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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Viagem ao concelho de Vimioso

Brasão de armas de Vimioso

Localização:

            O município de Vimioso está integrado no distrito de Bragança, ocupa uma área de 481,5 km2 e abrange administrativamente 14 freguesias, com oito aldeias anexas, duas das quais com sede em vila ( Argoselo e Vimioso). é limitado a norte pela Espanha  a este e sudoeste pelo concelho de Miranda do Douro, a sul pelo concelho do Mogadouro, a oeste pelos concelhos de Macedo de Cavaleiros e Bragança.
Bandeira de Vimioso

História:

     Vimioso esteve sob jurisdição de Miranda do Douro até ao reinado de D. Manuel, ao qual obteve foral em 1516, com a categoria de Vila. A leste de Vimioso, no local denominado Atalaia, supõe-se ter sido o sítio original de um Castro Luso-romano, mas de raiz pré-histórica. A própria fortificação terá sido reforçada e sofrido constantes modificações em consequência das lutas entre Cristão e Mouros. Esta Vila está ligada ao título de Conde: o primeiro título de Conde de Vimioso ( D.Francisco de Portugal ) , conferido por D. João III, em 1534, Vimioso foi vítima da dureza das guerras, inúmeras vezes, em 1658, sofreu um ataque de forças espanholas vindas de Alcanices, em 1762, o exército franco-espanhol dirigiu-se a Miranda do Douro, arrasando a fortaleza, por toda esta Vila e Concelho ainda sobrevivem marcas e testemunhos de uma história. 


Gastronomia:

           Os saberes e sabores tradicionais das receitas que as mãos sábias de quem as domina tão bem preparam, são absolutamente irresistíveis, coma o melhor fumeiro ( alheira, salpicão e botelo ), saboreie o nosso botelo com cascas, uma boa caldeirada de cordeiro ou renda-se a um cabrito assado, a posta de vitela mirandesa, é sempre uma boa escolha. Acompanhe com vinho da região e não deixe de se deliciar com as tentadoras sobremesas: doces regionais, fruta verdadeiramente natural, a marmelada e o queijo caseiro regado com licores de paladares e odores da natureza que rodeia todo o Concelho. 





segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Visita ao concelho de Bragança

Brasão de Bragança

Localização : 

     Bragança é uma cidade de Trás os Montes, sede de concelho, de comarca, de distrito e encontra-se encravada nas montanhas do Nordeste Transmontano, a 700 metros de altitude e a 22 km da fronteira espanhola. é constituída por 2 freguesias, da Sé e de Santa Maria. 

Bandeira de Bragança


História: 

    Sabe-se que nos séculos XI e XII, segundo os Livros de Linhagens, existiu a família dos Bragançãos, provavelmente fixada em Castro de Avelãs ( na altura sede de um mosteiro beneditino que dominava uma área geográfica apreciável do atual distrito de Bragança, tendo sido um dos seus abades, D. Mendo, que deu origem a esta genealogia). Diz-se que Fernão Mendes, um dos Bragançãos mais ilustres, teria raptado e casado em segundas núpcias com D. Sancha, filha de D. Henrique e D. Teresa, tendo desempenhado um papel importante na defesa desta região. Bragança teria passado a constituir propriedade da coroa por falta de descendência nesta união. Segundo E. Carvalho " A família dos Bragançãos contribuiu para a fundação de um povoado que viria a ser denominado de Bragança, do nome da região e da alcunha familiar". Este povoado teria ganho importância com as disputas para formação do novo reino, uma vez que Bragança funcionaria como primeira linha de defesa. O valor estratégico terá conduzido a que D. Sancho efetuasse uma troca com o Mosteiro de Castro de Avelãs, recebendo a Quinta de Benquerença para acrescentar, segundo o Abade, á área do povoado existente. O Elucidário de Viterbo, por exemplo assume que Bragança teria sido fundada e povoada pelo segundo Rei de Portugal, depois de a obter ao Mosteiro do Castro de Avelãs, Albino Lopo corrobora esta tesse " el-rei D. Sancho I mandou para a Quinta de Bemquerença uma colónia, a que deu privilégios especiaes, com o fim de a desenvolver e tomar importante", apontado as condições topográficas e militares como o motivo principal para a sua fundação ou engradecimento de quinta, á qual teria sido depois mudado o nome para Bragança. As interpretações anteriores foram profusamente refutadas pelo Abade de Baçal que conclui que " Bragança já então existia como povoado importante, pois gosava do privilégio de cobrar direitos de portático sobre as mercadorias que ahi vinham vender-se, não acreditamos na fundação de Bragança em 1187, mas sim que a sua população é muito anterior e só o documento de escambo ou troca feito entre os monges de Castro de Avelãs e o rei nos falia em tal quinta, na verdadeira accepção da palavra, ou propriedade contígua a Bragança, pertencente aos frades e como o seu território fazia falta para dar mais âmbito á cidade, el-rei tratou de o obter" ( 1975-1989). 


Gastronomia: 

    De entre os prato típicos salientam-se a conhecida posta mirandesa - esse naco de vitela, generosidade natural - o cabrito de Montesinho, o cozido e a feijoada á transmontana e ainda as trutas. mas a memória da cozinha tradicional continua presente, mesmo na restauração mais urbanizada e sobretudo nas mãos hábeis das donas de casa de tantas aldeias do concelho, o borralho ainda convive com o moderno fogão, as panelas continuam a alinhar-se á volta da fogueira e o escano ( de castanho )será sempre a mesa das refeições invernais. Por estas paragens a realidade gastronómicas é acrescida dos produtos cinegéticos, verdadeiros, rústicos, naturais. São os caldos de perdiz, confeccionados com a água de cozedura destas aves, presunto, nabo, e cebolas, a sopa de coelho bravo, marinado em vinho branco ou o arroz de lebre com repolho, e o javali á transmontana. A doçaria será porventura a faceta menos diversificada na gastronomia da região, destacam-se, contudo os folares da Páscoa, os ovos doces, consumidos com pão, o bolo de mel, as rosquilhas e as súplicas, estas últimas possuem a particularidade de serem confeccionadas á base de apenas três ingredientes: Açúcar, farinha e ovos. 




domingo, 14 de outubro de 2012

Visita ao concelho de Vinhais

Amanhã iremos testemunhar a história, as tradições e a gastronomia do concelho de Vinhais.

Vinhais é freguesia e sede de concelho, pertence ao distrito de Bragança, Região Norte e sub-região do Alto Trás-os-Montes, a freguesia de Vinhais estende-se por uma área de 33,16 km2 distribuida pelas povoações de Vinhais, Rio de Fornos, Moas, Romariz e Ermida, é sede de um municipio com uma área de 694,68 km2, subdividido por 35 freguesias. o concelho é limitado a norte e oeste pela Espanha, a este pelo concelho de Bragança, a sul pelos concelhos de Macedo de Cavaleiros e Mirandela e a oeste pelos concelhos de Valpaços e Chaves.  

História:

   O topónimo Vinhais , no dizer de alguns historiadores deve provir de data já muito antiga e a propósito escreveu algures, o Abade de Miragaia: « Desde tempos muito remotos a produção principal desta freguesia e deste concelho era o vinho, como está dizendo o seu mone - Vinhais,- terra de vinhais e vinhedos...» Na verdade é a este saboroso e apreciado liquido tão abundante nos séculos passados, principalmente entre os rios Tua e Rabaçal, que se deve a nosso ver, a origem do vocábulo que na opinião de alguém com autoridade não é termo moderno, apesar da sua forma não lhe fixar época, depois de se ter aplicado já em substituição do primitivo ( briga ), a local por natureza forte e por certo mais fortalecido do antigo castelo de Vinhais, que ficava a bastantes quilómetros ao sul da actual vila de Vinhais, designando por certo, já antes da Nacionalidade - de modo que o topónimo poderá até ascender ao latim - » viviales», embora para sua confirmação não tenhamos provas. O mais antigo documento que conhecemos em que faz menção  do vocabulário - Vinhais - que viria depois a denominar a atual vila de Vinhais é dos meados do século XII, o que não quer dizer que não se trate de designação muito mais antiga nessa época. Trata-se pois da » Doação ao Mosteiro de São Martinho da Castanheira em terra de Sanábria, Hespanha, de uma propriedade em Vilar d'Ossos - concelho de Vinhais. Ora é sabido que a atual vila de Vinhais ainda não existia nessa altura, mas sim a freguesia de São Facundo, vulgo S. Facundo de Crespos e mesmo que existisse ainda não estava organizado o concelho de Vinhais, de modo que não podemos pensar que a expressão se refira o local subordinado a atual vila de Vinhais, mas antes pelo contrário, estamos em optar que se trata não e um topónimo, nome de lugar, mas de um corónimo, isto é, do nome dado a uma certa região, ou a um território determinado de funções administrativas, não locais, mas relativamente ao governo central, o mesmo que «terra» termo que afinal, aparece no mesmo documento a designar o que já antes se designava território - Barrondas da Serra. Os dados lançam para o século XII, as primeiras edificações do que mais tarde seria o castelo de Vinhais, transladado possivelmente do Monte de Sr.ª da Saúde, de Vale de Janeiro, por este já não servir os critérios de defesa e controlo fronteiriço. Em 1253, D. Afonso III concede carta de foral, o qual foi outorgado por D. Manuel I em 1512, aos hominibus de Vinaes, et suis terminis, estabelecendo um foro de 600 morabitinos, 500 pela renda daquela terra e 100 pela tenência do castelo. Porém 5 anos mais tarde as inquirições daquele rei mostram que não existia ainda a vila de Vinhais, a povoação mais central, por onde se inicia a inquirição do judicatus de vinaes e S. Facundo do cemitério da vila de Vinhais, parece ser posteriormente a 1258 que num cabeço sobranceiro a Crespos, irá ser erguida a nova vila de Vinhais. Nos reinados de D. Fernando e D. João I fizeram-se reconstruções na cerca da vila, prova de que era um local estratégico de defesa assim como de controlo fronteiriço.

Gastronomia:

   Vinhais apresenta uma gastronomia rica e variada, baseando-se nos produtos genuínos e naturais. O turista que dedicar algum tempo á descoberta desta bela e acolhedora Vila não poderá partir sem se deliciar com algumas das especialidades gastronómicas locais, as saborosas sopas, as deliciosas entradas, as Casulas, os Milhos ( milho moído, podendo ser confeccionado com tomate ou couve), os Cuscus (farinha de trigo e água, cozidos em banho maria), o celebre fumeiro tipico desta região e as magníficas sobremesas de castanha acompanhadas com os doces caseiros. Mas esta vila tem vários pratos típicos e entre eles sugerimos, as trutas do Tuela, os peixinhos do rio fritos, o cabrito á transmontana, os grelos cozidos com linguíça e chouriço de pão, o rodeão assado, os rojões e o figado com couve guisada. Nas sobremesas, podemos destacar a tarte de castanha, o pudim de ovos,  leite creme com pão de ló, súplicas, bolo de noz e os bolinhos das Clarissas.   



sábado, 13 de outubro de 2012

Viagem ao concelho de Chaves





Localização:

  O concelho de Chaves desenvolve-se ao longo do vale do rio Tâmega, que tem posição central no território concelhio e que é delimitado pelas encostas das terras altas em seu redor, a nascente e a poente, de relevos graníticos e xistosos chegam a atingir os 1000 metros de altitude. Implantado no estremo Norte do País, na fronteira com a Espanha, confina a norte com a Galiza e do lado Português, é limitado a oriente pelos concelhos de Vinhais e Valpaços, a sul por Vila Pouca de Aguiar e a oeste por Montalegre e Boticas. Chaves é um dos seis concelhos da região do Alto Tâmega, situada no distrito de Vila Real, assumido uma posição estratégica no contexto do Nordeste Peninsular, reforçada pela confluência de importantes vias rodoviárias internacionais. O municipio de Chaves abrange uma superfície territorial de 519,32 km2, distribuida por 51 freguesias, tem como núcleos urbanos mais importantes a vila de Vidago e a cidade de Chaves, sede de concelho, que engloba 8 freguesias, das quais apenas uma totalmente urbana.

História:

    O período de dominação bárbara durou até que os mouros, povos do Norte de África, invadiram a região e venceram Rodrigo, o último monarca, no início do século VIII. Com a invasão dos árabes, tambem o islamismo invadiu o espaço ocupado pelo cristianismo o que determinou uma azeda querela religiosa e provocou a fuga das populações residentes para as montanhas noroestinas com as inevitáveis destruições. As escaramuças entre os mouros e cristãos duraram até ao século XI. A cidade  começou por ser reconquistada aos mouros no século XI por D. Afonso, rei de Leão que a reconstituiu parcialmente, porém, logo depois, no primeiro quartel do século X, voltou a cair no poder dos mouros, até que no século XI, D. Afonso III, rei de Leão, a resgatou, mandou reconstruir, povoar e cercar muralhas. Da presença islâmica remanesce, quase tão somente na cultura popular, uma grande variedade de lendas interligado castros, tesouros fabulosos e mouras encantadoras. Foi, provavelmente por volta de 1160 que Chaves foi integrada no país que já era então Portugal, com a revelante intervenção dos lendários Ruy e Garcia Lopes tão intimamente ligados á história desta terra. Pela sua situação fronteiriça, Chaves era vulnerável ao ataque dos invasores, D. Dinis, como medida de proteção mandou levantar o castelo e a fortificação muralhada que ainda hoje dominam o burgo citadino e a sua periferia, num grande raio. Em 1253 realizou-se em Chaves o casamento de D. Afonso III com a sua sobrinha D. Beatriz, filha de Afonso X, o sábio, foi o bolonhês quem concedeu á povoação o seu 1º foral, a 15 de maio de 1258, D. Manuel I outorgaria novo foral em 1514. Aquando da Guerra da Independência, D. João I montou em redor de Chaves um cerco que durou 4 meses, tendo-se-lhe rendido a praça, o senhorio da vila foi então dada a D. Nuno Álvares Pereira, que o viria a ceder a D. Afonso, seu genro, fundador da Casa de Bragança, na qual Chaves se conservou durante vários séculos. A Cidade foi cenário de diversos episódios bélicos no século XIX, nela se tendo celebrado, a 20 de setembro de 1827, a designada Convenção de Chaves, após o combate de Ruivães, pondo termo há revolta cartista de 1837, conhecida pela revolta dos marechais. Em Chaves travou-se a 8 de julho de 1912, o combate entre as forças realistas de Paiva Couceiro e as do governo republicano, chefiadas pelo Coronel Ribeiro de Carvalho, de que resultou o fim da 1.ª incursão monárquica. A 12 de março de 1929 Chaves foi elevada á categoria de cidade.





Gastronomia:

    Neste concelho podemos encontrar muitos e variadíssimos pratos tipicos desta zona mas os pratos que se destacam, nas carnes é o arroz de fumeiro, milhos, cozido á transmontana, feijoada á transmontana e o guisado de miscaros ou tortulhos ( cogumelos selvagens que se encontram em algumas terras ), nos peixes temos os peixes do rio com cebolada, salada de bacalhau, polvo cozido, sardinhas em filetes panados e a roupa velha, nas sobremesas podemos apreciar o leite creme tostado, o doce de cabaça, o doce de gila, as rabanadas, as filhós de jerimu, os sonhos de abóbora, a aletria de leite ( á moda antiga) e o arroz doce ( tambem á moda antiga). Se alguém tiver a curiosidade de como se fazer estes pratos, é só escreverem um comentário que nós daremos as receitas destes e de outros pratos de outros concelhos.





sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Viagem ao concelho de montalegre


 Brasão de Montalegre

Localização : 

             concelho de Montalegre está integrado no distrito de Vila Real e encontra-se situado no Noroeste da província de Trás-os-Montes e Alto Douro. Ocupa uma área de 806.2 Km2, distribuída por trinta e cinco freguesias, duas das quais com sede em vila: Montalegre e Salto. Faz fronteira a Norte com a Galiza; a Oeste, com Terras do Bouro; a Sul, com Vieira do Minho e Cabeceiras de Basto; e a Este com os concelhos de Boticas e ChavesO concelho de Montalegre está abrangido em grande parte pelo Parque Nacional da Peneda-Gerês e localiza-se no coração do Planalto do Barroso. Este planalto está enquadrado no maciço galaico-duriense sendo delimitado pelas serras do Larouco, do Gerês, da Cabreira, de Alturas (ou Barroso). Montalegre enquadra-se na região chamada "Terra Fria", zona de profundos contrastes com Verões quentes e Invernos rigorosos, na tradição: "nove meses de Inverno e três de Inferno".


   

História : 

    Há 3500/4000 anos, os nossos mais recentes antepassados, manifestando preocupações com o que haverá para além da morte, ergueram rudes monumentos funerários como antas da Mourela e da Veiga ou as cistas da Vila da Ponte, estes vestígios juntam-se a tantos outros que provam que a área do concelho de Montalegre já era povoada na época dos metais a fazer fé nesses vestígios que nos chegam a longínqua pré- história. O povoamento deste território é depois feito pelo celtas que erguem castros em número pelo menos igual ao das povoações do concelho. Com a chegada dos romanos, a região é atravessada pela via imperial e pontes, altura em que são tambem romanizados alguns castros. Existiram fundadamente nesta região cidades romanas: Praesidium ( em Vila da Ponte, identificada popularmente como Sabaraz) e Caladunum ( em Cervos), das quais há alguns vestígios. Dos Mouros não há indícios documentais que atestem a sua presença, exceptuando a tradição oral que lhes atribui tudo quanto de extraordinário e antiquíssimo existe. Com o nascimento da nacionalidade, D. Afonso Henriques doou porções de terra ou coutos onde floresceram albergarias, hospitais ou mosteiros, sendo uma zona de fronteira com o reino da Galiza, são erguidos com preocupações defensivas os castelos de Gerês e Piconha, mais tarde do Portelo e Montalegre. São atribuídos forais a Tourém, provavelmente por D. Sancho I em 1187, como cabeça das Terras da Piconha, só em 9 de 1273 é que D. Afonso III, em carta de foral, funda a vila de Montalegre e o respectivo alcácer tomando-se cabeça das Terras de Barroso. Este foral é depois confirmado por D. Dinis em 1289, D. Afonso IV em 1340, D. João II em 1491 e D. Manuel em 1515 converte-o em foral novo. Na sequência da Guerra da Independência, no reinado de D. João I, as Terras de Barroso são oferecidas a D. Nuno, Condestável do reino, as tropas francesas tiveram problemas de monta com os barrosões, na Misarela, em 1809. Em 6 de novembro de 1836 o concelho de Montalegre é dividido criando-se o municipio de Boticas e perderam-se para o município de Vieira do Minho, o município de Vilar das Vacas ( sediado em Ruivães ) e logo a seguir o Couto Misto de Santiago de Ruibás. 






Gastronomia:

 Na gastronomia podemos encontrar o famoso fumeiro, que por muitos cobiçado e onde podemos apreciar o presunto, a chouriça e a alheira, na carne podemos encontrar a vitela barrosã, o cabrito de barroso, assado ou estufado, o coelho do monte, a perdiz e o cozido barrosã , nos peixes podemos saborear as trutas do rio Cávado. Depois tambem podemos encontrar o apetecível pão centeio, o folar e a bica de centeio e por fim tambem o mel de barroso. 



quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Viagem até Ponte da Barca

   




Em pleno coração do Alto Minho deve o seu topónimo á " barca " que fazia a ligação entre as duas margens do rio Lima, muitas vezes peregrinos a caminho de Santigo de Compostela, sendo a "ponte" construída em meados do séc. XVI que lhe vai dar o nome de S. João de Ponte da Barca (1450). Terra rica, fidalga, de feição arejada, as Terras da Nóbrega viram nascer junto do bucólico Lima os Irmãos Bernardes, Diogo e Agostinho, poetas da paisagem, das fontes e da saudade, mas Ponte da Barca é tambem vila morena, de granito talhada, cheia de construções apalaçadas com capelas e muros fronteiros, ameados e brasonados dos séc. XVI e XVII, os Paços do Concelho, o Pelourinho, o abrigo porticado, a Matriz dedicada a S. João Baptista com risco de Vilalobos e ao lado de todo este espólio histórico-monumental, em plena harmonia de linhas e cérceas, uma vila nova a cheirar a progresso, uma Ponte da Barca atrativa e moderna. É um concelho de contrastes: em primeiro plano á esquerda a albufeira do Alto do Lindoso (maior da Península), encontra-se ao lado o velho castelo roqueiro afonsino reconstruído por D. Dinis em 1278, com baluartes e torre de menagem, os famosos espigueiros cobertos com lajes de granito, a Ermida, alminhas e cruzeiros.






Artesanato:

   No passado o artesanato constituía a única forma de produção existente, mas com a industrialização, o desenvolvimento da produção em série e o surgimento do plástico, muitos dos ofícios tradicionais viram destronada a sua posição, mas em Ponte da Barca ainda se praticam diversas artes, sendo possível encontrar artesãos que ainda laboram de acordo com os ensinamentos dos seus antepassados. Desde os bordados e a tecelagem, os artesãos deste concelho dedicavam-se á cestaria, confecções  cangas e cangalhos, pirotecnia, enfim, a uma vasta lista de atividades essenciais para o quotidiano da vida das comunidades e das pessoas.


Gastronomia:

    Ponte da Barca é dos concelhos mais ricos no tocante á gastronomia, pode-se considerar que na gastronomia de Ponte da Barca se encontra o mais tradicional sabor, fruto da utilização dos mais variados e ricos produtos da região para a confecção das mais variadas especialidades. Desde sempre que o homem soube valorizar tudo aquilo que a terra e o Rio Lima lhe davam, talvez por isso a gastronomia de Ponte da Barca seja rica, variada e em parte sazonal devido á tradição popular quotidiana á qual os pratos estão associados. De entre todas as especialidades, merecem destaque: o Cozido há Portuguesa, o Sarrabulho, as Papas de Sarrabulho, o Cabrito da Serra Amarela e a Posta Barrosã, nas carnes; a Lampreia, o Sável e a truta, nos peixes. Relativamente á doçaria, esta sofreu influência do célebre mosteiro de Vila Nova de Muía, por onde passaram os Cónegos Regrantes de St. Agostinho e onde esteve recolhido D. Afonso Henriques, durante duas semanas, para preparar o Recontro de Valdevez. São doces á base de pão de ló e ovos, como é o caso do bolo branco, temos ainda o leite creme e as rabanadas de mel que podem ser encontradas na ementa de diversos restaurantes. Mais recentes mas com igual destaque no campo da doçaria podemos referir as queijadas de laranja e os Magalhães, concebidos em homenagem ao navegador com raízes barquenses e que concerteza farão as delícias de quem os provar






quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Viagem e visita ao concelho de Arcos de Valdevez

   


Arcos de Valdevez, conserva todo o encanto característico desta região: paisagem verde, frescura abundante, arquitetura solarenga e um rio que espelha toda a vaidade de uma vila carregada de história: O Vez. Arcos de Valdevez oferece todos os encantos das vilas á beira-rio, por toda a parte, a herança de uma antiquissíma memória aliada á preservação de valores tradicionais, á inovação e dinamismo.
  Este município é composto por 51 freguesias, com uma área de 450 km2, as vantagens naturais de um concelho de surpreendente variedade geográfica, fizeram de Arcos de Valdevez um destino de eleição, que oferece um exemplo de harmonia entre a área natural protegida e a vida quotidiana das gentes que ocupam estas terras. Integrado no complexo montanhoso do Parque Nacional da Peneda Gerês, o concelho dispõe de um diverso e interessante Património Natural, através das múltiplas áreas de regadio e de terrenos férteis proporcionados pelo rio, bem como a existência de amplos anfiteatros naturais, opondo zonas de serra e de planície. Com a sua vila lendária, com mais de 9 séculos de História, Arcos de Valdevez é detentor de um número infindável de monumentos históricos e etnlógicos, que permitem ao visitante uma experiência única, este vasto e rico panorama constitui o Património Arquitetónico Histórico e Cultural, onde a própria sobriedade dos montes e vales se alia á beleza das mais diversas manifestações artísticas, Castelos, Igrejas, Torres, Pontes, ermidas e vestígios de antigas civilizações, tudo aqui pode ser descoberto. Na vila, um circuito no centro histórico, que inclui algumas das maiores jóias do Barroco Nacional, patentes na Igreja do Espírito Santo, Matriz ou na Lapa, bem como edifícios de interesse arquitetónico. No concelho uma visita obrigatória ao Santuário da Nossa Senhora da Peneda, ao Soajo,  a Ermelo mas também ás belíssimas paisagens serranas, com contrastantes vales e pequenas aldeias típicas.  





Gastronomia:

  Na gastronomia deste concelho podemos encontrar vários pratos típicos, mas os mais procurados são o Cozido á Minhota, Cabritinho Mamão da Serra, Arroz de Feijão c/ Posta Barrosã, Papas de Sarrabulho, Rojões, Lampreia e Bacalhau á Violeta. Na doçaria podem ser apreciados os Charutos de Ovos, Doce Sortido ( Casadinhos, Brancos ), Cavacas dos Arcos, Bolo de Mel e os rebuçados dos Arcos.




Vamos agora falar de um freguesia, tambem pertencente a este concelho que se chama Gavieira, onde se encontra um Santuário muito importante e imponente, é o Santuário de Nossa Senhora da Peneda, onde tambem se pode avistar uma grande cascata. Falando da freguesia Gavieira, há indícios que o povoado da Gavieira tenha sido fixado ainda antes da formação da nacionalidade, dada a insegurança dos tempos da reconquista, estas regiões eram bem mais seguras do que o vizinho Vale do Vez. Estes lugares tambem eram privilegiados para a pastorícia de altitude, assim como toda a região envolvente que compreende o complexo montanhoso Soajo-Peneda- Laboreiro. A caça tambem era abundante, que incluía javalis, corços, veados e ursos. A freguesia de Gavieira, como paróquia aparece constituída pela primeira vez em meados do século XVI, mas como comunidade, deve sr contemporânea á comunidade de Soajo.

Vamos agora falar um pouco do Santuário de Nossa Senhora da Peneda.

O Santuário de Nossa Senhora da Peneda é um santuário construído entre finais do séc. XVIII e o terceiro quartel do séc. XIX, a igreja foi terminada em 1875, frente á igreja encontra-se o escadatório das virtudes, com estátuas representando a Fé, Esperança, Caridade e Glória, datado de 1854, obra do mestre Francisco Luís Barreiros. Após um largo triangular onde se situam os antigos dormitórios para os peregrinos ( hoje transformados num Hotel ), o santuário desenvolve-se numa alameda arborizada em escadaria, com cerca de 300 metros e 20 capelas, com cenas da vida de Cristo ( Natividade e Paixão ). Uma das capelas ostenta uma inscrição que atesta ter ela sido oferecida pelos negus da Etiópia. Ao fundo da alameda, numa praça circular, situa-se um pilar oferecido pela rainha D. Maria I .