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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Viagem e visita a Vila Nova de Cerveira


Localização :

       Vila Nova de Cerveira situa-se no Nordeste peninsular  distrito de Viana do Castelo, na margem esquerda do rio Minho confinando a norte com o concelho de Valença, a Este com o de Paredes de Coura e de Ponte de Lima, a Sul com o concelho de Caminha e a Oeste com o rio Minho e a vizinha Galiza. 



História : 

               A presença histórica no território correspondente ao concelho de Vila Nova de Cerveira. remonta à pré-história, entre os vários elementos detectados, merece destaque o tesouro da sepultura da Quinta de Água Branca, cujo espólio está integrado no Museu Nacional de Arqueologia. A grande expansão demográfica que está na base do povoamento atual, deu-se durante o Câmbio de Era com a multiplicação do número de castros, já sob uma forte influência da romanização. O melhor exemplo deste movimento pode ser encontrado no Aro Arqueológico de Lovelhe, cuja ocupação se estende desde o século I a.C. ao século VII d.C. No entanto, o concelho de Vila Nova de Cerveira só começaria a ganhar expressão territorial aquando do processo de reconquista, após as invasões árabes, o que viria a ser enfatizado pela autonomização do Condado Portucalense, em 1096. É neste período que o rio Minho assume definitivamente o seu papel de fronteira, forçando ao estabelecimento de pontos fortificados que balizassem e defendessem o curso do rio, surgia assim as Torres de Cerveira, cujo castelo, localizado no sítio onde hoje podemos encontrar a escultura do cervo de José Rodrigues, tinha por missão patrulhar e defender, fosse contra as investidas árabes, fosse contra as normandas. Em 1297, D. Dinis e D. Fernando IV de Castela assinavam o Tratado de Al canizes, pondo fim aos confrontos que tinham ocorrido nos dois anos anteriores, este tratado mais do que um acordo de paz, delineou a fronteira entre os dois reinos, que desde então conheceria alguma estabilidade geográfica e política. Esta assinatura faria com que fosse novamente necessário fortificar a fronteira do Minho, a partir deste momento iríamos  assistir a um renovado esforço de repovoamento da região, assim surgia a " Vila Nova " de Cerveira com a atribuição da Carta de Foral por D. Dinis, corria o ano de 1321 e a construção de um novo castelo, destinado a proteger a vila em desenvolvimento. O século XVII e as guerras da Restauração marcariam a história deste concelho e o seu Património histórico, ao ser construída uma fortaleza que envolveu a vila, apoiada por dois outros pontos fortificados, a Atalaia do Alto do Lourido e o Forte de Lovelhe, mandados edificar pelo Governador das Armas do Minho, pressionando pela necessidade de defesa da fronteira. Este novo movimento de construção consistiu basicamente numa reformulação e alargamento da fortificação medieval, à qual foi aplicada uma plataforma voltada ao rio vocacionada para bater a vizinha Fortaleza de Goian, o alargamento das muralhas envolveria o burgo, que desde sempre extravasara o perímetro do Castelo. Avila, assim circundada consolidou o seu edificado mediante os principais eixos viários, a Rua Queirós Ribeiro fechada pela Ponte de Valença, a Rua César Maldonado e Costa Brava, com a Porta de Viana, a Travessa da Matriz com a Porta de Traz da Igreja e a Porta do Cais fechando a vila ao rio. O Forte de Lovelhe, especificamente construído e Preparado para resistir às tentativas de união ibérica, acabaria por prestar outros relevantes serviços ao País, em especial nas Invasões Francesas. Se no decurso das Guerras da Restauração a sua presença foi determinante na dissuasão das hostes filipinas, nesta última ação foi tanto mais importante, ao impedir as tropas francesas, sob comando do Marechal Soult, de efetuarem a pretendida travessia do rio Minho, no dia 13 de fevereiro de 1809. O século XIX iniciou-se com momentos de agitação e destruição, mas que findariam por trazer a estabilização da fronteira e a paz a estas terras. O seu castelo e fortalezas, de elementos defensivos transformaram-se em Património histórico, que importa conservar enquanto símbolos portadores da identidade do concelho e das suas gentes. O mesmo se poderá dizer das suas Igrejas e demais Património histórico, cultural e etnográfico, cujo conhecimento permite compreender, hoje o que é ser " cerveirense ". 





Gastronomia : 

              Neste concelho numa grande variedade de eguarias, destacamos os mexiões, a lampreia à bordalesa, o debulho de sável, as enguias há pescador e os biscoitos de milho. 




Viagem e Visita ao concelho de Viana do Castelo

Localização :


        Viana do Castelo é uma cidade portuguesa, sede de distrito e situa-se na região norte, a cidade é constituída atualmente por 5 freguesias. É sede de município com 314,36 km2 de área distribuídos por 40 freguesias. O concelho é limitado a norte pelo município de Caminha, a leste por Ponte de Lima, a sul por Barcelos e Esposende e a oeste tem litoral no Oceano Atlântico.


                                                                   


História :

      A ocupação humana da região de Viana do Castelo remonta ao Mesolítico conforme o testemunham inúmeros achados arqueológicos anteriores à cidadela pré-romana no monte de Santa Luzia. A povoação de Viana da Foz do Lima, como era chamada por essa altura, recebeu Carta de Foral de Afonso III de Portugal, passada em 18 de julho de 1258. A prosperidade que desde então conheceu, tornou-a num importante entreposto comercial, vindo a ser edificada uma torre defensiva ( a Torre da Roqueta ) com a função de repelir os piratas oriundos da Galiza e no norte de África, que procuravam este porto. O próspero comércio marítimo com o norte da Europa, envolvia a exportação de vinhos, frutas e sal, a importação de talheres, tecidos, tapeçarias e vidro. O espírito comercial de Viana atingiu tais proporções que a Rainha Maria II de Portugal concedeu alvará à Associação Comercial de Viana do Castelo em 1852, naquela que é na atualidade a 4.ª entidade patronal mais antiga do país. A mesma soberana, para recompensar a fidelidade da população de Viana, que não se rendeu às forças do Conde das Antas (1847), decidiu elevar a vila à categoria de cidade, com  o nome de Viana do Castelo a 20 de janeiro de 1848. O distrito de Viana do Castelo foi formado por Decreto de Lei de 18 de julho de 1835, em que aparece pela primeira vez como circunscrição administrativa diferente da comarca. Em 25 de julho no mesmo ano são nomeados os primeiros governadores civis para os distritos administrativos, inclusive o de Viana do Castelo, assim, foi o primeiro Governador Civil deste distrito Luís Cláudio de Oliveira Pimentel que exerceu este cargo até 7 de outubro de 1836. Foi também detentor deste cargo o Conde de Bertiandos, fidalgo-cavaleiro da casa real e um dos sócios mais devotados da Real Associação da Agricultura Portuguesa, que desempenhou estas funções de 1890 a 1891. 






Santuário de Santa Luzia

          O Santuário de Santa Luzia, localiza-se no alto do monte de Santa Luzia, na freguesia de Santa Maria Maior, na cidade , concelho e distrito de Viana do Castelo, um dos " ex libris" da cidade, do seu sítio descortina-se uma vista impar da região, que concilia o mar, o rio Lima com o seu vale e todo o complexo montanhoso envolvente, panorama considerado um dos melhores do mundo segundo a National Geographic. A Basílica no alto do monte de Santa Luzia foi principiada em 1903, por iniciativa do Padre António Martins Carneiro, com o projeto do arquiteto Miguel Ventura Terra. A última etapa da sua construção, sob a direção do arquiteto Miguel Nogueira Júnior a partir de 1925, é considerada como inspirada na Basílica de Sacré Coeur, em Paris. Os trabalhos de cantaria em granito são de responsabilidade do mestre canteiro, Emídio Pereira Lima. Aberto ao culto em 1926, os trabalhos estenderam-se até 1943, desde 1923, o Santuário é servido pelo elevador de Santa Luzia, o Santuário compreende ainda o  " Núcleo Museológico de Templo-Monumento de Santa Luzia ", constituído por uma sala na parte inferior da Basílica, o acervo é constituído por talha, imagens, azulejos e outros.  








Gastronomia : 

              Em Portugal, toda a gente sabe que se come muito bem no norte, e Viana do Castelo fica bem a norte, o bacalhau, cozido ou assado, é obrigatório nesta região e cada restaurante tem a sua especialidade. Outro prato a sugerir é o sarrabulho, em papas ou arroz, com porco desfeito, os rojões têm tradição, também com pedaços de porco e cabrito assado são igualmente especialidades. Por fim, a lampreia, sável, truta e o cabrito à moda de Viana, completam as principais paragens obrigatórias no percurso gastronómico Vianense que é de uma invulgar riqueza. Na doçaria, temos as rabanadas, as cavacas de Viana, os sidónios, a torta de Viana, as meias-luas e os doces à base de doce de ovos como os manjericos e barquinhos, entre outras variações, são obrigatórias para os mais gulosos. 


sábado, 27 de outubro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Vila Verde

Localização :

             O Concelho de Vila Verde está localizado no distrito de Braga, em pleno coração do Minho. é limitado a norte pelo concelho de Ponte da Barca, a oeste pelos de Barcelos e Ponte de Lima, a este por Terras de Bouro e a sudoeste pelos de Amares e Braga, de que fica separado pelos rios Homem e Cávado, respectivamente, situa-se a poucas dezenas de quilómetros das praias que se estendem pela orla costeira marítima entre os centros urbanos de Porto e Galiza e fica contínuo ao Parque Nacional da Peneda-Gerês. Vila Verde goza de uma excelente localização em termos de acessos aéreos, ferroviários e rodoviários, com uma área de 228,7 km2, onde estão distribuídas 58 freguesias. Beneficia de um clima temperado agradável, com temperaturas médias anuais de 15.º C, sendo o inverno chuvoso e o verão quente e seco. Dotado de uma excelente rede de acessibilidades é possível facilmente chegar ao centro de Vila Verde de automóvel ou autocarro.


História :

            Vila Verde é um concelho com pouco mais de 150 anos de existência e um dos maiores da província do Minho. Foi fundado em 24 de Outubro de 1855, com a extinção de outros concelhos como, Pico de Regalados, Vila Chã e Larim, Penal e Prado, cujas origens remontam aos tempos da Pré-história e da Idade Média. Pico de Regalados, primitivamente, foi couto dado por D. Afonso Henriques ao Arcebispo de Braga, D. Paio Mendes, foi tido como um dos mais antigos e aristocráticos do país. D.Manuel I concedeu-lhe foral em 13 de novembro de 1513, Villa Chã e Larim viram o primeiro foral concedido por D. Afonso III, teve a sua sede primitiva no lugar com o mesmo nome da atual freguesia de Carreiras S. Tiago, mais tarde mudou a sua sede para o lugar de Revenda da freguesia de Travassós, transitando, posteriormente para a freguesia de S. Paio de Vila Verde. Penal, também conhecido por Portela do Penal ou Portela das Cabras, foi-lhe concedido foral por D. Manuel I em 6 de outubro de 1514. Prado, recebeu foral de D. Afonso III, concedido em 126, D. Manuel I confirmá-lo-ia em 1510, teve a sua sede na freguesia do mesmo nome. A primeira notícia sobre Vila Verde remonta ao século X e constitui, talvez, a mais antiga documentação do topónimo Vila Verde ou um dos raríssimos casos em que este topónimo surge antes da nacionalidade, pois quase na totalidade dos casos revela-se posterior ao século XI. Nessa altura, boa parte do território do atual concelho aparece na posse da poderosa família da condessa Mumadona, tanto por si própria como pela do marido desta , o conde Hermenegildo Gonçalves, cujo pai, conde Gonçalo Betotes era já muito herdado no século IX desde o Douro, talvez Minho. Durante o século XI nota-se no território do atual concelho uma espécie de logradouro da alta nobreza portucalense, na correspondência da estirpe da condessa Mumadona, no século anterior, relativamente à atual vila, sede de concelho, há um documento pré-nacional de 1089 que diz respeito há venda que fez há igreja de Santo António, uma dama de nome Eldara Eriz, outro documento dos princípios da nacionalidade de 1120, fala da doação que D. Maior Mides faz à Sé bracarense de herdamento eclesiásticos a laicais herdados por ela de seus pais, Mido Vermudes e Godo País e outros por ela adquiridos. O mais relevante da vida documentada nos séculos X e XII no território do atual concelho concentra-se à roda do velho castro ou "civitas" originária, o mesmo é dizer-se nas imediações de Vila Verde dos nossos dias. Até ao século XVII a freguesia de Vila Verde não se distinguiu das outras do concelho a que pertencia, mas porém nos princípios do século XVIII parece que estava já nela a sede de concelho de Vila Chã, com uma importante feira mensal e desde aí em progresso contínuo, veio mesmo a adquirir, em 1855 com os governos liberais, o estatuto de sede de um populoso e vasto concelho.


Gastronomia :

              A gastronomia minhota é muito rica e diversificada, de várias gerações recebemos essa herança cultural que muito nos enriquece e orgulha. Hoje, numa atitude de respeito pelos hábitos de uma comunidade multi-secular, continuamos na recolha e preservação desse Património cultural. Quem visita Vila Verde não fica indiferente à cozinha tradicional servida nos resturantes, tabernas, tascas típicas das festas, feiras e romarias, no alojamento turístico do espaço rural, bem como no aconchego familiar. Os vila verdenses orgulham-se de apresentar uma boa mesa, ainda é também dela que se mostra o poder económico, mas da cozinha deste concelho podemos destacar, os rojões à moda do Minho, papas de serrabulho, arroz de frango "pica no chão", cozido à portuguesa, caldo verde, sempre acompanhado com a broa de milho, cabrito assado no forno, vitela barrosã, criada na Serra do Gerês, bacalhau, coelho à caçador, pataniscas de bacalhau, enchidos e presunto. Ao nível das sobremesas, temos de destacar as rabanadas, aletria, creme queimado, pão-de-ló, sonhos, formigos, pudim de ovos e pudim abade de priscos, são uma pequena amostra das iguarias com que se pode deliciar. O vinho verde de grande qualidade, produzido na região é um elemento indispensável que acompanha muito bem esta suculenta gastronomia, muitas vezes também como ingrediente, dando-lhe um paladar único em todo o mundo.  



sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Viagem e visita a Terras de Bouro

Localização : 

               O concelho de Terras do Bouro, situado em pleno coração do Parque Nacional da Peneda-Gerês e percorrido pelas bacias do Cávado e Homem, é riquíssimo em história, tradições e paisagens deslumbrantes. Terras de Bouro é uma sede de concelho com 276,17 km2 e subdividido por 17 freguesias, é limitado a norte pelo município de Ponte da Barca e pela Espanha, a leste por Montalegre, a sul por Vieira do Minho, a sudoeste por Amares e a oeste por Vila Verde. Até 2005 o município de Terras de Bouro tinha a particularidade de não estar sediado numa localidade com o mesmo nome que o município no seu todo, como é regra em Portugal; a sede situava-se na Vila de Covas, localidade da freguesia de Moimenta, por ei de janeiro de 2005, essa originalidade acabou, sendo a vila redesignada Vila de Terras de Bouro. 




História :

             O nome de Terras do Bouro advém da tribo germânica dos Búrios ( Buri ) que acompanhou os Suevos aquando da invasão da Península Ibérica ( Galécia ) e que se estabeleceu na região entre o Rio Cávado e o Rio Homem, sendo deste modo conhecida como Terras de Boiro ou Bouro. Este +e um concelho de montanha cujo povoamento se perde na memória dos tempo, como o comprovam as pinturas rupestres e vestígios da Idade do Bronze. A presença humana mais marcante, porém remonta ao tempo dos Romanos, utilizadores de água termal do Gerês e construtores da Geira ( Via Romana). Visitar esta região e contactar com o vasto Património dos antepassados: a Via Romana, vulgo Geira, com a maior concentração de marcos miliários epigrafados do nordeste peninsular, reconhecida como Património Nacional e em fase de candidatura a Património Mundial; é reviver as agruras do povo Búrio na defesa da zona raiana e do seu castelo, o castelo de Bouro, honrando o compromisso assumido aquando da atribuição de privilégios reais e cujas trincheiras testemunham o heroísmo deste povo; é contactar com as tradições ancestrais ( trilhos dos pastores, dos contrabandistas, dos regadios, dos moinhos, etc.) que possibilitaram, durante séculos, a sobrevivência de um grupo simples, amante da sua terra e disposto a dar a vida pela pátria. É desfrutar da natureza, em toda a sua plenitude.  Na época medieval, as comunidades de Terras de Bouro beneficiaram da Carta de privilégio de D. Dinis, que patenteava um contrato oneroso, revelando uma singular importância política na administração territorial portuguesa. Esta Terra de Boyro que D. Manual consagrou atribuindo-lhe o foral em 1514, revela ser uma região com um povo determinado e de luta na conquista territorial. Hoje, tornou-se um destino turístico por excelência, quer pelas marcas de ruralidade, não obstante ficar perto de Braga e Porto, quer pelo Património cultural, ambiental, paisagístico, termal e religioso.


Gastronomia :

           Para acolhimento. Terras de Bouro oferece dezenas de unidades hoteleiras, Pousadas da Juventude, Parques de Campismo e modalidades de alojamento de turismo rural, que constituem as mais valias das aldeias. Em toda a região, na sua vasta rede de restaurantes, pensões e hotéis, podemos apreciar a gastronomia minhota e a genuidade dos pratos da terra, destacando-se o Cozido de Feijão co Couves e os Pastéis de Santa Eufémia, cujos produtos agro-alimentares e artesanais, encontram-se do Centro de Promoção de Produtos Regionais, em Covide.






quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Vieira do Minho

Localização :

     O concelho de Vieira do Minho encontra-se situado entre a Serra da Cabreira e a Serra do Gerês, tendo uma área de 220,15 km2, distribuída por 21 freguesias. Este concelho tem como limites a norte e este, o concelho de Montalegre, a sudeste o concelho de Cabeceiras de Basto, a Sul o concelho de Fafe, a oeste o concelho de Póvoa de Lanhoso e a noroeste os concelhos de Amares e Terras de Bouro. Vieira do Minho é um concelho bastante montanhoso, atingindo o seu ponto mais alto aos 1262 metros. As costas mais baixas localizam-se junto à barragem da Caniçada. 


História :

          A antiguidade da ocupação das terras que hoje integram o concelho de Vieira do Minho pode ser atestada pelos inúmeros testemunhos arqueológicos que podem ser vistos no concelho, com particular destaque para a área da Serra da Cabreira, território ocupado desde a pré-história e as localidades de Salamonde e Ruivães, onde a presença militar de diferentes povos, com destaque para os romanos, atestam o valor estratégico desta área no controle das principais vias de penetração na província. As mamoas, menires, gravuras rupestres, fojos medievais, necrópoles neolíticas, povoações romanas, castros, além de vários utensílios de barro, ferro e outros metais, são exemplos do filão arqueológico da região, bastante subexplorado aliás. Da época romana, ainda existem vestígios de alguns troços da via XVII do itinerário Antonino que ligava Braga, Chaves a Astorga e vestígios de antigos povoados dessa época, é exemplo disso o povoado de S. Cristóvão - Ruivães. Pela extrema importância na estratégia militar, a região sofreu os efeitos da penetração dos diversos povos que invadiram a península, desde os Suevos aos Romanos e bem mais recentemente dos exércitos Napoleónicos. De fato, na primavera de 1809, o concelho foi duas vezes atravessado pelas tropas do Marechal Soult : a primeira em 15 de março, em impetuoso avanço a caminho de Braga, a segunda, a 17 de maio, em retirada precipitada pela ponte da Misarela, no dia exato em que as forças anglo-lusas de Wellesley chegaram ao alto de Salamonde, com o objetivo, frustrado, de lhes atalhar o passo. Este seu pendor para o envolvimento na guerra determinou igualmente que Vieira se envolvesse nas guerras liberais, presenciando Ruivães duros combates entre liberais e absolutistas e pouco depois, em abril de 1846, Vieira entusiasma-se com o movimento popular da " Maria da Fonte " onde teve a sua origem e onde habitava o seu mentor: parde Casimiro José Vieira. Estas breves notas são bem o testemunho da história de Vieira do Minho, feita mais da sua valia estratégica, que da memória dos homens consubstanciada em monumentos e urbes. A constituição da sede de concelho foi definida no lugar de Brancelhe, foram então desanexados 11 lugares da freguesia do Mosteiro e 1 de Castelães, constituindo se a freguesia de Vieira do Minho. 




Gastronomia : 

                 A cozinha vieirense está profundamente marcada pelos sabores rurais e serranos e pelo aproveitamento dos produtos endógenos que possibilitam a confecção de iguarias verdadeiramente tentadoras. No inverno e depois dos presuntos e enchidos estarem secos e curados, o mais afamado manjar tradicional, as Couves co Feijões, recheia as mesas do concelho. A vitela assada no forno é outro prato clássico da gastronomia vieirense, a carne barrosã, gado que pastoreia grande parte do ano nos pastos verdejantes da Serra da Cabreira, pode ser degustado nos restaurantes ou adquirida nos talhos da região. Para completar o cardápio, não podemos deixar de referir outras especialidades da terra que merecem ser destacadas, tais como o cabrito, o anho, os barquilhos, as rabanadas, o leite-creme, o pudim, entre outros. 






       

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Viagem e visita a Cabeceiras de Basto

Localização :

               O concelho de Cabeceiras de Basto reparte-se por 17 freguesias, o território do concelho ocupa atualmente uma área de cerca de 241 km 2, sendo rodeado pelos concelhos de Celorico de Basto e Mondim de Basto a sul, Montalegre e Boticas a norte, Vieira do Minho a noroeste, Fafe a Poente e Ribeira de Pena a nascente. Tem como limites naturais, a norte as serras da Cabreira e Barroso, a este o rio Bessa, a sul e sudoeste em grande parte o rio Tâmega e a oeste a Serra da Lameira.



História :

A história sobre o concelho de Cabeceiras de Basto perde-se no tempo, apesar da pouca informação existente sobre o seu primitivo povoamento, vários achados arqueológicos permitem dizer, com convicção, que Cabeceiras de Basto remonta a um período anterior a Cristo, nomeadamente a épocas pré-românicas, senão antes pela existência de vestígios castrenses e construções dolménicas. Também a arqueologia, nos desvenda outras informações através das ruínas do Mosteiro de Stª. Comba, onde se supõe terá existido, um tempo de vestais. Os objetos de cerâmica e inscrições achadas, as estátuas de guerreiros e as moedas de prata e bronze com as efígies de Augusto, Galliano e Constantino dão força à tese da existência da povoação no tempo dos romanos. A própria etimologia de Cabeceiras de Basto, apesar de controversa, leva-nos a crer que o primeiro povo que deu o nome à região foram os Bastos ( Bástulos e bastianos ) que, oriundos da Andaluzia, passaram por esta bela província de Entre o Douro e Minho e fundaram uma cidade chamada Basto, que se localizava próxima do Mosteiro de Santa Senhorinha, cuja presença árabe nestas terras, se encarregou de destruir, corria o ano de 711. Daí que, com Cabeceiras no sentido de cabeça destas antigas regiões e Basto de Bástulos, se explique a designação deste concelho. No entanto, entre o século XII e XVI, é praticamente inexistente a documentação escrita sobre Cabeceiras de Basto, apesar de se tratar de uma povoação antiga, que gozava de grande prosperidade, como atesta o Mosteiro de S. Miguel de Refojos, outrora o mais rico do Minho, só em 1514 é que Cabeceiras vê criado o concelho, por foral de D. Manuel I. Foi, igualmente um importante centro de peregrinação na Idade Média. Por este motivo a ele se associaram nomes de santos, nobres e guerreiros como são o caso de Santa Senhorinha de Basto, D. Pedro, D. Inês de Castro, D. Nuno Álvares Pereira, que aqui casou em 1376. 




Gastronomia : 

           Em relação à gastronomia local, as especialidades passíveis de se encontrarem em alguns dos restaurantes locais são, a carne de vitela, os enchidos, o bacalhau com batatas a murro, os rojões à moda do Minho e as papas de sarrabulho, na doçaria podemos destacar as cavacas, o creme queimado, as galhofas, mas também o mel de Basto, as compotas e os rebuçados de açúcar  mas sem deixar de salientar os vinhos verdes da região.  






terça-feira, 23 de outubro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Boticas

Localização :

          Boticas é sede de município com 322,41 km 2, subdividido por 16 freguesias e é limitado a oeste e noroeste por Montalegre, a leste por Chaves, a sueste por Vila Pouca de Aguiar, a sul por Ribeira de Pena e a sudoeste por Cabeceiras de Basto. O concelho de Boticas está situado na parte noroeste de Portugal, província de Trás-os-Montes, distrito de Vila Real, criado no âmbito da reforma administrativa de 1836, o atual concelho de Boticas corresponde a uma parte da antiga terra do Barroso á qual deu o nome, pois é na sua área geográfica que existe a serra do Barroso e as povoações de Alturas do Barroso e Covas de Barroso, divisão administrativa e territorial que até então incomparava também o atual concelho de Montalegre e o extinto concelho de Ruivães, este hoje parte do concelho de Vieira do Minho. 


História :

     De raíz toponímica, este concelho teve a sua origem  nas Terras de Barroso, em Trás-os-Montes, o  primeiro que o usou e que provinha da antiga linhagem dos Guedeões, retirou-o de uma torre no lugar de " Sipiões ", naquela região da qual foi Senhor. Foi D. Egas Gomes Barroso, filho de D. Gomes Mendes Guedeão e de sua mulher D. Chamôa Mendes de Sousa, ambos tratados no Nobilário do Conde D. Pedro, filho de D. Dinis, onde se vê ainda ser neto de D. Gueda, o Velho. D. Egas rico homem dos reis D. Sancho II e D. Afonso III, tendo ido em 1247, durante o reinado deste último soberano, ao cerco de Sevilha, em auxílio do rei D. Fernando, o Santo, de Castela. Dos dois filhos de D. Egas vêm duas dinastias linhagens: a dos Bastos, descendentes de seu filho segundo, D. Gomes Viegas Bastos e os Barroso, provenientes do casamento do primogénito Gonçalo Viegas Barroso com D. Maria Fernandes de Lima. Destes ficou vasta geração, a qual manteve o uso do apelido, muitas vezes até por linha feminina. Fixando-se na região de Braga e Barcelos vieram a ser Senhores e administradores de bons Vínculos e Morgados, como os das Quintas da Falperra, do Eixidio, de Oleiros ou de S. Jorge, que tinha Capela em S. Francisco, no Porto. As armas usadas por esta família são: de vermelho, cinco leões de púrpura, armados e linguados de ouro, cada um carregado de três ou de duas faixas também de ouro. A Vila de Boticas, então já lugar central é desde a criação do concelho a sede do Município. As armas e a bandeira do concelho, são de acordo com o parecer da Associação dos Arqueólogos Portugueses, de prata, com uma abelha de negro realçada a ouro, acompanhada de quatro espigas de trigo verde, cruzadas em ponta e atadas de vermelho. Coroa mural de quatro torres, bandeira azul.



Gastronomia:

            A gastronomia de Boticas tem fama de exibir produtos que são excelentes. Assim, além da boa vitela da raça barrosã, do cabrito, do porco e seus derivados, têm as melhores trutas do mundo que recheadas com presunto, constituem um manjar especial. Acresce o Vinho dos Mortos assim chamado porque só é engarrafado depois de permanecer enterrado um ou dois anos, ganhando assim qualidade. Como digestivo especial, destila-se a aguardente de mel, feita com base na fermentação dos favos de mel depois de espremidos. Há que destacar ainda os pratos típicos como a sopa de unto, o cozido à barrosã, o cabrito do barroso, a posta barrosã, os fumeiros e a truta recheada. Para sobremesas, temos também doçarias, como as rabanadas com molho de mel, aletria e leite-creme queimado.