             A primeira referência escrita relativa a Paços de Ferreira data de 1059, tratando-se do livro de Mumadona, que refere à Vila de Paços (de Ferreira) com a Igreja de Santa Eulália, sendo o couto de Ferreira independente da freguesia de Paços. Já nas Inquirições de 1308, é referida a freguesia de Santa Eulália de Paços, incluída no Julgado de Aguiar da Beira. Apesar do topónimo parecer referir um edifício senhorial ou nobre, o certo é que as mesmas Inquirições indicam que não existia qualquer honra na freguesia. A independência de Paços em relação ao mosteiro de Ferreira era completa, sendo a freguesia um simples curato anexo à abadia de Vandoma e posteriormente feita honra em nome dos bispos do Porto. Em 1514 foi dado foral de D. Manuel I à Terra de Ferreira. Em 1832 surge como concelho, cuja sede era em Sabrosa, hoje freguesia do concelho de Paredes. Com a supressão do concelho de Barrosas, as freguesias que constituíam este concelho passaram a estar integradas no de Paços de Ferreira. Por decreto de 28 de Dezembro de 1840, o concelho de Paços de Ferreira passa a pertencer à comarca de Santo Tirso, porém em 20 de Setembro de 1890, Paços de Ferreira cria a sua própria comarca, sendo esta extinta a 6 de Julho de 1932.

Bandeira de Paços de Ferreira

Cultura e Turismo : 

                No concelho de Paços de Ferreira existem diversas associações culturais e desportivas que procuram promover a cultura local. Entre os acontecimentos culturais concelhios, são de salientar o Concurso Nacional de Jovens Estilistas (Paços Moda), a Feira Internacional de Artesanato de Freamunde, a bienal Internacional de Design de Mobiliário, entre muitas outras atividades. A Biblioteca Municipal de Paços de Ferreira aliada à Casa da Cultura de Freamunde promovem atividades de preenchimento de tempos livres e enriquecimento cultural, assim como o Museu Municipal. A nível desportivo, o concelho dispõe de vários polidesportivos e campos de jogos, entre outras infra-estruturas que promovem todo o tipo de atividades desportivas.







Gastronomia :

               Da gastronomia do concelho de Paços de Ferreira destacam-se a sopa seca e sarrabulho doce.  Na doçaria, os doces tradicionais são os bolos de gema e os melindres.