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domingo, 25 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Póvoa de Varzim

Brasão de Póvoa de Varzim

Localização : 

          O concelho de Póvoa de Varzim pertence ao distrito do Porto e dista aproximadamente 31 Km da sede distrital. Com uma área de 81.94 km2 , distribuída por um total de 12 freguesias, o concelho faz fronteira com os de Esposende, Barcelos, Vila Nova de Famalicão e Vila do Conde, sendo banhado a Oeste pelo Oceano Atlântico. Este concelho encontra-se situado numa zona de terras férteis, com áreas florestais consideráveis, apesar de condicionadas pelas constantes pressões demográficas. Grande parte do território concelhio encontra-se dominado pela bacia hidrográfica do Ave e pelo sistema do rio Este. 


História : 

          O povoamento do território a que hoje corresponde o concelho de Póvoa de Varzim é bastante remoto, considerando os vestígios arqueológicos encontrados, quer na sua área quer nas suas imediações. Os exemplos mais preponderantes são a cividade de Terroso e o castro de Laundos, este último situado num morro a cerca de 200 metros de altitude, onde foram descobertos vários artefatos  Data de 953 a referência mais antiga a Póvoa de Varzim, tratando-se de um documento de venda de umas terras em "vila Comité" ao Mosteiro de Guimarães, onde é referida a "vila euracini". As características geográficas da região foram o grande impulsionador, durante a Idade Média, para o despertar do interesse económico de fidalgos, cavaleiros e eclesiásticos, entre os quais se pode destacar a estirpe de D. Lourenço Fernandes da Cunha, um dos mais proeminentes colonizadores da região. Os seus casais encontravam-se localizados na parte norte, numa área chamada, já no século XVI, Vila Velha. Alguns destes casais pertenceram à ordem Militar e usufruíam o privilégio de Honra, estando a terra registada nas Inquirições como o nome de "Varezim dos Cavaleiros" e, mais tarde "Varzim de Susão". Outra parte de Varzim, mais para o sul, era terra reguenga e os casais pagavam ao rei tanto dos frutos da terra como dos frutos do mar, pois havia no seu porto bastante movimento de pesca. Em 1308, D. Dinis passa carta foral ao reguengo de "Varzim Jusão" com o intuito que os seus habitantes aí criassem uma póvoa, se associasse em conselho de vizinhos com o seu juiz eleito e que lhe dessem anualmente, um foro colectivo de 250 libras e os direitos de portagem.  Quatro anos depois, em 1312, o mesmo monarca doa Póvoa de Varzim a seu filho bastardo, D. Afonso Sanches, que a transferiu para o património do Mosteiro de Santa Clara, que acabara de fundar em Vila do Conde. O domínio do senhorio eclesiástico, através da figura da abadessa e dos seus ministros, chegou a ser total e durou ainda cerca de 200 anos. Em 25 de Novembro de 1514, D. Manuel I passa novo foral à vila, provendo-a de mecanismos alternativos à jurisdição do mosteiro. O século XVI deu à terra uma nova estrutura administrativa, social e religiosa que permitiu vencer algumas crises que o século seguinte lhe reservaria, nomeadamente as questões territoriais com a câmara de Barcelos. Na segunda metade do século XVII começa-se a detectar a existência de uma pequena comunidade piscatória que começa a desenvolver-se e a florescer, transformando-se depois na maior praça de pescado do norte do país. Em 1875 foi criada a comarca da Póvoa de Varzim, numa altura em que contava com cerca de 11 mil habitantes, 8 mil dos quais se dedicavam à faina da pesca. Sofrendo um notável desenvolvimento, esta vila piscatória foi elevada à categoria de cidade em 16 de Junho de 1973.


Cultura e Turismo : 

            O concelho de Póvoa de Varzim tem várias atividades culturais e desportivas sendo de destacar o Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim, a Feira do Livro, a Capital Radical e o Cais do Rock. Existem inúmeras infra-estruturas culturais e desportivas no Concelho que permitem muitas atividades como o ténis, o squash, o golfe, a natação ou ainda poderá aproveitar o mar e praticar atividades como a vela, o surf, a escafandria e a pesca desportiva. O concelho de Póvoa de Varzim caracteriza-se ainda pela sua diversidade de usos e costumes, fruto das suas tradições características geográficas e económicas, sendo o traje típico do poveiro o elemento externo, onde mais facilmente se notam as particularidades de cada zona. O folclore reflete aspectos da vida quotidiana e as danças e cantares de cada região invocam os seus costumes e hábitos. 



Gastronomia : 

            Este concelho, a nível gastronómico, apresenta duas facetas distintas, caracterizando-se pelas por um lado pelas influências minhotas, e por outro, pela originalidade da classe piscatória poveira. Fortemente condicionada pelos recursos económicos, o pescador das classes modestas restringia a sua alimentação aos produtos agrícolas da região e aos produtos que ele próprio trazia do mar. Os pratos mais característicos do concelho estão portanto muito ligados às atividades piscatórias, sendo de destacar a caldeirada, a pescada à poveira, o arroz de sardinhas, as sardinhas à Rio Ave, a açorda de marisco, a lagosta suada, as buzinas estufadas e os cambitos de raia. Na doçaria destacam-se os poveiros, os barquinhos, os beijinhos, as bolachas e as rabanadas.


Casa da Lage - Turismo Rural



Vamos deixar-vos aqui uma sugestão de uma casa de turismo rural, onde podem desfrutar de uns bons dias de férias passadas em plena natureza. 


Casa rural (aluguer completo)

Casa da Lage
  • Casa de Campo  -  
  • Nº de licença não especificado
4 pessoas  - 20€ / pessoa por noite (aprox.)
Cova, (Vieira do Minho), Braga (Porto, Norte e Alto DouroPortugal)
 (00351) 918 242 567 -  (0041) 767 260 401

Capacidade e preços
  • 1 casa (4 pessoas): 2 quartos de casal, 3 casas de banho

Características

  • Características destacadas: Aberto na Passagem de Ano. 
  • Exterior: Churrasco,  Horta,  Terraço,  Móveis de jardim,  Zona de estacionamento. 
  • Interior: DVD ou vídeo,  Aparelhagem de música,  Máquina de lavar roupa,  Microondas,  Aquecimento,  Máquina de lavar loiça,  Sala de jantar,  Quartos com casa de banho,  Cozinha,  Casa de banho comum,  Lareira,  Televisão,  Sala de estar. 
  • Idiomas: Alemão,  Francês,  Português,  Espanhol,  Italiano. 
  • Situação: Montanha,  Acesso asfaltado,  Fora da zona urbana,  Zona interior de banhos (rios, represas, etc.). 
Casa rústica em pedra, inserida em aldeia típica na região do Gerês, a 2 minutos da albufeira da Caniçada de boas praias fluviais, a 4-5 minutos das pontes do Rio Caldo e a 6-7 minutos de S. Bento da Porta Aberta-Monumento. 

Características: 
 
- 2 Quartos com cama de casal, camiseiro e mesinhas de cabeceira. 
Um quarto encontra-se no rés do chão com colchão ortopédico de 2mt X 1,50mt, o outro quarto encontra-se no 1° piso com colchão ortopédico de 2mt X 1,40mt. 
O quarto do rés do chão tem 1 cama para bebé com colchão ortopédico de 1.10mt X 0,55mt.

- 3 Casas de Banho: 2 com duche e 1 com banheira.

- Sala de estar com sofás, roupeiros, TV-LCD, aparelhagem de som com DVD e recuperador de calor a lenha que funcionará para aquecimento da casa.

- Cozinha completamente equipada:
Frigorífico/Combinado, placa a gás, exaustor, forno eléctrico, microondas, maquina de lavar loiça, varinha mágica, loiças, talheres, torradeira, máquina de café expresso de cápsulas, cafeteira de café e vários utensílios de cozinha. Zona para refeições em mesa-bar com bancos.

- Sala de jantar com lareira tradicional, escano, TV-LCD, e uma mesa grande com cadeiras.

- Maquina de lavar roupa, aspirador, tábua e ferro de engomar.

- Exterior: 
Pátio com churrasqueira e mesa em pedra, nos meses de Verão tem no terraço mesa e bancos de jardim, outra mesa nas traseiras da casa com 4 cadeiras e ainda 4 espreguiçadeiras á sua disposição. 
Estacionamento junto á casa.

- Animais proibidos.

- Distâncias:
Albufeira da Caniçada: 1km | Pontes o Rio Caldo/Cávado: 3km | S. Bento: 6km | Termas do Gerês: 10km | Restaurantes: 1.5km | Minimercado: 2.5 km | Supermercados, Pingo Doce e Lidl: 11km  | Vieira do Minho: 11km | Rio Caldo-Vilar da Veiga: 4km | Posto de Turismo, Banco, Farmacia, Centro de Saúde, Alugueres de barcos: 4km | Passeio de barco: 3km | Cidade de Braga: 33km | Aeroporto do Porto: 88km.

Nota:  A casa tem acesso a pessoas com deficiêcia motora para a cozinha e sala de jantar, para o quarto do rés do chão existem 3 degraus.
Atividades
  • Terra: Bicicleta de montanha - BTT,  Paintball,  Percursos a cavalo,  Percursos Pedestres - Trekking. 
  • Água: Ski Aquático,  Canoagem,  Rafting,  Percursos em barco,  Vela,  Rapel,  Pesca. 
  • Ar: Balão. 
Nas proximidades poderá praticar vários desportos aquáticos: passeios de Barco, aluguer de Barcos, Boias, Bananas, Jetski, Canoagem/Kaiak,...
Percursos Pedestres com ou sem Guia na Serra do Gerês e Cabreira, Bicicletas/BTT, Moto4, Paint Ball, passeios de Jipe, passeios a Cavalo, passeios de Helicopetro, Rappel, Escalada, Montanhismo/Trekking, Canyoning, Rafting, Slide,...
também poderá desfrutar dos banhos naturais nas lagoas e cascatas existentes na Serra.
Empresas de Animação Turística nos arredores:
- http://www.clikoutdoor.com/
- http://altitudeoutdoor.com.sapo.pt/PNPG.htm

Visitas guiadas:
- http://insidegeres.blogspot.com/

sábado, 24 de novembro de 2012

Viagem e visita a Vila Nova de Famalicão


Localização : 

              O Concelho de Vila Nova de Famalicão pertence ao Distrito de Braga, tendo uma área de 201,8 Km2 distribuída por 49 freguesias. Vila Nova de Famalicão é limitado a norte, o concelho de Braga; a este por Guimarães; a sul por Santo Tirso e pela Trofa e a oeste é limitado pelos concelhos de Vila do Conde, Póvoa de Varzim e Barcelos. 



História : 
    
            Famalicão surge do baixo latim (Villa) Famellicani, ou seja, Quinta de Famelicano. O facto de chamar-se Vila Nova era para distingui-la das do resto do país, o que mais tarde originou Vila Nova de Famalicão. Uma outra explicação para o topónimo vem da tradição popular que remete a sua origem para um personagem histórico chamado "Famelião" que ao fixar-se aqui, no tempo dos Condes de Barcelos, terá aberto uma taberna conhecida por "Venda Nova de Famelião". Esta hipótese tem, no entanto, poucos fundamentos históricos. Data de 1527 a primeira referência ao topónimo "Vila Nova da Famalyquam", embora em 1307 já se fale, nas chancelarias de D. Dinis, em "Fhamelicam"Os vestígios do povoamento inicial destas terras remontam ao quarto milénio a.C, correspondendo à época da cultura dolménica, ligada aos monumentos funerários ou megalíticos e chegando aos nossos tempos, quer através de vários topónimos existentes no concelho,quer através de alguns desses monumentos. Da época castreja chegaram até aos nossos dias vários núcleos habitacionais castrejos, sendo um dos mais importantes o castro das Ermidas, um dos povoamentos mais extensos e onde foi encontrado um espólio considerável da Idade do Bronze. Com o povoamento romano, a organização destes castros sofreu uma mudança considerável, sendo este um dos locais mais procurados pelos romanos, devido à sua localização estratégica, restando dessa época bastantes testemunhos, é o caso de vários marcos miliários. D. Sancho I deu, em 1205, carta de foral a Vila Nova, estabelecendo nela as regras, através das quais se deveria explorar o reguengo que aqui tinha. Segundo essas regras, os moradores tinham que pagar à coroa, a terça parte de tudo quanto cultivavam e mais um bragal por direitura. Em contrapartida, ficavam isentos da finta e fossado e podiam, desde essa altura, usufruir das regalias e privilégios inerentes à criação de uma feira quinzenal com tudo quanto ela acarretava de benefícios imediatos para o seu dia a dia. Este foral parece integrar Vila Nova no distrito de Braga, embora, de facto, esta estivesse ligada ao Julgado de Vermoim, de que era uma espécie de centro cívico e humano. Nas Inquirições de 1220, este Julgado tinha 80 paróquias, hoje algumas pertencem ao concelho de Famalicão, outras ao concelho de Guimarães e outras foram extintas. Em 1368, D. Fernando integrou as terras de Vermoim no termo de Vila de Guimarães e a partir de 1372, o Julgado de Vermoim foi sucessivamente doado acabando por em 19 de Setembro de 1410, D. João I dar o Julgado como Termo de Barcelos, ao filho D. Afonso e eliminando a pouca autonomia do Julgado de Vermoim e da sua sede em Vila Nova. Em Agosto de 1513 é assinado o Foral Novo de Barcelos no qual o concelho de Vermoim acaba definitivamente por ser anexado a Barcelos. Porém, as gentes de Vermoim não ficaram satisfeitas e passaram a lutar pela autonomia do Julgado, mantendo-se esta situação até 1825, altura em que foi nomeado um Juiz de Fora para Famalicão, sendo esses juízes apenas nomeados para os concelhos, o que desagradou a BarcelosCom a Reforma de Mouzinho da Silveira, houve uma nova divisão do território nacional, então em 1835 Famalicão sendo cabeça de Julgado passou a abranger os concelhos de Landim e Vila Nova de Famalicão. Em 11 de Agosto de 1835 foi publicado o novo mapa administrativo do país e no dia 23 de Setembro do mesmo ano, o Governador Civil de Braga reconhecia a autonomia judicial e administrativa de Famalicão. No dia 6 de Julho de 1840, Famalicão foi elevada a Vila, por decreto de D. Maria II e em 1985 foi elevada finalmente a Cidade.


Cultura e Turismo : 

            Situado na zona turística denominada Costa Verde, o concelho de Vila Nova de Famalicão oferece inúmeras infra-estruturas, quer a nível cultural, quer a nível desportivo. São várias as associações que existem no concelho e que promovem todo o tipo de atividades. A nível cultural, destacam-se a Biblioteca Camilo Castelo Branco, o Museu da Indústria Têxtil, o Museu Ferroviário de Lousado, o Museu da Fundação Cupertino de Miranda, o Museu da Cerâmica da Fundação Castro Alves, entre muitos outros espalhados pelo concelho. 


Gastronomia : 

             A nível da gastronomia destacam-se os rojões, as papas de sarrabulho, o cabrito e a feijoada.


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho da Trofa


Localização : 

            O recente concelho da Trofa, assenta num vale entre a serra de Covelas e o Monte de S. Gens, apresenta uma extensa área natural, de floresta e terra propícia à agricultura, que se estende pelos vales do Coronado, de Ervedosa e Paradela, de Alvarelhos e Guindões. É sede de município com 71,88 km2 e subdividido por 8 freguesias. A sua excelente localização na zona Entre Douro e Minho, entre os principais pólos do Vale do Ave e a duas dezenas de quilómetros de importantes centros urbanos, a sul o concelho da Maia, a norte com o de Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso a nascente e com Vila do Conde a poente, tornou-o numa boa escolha para a implantação de inúmeras unidades industriais  não esquecendo as comerciais, campo onde têm também surgido bons investimentos. 



História :

             Deste primitivo povoado, cuja descrição inicial era Bougado, se conhece a primeira referência escrita, um documento datado de 1073, referente a uma doação de casais feita por uma ilustre senhora Dona Gontinha ao Mosteiro de Santo Tirso. As inquirições de 1258 referem que aqueles casais formavam já duas freguesias devidamente instituídas, com oragos diferentes, ambas pertencentes ás Terras da Maia que constituíram o famoso senhorio dos Mendes, dos quais Gonçalo Mendes, " o Lidador", foi o mais célebre. Nas Terra da Maia, que iam do Ave ao Douro pela linha marítima, espalhando-se profundamente para Leste, se mantiveram as duas referidas freguesias (bem como as demais seis que, hoje, constituem o recente Município da Trofa), até à reforma administrativa de 1832 (Mouzinho da Silveira), em que passaram a pertencer ao concelho de Santo Tirso. Nesta altura, era a "Trofa" um simples lugar da freguesia de Bougado (Santiago), atualmente designado de "Trofa Velha", e cuja antiguidade de povoamento é justificada pela existência de algumas mamoas e por vestígios da via romana que ligava "Olisipo" a "Bracara Augusta", atravessando o Ave no lugar ainda hoje conhecido como do "Vau", nesta freguesia. Trofa teve uma brilhante participação na defesa do território durante a II Invasão Francesa. Junot, havia sido expulso do país em 1808, após o grito de revolta da cidade do Porto. No ano seguinte, Soult, consegue infiltrar-se em Portugal por Trás-os-Montes. Apesar da forte resistência das populações, os franceses conseguem avançar até Braga, onde se dividiram em três colunas, com um único destino: o Porto. Foi a segunda coluna, comandada por Soult, que se dirigiu à Barca da Trofa. Por onde quer que passassem, os franceses sofriam a hostilidade dos povos locais; mais ainda na Trofa, apesar dos fracos meios de que dispunha. A Companhia de Ordenanças de S. Tiago do Bougado, comanda pelo Capitão Luís Carneiro, e reforçada pelo espírito patriótico das gentes locais, conseguiu levar a cabo a fortificação do rio Ave, no lugar da Barca da Trofa, impedindo a passagem do exército inimigo, a 24 de Março de 1809. A forte necessidade de industrialização sentida na região a partir do século XIX, foi acarretando algumas transformações importantes na paisagem, na economia e na sociedade. Porém, estas transformações foram sobretudo sentidas no aspecto paisagístico, essencialmente pela necessidade de aproveitar intensamente a energia hidráulica como alternativa ao esforço humano. Implantadas algumas fábricas ao longo do rio Ave e de seus afluentes, surge um outro agente transformador da paisagem não menos importante, a criação de uma rede de transportes que permitiria o curso de gentes e mercadorias entre as povoações. Depois de construída, após a primeira metade do século XIX, a nova estrada que ligava Porto a Braga, novos factores foram determinantes para o desenvolvimento local: a construção em 1858 da "Ponte Pênsil da Barca da Trofa" que veio permitir maior comodidade e rapidez às deslocações entre Porto e Braga, facilitando a travessia do rio Ave que, desde a Idade Média, se fazia "a vau" ou "de barca" (Porto de Formariz) e, ainda, a inauguração, em 1875, do troço da linha férrea do Minho entre Campanhã e Braga. Ao redor da estação de caminho-de-ferro, localizada junto à Igreja Paroquial de S. Martinho e a que foi dado o nome de "Trofa", rapidamente cresceram o casario e várias unidades fabris (de serração de madeiras, de moagem, de chapelaria e de mecânica agrícola), dando origem assim, à popularmente designada "Trofa Nova". A abertura e exploração da linha de Guimarães entre Trofa e Vizela em Dezembro de 1883 e, depois, entre Vizela e Guimarães e entre Trofa e Trindade (Porto) mais contribuíram para o desenvolvimento sócio-económico. Este, sempre progressivo e abrangente, teve como resultado a criação da vila da Trofa, a 16 de Maio de 1984, a ascensão a cidade a 27 de Maio de 1993 e, a elevação a concelho, em 14 de Dezembro de 1998.



Cultura e Turismo :

         O concelho da Trofa tem uma oferta turística bastante interessante, podendo-se realçar a beleza paisagística, mas também os vestígios arqueológicos que foram encontrados ou o património cultural e edificado. Porém, ao longo dos tempos, algum património construído se perdeu. Entre o mais saudoso, ocupa lugar de destaque a antiga Ponte Pênsil da Trofa (ou da Barca da Trofa, como também era conhecida). Além da ponte, construída em 1858 e demolida em 1935, o concelho da Trofa tem orgulho na sua arquitetura religiosa. O turista pode apreciar as praias fluviais nas margens do Rio Ave, algumas delas a aguardar a conclusão do plano de despoluição, do Monte de S. Gens e do Monte de Santa Eufémia; e a interessante capela de Nossa Senhora das Dores, que o Conde de S. Bento mandou erguer a expensas suas, nos finais do século XIX. Banhado pelo rio Ave, que nasce na Serra da Cabreira e desagua no concelho de Vila do Conde, o concelho da Trofa convida a uma visita, não só pelos seus espaços verdes, constituindo alguns deles um verdadeiro Património Natural de inegável valor paisagístico a preservar, mas também pelas suas gentes e tradições. 




Gastronomia :

              Embora não exista uma gastronomia típica deste concelho, não se pode deixar de referir um dos seus doces tradicionais, o Bolo da Trofa.



           

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Santo Tirso


Localização :

                   Rodeado pelas Serras da Assunção, de Covelas e do Monte de S. Gens, o concelho de Santo Tirso está integrado no distrito do Porto, região do Douro Litoral, com área de aproximadamente 135,3 km2, divide-se por 24 freguesias, abrangendo os vales do rio Ave, Vizela e Leça. O rio Leça nasce neste concelho a uma latitude de 475 metros, desaguando em Leixões, no concelho de Matosinhos. O concelho de Santo Tirso tem como limites a norte com o concelho de Vila Nova de Famalicão e Guimarães, a nordeste com Vizela, a este por Paços de Ferreira e de Lousada, a oeste por Trofa a sudoeste pela Maia e a sul por Valongo. 




 

História : 

           O topónimo "Santo Tirso" é uma referência ao culto a este mártir de Toledo que morreu serrado aos pedaços no ano de 253. Santa Maria Madalena, foi o nome primitivo deste concelho, tendo sido mudado para a designação atual, apenas no século XIX. Quanto à antiguidade do povoamento deste território, a tradição popular refere-se à existência, na parte oriental do concelho, de uma cividade e cujo interesse está no seu significado de remoto povoamento, no qual a cividade de Refóios ou Roriz foi o centro dispersor das populações da zona, a parte acidental, teve-o na cividade de Aveoso. Porém, por todo o concelho a toponímia alude a uma fixação humana ainda mais antiga, como os nomes Crasto em Roriz, Anta em Agrela e Reguenga, etc, sendo de concluir que o primitivo povoamento do território a que hoje corresponde o concelho de Santo Tirso, remete à pré-história, a comprovar este fato, estão os vários vestígios arqueológicos encontrados na área concelhia, entre eles são de destacar os instrumentos de pedra polida encontrados no Monte da Assunção, tratando-se do testemunho mais antigo da ocupação primitiva do local. A origem de Santo Tirso, como unidade administrativa, está profundamente ligada ao mosteiro de S. Nicolau (mais tarde denominado de Santo Tirso), fundado na "villa" de Moreira (do Ave) por Aboaçar Ramires e sua esposa D. Unisco Godíniz, em 978. O couto do respetivo mosteiro foi instituído pelo Conde D. Henrique em 1097, que posteriormente o doou a Soeiro Mendes da Maia e o irmão deste, o célebre"Lidador", Gonçalo Mendes "da Maia", dotou-o com vultuosos herdamentos. Um ano depois, foi de novo doado, mas desta feita ao mosteiro beneditino cujo abade era D. Gaudemiro, segundo as Inquirições de 1258, as posses do mosteiro eram bastante extensas, incluindo as terras que hoje pertencem aos concelhos de Santo Tirso, Gondomar, Maia, Felgueiras, Penafiel, Guimarães, entre outras. AS terras de couto pertenceram ao mosteiro até ao século XIX altura em que, por decreto de António José de Aguiar, se deu a expropriação dos bens das ordens religiosas. A primeira referência à área correspondente que se viria a chamar de Santo Tirso, data de 1833, correspondendo aos limites do antigo couto. Com a reforma administrativa de 1834, Santo Tirso tornou-se concelho e por decreto de D. Maria II, em 21 de março de 1835, é criado o Julgado de Santo Tirso, que pode dizer-se correspondia ao antigo concelho de Refojos de Riba de Ave, todavia este talvez pela vastidão, não foi incluir-se na totalidade, no de Santo Tirso, até porque, neste foram também integradas paróquias dos julgados mediévicos de Vermoim e da Maia. As oito freguesias que até então pertenciam à Maia e que foram desta separadas para integrarem o novo concelho tirsense e esta referência deve-se ao fato de as mesmas não teriam nenhuma afinidade com as restantes vinte e quatro do concelho de Santo Tirso, levaram a que fosse considerada necessária a criação de um novo concelho, o da Trofa, que só viria a ser formado em 14 de dezembro de 1998, ficando assim diminuída a área territorial do concelho de Santo Tirso.  
               


Cultura e Turismo : 

            O concelho de Santo Tirso é muito rico em termos de associações populares, que promovem diversas atividades culturais e desportivas pelo concelho. A nível de entidades museológicas, são de salientar o Museu Internacional Aberto de Escultura Contemporânea de Santo Tirso e o Museu Abade Pedrosa. A sede de concelho, classificada como estância de turismo por decreto de 1833, oferece comodidade e inúmeros roteiros paisagísticos e culturais, sendo de realçar as Caldas da Saúde que se situam na freguesia de Areias, sendo as suas águas aconselhadas para o tratamento de doenças do aparelho respiratório, de pele, reumáticas e músculo-esqueléticas. 





Gastronomia : 

             A gastronomia tradicional acompanha a de Entre Douro e Minho, com o bacalhau, o cabrito assado, os rojões e o cozido à portuguesa. Também de destacar são os pratos de coelho à caçador, as papas de sarrabulho e o arroz de toquinha. Na doçaria, são conhecidos os jesuítas, sendo também de destacar as bolachas conventuais do Mosteiro de Santa Escolástica, de Roriz. No Mosteiro de Singeverga é produzido o conhecido licor dos beneditinos, o licor de Singeverga. 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Vizela

Localização :

             O concelho de Vizela pertence ao distrito de Braga sendo este concelho recente já que data de 5 de agosto de 1982, tem uma área de 23,92 km2, distribuída por 7 freguesias. Este concelho tem como limites a norte com o concelho de Guimarães, a sudoeste por Santo Tirso a sul por Lousada e a este por Felgueiras. 



História :

                   A verdadeira origem do topónimo do concelho de Vizela, está segundo alguns autores, no rio com o mesmo nome, designado primitivamente de Avizela, segundo outros historiadores, o primitivo nome desta terra terá sido Avicella, diminutivo de Ave. Um dos primeiros documentos relativos ao concelho data  de 1281, tratando-se de uma carta de aforamento de casas e terras emitida pelo rei D. Dinis e que refere "Caldas" como "termo de Guimarães", a 24 de maio de 1361, o rei D. Pedro I concede ao infante D. João I, seu filho e de D. Inês de Castro, as terras de Riba Vizela. Já em 1381, D. Fernando, por carta régia de 21 de setembro, confere ao vassalo Mem Freixo "todas as rendas e direitos da terra das Caldas no almoxarifado de Guimarães". A 23 de maio de 1384, D. João I concede a Martim de Freitas, escudeiro do rei, as Caldas de Vizela e um ano mais tarde, o mesmo rei, concede a Afonso Lourenço, incluindo Vizela, a Payo Sorredea. A 26 de janeiro de 1403, D. João I doa as terras de Riba Vizela a D. Frei Álvaro Gonçalves Camelo, Prior da Colegiada, a 3 de fevereiro de 1408, D. João I retira as terras de Riba Vizela e integra-as na jurisdição do concelho de Guimarães, pelo que Vizela perde então a autonomia concelhia que dispunha até á altura. Quando da reforma administrativa de Mouzinho da Silveira, os Vizelenses reivindicam a constituição do concelho de Vizela, mas sem êxito. A 27 de outubro de 1964 foi apresentado um novo pedido à Junta Distrital de Braga para a constituição do concelho de Vizela e é formado o Movimento para a Restauração do concelho. Apesar de Vizela reunir as condições necessárias para ser concelho, o pedido é indiferido, em 1970, o presidente da câmara municipal de Guimarães, apresenta uma proposta de alargamento da cidade, o que implicaria que Vizela e Taipas deixassem de existir. Perante os protestos da população, o projeto de Guimarães é posto de parte. Depois de vários pedidos para a constituição do concelho de Vizela, sem qualquer resultado. Em março de 1985 é aprovada a Lei-Quadro dos Municípios 142/85 em que ficou estipulado que a criação de novos municípios só poderia efetuar-se após criação das regiões administrativas. Em 1997, por altura das eleições autárquicas, a população de Vizela abstem-se   no voto para a Câmara de Guimarães, a criação do município de Vizela e a elevação a cidade deu-se em 1998, passando o concelho de Vizela a abranger 7 freguesias.


Cultura e Turismo :

                   O concelho de Vizela é bastante apelativo em termo turísticos, sendo a sua importância impulsionada pela estância termal e pelos vários equipamentos turísticos culturais aí existentes. A Caldas de Vizela são, sem sombra de dúvidas, um dos mais importantes recursos do concelho, funcionando durante todo o ano, um outro local também bastante procurado no concelho, é a Ermida de S. Bento, situada no cume da montanha, rodeada por rochedos que, por tradição, são caiados de branco por quem recebe um favor do santo. Vizela dispões também de várias associações desportivas e culturais que promovem diversas atividades ao longo de todo o ano.






Gastronomia :

               Dos pratos típicos do concelho de Vizela, são de destacar o bacalhau, o polvo grelhado, a vitela, o cozido à portuguesa e o cabrito assado. Na doçaria, e de mencionar o célebre Pão-de -Ló coberto, mais conhecido como "bolinhói" ou "bolinhó"