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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Celorico de Basto

Localização : 

            Celorico de Basto é sede de um município com 181,10 km2 de área e subdividido em 22 freguesias e é limitado a norte pelo concelho de Cabeceiras de Basto, a leste por Mondim de Basto, a sul por Amarante, a sudoeste por Felgueiras e a oeste por Fafe. Este concelho terá sido ocupado desde tempos muito remotos, tal como nos testemunham as marcas que as civilizações mais antigas por aqui deixaram. 




História :


               Os mais antigos vestígios de povoamento do espaço geográfico atual do concelho de Celorico de Basto, revelados pela prospecção recente e intervenção pontual de contextos arqueológicos, são atribuíveis ao início do megalitismo, portanto ao Neolítico Médio.  Para este período pode apontar-se o grande conjunto de mamoas de Planalto da Lameira, já o grande conjunto de habitats de fossas pode genericamente apontar-se para o período da idade do Bronze. Da Idade do Ferro destaca-se o povoado  de Bouça de Mosqueiros, em Britelo, o Castro do Ladário, em Ribas, o Castro de Barrega, em Borba e o Castro de Ourilhe e outros de menor relevância. A Romanização está bem patente em Celorico de Basto e as marcas deste período encontram-se um pouco por todo o espaço concelhio. O clima benigno, abundância de pastagens, boa água a jorrar das nascentes e cimo dum monte de onde se pudesse lobrigar eventual inimigo, foram condições propícias à fixação dos homens primitivos nestas terras, quando começaram a trocar a vida nómada pela sedentária. A Citânia do Ladário, a Estela de Vila Boa na freguesia do Rego, o Castelo de Arnóia e proximidades, os inúmeros vestígios arqueológicos do Planalto da Lameira, os restos dos castros em várias freguesias, representam sólido argumento a demonstrar que esta terra foi habitada há milhares de anos. Alguns autores porém, ao pretenderem explicar a etimologia da toponímia local dizem ter existido por estas bandas a famosa Celiobriga, que foi cidade (brigum) dos povos celerinos (celio), de onde terá resultado toponímicamente Celorico. Povos Bástulos ou Bastiandos que por aqui se teriam fixado, podem estar na origem do patrimónico Basto. Estes e outros povos peninsulares debem ter ocupado extensas áreas, desde as vertentes do Tâmega, até aos montes de Barroso e Ceva, que no seu todo vieram a ser conhecidas por Terras de Basto.

Gastronomia :

                      Em Celorico de Basto come-se bem e bebe-se melhor, as gostosas couves co feijão, acompanhadas com toucinho, são um prato rústico com tradição, o arroz de cabidela de frango " pica no chão " continua a fazer as delícias dos apreciadores de boa mesa, ao qual não pode faltar o acompanhamento de um verde tinto. O bacalhau, fiel amigo, tem presença assegurada em todas as mesas e preparado das mais diversas maneiras, famoso ficou chamado bacalhau à Freixieiro, preparado com broa e bom presunto. O cabrito assado com arroz no forno, a vitela assada, o cozido à portuguesa, a feijoada com chispe e uma carne ad ilhada assada na brasa com batatas e murro, são as preferências dos apreciadores de carne. A delicadeza vem com a doçaria : pão-de-ló, cavacas, rosquilhos, galhofas, pudim caseiro.




segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Fafe

Localização :

O concelho de Fafe pertence ao distrito de Braga, estando inserido na sub-região do Alto Ave, cuja geografia se caracteriza por três unidades paisagísticas: as áreas de montanha, as de meia-encosta e as de vale. Este concelho tem uma área de 218,87 km2, distribuída por 36 freguesias, tendo como limites a norte os concelhos de Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho, a este os concelhos de Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto, a sul o concelho de Felgueiras e a oeste o concelho de Guimarães. 





História : 

            Fafe é uma jovem cidade do Minho, mas com origens antigas, por aqui andaram povos como os Lusitanos e os Romanos que deixaram marcas consideráveis, hoje pontos atrativos aos visitantes, é uma terra pequena, mas com valor, pois possui inúmeros monumentos e agradáveis espaços verdes. é também conhecida pelo lema " Com Fafe ninguém fanfe", lema esse que apareceu quando, há muitos anos atrás, se fez justiça a favor do Visconde Moreira de Rei, nesse tempo como agora, o lema provoca um sorriso de simpatia por todos os fafenses. Talvez por isso e por ser uma pequena cidade que tão bem acolhe os visitantes, Fafe fi e ainda é considerada a Sala de Visitas do Minho. É uma cidade recente, mas que como povoação existe desde o século XIII, sendo apenas uma freguesia do conselho de Montelongo o qual recebeu foral do Rei D. Manuel em 5 de novembro de 1513, esta freguesia desde muito cedo, iniciou o seu desenvolvimento. Assim em 1836 torna-se sede de concelho e quatro anos mais tarde sobe à categoria de vila, tomando para designação o nome Fafe em desfavor do nome Montelongo, este topónimo surge como que por homenagem às duas famílias mais poderosas da região : Egas Fafe e Dom Fafes Serafins. Torna-se uma vila que vive à base da indústria têxtil, da agricultura e dos serviços, em 1980 já tinha 48.000 habitantes, 36 freguesias e era uma vila bastante desenvolvida, passando então, por mérito próprio à categoria de cidade. 


Gastronomia : 

             A gastronomia de Fafe é riquíssima em variedade e sabores, dos vários pratos confeccionados no concelho, os mais típicos e apetitosos são, vitela assada à moda de Fafe, o cabrito e anho assado, bacalhau à músico e o arroz pica-no-chão. Nos doces tradicionais destaque para o delicioso pão-de-ló, doces de gema, cavacas e a deliciosa sopa dourada à moda de Fafe. 






domingo, 4 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Guimarães

Localização :

           Guimarães é uma cidade portuguesa situada no distrito de Braga, região norte e sub-região do Ave, é sede de município com 201,05 km2, subdividido por 69 freguesias, sendo que a maioria da população reside na cidade e na sua zona periférica. O município é limitado a norte pelo município de Póvoa de Lanhoso, a leste por Fafe, a sul por Felgueiras, Vizela e Santo Tirso, a oeste por Vila Nova de Famalicão e a noroeste por Braga. é uma cidade histórica, com um papel crucial na formação de Portugal e que conta já com mais de um milénio desde a formação, altura em que era designada como Vimaranes. Podendo este topónimo ter tido origem em Vimara Peres, nos meados do século IX, quando fez deste local o seu principal centro governativo do condado Portucalense que tinha conquistado para o Reino de Galiza e onde veio a falecer.



História :

          Habitualmente designada por Berço da Nacionalidade, a cidade de Guimarães possui características ímpares que a distinguem de outras cidades portuguesas e a colocam num lugar de relevo na História de Portugal, o que lhe confere tal epíteto, de acordo com o que reza a tradição, terá sido em Guimarães que nasceu e foi batizado aquele que, em 1179, viria a ser coroado o primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, Guimarães assumiu um papel de grande relevo no tempo do Condado Portucalense, pois era a sua Villa mais importante, Guimarães terá sido palco da batalha de S. Mamede, cuja vitória de D. Afonso Henriques foi decisiva para a fundação da Nação Portuguesa ao garantir a independência do Condado Portucalense face ao reino de Leão. A origem de Guimarães remonta a uma Villa, então designada Vimaranes, que se julga ser o genitivo do nome pessoal de origem germânica Vimara ou Guimara, o qual seria um dos donos da terra, com o passar dos séculos, a palavra foi evoluindo para Guimarães por via do latim. No entanto, ainda hoje os habitantes são designados por " Vimaranenses". No século X, a Condessa Mumadona Dias, tia do Rei Ramiro II de Leão e viúva do Conde Hermenegildo Gonçalves, manda construir na sua terra Vimaranes o convento de frades e freiras que se tornou num pólo de tração e de fixação populacional, para sua defesa, Mumadona manda erguer o castelo, entre os anos de 959 e 968, a então Villa Vimaranes desenvolve-se em volta destes dois pólos dinamizadores: o Convento e o Castelo. No século XI o rei Afonso VI de Leão  e Castela entrega o governo da Provincia Portucalense ao Conde D. Henrique, que para aqui vem viver, este casa-se com D. Teresa e desta união nasce em 1111 aquele que viria a tornar-se o primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques. Em 1114, o Conde D. Henrique morre, tendo poucos anos antes, outorgado foral à Villa Vimaranes concedendo privilégios especiais aos seus moradores. Em 1128, no dia 24 de junho, dá-se a Batalha de S. Mamede, o campo de S. Mamede junto ao Castelo de Guimarães é apontado por vários historiadores como tendo sido um dos seus palcos, esta batalha é travada entre as hostes de D. Afonso Henriques e as de sua mãe, D. Teresa e do Conde de Trava de Galiza, em que os primeiros defendiam a independencia do condado face ao reino de Leão, esta batalha é vencida por D. Afonso Henriques, marcando assim os alicerces da nação Portuguesa. Em 1179, D. Afonso Henriques é reconhecido Rei de Portugal pelo Papa Alexandre III, no século XII, o convento fundado pela Condessa Mumadona Dias, vai ser transformado em Colegiada, que ao longo dos tempos vai ver o seu prestígio e importância valorizados face às doações e privilégios que lhe vão sendo concedidas por reis e nobres, com o passar dos séculos, Guimarães vai ser palco do desenvolvimento de algumas indústrias, como sendo a cutelaria, a fiação e tecelagem do linho, a curtimenta das peles e a ourivesaria. No ano de 1853, a Rainha D. Maria II eleva à categoria de cidade, sendo a partir saqui fomentado e autorizado o derrube das muralhas, muralhas estas das quais são ainda possíveis hoje em dia observar alguns vestígios.


Gastronomia :

                Guimarães é um centro de cultura bem definido e na mesa também se encontra essa particularidade, não pela sua originalidade, mas sim pelo tratamento que se dá aos pratos e que os torna diferentes de tudo o que se pode encontrar na região norte do país. Comece pela sopa, prove a Canja olhuda de pica-no-chão ou a suculenta Sopa de Nabos, prove a variada Sopa de Lavrador ou o famoso Caldo Verde. Se procura peixe, o bacalhau é rei, e em Guimarães encontra um delicioso bacalhau recheado, com o bacalhau também se fazem os bolinhos de bacalhau, as pataniscas ou o saboroso bacalhau frito. Se optar pela carne, tem a vitela, com batatas loiras e arroz seco, cabrito ou perna de porco assada, de influência minhota encontra os rojões e as papas de sarrabulho, diferentes de todas as outras, por serem de prato e feitas de pão, para o fim fica o pica no chão, um arroz de frango e o bucho, puramente vimaranense, pela forma como é recheado. É comum dizer-se que o Minho é a região portuguesa onde melhor se come e Guimarães não foge a essa regra, tem um particular realce a doçaria, que mereceu inclusive referência por parte de Camilo no seu romance " Amor de Salvação", quando diz que aqui se comem " as mais ambrosíacas rabanadas que os deuses coaram em suas celestiais gargantas". Rabanadas e mexidos, aletria e o leite creme, o famoso toucinho do céu, as incomparáveis tortas de Guimarães e as brisas da Penha, este é o legado deixado sobretudo pelas monjas do convento de Santa Clara de geração em geração, chegando até aos nossos dias.   







sábado, 3 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Póvoa de Lanhoso


Localização :

                  Situado em pleno coração do Minho, o concelho da Póvoa de Lanhoso localiza-se geograficamente entra a margem esquerda do rio Cávado e a margem direita do rio Ave. A limitá-lo estão os concelhos de Braga, Guimarães, Fafe, Vieira do Minho e Amares. Esta situação privilegiada faz das Terras de Lanhoso local de passagem para muitos turistas nacionais e estrangeiros. Com uma área de 130 km2 repartidos por 29 freguesias, o concelho tem sofrido um desenvolvimento económico e empresarial que tem contribuído para a reestruturação e melhoramento das suas infra-estruturas, proporcionando aos visitantes boas condições de acolhimento, tanto a nível social, cultural e económico. 

História :

                   Numerosos restos de diferentes civilizações encontrados na zona, confirmam a extensa história destas terras, celtas e romanos deixaram aqui claras mostras da sua cultura. No século XII construiu-se no Monte do Pilar o monumento mais emblemático e representativo da população, o Castelo de Lanhoso, cenário de históricos acontecimentos, aqui permaneceu presa D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, depois da Batalha de S. Mamede. D. Dinis lhe concede carta de Foral à vila no ano de 1292, nascendo assim o concelho de Lanhoso, este Foral foi reformado em 1514, baixo o reinado de D. Manuel, no ano de 1640 construiu-se nas proximidades do castelo, outro dos grandes edifícios da cidade, o Santuário de Nossa Senhora de Porto de Ave. Outro feito importante na história do país teve lugar no ano de 1846, quando Maria da Fonte inicia nestas terras uma Revolta contra o poder estabelecido dos Cabrais. Atualmente o castelo é um lugar de visita obrigatória, não só pelo seu papel no nascimento do país, como também pelas privilegiadas vistas que oferece da comarca do Minho, rodeada pelas Serras do Gerês e da Cabreira e banhada pelos rios Ave e Cávado.




Gastronomia :

                Situada numa das mais ricas regiões gastronómicas do país, Póvoa de Lanhoso soube preservar os seus pratos mais típicos que hoje constituem um verdadeiro emblema das Terras de Lanhoso, um orgulho para as suas gentes. Aqui poderá o visitante saborear, entre outros pratos, o cabrito à S. José, considerado o prato típico das festas de S. José, o bacalhau assado na brasa com batatas a murro ou ainda os bifes à Romaria, prato originário na Romaria de Nossa Senhora de Porto D'Ave, uma das mais antigas romarias minhotas que se celebra no 1º domingo de setembro e que juntamente com as festas de S. José a 19 de março, constituem os mais importantes eventos do concelho. Para além da doçaria tradicional minhota, é de salientar o pão-de-ló, as cavacas, os charutos e as rosquilhas como os doces típicos das várias festividades da Póvoa de Lanhoso.





                   

         

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Viagem e visita ao Concelho de Braga


Localização :

                Situada no coração do Minho, Braga encontra-se numa região de transições de Este para Oeste, entre serras, florestas e leiras aos grande vales, planícies e campos verdejantes. Terras construídas pela natureza e moldadas pelo homem, inserida na região do Minho, Braga é sede do distrito homónimo. Com uma área de 184 km2 confronta a norte com os concelhos de Vila Verde e Amares, a nordeste e este com Póvoa de Lanhoso, a sul e sudoeste com Guimarães e Vila Nova de Famalicão e a oeste com o concelho de Barcelos. Administrativamente, o concelho de Braga é a capital do distrito de Braga e abrange a totalidade de 62 freguesias, sendo um concelho predominantemente urbano, principalmente em torno da cidade.


História :

          A ocupação humana da região onde se integra o município de Braga remonta a milhares de anos, estando documentada por vestígios que adquirem monumentalmente a partir do período megalítico. Na época correspondente à Idade do Ferro, desenvolveu-se a denominada cultura castreja, característica do povo brácaro que ocupava estrategicamente sítios fortificados nos pontos altos do relevo. O processo de romanização iniciou-se por volta do ano 200 a.C., consolidando-se a partir dos primórdios da nossa era, com a fundação da primeira cidade de Braga - Bracara Augusta. A partir do século V a.C., as invasões bárbaras, trouxeram à região profunda conturbação que se prolongou com os Árabes até finais do século VIII, só se iniciando o processo organizativo nos finais do século seguinte. Cerca de 1070, D. Pedro, primeiro Bispo de Braga, reorganiza a Diocese, conhecendo a cidade e a área envolvente um clima de franco fortalecimento das suas estruturas fundamentais, a urbe vai-se desenvolvendo em torno da Catedral circunscrita ao núcleo amuralhado e sucessivamente fortificado, não sofre significativa expansão. Braga no século XVI, é uma cidadela que vive à margem dos ventos dos descobrimentos e do progresso consagrado da época, D. Diogo de Sousa, homem de ideias renascentistas, vai transformá-la de tal forma, que se pode falar em refundação, sobrevivendo a nova Bracara, quase inalterada, até ao século XIX. Ao período vivido entre meados de quinhentos e as primeiras décadas de setecentos, associa-se um fervoso clima de religiosidade, patente na afluência de comunidades religiosas que vão construir Mosteiros, Conventos e Igrejas, apagando sucessivamente os edifícios de traça romana e influenciando a própria arquitetura civil através do recobrimento das fachadas do casario com gelosias. No século XVIII, Braga ressurge e brilha nas floreadas curvas do Barroco, protagonizadas pelos Arcebispos da Casa de Bragança e pelo génio artístico de André Soares, que lhe conferiram para a eternidade, um legado excecional, verdadeiro ex-librís do Barroco em Portugal. No final do século assiste-se com Carlos Amarante à transição para o Neoclássico. A centúria seguinte traz consigo focos de conflito e destruição, afluindo a partir da segunda metade, o dinheiro e o gosto dos brasileiros, introduzem-se na cidade algumas melhorias a nível de infraestruturas e equipamentos e o centro cívico deixa a tradicional zona da Sé, passando para o Jardim Público, hoje chamada Avenida Central.


Gastronomia :

           O Minho é sobretudo bacalhoeiro, em lascas, de cura amarela, hoje praticamente desaparecido, à Margarida da Praça, à Miquelina, à Mira Penha e em Braga, forçosamente à Narcisa, que melhor se deveria dizer à Eusébia, a emérita cozinheira do restaurante vizinho do cemitério e falecida em 1972. Em Braga, algo há devidamente local, embora copiado um pouco por toda a parte, o arroz de pato à moda de Braga, cozido o arroz em que se trabalhou o pato e levado ao forno com rodelas de chouriço e tiras de presunto. Toque especial leva na cidade dos Arcebispos o sarrabulho. Fundamental é acompanhar o sarrabulho com os rojões, carne enrijada e vinha-de-alhos, os farinhotes, enchidos e condimentos, os fígados e o sangue frito com alho, exclusivamente bracarenses, as friguideiras, grandes pastéis de massa folhada com recheio de vaca e presunto, citadas como divinas por Júlio Dinis e com que fazia as suas orgias gastronómicas o José Fistula. é na doçaria que a cozinha de Braga atinge uma maior originalidade e requinte, com o pudim Abade de Priscos, o toucinho do céu, as vieiras, o bolo rei, os doces de romaria e os fidalguinhos de Braga, biscoito seco para acompanhar o chá, bem como outras especialidades ricas de longa tradição conventual e popular.







Santuário do Bom Jesus de Braga ou do Monte :

       O Santuário do Bom Jesus do Monte, também referido como Santuário do Bom Jesus de Braga, localiza-se na freguesia de Tenões, na cidade, concelho e distrito de Braga, este Santuário católico constitui-se num conjunto arquitetónico-paisagístico integrado por uma igreja, um escadório onde se desenvolve a Via Sacra do Bom Jesus, uma área de mata, o Parque do Bom Jesus, alguns hotéis e um funicular, o elevador do Bom Jesus.

História :

           Acredita-se que a primitiva ocupação deste sítio remonte ao início do século XIV, quando alguém terá erguido uma cruz no alto do monte Espinho. No ano de 1373 já é mencionada uma ermida no local, sob a invocação da Santa Cruz, esta ermida terá estado anexa  à Paróquia de Tenões. Local de devoção e peregrinação das gentes da região de Braga, em 1494 foi erguida uma segunda ermida, por iniciativa do então Arcebispo de Braga, D. Jorge da Costa, conforme atestam as armas desse prelado, encontradas durante as obras empreendidas em 1839. Uma terceira ermida foi erguida em 1522 por iniciativa do deão da Sé de Braga, D. João da Guarda, período em que se registou um aumento da devoção no local. Em 1629 um grupo de devotos constituiu a Confraria do Bom Jesus do Monte, sendo edificada uma capela onde foi colocada uma imagem de Cristo Crucificado, além de casas para abrigo dos romeiros e as primeiras capelas dos Passos da Paixão, sob a forma de pequenos nichos, dedicados aos episódios da Deposição da Cruz, da deposição do túmulo, de Ressurreição e da Ascensão. Foi nomeado o primeiro ermitão, Pedro do Rosário, a partir de 1722, o então Arcebispo de Braga, D. Rodrigo de Moura Teles, concebeu e iniciou um grande projeto que desembocaria no atual Santuário, as obras iniciaram-se a 1 de junho de 1784, tendo ficado concluídas em 1811.






quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Barcelos



Localização : 

               Barcelos é uma cidade que se situa no distrito de Braga, é sede de município com 378,7 km2 de área e subdividido por 89 freguesias, sendo o concelho com maior número de freguesias em todo o país. O município é limitado a norte pelos concelhos de Viana do Castelo e Ponte de Lima, a leste por Vila Verde e por Braga, a sueste por Vila nova de Famalicão, a sudoeste pela Póvoa de Varzim e a oeste por Esposende. O ponto mais elevado do concelho situa-se no alto de S. Gonçalo, a 488 metros de altitude, na freguesia de Fragoso.


Lenda do Galo de Barcelos :

              Esta lenda encontra-se associada ao cruzeiro seiscentista que faz parte do espólio do Museu Arqueológico da Cidade. Segundo a mesma, os habitantes do burgo andavam alarmados com um crime e sobretudo, pelo facto de não se ter descoberto o criminoso que o cometera. Certo dia, surgiu um galego que se tornou suspeito, as autoridades resolveram prendê-lo e apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém acreditou nele, pois não parecia verosímil que o galego se dirigisse a S. Tiago de Compostela em cumprimento de uma promessa, que fosse fervoroso devoto do santo que em Compostela se venerava, assim como de S. Paulo e de Nossa Senhora. Por isso, foi condenado à forca, antes de ser enforcado, pediu que o levassem há presença do juíz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos, o galego voltou a afirmar a sua inocência e perante a incredulidade de todos, apontou para um galo assado que estava sobre a messa, exclamando : " É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem." Risos e comentários não se fizeram esperar, mas o certo é que ninguém tocou no galo. Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se da mesa e cantou, já ninguém duvidaria das afirmações de inocência do condenado, o juíz corre á forca e com espanto, vê o pobre do homem de corda ao pescoço, o nó lasso, impedindo o estrangulamento, imediatamente foi solto e foi mandado em paz.

 
História :

                 A proximidade do rio Cávado ditou a história desta cidade que, desde a época romana era o ponto de atravessamento preferido dos viandantes. Passava por aqui uma importante via, que seria uma estrada que derivava da via Braga- Porto e cruzava o Cávado em Barcelos e continuava para noroeste, indo encontrar a via perto da doca maritima. A partir deste local e para norte, seguiria outra via em direção a Ponte de Lima. A passagem das gentes por estas vias e a proximidade do rio viriam, ainda que a longo prazo, a determinar o processo de fixação humana. Alguns vestígios encontrados promovem a ideia de que a origem da cidade estariam as vilas agrárias e que esta teria nascido da influência de atividades como a almocrevia e o comércio. Alíás, como consequência destas atividades, em meados do século XIII, surge uma feira que tornou Barcelos num palco de atrações de uma vasta zona, os almocreves dinamizavam Barcelos que funcionava como um ponto estratégico de ligação com cidades como Porto, Braga, Viana do Castelo e Ponte de Lima. A questão relativa à fixação de pessoas tem vindo a suscitar inúmeras teorias que tentam dar resposta à questão de quando se iniciou este processo, apesar da ausência de documentos escritos e vestígios arqueológicos que atestem com clareza uma data provável, mas à uma ideia de que a fixação remonta à época alti-medieval, com o nascimento da Nacionalidade, contrariando as teorias que sugeriam um processo de ocupação romana ou até mesmo anterior. Quanto à extensão geográfica da Cidade, sabemos que a presença do rio e possíveis subidas das águas empurraram as populações para a zona nascente, que oferecia melhores condições para uma fixação permanente, além de que a sua cota superior possibilitava um maior domínio do território. Do Foral de Barcelos, concedido por D. Afonso Henriques provavelmente entre 1156 e 1169, nada se consegue apurar quanto à extensão do termo, no entanto, tudo nos leva a crer que se tratava de um povoado pequeno, mas detentor de uma certa importância, já que desde 1177 contava com uma gafaria - instituição hospitalar para leprosos - à entrada da vila, no local da Fonte de Baixo, a qual atingiu o seu apogeu na centenária de trezentos. As Inquirições régias de 1220 referem-se a Barcelos como uma freguesia do Julgado do Neiva, com o orago de Santa Maria Maior e as Inquirições de 1258 fornecem algumas informações preciosas sobre a vila à qual á já atribuido um núcleo urbano, bastante arruado, com uma igreja paroquial e o ougue, circundado por arredores como os de Cimo de Vila, de Fundo de Vila e do Vale. Em 1258, começava a desenhar-se a estrutura da cidade, cuja mancha urbana se concentrava na zona dos atuais largos do Apoio e Dr. Martins Lima, o principal armamento seria o que ligava o ponto de atravessamento do rio à vila que se dirigia a Ponte de Lima e Viana do Castelo. O Largo do Apoio ou do Poyo teria assim, sido o primeiro centro civíco da vila e apesar de não haver documentos que o atestem, a casa do alcaide localizada nesse largo, atual casa dos Carmonas, poderia ter sido a primeira sede da administração local. Refira-se ainda que na Inquirição de D. Afonso III, surgem nomes e locais ainda subsistentes, tais como Pessegal, Casal de Niqui e outros já desaparecidos, como o Cimo de Vila e Barroco. Aquando da passagem à condição de vila condal, esta urbe já se encontrava bem formada, nas suas linhas principais. No final do século XV,  era já uma realidade na urbe, o centro cìvico com as sedes das principais instituições, as principais artérias estruturando o burgo intra-muros e o campo da feira. Relativamente ao caráter administrativo, sabemos que Barcelos começou por ser Vila Régia, em resultado da Carta de Foral concedida por D. Afonso Henriques, ao permanecer sob a aliança real Barcelos ficaria sujeita a legislação e tributação específica, esta condição de vila régia seria alterada em 1298, no reinado de D. Dinis, que num gesto de recompensa para o mordomo-mor e diplomata João Afonso Telo de Meneses, Senhor de Albuquerque, pelas diligências poe este efetuadas para a definição das fronteiras, aquando do Tratado de Alcanices, o nomeia Conde da Vila de Barcelos. Assim, João Afonso passa a ser o primeiro conde vitalício de Portugal, com direito de transmissão dos poderes aos seus descendentes. A passagem da condição de Vila Régia a Vila Condal teria uma influência crucial no evoluir da urbe que, desde logo, se destacou das povoações vizinhas, já que adquire um estatuto e jurisdição autónoma  Está dado início a um processo de contínua evolução da Vila de Barcelos, que beneficiou, desde então do lugar de relevo que os seus Condes detinham nas Cortes. No ano de 1640, barcelos volta á condição de Vila Régia, na sequência da ascensão da família de Bragança à realeza, obtendo grandes privilégios, entre os quais a concessão por dois ou três anos, de um imposto à real de Água, destinado à realização de obras, tais como a renovação da Colegiada e do edifício da Misericórdia, com o seu hospital e a edificação do Mosteiro do Terço, da Igreja da Ordem de S. Francisco e do Passeio dos Assentos. Em 1836, na sequência da vitória da fação liberal, foi iniciada uma reforma administrativa, que viria a dar um duro golpe na extensão do enorme Concelho de Barcelos e sua Comarca, que vêem diminuir a influência que desde há muito, possuíam sobre outras áreas. Relativamente ao topónimo, são indicadas várias hipóteses como predecessoras do nome Barcelos, as designações Barca coeli, barca do Céu ou Barca celani.


Gastronomia :

             Na gastronomia deste concelho, é muito variada com muitos e requintados pratos, vamos mencionar os mais típicos, são eles, o cabrito assado, polvo assado na brasa, bacalhau no forno, vitela à moda de Barcelos, arroz de lampreia, coelho assado na telha, caldo galego, cozido à portuguesa, caldo verde, entre outros. No que respeita à doçaria, o concelho possui uma doçaria digna da mesa de um rei, por cá podemos encontrar o leite-creme, leite-creme com gila, pudim caseiro, a bela queijadinha, laranjas doces, doces da romaria, pão-de-ló, paralelos, sonhos do arante e as brisas do cávadoabanadas.









quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Viagem e visita a Esposende


Localização : 

                 Esposende é uma cidade portuguesa no distrito de Braga, região norte e sub-região do Cávado, que possuí uma área total de 1,85 km2, é também sede de um pequeno município que é limitado a norte pelo município de Viana do Castelo, a leste pelo de Barcelos, a sul pelo da Póvoa de Varzim e a oeste pelo Oceano Atlântico.

                                                                                                                                                        História :


 O marco histórico do concelho de Esposende regista-se no século XVI, mais propriamente a 19 de agosto de 1572. No entanto, o século XII apresenta já alguma documentação, através da análise das sucessivas inquirições, dando a conhecer delimitações territoriais, pessoas que ali morava, mas fundamentalmente, o evoluir do fenómeno toponímico do século XIII aos nossos dias. Foi já no reinado  de D. Sebastião que este, após várias diligências dos moradores de Esposende, entendeu elevar o concelho à categoria de vila. Deu-lhe um termo ao redor e criou condições geográficas e administrativas para que se desenvolvesse como terra autónoma. O comércio marítimo, a construção naval fazem com que o concelho se desenvolva urbanisticamente, atraindo nova população e transformando-se, pouco a pouco num grande centro piscatório e comercial. Em 16 de dezembro de 1886, um Decreto Régio cria o seu Julgado Municipal, doze anos depois, em 27 de outubro de 1898, surge a Câmara Judicial de Esposende e mais tarde em 19 de agosto de 1993, o concelho conquista o estatuto de Cidade.



Gastronomia :

                      Esposende é um concelho de farta mesa, com uma gastronomia tradicional, inovadora e atlântica, baseada nos pescados e mariscos dos seus generosos rios e mar, como os robalos do mar da Apúlia, sargos, fanecas, congros, polvos, carapaus, sardinhas, entre tantos outros pratos de peixe. A lampreia, esse ciclóstomo que nos visita nos primeiros meses do ano, depois de capturado no seu caminho para o rio Cávado, é um excelente pitéu, desde que excelentemente preparado em arroz ou à bordalesa  acompanhado com torradas e arroz seco, ou de outra confecção. Não se desiludam os apreciadores dos pratos de carne, pois poderá degustar excelentes iguarias como por exemplo, um lombo de porco assado ou o clássico cozido à portuguesa. Na guarnição de muitos destes pratos temos os mimos das nossas hortas à beira mar plantadas, nabos, pencas, cebolas, cenouras e outros primores de excelência que se produzem nesses solos arenosos. Como sobremesa, poderá optar entre os excelentes queijos dos Lacticínios de Marinhas ou a gulosa doçaria, com as famosas e adocicadas clarinhas de Fão e ainda as cavacas ou os folhadinhos. Posto isto, resta o convite para se sentarem à mesa com o melhor que este concelho tem para oferecer aos nossos convidados.